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Censura.jpg

Corre a notícia de que as ligações ao blog "Do Portugal Profundo" estão proibidas no Facebook, tal como é vedado citá-lo. Surpreso, ainda que não espantado, fui confirmar. Confere, a minha tentativa de partilhar uma ligação ao seu último postal (que denuncia a censura de que é alvo nesta rede social) foi negada, e fui informado de que o referido blog "viola os princípios da comunidade".

Estas coisas são simples, e sabe-se a metodologia (o processo geral já foi publicada em jornais portugueses, e decerto que é esse o que agora acontece): o blog é vetado no FB devido a denúncias várias às quais se segue uma série de tarefeiros que decide "na hora" se deve ou não vedar acesso ou apagar conteúdos. Há recurso, para "superiores hierárquicos" que mantêm ou não a decisão. Ou seja, e para além do falível funcionamento da empresa - a notícia que li há tempos falava de impreparação dos jovens funcionários temporários e da extrema rapidez exigida aos processos - surge aqui um perverso sistema de censura rizomática, uma espécie de "delação premiada": se um conjunto de pessoas denunciarem um conteúdo porque os "ofende" este é retirado.

Ou seja, se alguém escrever que o Benfica é beneficiado pela arbitragem (19 000 "gostos"-FB no postal de ontem no nosso És a Nossa Fé que isso afirma) um conjunto alargado de membros das claques internéticas benfiquistas pode denunciar o conteúdo: bastará apanhar um jovem tarefeiro inseguro (ou benfiquista) para que as ligações (e citações) sejam retiradas das partilhas no FB.

É óbvio o que aconteceu: António Balbino Caldeira escreveu um texto avesso à exploração política que o populismo racialista (LIVRE/BE) está a fazer do horrível assassinato (não é uma redundância) do estudante cabo-verdiano Giovani Rodrigues, acontecido em Bragança. Concorde-se ou não com a sua argumentação, os termos em que ela é apresentada são - em texto e em putativo sub-texto - eticamente (os tais "princípios da comunidade", por fluidos que sejam) inatacáveis. São até - mas essa é a minha opinião - muito certeiros, por desagradáveis que possam ser aos populistas (facilitadores) das aparentes "boas causas".

Não sou leitor habitual de Balbino Caldeira. Mas claro que o li, veterano e célebre bloguista que é. Convirá lembrar os candidatos e os efectivos delatores, que o bloguista batalhou contra José Sócrates dizendo muito do que agora qualquer cidadão pode saber. Que foi processado pelo famigerado então primeiro-ministro e foi inocentado. E que isso lhe dá mais crédito como cidadão - ainda que não o iniba de cometer erros e de convocar discordâncias - do que os "intelectuais orgânicos" deste movimento populista racialista, então apoiantes dessa cleptocracia socialista. Gente comentadora televisiva, colunista de "jornais de referência", até deputada, e ombreadores do bloguismo remunerado anónimo de contra-informação (fake news avant la lettre). A esses funcionários públicos, ou avençados do Estado, apoiantes dos desmandos na banca pública, do combate à liberdade de imprensa, de afronta à separação dos poderes, do nepotismo e vera criminalização do Estado, e até académicos adeptos da efectiva falsificação de títulos universitários, ninguém persegue com o recurso a estas manobras da tal censura rizomática. Por demagogos que surjam, abjectos falsificadores do real. E essa diferença permite bem perceber onde estão os democratas.

Já para Balbino Caldeira, porque é de uma "direita profunda", como tantos destes "intelectuais orgânicos" são de uma "esquerda profunda" (que nunca, para eles, "extrema"), se organiza (eles organizam, sem rebuço) a censura.

Enfim, ao ser confrontado com a impossibilidade de partilhar no Facebook uma ligação ao "Do Portugal Profundo" deixei esta mensagem ao sistema daquela empresa: "Nada há nos postais do veterano blog Do Portugal Profundo, o qual, como bloguista que sou, leio há cerca de 15 anos, que seja considerável como calúnia ou violentador do espírito de cidadania. As ideias que o autor do blog defende são absolutamente legítimas, concordemos ou não com elas. A proibição da sua divulgação no Facebook é um acto inaceitável. E muito duvido que seja legítimo."

