Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Canções do século XXI (1155)

por Pedro Correia, em 01.06.20

Leituras

por Pedro Correia, em 31.05.20

250x[1].jpg

 

«Costumava julgar os rostos consoante a sua capacidade de reterem a luz. Era a falta de luminosidade num rosto - até mesmo a ausência de uma promessa de luz - que lhe lembrava, tristemente, a desumanidade do homem para com o homem.»

John Cheever, Parece Mesmo o Paraíso (1982)pp. 90-91

Ed. Relógio d'Água, 2009. Tradução de Maria Carlota Pracana. Colecção Ficções

Uma aritmética muito peculiar

por Pedro Correia, em 31.05.20

20200531_143554-1.jpg

20200531_143450-1.jpg

 

Informa-me o Primeiro Jornal da SIC que a Direcção-Geral de Saúde «aprovou 17 estádios» para o recomeço (ou "novo começo", sejamos rigorosos) do campeonato nacional de futebol. Ora havendo 18 equipas neste campeonato e duas deles «não jogarem em casa», como revela o mesmo telediário à mesmíssima hora (13.54 de hoje), causa-me alguma perplexidade esta aritmética tão peculiar.

 

Assim intrigado, deixo algumas questões:

- Qual terá sido o único estádio, em 18 possíveis, que não mereceu o visto prévio da DGS?

- Se 17 em 18 obtiveram luz verde, qual foi o clube que, vendo o seu estádio apto para a competição, recusou usá-lo?

- Como reagirão os adeptos a tal opção, que desconsidera as instalações do próprio clube?

- Dezoito menos dois ainda serão dezasseis ou poderão tornar-se dezassete na aritmética "pós-moderna"?

- Será falha de memória minha ou o "código de conduta" elaborado pela DGS e tornado público a 19 de Maio (apenas há 12 dias) estipulava, em termos categóricos, que «deve ser utilizado o menor número possível de estádios» neste regresso às competições desportivas?

- Dezassete em dezoito será mesmo «o menor número possível»?

 

Responda quem souber. O meu ábaco não dá para mais.

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 31.05.20

500_9789722067317_eu_sou_a_minha_poesia.jpg

 

Eu Sou a Minha Poesia, de Maria Teresa Horta

Antologia pessoal

(edição D. Quixote, 2019)

Tags:

DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 31.05.20

21523202_SMAuI.jpeg

 

João Carvalho: «Ontem, entre Caracas e Lisboa, José Sócrates fez um stop over na Madeira. Nada de especial. Apenas saudades. Alberto João Jardim só tem olhinhos para ele, que anda tão precisado de levantar o ego.»

 

José Gomes André: «Por que combaterá alguma Esquerda (e particularmente a Esquerda socrática-chique) a reeleição de Cavaco? Não por recear verdadeiramente "um golpe de Estado constitucional", nem tampouco por ver nela um escolho à governação socialista. Nada disso. Tal oposição surgirá porque a Esquerda socrática-chique opera como uma claque de futebol, orientando-se por "emoções" e espírito vingativo, e não por cálculo político ou análise racional.»

 

Luís M. Jorge: «Em Novembro de 2005, Andre Sapir, professor da Universidade Livre de Bruxelas, analisou o conceito de modelo social europeu e apelou à sua renovação num documento que podem consultar aqui. O desafio foi suficientemente interessante para merecer destaque na imprensa económica internacional.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «O que é triste constatar é que o PS carregue hoje o soarismo como uma canga. E isso é uma coisa execrável. Para o partido, mas também para todos aqueles que dentro dele se atrevam a pensar o futuro ou que rejeitam ser os régulos e os mainatos dos líderes que transitoriamente ocupam o poder. Chamem-se eles Soares, Guterres ou Sócrates.»

 

Eu: «Comunista de nome, capitalista selvagem na prática, a China é um país que proíbe o direito à greve, a existência de partidos da oposição e a formação de sindicatos independentes do poder político. E com as condições laborais bem exemplificadas aqui. Sempre com a benévola compreensão do PCP, que combate cá o que aplaude lá - uma duplicidade que desqualifica todo o seu discurso. Não se pode pugnar pela democracia num continente e pela ditadura noutro sem perda da autoridade moral para combater o que quer que seja.»

