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O meu "Cinema Paraíso"

por Fernando Sousa, em 06.08.18

Os restos do Sintra Cinema, o meu "Cinema Paraíso". Abbot & Costello, Jerry Lewis, Cantinflas, Tarzan, por Johnny Weissmuller, Robin, segundo Errol Flynn, uma vez ou outra Chaplin, sempre antecedidos das chatíssimas Actualidades e da propaganda do regime. E, pelo meio, cortes e mais cortes, evidentemente assobiados e pateados. No seu lugar vai ser construído um hotel com 54 quartos. 

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Pensamento da Semana

por Fernando Sousa, em 05.08.18

"[...] É impossível examinar os problemas assustadoramente complexos da vida pública se estivermos simultaneamente preocupados em, por um lado, discernir a verdade, a justiça e o bem público e, por outro, em conservar a atitude que convém a um membro de um determinado grupo. A faculdade humana de atenção não é capaz de ter ao mesmo tempo esses dois cuidados. De facto, qualquer pessoa que se prenda a um deles abandona o outro. [...]"

Simone Weil, "Nota sobre a supressão geral dos partidos políticos", Antígona, 2017. 

 

                                Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Rapazes, lembram-se?

por Fernando Sousa, em 01.08.18

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Blogue da semana

por Fernando Sousa, em 25.03.18

Um dos blogues que acompanho com alguma regularidade é o Escrever é triste. O que encontro nele? O mesmo que encontrou o nosso saudoso Pedro Rolo Duarte quando, no último dia de 2012, à procura de um que o surpreendesse pelo talento, diversidade, novidade, qualidade, ousadia e criatividade, coisas raras de encontrar bem casadas, o elegeu blogue da semana na sua Janela Indiscreta. Não tenho lá nenhuma assinatura que prefira a outra, ainda assim não perco uma notinha que seja do que lá deixa por exemplo a Rita Roquette de Vasconcellos ou o Manuel Fonseca. 

Blogue da semana

por Fernando Sousa, em 11.12.17

Ao tempo que não vejo por aqui o Eduardo Pitta. Há umas duas semanas reli no blogue que alimenta há dois anos um pedacinho da memória que guarda do 25 de Novembro (1975). E isso levou-me à releitura de Um Rapaz a Arder. E a remeter agora os leitores do DO para uma espreitadela ao Da Literatura, que, cá para mim, é das melhores coisas aí da blogosfera. EP sabe como poucos ir ao essencial sem perder pelo caminho nem a elegância nem o conteúdo. É um gosto lê-lo (apesar de algum proselitismo). E relê-lo.

Blogue da semana

por Fernando Sousa, em 04.06.17

Eh, pá, andava tão farto de blogues de adivinhos e de sem-abrigos que voltei esta semana quatro vezes ao Domadora de Camaleões. É o meu país de asilo. Informa, tem uma escrita cristalina, diz muito em pouco, mete um acontecimento num bilhete-postal e fá-lo voar, escreve sobre o amor sem escorregar, põe-nos à frente do nariz tragédias que o tempo deixou com os pés de fora, como a das “Biranganas” do Bangladesh, da guerra de 1971. Não tem bugigangas. Não chateia. Destoa da blogosfera. Grande Lena!

 

Foi na véspera de Natal de 1914, em Ypres, na Bélgica. À noite, nas linhas inglesas, alguém começou a cantar o Adeste Fidelis, o lado alemão fez coro. Um inglês gritou que ia sair da trincheira desarmado, um alemão fez o mesmo. Outros seguiram-nos. Trocaram presentes. Jogaram futebol. A trégua informal terá abrangido 100 mil soldados inimigos. Aconteceu.

