Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Isto não vai demorar nada. Jonet revisitada

por Marta Spínola, em 02.04.14

Há muitas vezes um silêncio quando alguém diz mal do facebook ou outra rede social. Se calhar por não acharmos fundamental defender, cada um está onde quer estar, quem não quer ter nenhuma não tem e vivemos bem assim. 

Mas depois há estes momentos em que acho o silêncio injusto. Cada um fará o que entender com o facebook, e se for só ter jogos pois seja. Eu uso para tudo e mais um par de botas.
Ao ler hoje (eu sei, ainda leio, para quê? Não sei, é o meu acidente na estrada, para esses não olho, olho para isto) as declarações de Isabel Jonet sobre os desempregados e as redes sociais, não consigo não dizer nada. Porque mais uma vez se generaliza sem, imagino eu, saber. 
Num resumo, direi apenas: 
  • em ano e meio desempregada, os trabalhos e contactos que maior efeito surtiram nesse sentido surgiram através do facebook. 
  • antes de estar desempregada também foi por ali que fui contactada para os melhores trabalhos que já fiz.
  • neste ano e meio tomei conta de dois bebés, cujos pais são meus amigos de infância e não teria reencontrado se não fosse pelo Facebook 
Eu sou uma pessoa tímida, quem me lê no facebook ou me segue no twitter não o diz. Mas mesmo que não o fosse, há coisas que escrevemos mais facilmente do que surgem numa conversa falada (ou numa entrevista de trabalho, já que estamos nesse âmbito). E chegam a mais pessoas numa rede social, e ainda bem, não tenho dúvidas que foi assim que muitas pessoas me foram conhecendo um pouco melhor, e elogios e cumprimentos ao que digo e penso - mesmo que sejam delírios, tolices, o que me dá na real gana, nunca escrevo nada muito profundo, garanto - só puderam existir porque me leram, porque eu estava no facebook/twitter/blogosfera. Se isso um dia me dará novo emprego? Não sei, mas não me distrai certamente de o continuar a procurar.
 
Para terminar, e não quero confundir pessoa e Instituição, para a qual contribuo, muito menos o trabalho dos voluntários que nada têm que ver com isto, a verdade é que precisando mais depressa pedia um ovo no facebook que ao Banco Alimentar. E sei que o receberia. 
(também publicado ali)

Há umas horas deixei fugir um post que não pertencia aqui, peço desculpa. Está reparado e o post no devido lugar. 

Comentei eu há dias que gostava de poder fazer posts não políticos aqui no Delito e logo o post seguinte aborda uma questão política. Não a politizarei no entanto. Falo da co-adopção entre casais do mesmo sexo, não aprovada hoje. 

Não que eu seja chamada ao assunto, mas não tenho problema em assumir que sou a favor, sendo que acho que devia mesmo estar entre os direitos das crianças ter duas pessoas responsáveis por si. Mas adiante que não era isso que eu queria cá deixar. 

Costumo referir Cam e Mitch, o casal de Modern Family que tem uma filha adoptiva. É claro que eu não sei - nem sei se no guião constará - em que condições está adoptada a Lilly, nem é por isso que os menciono. Costumo dizer que se toda a gente os conhecesse, repensaria as suas convicções sobre o assunto. Porque há muita gente que funciona assim, se simpatiza na tv, mais facilmente simpatizará na vida. Conheço pessoas que pensariam "tal qualmente" assim, juro. As mesmas que perante o chumbo dirão "ainda bem, é melhor assim. Faz-me um bocadinho de confusão ainda, sabes?".

 

São estas pessoas que me fazem sentir a Mafalda na tira em que a Susaninha, que esteve a ler títulos de jornais horrendos, diz "Sabes, estive a ler como sou boazinha".

Delitception

por Marta Spínola, em 12.01.14

Hoje lembrei-me de uma vez ter vindo ao Delito comentar um post da Rita Ferro, convidada na altura. Fui procurar e encontrei-nos, esta Marta era eu. Achei graça e reitero tudo. 

Das fórmulas e palavrinhas mágicas

por Marta Spínola, em 16.12.13

À senhora que estica o braço para chegar ao Philadelphia e eu só dou por ela porque nessa empreitada me toca de raspão.

Ao senhor de idade na fila de ar suplicante primeiro, indignado depois porque não se lhe adivinhou a urgência e a dor. 

Ao senhor que se desvia e serpenteia entre mim e quem mais está no caminho, fazendo-nos desviar quando damos por ele já na iminência do choque.
À carteira da senhora que fura por entre a gente para circular e nos bate - obtusa e objecto que é - sem querer saber. 
Ao grupo de miúdos a rir, a correr, e de lado a passar de qualquer maneira desde que todos. 