Agora venham-me dizer que eu sou racista.


48 comentários

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De Vorph Valknut a 12.01.2020 às 19:17

Jpt, o YouTube tem seguido a mesma política, encerrando canais de autores considerados, pela comunidade(?) racistas, etc. Um exemplo é o Thulean Pespective, de Varg Vikernes. Sendo um conhecedor do pensamento deste polémico personagem, fiquei boquiaberto com a decisão de lhe fecharem o canal. Polémico, sim, nos pensamentos, alguns deles, baseados em erros históricos claríssimos, etc, não os considerando, contudo, perigosos, no sentido de apelarem a acções criminosas, a militâncias violentas. Varg é um pagão (HEATHENISMO), crítico acérrimo da sociedade moderna, que afirma ter sido a "alma mater" europeia, "a cultura europeia", emanente , segundo ele, do paganismo nórdico-europeu(celta) , degradada, corrompida pelas religiões semíticas abraâmicas (um pouco na tradição do pensamento de Gibbons sobre a Queda do Império Romano) . É a opinião dele, e que em certo sentido acompanho. Contudo, nunca o vi defender movimentos de supremacia branca, bem pelo contrário, e nunca defendeu o nacional socialismo alemão, como muitos afirmam. Aliás, Vikernes crítica/criticou todos os partidos nacionalistas. Porém foi "apagado" . Acompanho-o nessa sua preocupação.

https://youtu.be/IJx0mUvlJnY

https://youtu.be/cNJa2QBnpAA

https://youtu.be/JiTnc5tCZ5o

https://youtu.be/SKdnrMF6GYQ

Já agora jpt recomendo este livro :

https://www.goodreads.com/book/show/28512671-everybody-lies

Cumprimentos. Umarmung, Varg Vikernes
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De jpt a 13.01.2020 às 09:05

Obrigado pela referência bibliográfica. Quanto ao que diz é assunto interessante. Mas eu sou, agora e aqui, mais exclusivista: que a internet e as múltiplas redes sociais sejam locais de confronto é uma questão muito interessante, e que deve convocar atenção. Mas este é um caso nacional, muito mais escrutinável e que mais nos diz sobre a nossa sociedade - ainda que se possa traçar algumas componentes similares (restrinjo-me ao que V. diz, não conheço a situação a que alude).
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De Vorph Valknut a 13.01.2020 às 09:24

O grande problema, e que já referi mais abaixo, num outro comentário, é o Direito que todos temos de aceder à Informação (a Comunicação Social tradicional é cada vez mais insuficiente nesta tarefa) . Sendo a Internet a via de acesso mais fácil, expedita, a qualquer um de nós, em qualquer parte do mundo (entre aspas), as empresas, proprietárias de "motores de busca" não podem ter políticas internas, árbitrárias, lesivas daquele Direito Fundamental, com vista a uma Cidadania plena. A Google, o Facebook, não são cafés, ou a Jerónimo Martins.
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De jpt a 13.01.2020 às 11:31

As questões jurídicas (e políticas) sobre a internet, a liberdade de informação et al, são as fundamentais, estruturais. Mas ultrapassam o meu saber, os locutores terão que ser outros. Esta é uma questão mais de detalhe: as práticas de uma multinacional manipuladas por um núcleo populista português. Sobre isso, uma questão relevante mas algo chã, sinto-me capaz de botar.
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De Vorph Valknut a 12.01.2020 às 19:19

Qualquer dia fecham o deste doidivanas:

https://youtu.be/77Ha0F1qGY4

Força, Tilly.
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De jpt a 13.01.2020 às 09:06

Não conhecia.
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De Isabel Paulos a 12.01.2020 às 19:30

Uma palavra de solidariedade com o António Balbino Caldeira, que se rege por convicções e, com sacrifício pessoal, expôs as podridões do País que incomodam e cobardemente preferimos esquecer. Já perdi a conta aos anos que comecei a ler o Do Portugal Profundo, nem sempre concordo, mas respeito e admiro.
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De jpt a 13.01.2020 às 09:07