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Obrigado, Rodolfo

por Fernando Sousa, em 23.12.16

e portanto e porque acho injusto que as pessoas não saibam nem quantas são nem como se chamam as renas do Pai Natal, o que além do mais é pouco cristão, ou para me limpar de um dia ter comido, sem saber, num hotel de Helsínquia, uma deliciosa carne rosada que só no fim me disseram de que era, ou em homenagem aos deputados que entretanto e por fim reconheceram que os animais não são coisas, deixo aqui, um a um, os nomes das incansáveis companheiras do bom velho: Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão, Relâmpago e, claro, Rudolfo, a do nariz vermelho e brilhante, capaz de conduzir o trenó e as amigas por entre os mais grossos nevoeiros e as mais violentas tempestades, aparcar sem problemas no estacionamento das grandes superfícies e pairar ao milímetro sobre as nossas chaminés. Nove portanto, ao todo, e não oito apenas como eram até ao século XIX, sem o Rodolfo. Que fique o registo e o reconhecimento, no meu caso por me terem feito companhia a vida toda, colorido e aquecido a imaginação e tornado a realidade menos cinzenta, ácida, fria e geométrica. Obrigado, renas, bom Natal a todos.

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Blogue da semana

por Fernando Sousa, em 19.12.16

Pois parabéns com alguns dias de atraso aos cooperantes – eh, pá, esta dos cooperantes aqui juro que me veio de repente aos lábios e me soube bem! – do Escrever é triste, entre nós desde o dia 14 de Dezembro de 2011, que me foram entusiasmando mas nunca abracei como devia, que escrever também pode ser isso. Ele aí vai, esse abraço adiado! Devo aos tristes Manuel S. Fonseca, Rita Vasconcelos e outros, que eles são muitos, alguns dos melhores posts desta torrente de escrita, pois se escrever pode “impedir a conjugação de tantos outros verbos” (Drummond de Andrade), ler pode ir ao encontro do sol que faz lá fora. Informado, versátil, diverso, maduro e sei lá mais o que dizer dele, é um dos meus blogues. 

lisboa, uma grande surpresa

por Fernando Sousa, em 13.12.16

Ora estando eu muito bem, a coisa foi de repente, telefonaram-me do arquivo da câmara de Lisboa a perguntar-me o que é que eu era a José Cândido d´Assumpção e Sousa, assim mesmo, que parentesco era o nosso, e eu que era bisneto, e a seguir a anunciar-me que iam homenageá-lo com a exposição das fotografias que tirara à cidade, com um sócio, Arthur Júlio Machado, entre 1898 e 1908. Sentei-me para ouvir o resto, uma história incrível, agora à vista de todos na Rua da Palma, 246, com o título lisboa, uma grande surpresa. Aconteceu então que andando há anos a tentar identificar os autores de milhares de fotografias do primeiro levantamento fotográfico sistemático da cidade, investigadores da CML deram com o meu bisavô e um amigo dele, o avô do Carlos Avilez, esse mesmo, o do teatro de Cascais, que palmilharam a capital durante dez anos para a fotografarem antes que uma parte viesse abaixo – como aliás aconteceu. Eu não sabia de nada e o neto do Arthur ficou tão pasmado quanto eu. Mas o que interessa mesmo é que a memória da cidade está a salvo.

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O longo braço de Mohammed VI

por Fernando Sousa, em 06.12.16

Sabíamos, enfim sabia quem sabia, que em Marrocos há três coisas que convém não discutir para não incorrer na ira do regime, que são Maomé, o rei e o Sara Ocidental, o que não sabíamos, e passámos a saber, é que o longo braço de Mohammed VI chegou à Covilhã, aparentemente através de uma cartinha, e levou a direcção da Universidade da Beira Interior a proibir a realização nas instalações da escola da conferência “Sahara Ocidental: a luta pela autodeterminação de um povo, promovida por estudantes de Ciência Política e Relações Internacionais. Isto em resumo do que os jovens fizeram saber pelos próprios meios uma vez que a comunicação social passou mais um dia às voltas com a puta da Caixa. A iniciativa acabou por realizar-se, nas instalações da Assembleia Municipal, mas ficou em muitos de nós, de outras épocas e memórias, a vergonha de ver abandonados à ocupação marroquina aqueles que há anos estiveram ao nosso lado contra a indonésia de Timor-Leste. Dixit.