Entre os mais comentados

por Pedro Correia, em 31.05.20

Em 21 destaques feitos pelo Sapo em Maio, entre segunda e sexta-feira, para assinalar os dez blogues nesses dias mais comentados nesta plataforma, o DELITO DE OPINIÃO recebeu 20 menções ao longo do mês.

Incluindo seis textos na primeira posição, sete na segunda e dois na terceira.

 

Os textos foram estes, por ordem cronológica:

Grandes romances (29) (22 comentários) 

Os inimputáveis (70 comentários, o mais comentado do fim de semana)

É tempo de acabar com o "distanciamento social" (48 comentários, o mais comentado do dia) 

Tapetes e cascas de banana (100 comentários, o mais comentado do dia) 

Irão jogar de máscara? (114 comentários, o mais comentado do dia) 

Férrea incoerência (18 comentários)

Os vinte mais infectados (62 comentários, segundo mais comentado do fim de semana) 

Os comentários da semana (54 comentários)  

A pátria está em perigo (24 comentários)

Cuidado que eles continuam a monte (42 comentários, segundo mais comentado do dia) 

Le parti c'est moi (32 comentários, segundo mais comentado do dia) 

Diário do coronavírus (10) (58 comentários, o mais comentado do fim de semana) 

Assim medra a novilíngua (42 comentários, segundo mais comentado do dia) 

O candidato socialista (52 comentários, terceiro mais comentado do dia) 

Diário do coronavírus (11) (52 comentários, segundo mais comentado do dia) 

O comentário da semana (50 comentários)

Em suas importantes saúdes (56 comentários, o mais comentado do dia) 

Ler em tempo de pandemia (132 comentários, segundo mais comentado do dia)

Cambada de imbecis (42 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Estádios, aviões e televisão (46 comentários, segundo mais comentado do dia)

 

Com um total de 1116 comentários nestes postais. Da autoria do Paulo Sousa, dos leitores Isabel Paulos, Chuck Norris e Vítor Augusto, e de mim próprio.

Fica o agradecimento aos leitores que nos dão a honra de visitar e comentar.

Canções do século XXI (1154)

por Pedro Correia, em 31.05.20

Parece mesmo publicidade

por Pedro Correia, em 30.05.20

20200530_154235-1-1.jpg

 

Hoje, às 13.59, no Primeiro Jornal da SIC

Não lhes cai a máscara (5)

por Pedro Correia, em 30.05.20

20200524_191211-1-1.jpg

 

Mariana Barbosa, jornalista da TVI

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 30.05.20

250x.jpg

 

Frágil é o Lago do Silêncio, de Carlos Frias de Carvalho

Poesia

(edição Glaciar, 2019)

Tags:

DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 30.05.20

21523202_SMAuI.jpeg

 

João Carvalho: «Olho atentamente para o gang delituoso e pergunto-me: «Que faço eu aqui, além de me babar todo?» Cheio de Anas, de abraços e de carinhos por todos os lados, entre tantas beldades talentosas e tantos gurus de primeira água, sinto que este meu primeiro encontro com a quadrilha me tolhe a lucidez. Não me atreverei a estar no próximo jantar. Como? Depois do Verão, os jantares passarão a ser mais regulares? Nunca mais faltarei.»

 

Paulo Gorjão: «O Presidente não é apenas um garante da constitucionalidade dos diplomas aprovados. Se a única função do Presidente fosse essa então mais valia extinguir o cargo de Presidente da República e instituir que todos os diplomas fossem automaticamente alvo do crivo do Tribunal Constitucional.»

Canções do século XXI (1153)

por Pedro Correia, em 30.05.20

Até sempre, Barata

por Pedro Correia, em 29.05.20

transferir (1).jpg

 

Sou há muitos anos cliente assíduo da Livraria Barata, na Avenida de Roma. Tenho até cartão de cliente, que permite um desconto residual em livros, de que ali me abasteço regularmente. Também nesta livraria lisboeta habituei-me a comprar com regularidade imprensa estrangeira há quase década e meia.

Desde que foi declarada a pandemia, a Barata fechou - como aconteceu com todos os estabelecimentos do ramo, que já atravessavam uma severa crise antes de o Presidente da República e o Governo - sabe-se lá porquê - terem considerado que as livrarias não mereciam ficar abertas durante o "estado de emergência". Ao contrário dos quiosques, das mercearias e das tabacarias. 

Na altura, não ouvi um sussurro de protesto dos chamados "agentes culturais". Todos acenaram, em sinal de concordância.