Sim. Exerce uma militância que lhe tem custos. Não é o meu estilo de blog, nem de abordagem. Mas é respeitável. E corajoso.
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De Anónimo a 12.01.2020 às 21:02

Tanta invasão, tantas pessoas que aparecem com o perfil de outros, tanta entrada a torto e a direito de meninos que andam por aí a manobrar as tecnologias do Face , inserção de vídeos que ás vezes metem nojo, e o "Facebook passa a diante fazendo vista grossa . Agora vem meter-se no parecer de cada um, na defesa de justiça sobre racismo?! Isso é ridículo e dá vontade de fechar tudo que tem a ver com facebooks...
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De jpt a 13.01.2020 às 09:08

O meu problema não são os "facebooks" (ou os blogs). São as atitudes políticas destes nichos anti-democráticos, os populismos persecutórios.
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De marina a 12.01.2020 às 22:02

Aconteceu-me isso agora mesmo. não me deixaram partilhar um link com " o idiota" de Dostoiévski em pdf , diz que viola os princípios da comunidade... é perfeitamente legal, o pdf, já não há direitos de autor para Dostoiévski.
e já me deixaram partilhar livros em pdf , todos com mais de 70 anos , claro..Este bloqueio foi novidade.
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De jpt a 13.01.2020 às 09:09

Eu já partilhei ligações para sítios com livros em pdf (há "sites" magníficos, piratas claro, com fundos documentais monumentais)
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De zazie a 12.01.2020 às 22:23

Muito bem. Tudo o que escreveu aqui e o que dirigiu ao Facebook é límpido, objectivo e isento.
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De jpt a 13.01.2020 às 09:00

Obrigado
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De Anonimus a 13.01.2020 às 00:03

O pessoal confunde-se um bocado
O Facebook não é uma Entidade, e muito menos um Estado. É uma empresa.
Da mesma maneira que o senhor manel lá do café corre com o cliente que disse que o ficou um penalty por marcar contra o Glorioso, porque 90% de quem está lá a aviar cervejas é do Benfica, o Facebook e Amigos reservam o direito de admissão.
Não, "postar" no Facebook não é um direito nem está abrangido pelas liberdades e garantias. A malta gosta de pensar que está numa sociedade (virtual) livre, que são "cidadões" da República Popular do Face, mas na realidade são meros clientes do estaminé do Dr. Zuckerberg. Têm espaço para as suas amizades, para escreverem o que lhes vai na cabeça, para navegarem nas vidas alheias; em troca vendem os seus dados a quem der dinheiro por eles. E para por lá continuarem, cumprem religiosamente as regras do estabelecimento.
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De Anónimo a 13.01.2020 às 04:56

Na mouche !
Cada vez mais se confunde redes sociais com internet, é como aquela confusão entre Europa e UE.
O facebook é uma empresa privada que fornece um serviço, interacção virtual de pessoas tal como outros e quem quer lá estar tem de respeitar as regras embora as mesmas possam ser distorcidas a nosso favor ou contra nós.

WW
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De jpt a 13.01.2020 às 08:58

WW, não me parece que faça grande confusão ou que a deixe explícita no postal. Explicito que há um funcionamento empresarial - e na medida em que o conheço, através de notícias na imprensa a que aludo, até o apresento. A minha questão não é com o "Facebook" enquanto empresa mas sobre a forma como grupos conluiados estrategizam para fazer uma "censura rizomática". Ou seja, é uma questão política (e cultural, no sentido de ideologia e prática política), que ultrapassa a simples manipulação de regras empresariais. Julgo até que estará tudo implícito na escolha das palavras, ainda que o postal tenha sido escrito de rajada. Pois culmino, desculpará a auto-referência, dizendo que duvido que o impedimento ao blog seja "legítimo" (e não "legal", termo cuja semântica é diverso, e que se aplicaria caso fosse um OCS ou similar). Bom dia, boa semana, e obrigado pelo seu comentário.
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De Anónimo a 14.01.2020 às 00:10