Ai, as pessoas, as pessoas... 
A todos os que têm pressa de passar ou chegar: peçam licença, vão ver que resulta, e não dói nem paga imposto. 

Blogue da Semana

por Marta Spínola, em 10.11.13

Esta semana, trago o blogue Zuropa, que sigo há dois, três anos. 

O Ricardo, o autor, faz do blog uma juke box de boa música - passeando pela tag loud facilmente se percebem as preferências e presenças - mas não só. 

Por entre os videos surgem posts sobre filmes e o quotidiano, francos ou mais sarcásticos, e bem escritos. 

O Zuropa é uma espécie de lounge onde sabe bem estar. De vez em quando vou para lá. 

Livros de cabeceira (17)

por Marta Spínola, em 05.11.13

 

Adormecer a ler é das melhores sensações do mundo. Aquela altura em que leio e releio a mesma linha, teimo com o sono e as pálpebras, já não vejo nada mas quero ver. Gosto muito, desde criança. 

Sempre andei com livros atrás e em pilha, mesmo que os deixe a meio ou a preguiça ciclicamente me impeça de ler ao ritmo e na quantidade que idealizo em esboços imaginários de "daqui para a frente vou ser assim". Nunca sou. 

Sempre tive pilhas ao lado da cama, ou em cima como é o caso por estes dias. Reduzi-a recentemente ou teria de lhe arranjar uma almofada também, já que partilhamos a mesma cama. 

Explicando: há sempre um livro de mesinha de café para folhear pontualmente, no caso o dos Sopranos (alterno com uma fotobiografia de JFK e todas as crianças Kennedy em Martha's Vineyard numa altura em que as tragédias eram menos (sempre as houve na família, já sabemos).

Há sempre uma ou outra revista, a Time Out vê-se bem e não pesa. Fica a representar bem essa camada da minha cabeceira. 

O "Por Entre As Guerras", de Mário de Carvalho é daqueles livros (tal como o de Leonardo Da Vinci) que já li mas gosto de reler de vez em quando, com a vantagem de cada capítulo ser um relato de um conflito diferente e poder saltitar por entre as guerras. Gosto muito deste testemunho bélico na primeira pessoa, muito respeito por este impressionante cv de quinze cenários de guerra para captar imagens.

Por último, mas no topo, sempre o livro que leio actualmente. No caso "Abraço" de José Luis Peixoto. Ainda no início, salientarei apenas que gosto sempre de ler um autor que domina a nossa língua, e José Luis Peixoto além disso é de uma sensibilidade extraordinária nos seus livros. 

O que estou a ler (9)

por Marta Spínola, em 29.07.13

Pergunta o Luís. Eu estou sempre a ler muita coisa e leio nada. Livros a meio são mais de muitos (não são eles, sou eu) e tenho saudades de me prender a um livro de início ao fim. Entretanto, peguei num uma outra vez. 

O livro que reli mais recentemente, coisa que faço frequentemente com este livro, é o "Notas de Cozinha de Leonardo Da Vinci". Desta vez, a propósito de um post no facebok que coincidiu com a altura em que assisti a um curso sobre a Mesa Aristocrática no século XVIII (e aconselho o blog da autora Ana Marques Pereira, Garfadas On Line) e me lembrou muito as notas de Mestre Leonardo dois séculos antes.

Este livro, mais do que me interessar pelo conteúdo histórico, está cheio de pérolas de preocupação de Leonardo Da Vinci não só com a apresentação à mesa, como os modos dos seus contemporâneos. Percebe-se que sofria com a falta de civismo o que resulta, admito que também pela tradução, em notas engraçadíssimas. Ainda que a intenção dele não fosse fazer rir. 

Inocentemente - ou não - acaba por ser indiscreto nos hábitos de Sforzas e Borgias à mesa, dá-nos conta de algumas receitas da época e são mostrados alguns projectos de objectos para cozinha e mesa como o saca-rolhas e a batedeira (à escala humana, com pedais, impraticável uma vez que ou o conteúdo era pouco e o efeito não o pretendido, ou o "batedor" se afogaria). 

Relativamente a soluções práticas, diz-nos que o melhor para não ter a cozinha a cheirar a cabra é não ter cabras na cozinha. 

É um livro recheado de pepitas. Deixo umas imagens, mas vale bem a pena lê-lo. 

 

É com este livro que tenho andado para trás e para a frente, enquanto a vida se prepara para dar uma reviravolta.

