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A bordo do Titanic.

por Luís Menezes Leitão, em 20.01.15

Parece claro que o ano de 2015 se arrisca a ser o ano que comprovará o falhanço definitivo do euro. Curiosamente o programa "quantitative easing", que parece vir a ter luz verde do Tribunal de Justiça da União Europeia, pode ser o teste decisivo que comprovará a inviabilidade do euro. Pelo menos vai inviabilizar qualquer tentativa dos outros bancos centrais em manter a paridade com o euro, que vai ter uma desvalorização clara. A Suíça já desistiu de manter a paridade entre o euro e o franco suíço, fazendo este apreciar-se para valores estratosféricos. E a Dinamarca pode ser obrigada ao mesmo, já que só baixando a taxa de juro para valores negativos consegue manter a paridade entre a coroa dinamarquesa e o euro.

 

Se esta depreciação do euro é positiva para os países da zona euro, não deixa de sinalizar alguma desconfiança, quer na economia da zona euro, quer no futuro da sua moeda. E neste caso, a saída da Grécia da zona euro, que a vitória anunciada do Syriza pode tornar inevitável pode ser o icebergue que afundará definitivamente este Titanic. É pena que a Alemanha, que tanto ganhou com o euro, não tenha compreendido a tempo útil que só partilhando esse ganho com os outros países poderia salvar a moeda única. Agora é tarde. Depois de o Titanic se romper, nada o pode fazer manter-se à tona de água.

 


4 comentários

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De Tollan a 20.01.2015 às 11:23

Por mim, também aderíamos hoje mesmo ao Rublo.
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De costa concordia a 20.01.2015 às 12:26

Prefiro o Won ( norte coreano).
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De V. a 21.01.2015 às 13:38

Não havia — neste ou num outro blogue — um artista que há 3 anos escreveu um livro sobre a queda e ruína absoluta do Euro? Por A mais B provava a inevitável queda do Euro em 2012 e a ruína da Europa com a ascenção imparável das economias emergentes (outra falácia absoluta para além da queda do euro, como se a criatividade e o impulso industrial não estivessem centrados na cultura europeia e norte-americana, que os outros se limitam a copiar). Pois é. Estamos fartos de analistas de ocasião que nunca acertam e que também nunca se retractam. Fartinhos.

PS. Já sei: era no "Cachimbo" ou lá que raio era aquilo. Mais um conglomerado de especialistas que nunca acertam em coisa nenhuma mas têm todos muita coisa para dizer ao mundo.
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De Vento a 21.01.2015 às 20:49

A depreciação do euro não será assim tão vantajosa para todos os países, em particular para os que dependem da importação de energia. Ainda que o petróleo tenha baixado, esta situação só seria vantajosa com o euro em alta. Se o euro baixa a energia não ficará assim tão barata quanto se desejaria.

Não vejo com bom olhos esta situação para Portugal. Quanto ao resto, já tinha indicado num seu post que acontecesse o que acontecesse na Grécia, e apontava interiormente para a vitória do Syriza, a Alemanha pagaria cara sua arrogância. E não nos esqueçamos que as vozes na Irlanda apoiaram a ideia do Syriza.
No sentido de manter a face lá começaram por Bruxelas com a conversa da Flexibilização do Pacto de Estabilidade.

Esta Europa parece demonstrar capacidade de pensar face ao perigo, mas anda em roda livre quando julga que pisa terreno mole.
Agora vão tentar arranjar mais um divertimento para ver se mantêm uma coesão que não existe, usando como argumento o terrorismo e a apreensão das pessoas para fazer uma não sei quê.

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