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O Presidente em Tancos.

por Luís Menezes Leitão, em 05.07.17

Se Marcelo quisesse actuar como um verdadeiro Presidente, exigia as demissões dos Ministros. Foi o que Sampaio fez com Armando Vara e Luís Patrão no episódio da Fundação para a Prevenção e Segurança perante um governo, que até era do seu partido, num episódio com gravidade muito inferior ao que se está a passar. Mas Marcelo sempre foi um "entertainer" político, pelo que prefere recorrer a actos de "show off" como uma passeata a Tancos, que naturalmente não terá quaisquer consequências. Outros podem apreciar este estilo. Eu não. Acho que o Presidente deve estar em Belém a exigir do governo as medidas que se impõem e não a passear por quartéis para a comunicação social ver. De um presidente eleito por sufrágio universal espera-se que assegure o regular funcionamento das instituições e não que se dedique a operações de propaganda. Para a mesma, já basta a que vem do próprio governo.

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O presidencial puxão de orelhas

por Pedro Correia, em 04.07.17

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 Foto: Paulo Novais/Lusa

 

O Presidente da República forçou hoje o ministro da Defesa, o chefe do Estado Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), general Pina Monteiro, e o chefe do Estado Maior do Exército, general Rovisco Duarte, a acompanharem-no numa visita a Tancos. Uma visita onde nem sequer faltou uma espreitadela aos paióis de onde foram roubadas dezenas de granadas, centenas de munições e dezenas de quilos de explosivos neste momento talvez já a caminho do Médio Oriente.

A visita terá incluído uma vistoria às 25 torres de controlo em risco de colapso e confirmado que o sistema de videovigilância se mantém há dois anos desactivado e que o perímetro de segurança foi violado como se estivéssemos numa fita de políticas e ladrões, além de as patrulhas serem ali feitas por sentinelas sem munições, talvez como medida de poupança. Isto apesar de o Ministério da Defesa ter devolvido em 2016 às arcas do Estado 242,2 milhões de euros que estavam orçamentados e não chegaram a ser gastos.

Marcelo Rebelo de Sousa fez assim aquilo que o próprio Azeredo Lopes e o CEMGFA deviam ter feito logo quando a notícia que deu a  volta ao mundo se tornou conhecida.

"Foi muito útil, em termos informativos, a vinda cá. É completamente diferente ter uma noção distante. A vinda ao terreno é outra coisa", acentuou Marcelo Rebelo de Sousa. Deixando ainda mais claro, para quem não percebesse, o que o levara àquelas instalações militares, que há décadas não recebiam a visita de um Chefe do Estado em funções.

O ministro Azeredo Lopes nem abriu a boca. Fez muito bem, depois da sua lamentável intervenção da passada sexta-feira na SIC, onde foi entrevistado por Clara de Sousa.

Quanto ao Presidente, se eu fosse militar, fazia-lhe continência. Assim limito-me a tirar-lhe o meu chapéu.

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Agora é sem limites e sem medos

por Helena Sacadura Cabral, em 25.06.17

Nas palavras dirigidas ao semanário Expresso, o Presidente da República pede que seja apurado "sem limites ou medos", tudo o que se passou no inferno dos fogos.

A expressão "sem limites" e "sem medos", agora usada por Marcelo, difere bem do seu assertivo e categórico  “era impossível ter feito mais”, usado há uma semana.

A expressão hoje utilizada era a que eu esperava dele, nesse sábado, quando, pela primeira vez, se dirigiu aos portugueses.

Chegou a altura em que o Presidente enfatiza que é tempo de se apurar - estrutural ou conjunturalmente - o que possa ter causado ou tido influência no que aconteceu ou na resposta dada. É tardia a intervenção, mas correcta. 

É esta a atitude que todos esperamos dele. Como esperamos que ele seja o garante – já aqui o referi antes –, o atento observador de que nada disto terá sido em vão. Que esqueça, por momentos, os consensos impossíveis - ele conhece, melhor que ninguém, os partidos que temos - e “exija, lembre, insista”, que os mortos merecem ser honrados.

