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A Câmara de Lisboa e o país

por jpt, em 03.07.19

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Fernando Nunes da Silva. ‘Manuel Salgado é o verdadeiro presidente da CML’. (I, 12 de Setembro de 2018)

Fernando Nunes da Silva, "Os negócios imobiliários vão ganhar milhares de milhões com a expansão do metro". (II, 19 de Setembro de 2018)

Ontem foi o meu aniversário, o 55º. E o Facebook deu-me uma prenda. Melhor dizendo, algumas das minhas ligações-FB ("amigos" diz-se, sobre pessoas que não se conhecem, uma aberração linguística) deram-me uma prenda: chamaram-me a atenção para esta entrevista. Trata-se de um verdadeiro documento, um "corte geológico" da Câmara de Lisboa. Mas também, se extrapolando, do poder municipal. E, mais do que tudo, sobre o que é o Partido Socialista.

Vem num discurso claro, com conhecimento interno do que se vem passando. Dizendo coisas "incríveis" ainda que credíveis. Demonstrando o "estado da arte" do que é o PS. É a isto, à rejeição deste descalabro anti-democrático, que Inês Pedrosa, Miguel Sousa Tavares, Fernando Rosas, Seixas da Costa e outros painelistas chamam "populismo" (já ninguém diz pujadismo), o antes dito "neoliberalismo" ou mesmo "fascismo". No que são secundados por inúmeros menos-conhecidos, funcionários públicos professores, jornalistas avençados ou mesmo meros facebuquistas/bloguistas mui ciosos deles mesmos. A cortina que impõem é tão grande que esta entrevista - com tudo o que poderia ser letal para uma clique no poder - passa praticamente despercebida (é de Setembro de 2018) e dela saem incólumes os dirigentes partidários.

As pessoas, estas tantas que apoiam esta tralha toda, não prestam. Nada prestam.


16 comentários

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De Anónimo a 03.07.2019 às 10:36

O Povo é sereno. É só fumaça.

Joel Renato
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De jpt a 03.07.2019 às 23:59

Será isso, JR.
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De Robinson Kanes a 03.07.2019 às 12:59

O "poder salgado" é gigante e vai além do urbanismo e mobilidade...

... Medina é um ambicioso com pouca ética... E temos o cocktail fatal...
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De jpt a 04.07.2019 às 00:00

Fatal não será, que isto continuará por décadas. Mudarão os nomes e ... pronto(s).
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De Vento a 03.07.2019 às 13:11

Atrasados, mas receba os votos que continue a aniversariar com o fôlego de revela nas suas postas.

A propósito dos "negócios imobiliários" quero partilhar um acontecimento que levará mais longe este comentário.
Um amigo que acompanha um familiar idoso, senhor com 88 anos bem lúcidos, dava-me conta que recentemente ao entrar em casa constatou que o familiar em causa encontrava-se perturbadíssimo. O motivo de tal acontecimento prendia-se com o facto de ter visto nas notícias as acções de despejo que ocorrem precisamente por causa dos negócios e especulações imobiliários, quer na venda quer no arrendamento.
O bondoso senhor, a quem a situação não afecta e não afectará, perturba-se ainda com tamanhas injustiças levadas a efeito cntra contra os seus semelhantes.

Ocorre a este propósito dizer que de tal forma é escandaloso o fenómeno que encontramos pessoas a residir em habitações há 30 (TRINTA) - que não as podem adquirir quando postas à venda pelos senhorios - e mais anos, a pagar rendas acima dos € 400,00 e € 500,00, e que por terem menos de 65 anos e não serem deficientes, estão sujeitas não só a aumentos acima de rendimentos que hoje maioritariamente não se pagam ( e refiro-me também a agregados constituídos somente pelo próprio e própria) como também, findo o período de carência legal estabelecido e os preceitos determinados pelo RABC - Rendimento do Agregado Bruto Corrigido, estão sujeitos à entrega da habitação, mesmo com obras por estes anteriormente efectuadas.

Ainda a propósito do referido escândalo, importa dizer que alguns desses contractos são de arrendamento livre, portanto, estabelecidos livremente antes de 1990 com rendas por ambos acordadas e sujeitas a aumentos conforme disposição legal ao longo dos anos.
E não obstante, o actual governo e seus parceiros consentem nas alterações legais que permitem poder ser estes indivíduos mais cedo ou mais tarde despojados de uma habitação, sujeitos ao critério dos especuladores, contrariando até mesmo os princípios de um acordo estabelecido anteriormente e livremente entre as partes e que sabiam que a habitação poderia ser morada até aos últimos dias.
Este escandaloso desenraizamento permitido pelo actual governo e seus parceiros viola, a meu ver, os princípios constitucionais e também o princípio de boa fé consignados nos contractos de arrendamento anteriormente estabelecidos.
Em suma, a especulação imobiliária, venda e arrendamento, é fenómeno que se alimenta do consentimento daqueles que deviam saber o que significa governar e não deixar que se governem.
É preciso correr com eles.
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De jpt a 03.07.2019 às 13:39

Obrigado pelos votos. Quanto ao que refere no seu comentário só me ocorre dizer uma coisa: ora aqui está um viçoso candidato a "comentário da semana", ainda que seja algo abusivo da minha parte deixar cair estas insinuações.
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De Aurélio Buarcos a 03.07.2019 às 15:39