Blogue da semana

por Fernando Sousa, em 24.07.16

Foi pelo Dá Fala que soube que James “Blood” Ulmer, esse guitarrista maior do jazz, vinha a Lisboa. Podia ter sido pelos jornais ou a agenda da câmara, mas foi pelo Dá Fala, um blogue de cultura contemporânea africana cheio de música, artes plásticas, literatura, teatro ou cinema, que espreito com a regularidade possível. Abram-no, vão gostar. E já agora passeiem pela Buala, a plataforma onde está alojado. Boas viagens. 

Livros desobedientes

por Fernando Sousa, em 13.06.16

Do Parque trouxe ontem o Movimento perpétuo, da Ana Cristina Pereira, cheio de portugueses de um lado para o outro, em geral obrigados a isso, na nossa história recente, e os Textos dispersos, de Max Stirner, frequentemente visto como um cabelo na sopa de filosofias e movimentos do século XIX. A Ana trouxe-a porque gosta de margens e sabe olhar para dentro das coisas, o Stirner porque pensou no que não devia. 

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Desilusão no Parque

por Fernando Sousa, em 02.06.16

Noite de feira no Parque, a primeira este ano. Duas compras e uma desilusão. As compras foram Gaspar Ruiz, de Joseph Conrad, de quem tenho quase tudo, e A Asa e a Luz, de Rabindranath Tagore, de quem não tinha nada. A desilusão foi não ter encontrado o que quer que fosse de David Mourão-Ferreira, nem na Presença. Extraordinário!

Fora de série (13)

por Fernando Sousa, em 28.05.16

Há uns meses andava eu numas arrumações quando encontrei um pedaço de papel pardo com uma letra esquisita, a lápis, com um nome, Ben Cartwright, e uma morada de que só eram nítidas três letras: NBC. Bingo!! Era a prova definitiva que nalgum ponto do meu passado tinha privado com a família feliz de Nevada! Num segundo fiquei com o papelito na mão e a cabeça no tempo em que ainda havia heróis, não sei se se lembram... Eram os anos 60 e a tv por cá era uma menina. Já tinha deixado o Zorro e entretinha-me aos domingos com o Stingray, o submarino da World Aquanaut Security Patrol, do capitão Troy Tempest. O pedaço de pacote de açúcar amarelo tivera a morada do patriarca grisalho da Ponderosa, o Ben Cartwright, ele próprio, o da Bonanza, a série de David Dortort exibida pela NBC entre 1958 e 1973, para quem tencionava escrever não sei para quê, talvez para lhe contar das noites em que esperava, no café Monserrate, ansioso pelo mapa a arder e o tema musical do guitarrista Tommy Tedesco que me ficou nos ouvidos – a mim e ao Johnny Cash (Ring of Fire: The best of Johnny Cash, 1963).

 

 