O Presidente da República não define prazos, mas pode e deve estar vigilante de que é preciso não deixar esvaziar o significado, ou retirar utilidade às conclusões. E, se o não fizer, se por momentos o descurar, creia que nada nem ninguém lho irá perdoar. Nem o seu crédito de afecto...

Quanto a António Costa exige-se-lhe que peça responsabilidades a quem as possa ter tido, atenta a hierarquia daqueles a quem o assunto respeita. Sem apelo nem agravo. Porque a morte é das poucas prerrogativas que, em política, pode ser tremendamente adversa.

 

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Ouvi as palavras do Presidente da República sobre a tragédia de Pedrógão Grande. São uma vergonha. O Senhor Presidente afirma peremptoriamente que era impossível ter feito mais. Ora, numa situação destas o que é impossível é saber já se podia, ou não, ter sido feito mais. Dizer o que o Senhor Presidente diz tem o único objectivo de paralisar qualquer investigação séria. E o que um país sério faria numa circunstância destas seria apurar integralmente as responsabilidades, se existem, e promover um plano estratégico de prevenção e combate a situações futuras. As palavras do Presidente deveriam ser neste sentido e não no de encerrar apressadamente o tema. Mais tarde ou mais cedo há um preço de irresponsabilidade a pagar por ter um país dirigido por pantomineiros.

 

Leitura complementar: este post lapidar do Henrique Pereira dos Santos.

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Um general com sorte

por Pedro Correia, em 22.05.17

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Diz-se que o primeiro critério de Napoleão para atrair generais ao seu estado-maior não era o da competência técnica. "Quero generais com sorte", exigia o imperador francês, curtido de vitórias em mil batalhas.

Há poucas coisas tão difíceis de definir como a sorte. Não falta até quem jure que conceitos como a sorte e o azar são totalmente desprovidos de sentido. A verdade, porém, é que estas palavras têm uso corrente entre nós. Por vezes olhamos para certa pessoa e desde logo sentimos que se trata de alguém bafejado pela sorte. Ou pelo azar, conforme as circunstâncias.

Veja-se o caso de Marcelo Rebelo de Sousa: basta olhar para ele para se perceber que é alguém que goza de boa fortuna. Não a fortuna pecuniária, mas aquela que mais interessa: a que vai removendo cada obstáculo do caminho por artes inexplicáveis dos humores astrais.

Reparem: desde que ascendeu à Presidência da República, por uma fabulosa conjunção de factores (impossibilidade de reeleição de Cavaco, processo judicial contra Sócrates, indisponibilidade de Guterres, recusa de Durão, falta de comparência de Rui Rio, o extravagante professor Tornesol como rival na corrida ao Palácio de Belém), os portugueses não param de celebrar boas notícias: inédita conquista do Campeonato Europeu de Futebol em França; eleição de António Guterres para secretário-geral da ONU; a  arte da falcoaria portuguesa e a  olaria negra de Bisalhães declaradas património da Humanidade; produtor musical André Allen Anjos torna-se o primeiro português a ser distinguido com um Grammy em competição; vitória de Salvador Sobral no Festival da Eurovisão; triunfo de Leonardo Jardim como treinador do Mónaco, novo campeão de futebol em França; maior crescimento trimestral da economia nacional desde 2010.

O que vai seguir-se? Uma actriz portuguesa a conquistar o Óscar em Hollywood? Lobo Antunes a receber enfim o Nobel da Literatura? O futebol pátrio a erguer o troféu na Taça dos Libertadores? Marcelo vai sorrindo, distribuindo abraços, figurando em fotografias de grupo - espécie de amuleto desta nação bisonha habituada durante séculos a rogar pragas ao destino.

Vejo-o nos telejornais, sem falhar um dia, e penso no que diria Napoleão se o conhecesse: "Eis aqui um general com sorte." Portugal estava a precisar dele.