 

Passo a vez à Patrícia Reis, para sabermos o que lê de momento.  

Blogue da Semana

por Marta Spínola, em 12.05.13

Numa das legislaturas mais (inserir o adjectivo à escolha) as oposições e protestos são mais que muitas, já se sabe. E o importante é mesmo não deixar de apontar o dedo, elogiar o que possível for, salientar o que houver a ser salientado. Para bem e para mal. É o que é feito no blogue desta semana. E bem feito.

Apercebi-me do aparecimento do 365forte pelo e no twitter e espreito-o de vez em quando. É bem escrito e acima de tudo bem pensado. Não estuturalmente, em conteúdos mesmo. É salutar lê-lo e pensar com os diferentes autores. 

 

A apresentação mais precisa é feita no primeiro post.  

 

Fica então a sugestão do 365. Forte como convém. Sem antídoto conhecido até ver. Assim me foi passado, assim o passo agora.  

6% baralha e volta a... tirar

por Marta Spínola, em 18.04.13

É puxar a brasa à minha sardinha, pois é. Estou desempregada e vejo este yo-yo da que já não é fortuna nenhuma. Se o meu coração, por este e outros motivos, sobreviver a 2012/13 podem estudar-me.

Ainda não foram passados os valores a partir dos quais se manterão os 6%, mas provavelmente serão os que nunca se imagina que as pessoas recebam, os que rondam os 400 euros.

Estou irritada, não vejo futuro para mim por cá, e também não sei bem como fazer para me ir embora. Acima de tudo ainda não o queria fazer. Porque irei sozinha, porque estarei sozinha. Não me atrapalho sozinha em muita coisa, mas ir passear a Roma sozinha, viver cá sozinha, pagar as minhas contas sozinha, é uma coisa, fazer a vida toda noutro lado, é outra. Sou optimista regra geral, mas neste caso obrigo-me a refrear-me, não dar um passo maior que a perna.

Tenho capacidades, não tenho medo de trabalhar, mas no cv vão os meus 36 anos e essas qualidades talvez fiquem para trás, não sei. Sei que ninguém responde, nem mails automáticos (já não se usam? Eu preferia-os ao vazio). 

Desde que fiquei sem emprego já passei por várias fases. Mas uma constante é sentir que tenho muitos deveres e poucos direitos, a sensação é a de que vivo de um favor do Estado. Constantemente. Felizmente as pessoas que me passam esses deveres e cumprem (formadores, atendimento) mostram-se compreensivas com quem está do lado de cá, seria insuportável de outra forma. 

Custa, não se pense que é viver à sombra da bananeira. Sabem-me bem os primeiros dias de sol, poder aproveitá-lo. Experimentei fazer coisas que fui adiando enquanto trabalhava, pude fazer babysitting e não o trocava por nada. Mas custa bastante ser diariamente confrontada com a situação, com os 6% que afinal eram meus mas agora já não. Custam os olhares de pena e segue a vidinha (prefiro que a sigam logo), custam as não respostas, custa o subsídio comparado com o que se recebia a trabalhar. E custa-me ser só um número, isso é o que me custa mais. 

A tal história de reis

por Marta Spínola, em 19.03.13

A propósito deste post do Pedro, lembrei-me de um episódio a que assisti numa aula na universidade. 

O meu curso, ainda que por acabar, é História. Tenho para mim que se há coisa simples em História é perceber que se um Afonso é II ou III é porque antes dele houve um ou dois. E sempre achei que não era preciso explicar isto a uma criança. Mal sabia eu...

 

Estava no quarto ano, numa aula do terceiro porque tinha de fazer ainda História Moderna Geral desse ano. Era a aula das 8 da manhã, aquela não era a minha turma, tudo me aborrecia, e eu sentava-me logo na primeira fila para tirar apontamentos e nem me distrair. 

O professor falava nessa manhã sobre a sucessão de Carlos VIII, "que não tendo descendência masculina directa, foi então sucedido pelo primo Luis XII". Apontamento tiradinho, pronta para continuar.

Alice não, a Alice quis saber, quis indagar, estranhou e avançou: "Pode repetir?" e o professor, paciente, simpático, repetiu: "como Carlos VIII não tinha descendência masculina directa, quem lhe sucedeu foi primo, Luis XII, o parente mais próximo". Mas a estranheza da Alice estava noutra questão, e não  hesitou, juro que ainda a vejo encostar a caneta ao lábio antes de atirar: "Mas isso não faz muito sentido, pois não? Devia ser Luis IX." (a numeração romana é minha, ela pensou em "9º", tenho essa convicção). 