 

Entretanto, a Barata reabriu.

Acontece que desde então já tentei duas ou três vezes, mas ainda não consegui lá entrar. Motivo? Embora tenha uma área muito grande, só permitem um máximo de dez pessoas dentro do estabelecimento.

Em pelo menos duas ocasiões vi uma fila à porta, estendendo-se para o passeio: gente forçada a usar máscara, aguardando à torreira do sol, suando em bica, com notório desconforto.

Disse logo com os meus botões: nem pensar em aturar isto. E rumei a outras paragens.

 

Hoje, ao fim da manhã, tentei uma vez mais - talvez a última - entrar na Livraria Barata.

Não vi nenhuma fila à porta, fui avançando. Deparo-me então com o Presidente da República, mais a respectiva comitiva, acrescida de um batalhão de jornalistas. Todos juntos, perfaziam mais do dobro do limite máximo de pessoas estipulado. As regras "rigorosíssimas" haviam sido mandadas às malvas.

Disseram-me que Marcelo Rebelo de Sousa estava ali para "declarar o apoio" à livraria, que enfrenta sérias dificuldades de tesouraria, sem saber se conseguirá pagar os salários neste fim de mês. Aplaudo a generosidade do Chefe do Estado. E espero que Marcelo faça o mesmo com milhares de outras empresas deste país onde muita gente trabalha sem ver a remuneração a que tem direito. Pelo mesmíssimo motivo.

 

Tudo isto é muito bonito. Acontece, no entanto, que voltei a ver-me impedido de ali entrar. Escorraçado pelo sol, pelas filas, pelas absurdas regras de "confinamento" e hoje até pelo Presidente da República mais a sua comitiva.

Sem acesso à livraria, rumei ao talho mais próximo, onde me abasteci de imediato com 600 gramas de entrecosto, e vim para casa preparar o almoço. Despedindo-me da Barata, por prazo indefinido. Com um até para o mês que vem ou um até nunca mais, não faço ideia.

Há sempre um fim para tudo.

Belles toujours

por Pedro Correia, em 29.05.20

0817b1914b52d543e70b4546f6679274[1].jpg

 

Marta Temido

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 29.05.20

350x.jpg

 

Ronda, de António Modesto Navarro

Poesia

(edição Página a Página, 2019)

Tags:

DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 29.05.20

21523202_SMAuI.jpeg

 

Paulo Gorjão: «A realidade encarrega-se quase sempre de inviabilizar cenários perfeitos. Não estou seguro que o surgimento de uma candidatura de direita, porventura patrocinada pelo CDS, não contribuísse para a vitória de Aníbal Cavaco Silva. Se, por um lado, essa alternativa poderia desviar votos, por outro seria um factor de mobilização para muitos dos eleitores que votaram em Cavaco Silva em 2005 e que sentem nesta altura alguma insatisfação com o mandato do Presidente da República. Claro, tudo isto é mera teoria e as campanhas podem gerar dinâmicas imprevisíveis. Isto dito, repito, parece-me precipitado o receio.»

 

Teresa Ribeiro: «A maioria dos portugueses embora critique o fenómeno, pratica-o, embora em pequena escala. Hipocrisia? Nem tanto. O whisky no Natal para alguém que meteu uma cunha, as notinhas entaladas à pressa nas mãos de burocratas e os jantares-convívio oferecidos a candidatos autarcas são caracterizados nesta obra como "singularidades portuguesas" consideradas legítimas pela maioria da população.»

 

Eu: «"A eleição de Cavaco Silva não foi uma batalha de valores", disse esta noite um comentador alinhado com o Presidente da República num programa de televisão, procurando justificar o injustificável. Sem perceber, este comentador só dá razão a quantos criticam a leitura minimalista dos poderes presidenciais que tem sido feita por Cavaco desde que chegou a Belém: vale a pena eleger um Presidente da República por sufrágio universal se esse escrutínio não resultar de "uma batalha de valores"? A resposta é obviamente negativa. Mas é escusado levar a novidade à tribo de incondicionais do actual inquilino de Belém.»

Canções do século XXI (1152)

por Pedro Correia, em 29.05.20

Palavras para recordar (67)

por Pedro Correia, em 28.05.20

18744049_iGHhi.jpeg

 

MARCELO REBELO DE SOUSA

Diário de Notícias, 5 de Junho de 2003

«É insensato que as magistraturas vão atrás da rapidez mediática, expondo-se no exercício da sua função. Mas também é insensato que a Comunicação Social chame a si o exercício da função dos tribunais.»