 

Texto ampliado e actualizado, no dia em que a Comissão Europeia, por unanimidade, propôs o fecho do procedimento por défices excessivos aberto a Portugal em 2009

 

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Ouch!

por Rui Rocha, em 12.05.17

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Novamente na direcção errada

por Pedro Correia, em 05.05.17

Uma vez mais, o PSD a disparar na direcção errada, transformando o Presidente da República em alvo político. Não haverá maneira de os estrategos entrincheirados na Lapa perceberem que assim só cavam cada vez mais fundo um fosso destinado a separá-los do país real?

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Em exibição

por Rui Rocha, em 19.04.17

Velocidade Furiosa.jpg

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«Comic relief»

por José António Abreu, em 17.04.17

Título do Observador: Avioneta cai em Tires, 5 mortos. Marcelo já chegou.

 

(Mais tarde foi alterado para Marcelo no local.)

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Pensamento da semana

por Rui Rocha, em 11.03.17

Temos de ajudar o Presidente Marcelo a não acabar com a dignidade durante o mandato.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

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Buracos

por Rui Rocha, em 11.03.17

buracos.jpg 

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A boca de Marcelo fugiu para a verdade

por Rui Rocha, em 04.03.17

Pode questionar-se o contexto e a oportunidade, mas por uma vez o Presidente Marcelo teve razão. O défice de 2016 não ficou de facto a dever-se a qualquer milagre, mas saiu efectivamente do pêlo dos portugueses. Saiu do pêlo dos portugueses que viram os serviços públicos degradarem-se pelo efeito das cativações. Saiu do pêlo dos portugueses e continuará a sair na medida em que a contracção dramática do investimento afecta o potencial futuro de crescimento da economia. Saiu do pêlo dos portugueses que sofreram com o aumento da carga fiscal global por via da subida dos impostos indirectos. Saiu e continuará a sair-lhes do pêlo na medida em que sendo um resultado em parte obtido por via de medidas que não resolvem os problemas estruturais da economia e, em alguns casos os agravam, acentuando as suas distorções, acaba por traduzir-se numa subida dos juros da dívida, condicionando o presente mas sobretudo o futuro dos portugueses. Na ânsia de responder a Teodora Cardoso e de proteger Costa uma vez mais, Marcelo fez o diagnóstico cru da realidade. Ao contrário do que diz o discurso oficial do governo, não se fechou de todo a página da austeridade. O pêlo dos portugueses pagou e continuará a pagar.

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Marcelo, o ardina.

por Luís Menezes Leitão, em 04.03.17

Marcelo Rebelo de Sousa tem um problema político sério. Desde muito novo se habituou a marcar a agenda política, especialmente através da sua célebre página 2 do Expresso onde todas as semanas inventava factos políticos como quem constrói castelos de cartas. Por isso, quando foi desafiado para concorrer à Câmara de Lisboa nos anos 80, Marcelo ficou convencido de que facilmente poderia ganhar a eleição. Nessa altura recebeu, porém, com grande surpresa a notícia de que era totalmente desconhecido do grande público. Desde então Marcelo passou de criador de factos políticos para criador de factos mediáticos, inventando sucessivos shows, apenas com o fim de se tornar conhecido, como mergulhar no Tejo ou conduzir um táxi em Lisboa. Não percebeu, no entanto, que esses shows eram fatais para a credibilidade da sua candidatura. Jorge Sampaio apresentou apenas um slogan: "a responsabilidade" e facilmente ganhou essa eleição.

 