O Justin e as Beliebers

por Marta Spínola, em 11.03.13

 

 

 

Desde ontem leio opiniões, zangadas até, sobre o Justin Bieber e suas Beliebers que por esta hora estarão em êxtase a ver o seu ídolo. É claro que também vi coisas que não me passam pela cabeça: esperas de horas, tatuagens desenfreadas e patrocínio de pais em tudo isto. Não falo dos que acompanham os filhos a um concerto, à hora do concerto e não de véspera.
Eu não sei quem vai ser Justin Bieber amanhã. Associo-o a fenómenos efémeros, mas que sei eu da indústria? Se for muito mais que isso também não me surpreende. Conheço pouco, muito pouco. Arrisco mesmo dizer que conheço mais uma música de One Direction que de Justin Bieber. Isso prefaz um total de uma música de JB que pode ser cantarolada por mim. Mas tenho bom remédio se quiser conhecer mais, e zero problemas em assumi-lo caso o faça. Adiante.
Hoje está cá e vai actuar para milhares de adolescentes e pré-adolescentes que gritarão até ficarem roucas. Faz parte. Tenho lido de tudo sobre as miúdas. Não sou radical nestas coisas, nem percebo muito bem a irritação. Lembro-me bem que também fui uma delas, uma das miúdas deslumbradas. Numa outra escala, na possível há vinte/ vinte e cinco anos.
A única boysband fugaz (talvez a mais fugaz de todas) de que fui fã, julguei que era para sempre (foram uns dois meses intensos) foram os Bros. Sim, os Bros. Os tempos eram outros - era a altura em que achava que estava muito muito longe de dizer "os tempos eram outros" - eu não tinha os Bros a entrar-me casa e internet (que internet?) dentro. Eles nunca viriam cá, e tudo o que eu tinha eram posters da Bravo e PopCorn e pins comprados em centros comerciais de frequência dúbia. Passou-me ao primeiro album e mais nenhuma banda do género me apanhou. Mas soube letras de todas as que se seguiram, assumo tudo. Ainda sei algumas.
Vejo-as de gorro dos Lakers e percebo que é por ele, nem preciso de ir confirmar. Eu não cheguei a usar abre-caricas nos sapatos, mas saltei de muros com amigas "a la Bros", os manos Goss saltavam de lado e nós íamos ao céu. Nunca éramos muitas mas apenas porque, lá está, era outra altura. Menos mal, nunca apareci na televisão a jurar amor eterno a ingleses de cabelo bem cortado (lá isso...), mas eu também nunca fui muito histérica na vidinha lá fora (fora do virtual, digo).
Não faço ideia de como seria eu como Belieber, mas nunca fui de ir para a frente nos concertos, tatuagens tenho zero. Nem é certo que o fosse ver hoje, tal como amei Bono Vox toda uma adolescência e nunca (nunca) o vi ao vivo. Sou uma fã de trazer por casa, está visto.
Seja como for, sou team deixai as miúdas-desde-que-com-maneiras-conta-peso-e-medida-mas-isso-também-em-tudo-na-vidinha Beliebar à vontade. Amanhã estarão felizes e partem para outra (algumas, pelo menos).

Do ginásio. Regresso ao Futuro

por Marta Spínola, em 23.02.13

Fui aos 10 anos para a ginástica rítmica. Nada de competições, era tarde para isso. Eu queria era saltitar com fitas e arcos, e fi-lo em grupo pelo pais. As Besuguinhas, chamavamo-nos. Depois a minha professora foi para o Benfica e a classe desfez-se. Comecei a andar pelas aeróbicas, steps e localizadas até à faculdade. Depois disso só voltei a um ginásio por 2003, mas não durou muito. Retomei uns anos mais tarde e voltei a parar até agora que, quero crer, é para manter.

Isto é um post a mim, se pudesse falar com a eu de 15 anos.

 

"Querida tu (eu)

 

Agora os ginásios são diferentes. Mais que isso, chamam-lhes health clubs e trata-se um pouco disso mesmo. 

Usam-se os balneários e não é só para trocar os ténis por sapatilhas ou pontas tomam-se banhos, secam-se cabelos, aplicam-se cremes. Os ginásios são melhores, mas também há gente a circular de todas (e quaisquer) maneiras no balneário, abstrai.

Sabes quando vês quem agarre o calcanhar em vez do peito do pé nos alongamentos? Vais estar assim, lamento. Há esperança, podes voltar ao antes, mas uma ou outra aula ainda o farás assim. Tem coragem e enfrenta o mundo de mão no calcanhar temporariamente.