Estádios, aviões e televisão

por Pedro Correia, em 28.05.20

doc2020041128622859mac_110420_1248889615888default

 

 

2 de Maio:
O transporte aéreo de passageiros vai ser limitado a dois terços da lotação normalmente prevista para cada aeronave, definiu o Governo, em portaria no Diário da República.

21 de Maio:
A partir de 1 de Junho, o transporte aéreo vai deixar de ter um limite máximo de lotação, anunciou o Ministério das Infraestruturas.

 

Comecei por não entender. Agora, até julgo que entendo. E, por isso mesmo, fiquei irritado. Refiro-me ao duplo critério que o Governo tem vindo a adoptar, distinguindo o futebol de outras actividades.

Há dias, numa das suas conferências de imprensa quase diárias, a ministra da Saúde revelou-se muito firme na contínua recusa de jogos presenciados nos estádios. «Haver as habituais concentrações em determinados espaços, por ocasião das competições desportivas, é evidente que é algo que não vai poder acontecer da forma a que estávamos habituados a assistir», declarou Marta Temido.

Atalhando neste discurso cheio de rendilhados, isto significa que todos continuaremos proibidos de frequentar os estádios. Os jogos que faltam para completar a temporada 2019/2020 ocorrerão à porta fechada. E, aparentemente, não serão transmitidos pela televisão em sinal aberto. Duas espécies de encerramento, portanto.

 

Há aqui vários erros que convém denunciar desde já.

Que imperiosa lógica sanitária leva o Governo a interditar em absoluto estádios com capacidade para largos milhares de lugares sentados, ao ar livre, enquanto acaba de dar o dito por não dito, autorizando que sejam retomadas viagens aéreas - em cubículos estreitos, com ar rarefeito e onde as pessoas estão a centímetros umas das outras por vezes durante horas - sem qualquer limite máximo ao número de passageiros?

Alegam os decisores políticos que é vital proteger e revitalizar a aviação civil. Pois esta mesma lógica pode e deve aplicar-se à chamada indústria do futebol, que gera cerca de 80 mil postos de trabalho, directos e indirectos, em Portugal e movimenta receitas que abrangem quase 1% do PIB nacional. 

É um absurdo manter as bancadas dos estádios vazias enquanto se enchem aviões, em condições sanitárias de muito maior risco. Autorizar que pelo menos um terço dos lugares sentados nos estádios fossem preenchidos - nomeadamente pelos sócios que pagaram lugares de época - seria uma opção razoável. Tanto mais que o Governo - contrariando outra intenção inicial expressa em sinal oposto - acaba de dar luz verde à utilização de 14 estádios para disputar os jogos que faltam. Na prática, só não jogará em campo próprio quem não quiser.

 

Ao contrário do que sustenta a ministra da Saúde, as concentrações de maior risco a pretexto do futebol não ocorrerão junto aos estádios, mas longe deles. Em locais públicos e numa infinidade de reuniões privadas onde irá aglomerar-se muita gente, em todos os recantos do País, para assistir aos jogos caso se mantenha a intenção de que estes só sejam exibidos em canais codificados, nada acessíveis ao actual rendimento médio dos portugueses.

E é por isto que não entendo, de todo, o sururu criado em torno de Pedro Proença, só porque o presidente da Liga se atreveu a sugerir, em carta ao Presidente da República, a intervenção do poder político para que as partidas de futebol remanescentes possam ser exibidas em canais abertos, com a devia compensação financeira proporcionada com verbas públicas aos operadores televisivos.

Caiu o Carmo e a Trindade quando afinal Proença estava cheio de razão. Como o futuro próximo demonstrará.

 

Leitura complementar:

DGS queria "o menor número possível de estádios" e entretanto foram aprovados 14. O que aconteceu? Nada, era "apenas uma indicação".

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 28.05.20

Uma-Pedra-Sobre-a-Boca.jpg

 

Uma Pedra Sobre a Boca, de João Moita

Poesia

(edição Guerra & Paz, 2019)

"A presente edição não segue a grafia do novo acordo ortográfico"

Tags:


O nosso livro



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2018
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2017
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2016
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2015
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2014
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2013
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2012
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2011
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2010
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2009
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D