JPT eu percebi inteiramente o alcance do seu post e também partilho (e muito) das suas preocupações e dou-lhe inteira razão.
O problema é a tal confusão a que fiz referência que infelizmente passa cada vez mais ao lado do comum mortal.
As artimanhas a que o JPT alude, já as conheço há muito, na sua génese passavam pelos multinicks em fóruns sobre uma qualquer temática.
A internet era um lugar livre, hoje além do serviço / acesso temos de pagar de outras formas seja através de informação pessoal ou a sério por subscrição mas repare que isto da internet é só a ponta do iceberg, o exemplo mais recente é do MB Way, no fundo o que nos estão a fazer é obrigarem toda a gente a seguir certos caminhos sob pena de ou ficarmos para trás ou sermos excluídos.
No fundo as big data estão a sequestrar a internet e obviamente existem grupos que se valem disso para silenciarem as vozes incómodas.

WW
Não sei se sabe o que é o nónio mas repare
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De jpt a 14.01.2020 às 10:01

Há aqui algumas questões que são diferentes: digamos que V. (e alguns outros comentadores) comentam e querem discutir a pertinência e justiça do Guia Michelin enquanto eu escrevi apenas um postal sobre a tasca cá do meu bairro. Já o escrevi aqui em vários comentários mas repito-o, por mais interessantes (e importantes) que sejam as questões "macro" relativas ao controlo (político e económico) da internet eu não tenho - ainda que não seja info-excluído - informação suficiente (e alguma reflexão assim suportada) para botar opiniões sobre o assunto, estou no estado de proto-achismo, por assim dizer.
Mas ocorre-me algo, que não procura resumir tudo e terminar a discussão como se estivesse num palanque de blaseísmo mas que é uma espécie de entristecido realismo: os anseios de uma internet livre (do controle económico e político) são uma espécie de pastoral de XXI. Rebentado que está o mito da bucólica e libertadora e realizadora "natureza", do campo que nos limpe da poluição (mental) citadina, haveria um trans-espaço, o velho éter, livre de constrangimentos que nos libertasse desta decadente civilização, a Urbe. Mas afinal é isto mesmo ...
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De Vorph Valknut a 13.01.2020 às 09:10

WW a Google tem seguido a mesma política. Pode dizer-me que há livros, bem sei. Mas o acesso à informação, que deveria ser um Direito, que é um Direito, fica, ficará muitíssimo condicionado com políticas discriminatórias semelhantes. Em certo sentido, ironicamente, esta purga de canais, autores, blogues, sites, em nome de um certo conservadorismo de ideias, relembra as queimas de livros, o Index Librorum Prohibitorum.
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De Anónimo a 13.01.2020 às 10:38

O caso da Google ainda é mais divertido, pois a empresa é (era?) um dos "good guys".
Desde há muito se estabeleceu, entre a comunidade TI, um muro entre os bons e os maus, entre os diabos opressores que buscam o lucro e desrespeitam as pessoas, e os anjos salvadores.
A Microsoft pertencia ao primeiro grupo, a Google ao segundo. Todas as práticas da Google eram exclusivamente direccionadas ao bem comum.
Depois lá se descobriu que, tal como outros, fogem ao fisco, têm práticas pouco éticas (na aquisição e divulgação dos dados), e politicamente nem sempre estão ao lado dos chapéus brancos.
A Google quer dinheiro, ponto.
E é preciso relembrar um ponto: empresas como Google, Facebook e outras, já não dependem de quota de mercado, têm de ser 100% dominantes.
Porque mais que de lucros, vivem de capital angariado.
Caso percam esse estatuto, rebentam.
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De Anonimus a 13.01.2020 às 13:33

Saiu anónimo
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De Anónimo a 14.01.2020 às 08:48

Mas o problema é esse, não é conservadorismo nenhum, é o capital em movimento, o expoente máximo do capitalismo sem freio, o sonho molhado de qualquer neo-liberal.
Estas empresas não têm concorrência, agem em monopólio absoluto, estão acima dos Estados Nação e corrompem qualquer réstia de debate que possa haver sobre um qualquer assunto.
Antes era necessário estar na net, hoje é obrigatório estar no facebook...

