Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Lisboa antiga (31)

por Pedro Correia, em 13.10.11

 

«Dâmaso teve a satisfação de poder dar detalhes; conhecera a rapariga, a que dera as facadas, quando ela era amante do visconde da Ermidinha... Se era bonita? Muito bonita. Umas mãos de duquesa... E como aquilo cantava o fado! O pior era que mesmo no tempo do visconde, quando ela era chic, já se empiteirava... E o visconde, honra lhe seja, nunca lhe perdera a amizade; respeitava-a, mesmo depois de casado ia vê-la, e tinha-lhe prometido que se ela quisesse deixar o fado lhe punha uma confeitaria para os lados da Sé.»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Ao (es)correr da pena e do olhar

Lisboa antiga (30)

por Pedro Correia, em 12.10.11

 

ARROIOS

«Era para os lados de Arroios, adiante do Largo de Santa Bárbara: lembrava-se vagamente que havia ali uma correnteza de casas velhas [...] -- e o 'Paraíso' decerto era como no romance de Paulo Féval.»

Eça de Queiroz, O Primo Basílio

Foto: Biblioteca Nacional

Lisboa antiga (29)

por Pedro Correia, em 11.10.11

 

RUA DO TESOURO VELHO

(actual Rua António Maria Cardoso)

«Alencar e o maestro partiram, depois de se munirem de charutos. E daí a pouco Carlos e Ega seguiam também pela Rua do Tesouro Velho, de braço dado, muito lentamente.»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Restos de Colecção

Lisboa antiga (28)

por Pedro Correia, em 10.10.11

 

RUA NOVA DO ALMADA

«Carlos então contou como o encontrara [a Dâmaso] afogueado e triunfante, atirando-lhe do coupé, em plena Rua Nova do Almada, a notícia de um ‘romance divino’.»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: Junta de Freguesia dos Mártires

Lisboa antiga (27)

por Pedro Correia, em 09.10.11

 

LARGO DAS DUAS IGREJAS

«-- Em todo o caso -- disse ele, tirando cautelosamente o chapéu ao passar pela porta aberta da Igreja dos Mártires -- deixe-me você ir primeiro ao Grémio...»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Monumentos Desaparecidos

Lisboa antiga (26)

por Pedro Correia, em 08.10.11

 

PALÁCIO DE SÃO BENTO

«Lisboa é Portugal -- gritou o outro. -- Fora de Lisboa não há nada. O país está todo entre a Arcada e S. Bento!...»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Ruas de Lisboa com alguma história

Lisboa antiga (25)

por Pedro Correia, em 07.10.11

 

TEATRO DE S. CARLOS

«Não aparecia no Ramalhete, nem no consultório; apenas se avistavam, às vezes, em S. Carlos, onde o Ega, todo o tempo que não passava no camarote dos Cohens, vinha invariavelmente refugiar-se no fundo da frisa de Carlos, por trás de Taveira ou do Cruges, de onde pudesse olhar de vez em quando Raquel Cohen -- e ali ficava, silencioso, com a cabeça apoiada ao tabique, repousando e como saturado de felicidade...» 

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: Associação dos Albergues Nocturnos de Lisboa

Lisboa antiga (24)

por Pedro Correia, em 06.10.11

 

RUA PRESIDENTE ARRIAGA (antiga Rua de S. Francisco de Paula)

«A casa que os Maias vieram habitar em Lisboa, no Outono de 1875, era conhecida na vizinhança da Rua de S. Francisco de Paula, e em todo o bairro das Janelas Verdes, pela 'casa do Ramalhete', ou simplesmente o 'Ramalhete.»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Balada do Mar Salgado

Lisboa antiga (23)

por Pedro Correia, em 05.10.11

 

CHIADO

«Não temos nada capaz de dar a um rapaz um bocado de fibra. Temos só a tourada... Tirem a tourada, e não ficam senão badamecos derreados da espinha, a melearem-se pelo Chiado!»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Ruas de Lisboa com alguma história

Lisboa antiga (22)

por Pedro Correia, em 04.10.11

 

RUA DO ARSENAL

«O outro insistiu em o acompanhar até à esquina com a Rua do Arsenal, apesar de estar de boné. A noite, para quem vinha de Paris, tinha uma doçura oriental -- e ele, com os seus hábitos de jornalista, nunca se deitava senão tarde, às duas, três horas da madrugada...»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue A Xafarica

Lisboa antiga (21)

por Pedro Correia, em 03.10.11

 