Pasma: ainda tens bastante flexibilidade, mas esquece definitivamente a perna esquerda à frente numa espargata, mantém-a direita e corre bem. Tudo ok com as mãos ao chão e a cabeça nos joelhos com as costas direitas, já não é mau. A postura continua a ser importante, a expressão podes deixar cair, já não estás em Torres Vedras de fita rosa a esvoaçar. Por outro lado, vais preferir aulas de grupo e coreografias, podes sempre usar um sorriso. 

Há pessoas de todas as idades, gostos e géneros. Há aulas para todos. Ao molho e fé em Deus. Vais quase enlouquecer quando as pessoas não sabem colocar-se em xadrez para optimizar o espaço na aula. Vais ficar azul com as pessoas que guardam lugar para outra que nunca mais chega numa aula. Vais rir das tricas e intrigas de aulas trocadas (os horários são rotativos, não é bestial? vais achar que sim, contra quase toda a gente). Inspira e vai rindo. Escreve posts em blogs (vais gostar disso). 

Vais nunca perceber a descoordenação das pessoas, como é que na rua andam movendo o braço contrário à perna, e no step sobem com o do mesmo lado? Nisso e acertar passos com braços não terás problemas. Vais querer fazer tudo o que são aulas de danças e saltos. Não serás tough a dançar como imaginas que podes ser. Mas não desistas! Trabalha o fôlego. Respira. Vai correr mais vezes. Eu sei que não vais, mas fica dito.

Há mais instrutores como o Rui, descansa. E mais bem dispostos até. Há opções para quem inicia as aulas e vais achar que para ti são só mesmo para quando estiveres prestes a cair para o lado. Há músicas que não terás no mp4 (depois vês o que é) mas delirarás dançar em sala. E há (os mesmos) instrutores que dizem "estamos no Brasil, mostrem os cocos", vai-te mentalizando que não podes ser transparente por mais que treines o "sou um vaso ming sou um vaso ming sou um vaso ming". Cora se tiver de ser, mas não pares, mexe-te.

Eurico vs William

por Marta Spínola, em 20.01.13

Ao ler ali o post do Pedro, lembrei-me que quando vi o Braveheart achei que uma adaptação - hollywoodesca, o mais possível, assumo tudo - do "nosso" "Eurico, o presbítero", tinha tudo para superar aquele filme (de que gostei muito aliás).

Não uma versão europeia, não discuto a qualidade, mas gostava de ver Hollywood pegar em Herculano e fazer uma coisa em grande. O drama de Eurico bate aos pontos o de William Wallace na minha opinião. Só não há kilts, não faz mal. 

Não tive uma relação fácil e imediata com este romance. Primeiro estranhei-o, como tanta gente. Mas depois de passar a estranheza, foi sem dúvida o meu livro favorito do programa do liceu. 

Não é o leitor, sou eu

por Marta Spínola, em 15.01.13

O momento em que chego ao Delito - vivemos tempos conturbados mas desses não falarei, já basta a realidade. O virtual serve-me de descanso e recreio - é aquele em que me encontro a tomar conta de um bebé (não meu, filho de amigos) no meu dia a dia, vivo a temporada de prémios de cinema, e a que espero seja a recuperação pós crise da equipa de futebol do meu clube. Vivo mais coisas, mas ficam estas para o primeiro retrato. 

Pelo virtual alterno entre saltinhos e desabafos. Tanto me dá para dissertar um ódio de morte a quem se (e me) atropela nos transportes para apanhar um lugar sentado, como quanto me é indiferente estar numa praia cheia de gente. Tanto me dá para estar serena e ver passar as modas, como implicar com uma tendência. Tal como gosto de tendências e me aborrece estar quieta. É isto, o meu "não és tu, sou eu" aplicado ao blog.  

Quando escrevo tento ser coerente. Ou não, sou-o sem querer e se não o sou talvez (só talvez) repense o caso. Dizem que os peixes estão representados em direcções opostas, circulando sem nunca se encontrarem. Eu sou peixes, e nem ligo a estas coisas (cá está, um para cada lado).

Eu sou de gostos e paixões, sou de birras e implicações. É muito provável que os venha desabafar no Delito e achei por bem fazer o disclaimer.   

 

Obrigada ao Pedro Correia pelo convite, espero estar à altura. 

 

PS - vi que escolhi estrear-me numa altura triste para o DO. Lamento o sucedido e o momento doloroso para todos.


O nosso livro






Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2018
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2017
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2016
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2015
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2014
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2013
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2012
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2011
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2010
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2009
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D