WW
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De jpt a 14.01.2020 às 10:03

Não é obrigatório estar em lado algum da internet-. Nem nos blogs. Para alguns (para os bloguistas de hoje, com toda a certeza, passada que foi a Era Blogal) é um prazer, uma opção, narcísica que seja. Mas não uma necessidade.
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De Anónimo a 15.01.2020 às 00:31

Estar na net no sentido lato (empresas, organizações, associações etc), não no pessoal embora ele também se verificasse muito com páginas pessoais e sites pessoais, ainda sou desse tempo...
Hoje é "obrigatório" estar conectado, as pessoas antes ligavam-se, hoje vivem ligadas, é uma alucinação completa...

WW

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De jpt a 13.01.2020 às 08:53

Anónimo, obrigado pelo esclarecimento que entendeu necessário.
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De Vorph Valknut a 13.01.2020 às 09:03

O problema é que as regras de admissão devem ser claras, não discriminatórias, tanto no Face como na Tasca, sob pena de se estar a cometer uma ilegalidade e a "ASAE" dar ordem de fecho
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De jpt a 13.01.2020 às 10:02

As regras são claras. E há mariolas que as manipulam: este é um caso disso.
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De Anónimo a 13.01.2020 às 10:42

As regras são claras. E claramente subjectivas.
Não se pode "incentivar o ódio". Mas o que é isso de incentivar o ódio?? Posso dizer que, seguindo a minha interpretação, todos aqueles programas de bola são incentivos ao ódio.
Não se pode divulgar conteúdo sexual. Para uns mostrar o joelho já se enquadra nisso.
E aí por diante...
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De jpt a 13.01.2020 às 11:33

As regras são claras E subjectivas. A subjectividade é algo inerente. Daí este meu postal, sobre a aleivosia em curso.
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De Bea a 13.01.2020 às 00:44

Li o post do Portugal Profundo no Tempo Contado e não vi nele nada de saliente a justificar as medidas tomadas. E gostei de ler e saber que o Delito tomou posição.
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De jpt a 13.01.2020 às 09:00

Com efeito, e como diz, nada há de abusivo nos últimos postais do blog, que decerto terão provocado este recente impedimento no FB.
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De Luís Lavoura a 13.01.2020 às 09:47

jpt parece ser da opinião que o Facebook é um serviço público que tem a obrigação de estar disponível para todos e de ser apartidário, mais ou menos como o Serviço Nacional de Saúde, ou a RTP, ou os Transportes Sul do Tejo, sei lá.
Mas não: o Facebook é uma empresa privada, que só disponibiliza o seu espaço a quem quer e como quer. Tem todo o direito de bloquear o que quiser quando quiser, e isso não deve ser chamado "censura".
No limite, quem quiser pode criar uma alternativa ao Facebook, no qual permita todos os posts, ou então permita outros posts segundo os seus critérios preferidos.
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De jpt a 13.01.2020 às 10:01

Lavoura: não sou dessa opinião, não pareço ser dessa opinião, o texto não apresenta essa opinião, nem deixa aparentar essa opinião - é aliás um texto, e digo-o sem presunção nem água-benta, muito bem explicadinho. Ficará portanto V. com a sua perspectiva do "contra" e eu sigo com a minha, tão explícita e nada relacionada com a sua pirraça: há gente em Portugal conluiada para manipular as regras e as práticas da empresa do FB para impedir a divulgação de opiniões que afrontam as suas ideias populistas e acções de agit-prop. Tenha uma boa semana.
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De Manuel Sousa a 13.01.2020 às 10:25

JPT: concordo. Tal & qual.
Lembra-se da "Grande Loja do Queijo Limiano" (agora, portadaloja?
Não deixe que a Verdade estrague uma boa história ?
Todos os Homens honestos mataram César. A alguns faltou arte, a outros coragem e a outros oportunidade mas a nenhum faltou a vontade
Marcus Tullius Cicero, Philippicae
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De jpt a 13.01.2020 às 11:34

Lembro, um dos clássicos da era blogal
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De Anónimo a 13.01.2020 às 15:36