RUA DA PRATA

«De novo a tipóia bateu para a Rua da Prata. O Sr. Vilaça ainda não viera, o escrevente estava realmente pensando que o Sr. Vilaça fora ao Alfeite. E diante desta incerteza, de repente, Ega ficou de novo descoroçoado, sem coragem.»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue A Xafarica

Lisboa antiga (20)

por Pedro Correia, em 02.10.11

 

LARGO DAS NECESSIDADES

 «Vilaça bem depressa descobriu, para o laboratório, um antigo armazém, vasto e retirado, ao fundo de um pátio, junto do Largo das Necessidades.»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Laços de Poesia

Lisboa antiga (19)

por Pedro Correia, em 01.10.11

 

JARDIM DE SÃO PEDRO DE ALCÂNTARA

 «Tinham entrado em S. Pedro de Alcântara; um ar doce circulava entre as árvores mais verdes; o chão compacto, sem pó, tinha ainda uma ligeira humidade; e apesar do sol vivo, o céu azul parecia leve e muito remoto.»

Eça de Queiroz, O Primo Basílio

 Foto: blogue Prosimetron 

Lisboa antiga (18)

por Pedro Correia, em 30.09.11

 

ATERRO DA BOAVISTA (actual Avenida 24 de Julho)

«E então por esse longo Aterro, triste no ar escuro, com as luzes do gás dormente luzindo em fila de enterro, Alencar foi falando desses "grandes tempos" da sua mocidade e da mocidade de Pedro; e, através das suas frases de lírico, Carlos sentia vir como um aroma antiquado desse mundo defunto...»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Ruas de Lisboa com Alguma História

Lisboa antiga (17)

por Pedro Correia, em 29.09.11

 

CAIS DO SODRÉ

«Voltou ainda três vezes ao Aterro, não a tornou a ver; e então envergonhou-se, sentiu-se humilhado com este interesse romanesco que o trazia assim, numa inquietação de rafeiro perdido, farejando o Aterro, da Rampa de Santos ao Cais do Sodré, à espera de uns olhos negros e de uns cabelos louros de passagem por Lisboa, e que um paquete da Royal Mail levaria uma dessas manhãs...»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Ruas de Lisboa com Alguma História

Lisboa antiga (16)

por Pedro Correia, em 28.09.11

 

PRAÇA DE CAMÕES

«Estavam no Loreto; e Carlos parara, olhando, reentrando na intimidade daquele velho coração da capital. Nada mudara. A mesma sentinela sonolenta rondava em torno à estátua triste de Camões.»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: Biblioteca Nacional

Lisboa antiga (15)

por Pedro Correia, em 27.09.11

 

ESTAÇÃO DE SANTA APOLÓNIA

«Quando nessa noite, acompanhados pelo Vilaça, Carlos e Ega chegaram à estação de Santa Apolónia,  o comboio ia partir. Carlos mal teve tempo de saltar para o seu compartimento reservado… (…) No dia seguinte, na estação de Santa Apolónia, Ega, que viera cedo com o Vilaça, acabava de despachar a bagagem para o Douro, quando avistou Maria, que entrava trazendo Rosa pela mão. Vinha toda envolta numa grande peliça escura, com um véu dobrado, espesso como uma máscara: e a mesma gaze de luto escondia o rostinho da pequena, fazendo-lhe um laço sobre a touca.»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Teresa Marques 2009's Blog

Lisboa antiga (14)

por Pedro Correia, em 26.09.11

 

JARDIM DA PATRIARCAL (Príncipe Real)

«(...) balançada pelo trote largo [Luísa] viu passar, calada, as casas apagadas da Rua de São Roque, as árvores de São Pedro de Alcântara, as fachadas estreitas do Moinho de Vento, os jardins adormecidos da Patriarcal.»

Eça de Queiroz, O Primo Basílio

Foto: blogue Ao (es)correr da pena e do olhar

Lisboa antiga (13)

por Pedro Correia, em 25.09.11

  

 

TERREIRO DO PAÇO

«O País está todo entre a Arcada e São Bento!»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: Moiro

Lisboa antiga (12)

por Pedro Correia, em 24.09.11

 

VALE DE PEREIRO (actual Parque Eduardo VII)

«Aqui e além um arbusto encolhia na aragem a sua folhagem pálida e rara. E ao fundo a colina verde, salpicada de árvores, os terrenos de Vale de Pereiro, punham um brusco remate campestre àquele curto rompante de luxo barato – que partira para transformar a velha cidade, e estacara logo com o fôlego curto, entre montes de cascalho.»

Eça de Queiroz, Os Maias

Imagem: blogue Teresa Marques 2009's Blog


O nosso livro



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2018
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2017
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2016
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2015
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2014
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2013
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2012
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2011
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2010
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2009
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D