Marcelo perdeu, mas não desistiu de até hoje manter uma presença constante nos media, julgando ser esse o caminho para atingir o poder.  Inicialmente na TSF, e depois na TVI ou na RTP, Marcelo foi laboriosamente, ao longo de mais de duas décadas, construindo uma persona televisiva, julgando que o amplo reconhecimento do grande público seria suficiente para ganhar todas as eleições a que se apresentasse. Mas a verdade é que o mediatismo é insuficiente, e até permite expor muitas vezes a falta de conteúdo da mensagem política dos candidatos mediáticos. Ao contrário do que muitos julgam, Donald Trump não ganhou as eleições presidenciais americanas por ser uma estrela de reality shows, mas antes porque surgiu com um discurso político que teve grande impacto nos estados decisivos. Ora, Marcelo nunca conseguiu ter qualquer discurso político consistente e daí o seu fracasso na liderança do PSD, perdendo a oportunidade de ser primeiro-ministro. É verdade que conseguiu ganhar as eleições presidenciais, apenas falando em afectos, mas isso aconteceu porque António Costa quis essa eleição, tendo por isso apresentado contra ele um candidato anódino, cujo discurso radical de esquerda afugentava o eleitorado de centro. Pode dizer-se que António Costa ofereceu a eleição presidencial numa bandeja a Marcelo Rebelo de Sousa, e ele não tem deixado de lhe retribuir o favor, apoiando o seu governo em tudo e mais alguma coisa, até nas críticas a um simples aviso de Teodora Cardoso.

 

A questão é que, da mesma forma que Donald Trump não consegue largar o twitter, Marcelo está absolutamente viciado na presença mediática e não perde uma oportunidade para surgir nos meios de comunicação social, enquanto que o cargo de Presidente exigiria antes recato e distanciamento. Parece que Marcelo não acredita que existe se não aparecer nos media. É assim que agora vai aparecer como ardina a vender a revista Cais nas ruas. Maurice Duverger disse uma vez que se virmos o Rei na rua, sempre que vamos ao quiosque comprar jornais, a Coroa deixa de inspirar respeito. Imagino o que ele diria se o Rei aparecesse nas filas de trânsito a vender uma revista aos automobilistas. As boas intenções, que o povo diz que enchem o inferno, não justificam tudo. E a dignidade do cargo de Chefe de Estado deve ser sempre preservada.

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Diz-me quem te critica...

por Pedro Correia, em 17.02.17

A semana começou com críticas do PSD a Marcelo Rebelo de Sousa e aproxima-se do fim com críticas do PS a Marcelo Rebelo de Sousa.

Prova evidente de que o Presidente da República está a cumprir bem o seu papel.

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O novo sistema político.

por Luís Menezes Leitão, em 14.02.17

Se há alguém que tenha dúvidas sobre a fraqueza que constitui a solução política engendrada por António Costa, o imbróglio em que se envolveu Centeno e especialmente a resposta de Marcelo demonstram-no claramente. Sobre Centeno nada mais há a dizer e a avaliação está feita. Vir afirmar que houve conversas informais, mas não acordo, e que tudo não passou de um mal-entendido, corresponde à velha desculpa esfarrapada de quem não honra a palavra dada, quando António Costa gosta tanto de dizer que ela tem que ser honrada. Querer fazer as pessoas acreditarem que não havia acordo, quando até se colocou um escritório de advogados a redigir leis à medida do presidente da Caixa, que pelos vistos foram depois assinadas e promulgadas de cruz pelos órgãos de Estado, é chamar parvos aos portugueses. Mas a personagem vai se manter no cargo, em homenagem ao "estrito interesse nacional", que determina a abolição de qualquer responsabilidade política. Noutros países há outra concepção do "estrito interesse nacional" que implica não deixar degradar as instituições. Mas aqui, tudo como dantes, quartel-general em Abrantes.

 

O que é novo, no entanto, nisto tudo é o comunicado de Marcelo, que dá a entender que o Ministro das Finanças se mantém no cargo por decisão sua. Será que Marcelo não conhece o art. 191º da Constituição que diz claramente que não há responsabilidade política dos Ministros perante o Presidente da República? Como se já tinha visto no caso da Cornucópia, Marcelo parece querer assumir-se como chefe do governo, ouvindo explicações dos Ministros, dando-lhes ordens e até os podendo demitir, enquanto que o Primeiro-Ministro assiste a isto tudo sem um protesto, assumindo perante o presidente a posição mais subserviente que alguma vez teve um Primeiro-Ministro de um governo constitucional. Nem nos governos de iniciativa presidencial de Ramalho Eanes se assistiu a algo semelhante.