Essa do populismo está a ter piada.
O casaquinhos convida a, b ou c que têm tido posições consideradas populistas.
Os convidados/as dizem não perceber o que é ser populista, e o casaquinhos responde que é 'dizer o que o povo gosta de ouvir'.
Quer dizer, então o casaquinhos está a dar oportunidade ao populismo.
A máximo do populismo é aquela de 'dar subsídios aos ciganos e uma miséria de reforma a quem trabalhou toda a vida'. Quem é que não gosta de ouvir isto.
Afinal a miséria da reforma foi por ganhar sempre pouco toda a vida e o subsídio aos ciganos não passar de uns 3,5% do que é pago à generalidade de quem tem direito a esse subsídio.
'tá bem podia haver umas 'irmãzinhas da caridade' para os tais subsídios aos pobres, e quem dava o dinheirinho às 'irmãzinhas'?
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De Vorph Valknut a 13.01.2020 às 10:12

"Tem todo o direito de bloquear o que quiser quando quiser."

Dúvido que haja um Direito nisso.
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De Manuel Sousa a 13.01.2020 às 10:30

Ora nem mais.
Citação é "pimenta no rabo dos outros. é..." ?
O mundo é visto ao avesso, apenas quando convem?
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De jpt a 13.01.2020 às 11:35

No caso do comentador Lavoura é mesmo quando lhe apetece, e apetece-lhe (quase) sempre. Justiça lhe seja feita, não é por conveniência própria, é apenas por prazer.
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De Vento a 13.01.2020 às 14:05

Meu caro Lavoura, você pretende transformar uma actividade pública em matéria manifestamente privada quando, como se encontra implícito no texto do jpt, sentem desconforto perante a espuma que umas quantas ondas fazem.

Gostaria também de lembrá-lo, a propósito da "Lavourada da semana" que o Pedro Correia postou, que qualquer um pode ter membro. Porém existem umas "transliterações" em torno do significado desta palavra, membro, que se adaptam bem ao contexto. Explico:
Existia uma marca de cigarros designada por "Pall Mall". Todavia, no Brasil aludia-se a esta marca, em tom vocal e não escrito, assim como quem não quer coisa, para designar "Pau Mole".

Aqui chegados, resta parabenizar o DO por ter um membro duro, isto é, o jpt.

Quanto à matéria em substância: actualmente afirmo que o extremismo da esquerda nada mais é que consequência do "efeito viagra", isto é, é uma reacção artificial e induzida. Nota-se em quem disto se socorre que o efeito não é duradouro e por vezes provoca sérios danos colaterais, que atingem quem disto se serve.
Tanto falam sobre o racismo que acabarão por conseguir que mesmo os que não são se tornem racistas. O artificialismo tende a gerar estes episódios. Mal andará o juízo de uma nação, ou organização ou pessoa que se atenha à espuma das ondas que acabam por "morrer na praia". Isto é moleza.
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De jpt a 14.01.2020 às 10:06

Essa da alteração do "Pall Mall" tem muita piada. Eu tenho um problema essa marca de tabaco dado que há alguns anos o belo "Palmar" moçambicano foi transformado num vulgar "Pall Mall": uma perda no património cultural, respondi, angustiado com tais perniciosos efeitos da globalização.

Quanto ao que me dedica, e abstendo-me de derivas mais brejeiras, só posso lamentar um "ai, ai, quem me dera".
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De Carlos Faria a 13.01.2020 às 11:07

O facebook tornou-se no centro nevrálgico de atividades dos censores da sociedade atual. É certo que deveria haver controlo do que ali se replica, mas permitindo a denúncia anónima sem um controlo sensato da equipa do Facebook do denunciado ficou aberta a caixa de pandora dos censores sem escrúpulos ou excessivamente escrupulosos para esta rede social. Sinto isso na pele com o meu blogue Mente Livre que sempre foi um espaço de livre reflexão mas nunca de ataque à honra de ninguém... claro, incómodo por vezes, mas devidamente identificado o autor, mas não é na justiça que se queixaram por não haver nada de abusivo, mas censurado no facebook anonimamente
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De jpt a 13.01.2020 às 11:42

Refere algo relevante: se há denúncias de conteúdos nas redes sociais - que de um modo que não me é claro (já acima explicitei que não conhecedor dos meandros jurídicos da internet, e das redes) - elas deveriam ser públicas. E neste caso seria bem interessante ver o rol dos denunciantes ...

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