Vento, no exemplo que dá um casal que em 1989 (há 30 anos) que hoje tem menos de 65 anos; teria 34 anos na data referida, optou por arrendar uma casa por 500 euros em vez de adquirir um imóvel, na altura, fez um mau negócio, só em rendas já gastou cerca de 180 000 euros.
Se calhar o exemplo escolhido não foi o melhor...
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De Vento a 03.07.2019 às 21:47

Vou agora responder a este seu primeiro comentário, referindo primeiramente o seguinte:
Se eu tiver em conta a sua classe, e não a classe de oficiais subalternos ou oficiais capitães e oficiais superiores, e regular-me por ordenados comparativos de um 1º. sargento, sargento-ajudante, sargento-chefe e sargento-mor, verificará que existe disparidade no salário pago entre militares da mesma categoria, na medida em que para uns contavam as comissões em África; e para os que não as tinham feito não existia este critério. Mais ainda, um sargento-mor com anos consideráveis de comissões em África ganhava o mesmo ou quase o mesmo que um oficial capitão. Basta dirigir-se a uma direcção de Serviço de Pessoal do exército, marinha e força aérea e verificará da veracidade destas minhas afirmações.

Por outro lado, se um individuo tivesse nascido em 1958 e tivesse alugado uma casa nesse período teria à data 30 anos (1988), e se tivesse nascido dois anos mais tarde teria 28 anos. Hoje ambos teriam respectivamente 60 anos e 59 anos.
Assim, o exemplo continua a ser bem escolhido na medida em havia pessoas que nesse período e antes de 1988 podiam ganhar 50.000,00 e mais escudos.

Por último, hoje as pessoas podem habitar as casas sozinhas (mulher ou homem) e o rendimento e/ou situação ser diferente.
Portanto, antes de comentar deve considerar as variáveis. Se não souber, pergunte.
Concluindo, nos aos 80 os bancos pagavam taxas de juro na ordem dos 30%/ano.

E sim, os ricos que paguem a crise: os especuladores.
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De Aurélio Buarcos a 03.07.2019 às 15:54

Vento, só mais uma nota para acrescentar ao comentário anterior, em 1988 eu ganhava como furriel miliciano cerca de 20 contos mensais (100 euros); 500 euros são cinco vezes mais, 100 contos, portanto, ora um jovem com 100 contos por mês em 1989, só para a renda de casa era rico e como diz uma certa esquerda: "os ricos que paguem a crise".
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De Vento a 03.07.2019 às 21:19

O meu caro Aurélio fez contas atabalhoadas. 400,00 ou 500,00 euro é o valor darenda actual e deve-se precisamente ao valor determinado pela taxa de inflacção, que rgulava as actualizações das rendas. Não parece andar bemin formado na medida em que nos finais dos anos 80/90 houve taxa de inflacção na ordem de 14%. E todos os anos as renda actualizavam-se.
Em resumo, a renda na época era inferior a 500,00.
O Aurélio, como furriel, ganhava o que diz. Mas havia outros que ganhavam bem mais que isso. E a sua categoria não determina nada em matéria de ordenados.
Por outro lado, o movimento especulativo imobiliário não é um fenómeno actual. E se pegar no seu exemplo, o do ano de 1989, e atribuir o valor de uma renda de 25,000,00 escudos ou 30.000,00 escudos (€ 125,00 e € 150,00 actuais) - rendas normais nesse período nas casas devolutas, e nem todos compravam casa pelos mais diversos motivos - verificará que o valor situar-se-á hoje acima de € 500,00 (100 mil escudos antigos).
Subsistem-lhe dúvidas?

Eu sei o que escrevi, e mantenho tudo quanto escrevi. Desafio quem quer que seja que venha negar.

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De Francisco Seixas da Costa a 03.07.2019 às 15:23

Só não percebo por que luas eu venho “à baila”. Mas tudo bem.
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De jpt a 03.07.2019 às 19:08

Seixas da Costa deixe-se disso comigo, não me ligue, que é preferível. Que eu, às sonsises nem as das mulheres aturo, quanto mais as dos homens. Porque vem à baila? Por tudo, o que foi e vai sendo, e por mais alguma coisa. E também por este seu execrável texto. https://duas-ou-tres.blogspot.com/2019/06/o-ar-do-tempo.html
Siga, saúde e insucessos é o meu voto.
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De Francisco Seixas da Costa a 03.07.2019 às 20:01

Ainda bem que doeu. Era essa a intenção. Mas, ao contrário, eu, a si, só desejo sucessos, desde que eles me não incomodem
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De jpt a 03.07.2019 às 23:58

Seixas da Costa deixe-se lá de origâmis comigo, não se justificam, V. é refinado demais para isso: o texto não doeu, e sabe-o bem, apenas enjoa. Quanto aos sucessos? Os meus, hipotéticos e decerto que parcos, nunca o incomodarão. Ao invés dos seus que são vossos, que há décadas vêm sendo o que são. Festeje a eleição do Silva Pereira, que essa procissão já bem largou o adro, e bem mais sucessos terá, já deu para percebermos. E para bate-tecla fico por aqui, que mais não se justifica.
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De Anónimo a 04.07.2019 às 12:10

E não se vê modo de apear esta tralha!! É trágico!

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