 

Há uns anos, quando estava na Guiné-Bissau, houve nesse país uma crise política, porque o Presidente exigiu a demissão de um Ministro e o Primeiro-Ministro recusou-se a fazê-lo, dizendo que a competência era sua, o que era verdade em termos constitucionais. Na altura, discutindo com colegas juristas guineenses, os mesmos foram de opinião que tinha sido um erro o país ter adoptado o sistema político semipresidencial, por recomendação dos constitucionalistas portugueses. Segundo eles, em África o sentimento popular exigia uma autoridade forte, e o povo não conseguia compreender que alguém pudesse ser Presidente e não mandar no governo. Concordei com eles, e por isso não me espantei quando posteriormente Angola alterou a sua constituição, abandonando o sistema semipresidencial, e concentrando o poder executivo no Presidente.

 

O que nunca pensei é que em Portugal o sistema político também pudesse ficar ameaçado por estas sucessivas investidas de Marcelo, a querer assumir competências que manifestamente não tem. Mas o que isto demonstra claramente é a fragilidade política de António Costa. Estando o seu apoio parlamentar em colapso, Antóno Costa precisa do braço do presidente para se manter no arame, pelo que o deixa ingerir-se nas suas próprias competências. Só que em política nem tudo vale a pena, e António Costa deveria pensar se o seu apego ao poder justifica permitir tanta menorização do seu próprio cargo.

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Palavras para recordar (16)

por Pedro Correia, em 06.02.17

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BELMIRO DE AZEVEDO

Expresso, 16 de Outubro de 2004

«Marcelo Rebelo de Sousa é um entertainer, não poderia ser primeiro-ministro. É bom para aquilo da televisão, valha-nos Deus.»

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Há dívida para além do défice

por Rui Rocha, em 30.01.17

Há um par de semanas, Portugal pagou 4,2% de juros pela emissão de dívida a 10 anos. Entretanto, em entrevista à SIC, o Presidente Marcelo sossegou-nos: logo após a emissão os juros tinham regressado a níveis muito mais confortáveis. Hoje, as yields da obrigação portuguesa a 10 anos voltaram a ultrapassar os 4,2%. Passaram oito dias desde a entrevista do Presidente Marcelo.

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De Belém, com afecto

por Diogo Noivo, em 26.01.17

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O conceito "pós-facto" já entrou no léxico diário. Trump é a epítome desse mundo detestável onde a realidade é torcida e retorcida com o intuito de servir agendas próprias, ignorando os interesses nacionais e, por definição, os factos. Cá, em Portugal, não temos disso. Ou se calhar temos, mas a coisa é menos grave porque é feita com abraços, afecto e votos de saudinha a quem passa.

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MARCELO, O MEDIADOR

por Rui Rocha, em 25.01.17

 

17.12.2016 - "O Presidente da República serviu de mediador numa conversa entre o fundador e director do Teatro da Cornucópia, Luís Miguel Cintra, e o ministro da Cultura para evitar o fim desta companhia".
19.12.2016 - "Em comunicado, Luís Miguel Cintra esclarece "equívoco" criado após visita de Marcelo. Teatro vai mesmo fechar no início do ano".

 

11.01.2017 - "Marcelo obtém do Rei de Espanha garantia de que não serão tomadas decisões unilaterais sobre Almaraz".
12.01.2017 - "Não há acordo sobre Almaraz. Portugal avança com queixa em Bruxelas".

 

29.12.2016 - "Marcelo e Passos almoçam em Belém".
13.01.2017 - "Passos votará contra redução da TSU"

 

22.01.2017 – “Em entrevista a jornalistas da SIC, Marcelo revela confiança: ainda é possível consenso para a redução da TSU”.
25.01.2017 – “Redução da TSU chumbada na Assembleia da República”.

 

(post em actualização permanente)

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Um ano depois

por Pedro Correia, em 24.01.17

 

Sampaio da Nóvoa: este nome diz-vos alguma coisa?

 

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