Sabia lá eu, aos 10 anos, onde era Nevada e a fazenda desta família de ganadeiros e madeireiros podre de rica, nas margens do Lake Tahoe, ou a poeirenta Virginia City, com rolos de urze nas ruas, do xerife Roy Coffee (Ray Teal), sofria apenas pelo regresso dos quatro magníficos a cavalgarem na minha direcção!! A semana para mim era o espaço entre dois episódios da saga, a primeira do seu género transmitida assim pela tv, pelo menos cá, a preto e branco, só me escapa o dia – tenho ideia de que era aos sábados, alguém aí que me ajude... O epicentro era sempre a casa de Ben, interpretado por Lorne Greene, de onde ele administrava os 2600 quilómetros quadrados de vacas e madeiras de Ponderosa, além da família, e ajudava Coffee contra bandidos e trapaceiros. Viúvo três vezes e com um filho de cada mulher, Adam (Pernell Roberts), Eric, o gordo e ingénuo “Hoss” (Dan Blocker) e Joseph ou “Little Joe” (Michael London), o velho fazendeiro geria tudo com fé, trabalho e se fosse preciso a murro, e como batia bem! De todos de quem eu gostava menos era de Adam, que um dia desapareceu do saloon onde eu ia todas as semanas, soube mais tarde que tinha deixado a história e emigrado, acho que por uma questão de cachet, ouvi dizer, preferindo o bonacheirão e o sempre-apaixonado Joe Pequeno. Ah, e o Hop Sing, o cozinheiro chinês, com quem o caçula passava a vida a meter-se pelos cozinhados e por comer os erres. Às vezes também havia mulheres, que era quando aquilo ficava sem tiros nem graça. Bonanza era uma novidade por combinar ladrões de gado, batoteiros, garimpeiros e um grupo de homens honrados, generosos e bravos, geneticamente bons, americanos por definição portanto, fora do registo de banditismo puro, duelos ou carroças a fugirem de navajos em Monument Valley... Um western de princípios, a harmonia no Oeste, nem de outra forma teria durado o que durou, e passado na nossa RTP. Evidentemente a série foi acompanhada de uma colecção de fotogramas (com coloração manual, uma estreia, distribuída cá pela APR) e eu fui um dos que a começou e não acabou, pois eles saíam repetidos nas saquetas e a semanada era curta, pelo que trocava os que tinha a mais pelos que não tinha ou ganhava-os aos outros nas escadinhas do Sintra-Cinema na “chapadinha”: dando um golpe seco com a mão em concha sobre cromos que seriam meus se o vácuo os virasse de rosto. Foi assim que uma vez ganhei um cromo do Adam e noutra perdi um do “Joe”... Depois a Bonanza acabou, Lorne Greene entrou em mais trinta dos seus 65 filmes, Michael Landon fez Uma Casa da Pradaria (1974) e Um Anjo na Terra (1984), onde interpreta um papel ridículo, cresci, vim a descobrir que o Nevada era também o estado da misteriosa e muito restrita Área 51, que ainda deve ser, os heróis foram-se ao entardecer e eu fiquei desse tempo com um pedaço de papel pardo a dizer Ben Cartwright e três letras, NBC, prova de que algures no meu passado privei mesmo com a família de Ponderosa. 

Vá, não custa nada:

por Fernando Sousa, em 24.05.16

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 Estão abertas as inscrições para o próximo ano lectivo. A Celestina passou por lá.

Nuit Debout

por Fernando Sousa, em 03.05.16

A França vive momentos que lembram outros mas que não terão certamente as mesmas consequências - já não há sans culottes e estamos em 2016. De todo o modo refresca saber que na Europa ainda há gente que se junte na rua para discutir o que importa a todos. A foto, do dia 29, não é muito boa mas foi a que consegui da Nuit Debout, que dura há mais de um mês na Place de la Republique, onde se discute todos os dias, e noites, a lei El Khomri e mais tudo o que a praça acha de errado num país governado por um Presidente que não se sabe muito bem o que fazer, se dialogar se partir cabeças

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Blogue da semana

por Fernando Sousa, em 29.06.15

Adorava o que fazia, tinha sempre um sorriso e gostava de cantar. Tinha o sol na cara. Trabalhei com ele, com o David Clifford, que, como toda a gente, morreu cedo, no seu caso ainda mais cedo pela pouca idade que levava e o mundo que ainda queria - e que tanto o queria. Eu, e tantos! Fica aqui parte do seu trabalho, um trabalho sempre atrás da luz, que numa vida bem vivida é a direcção certa. 

G3 portuguesas matam no Sudão do Sul

por Fernando Sousa, em 27.05.15

Quem é que anda por aí a despachar velhas G3 - velhas mas operacionais - para o Sudão do Sul? Bom, não estou à espera que alguém ponha o dedo no ar, mas que elas apareceram lá, apareceram. Foram descobertas no fim do ano passado pela UNMISS, a missão da ONU no país, mas escaparam aos média aqui. A denúncia está no Jirenna, blogue do jornalista e missionário José Vieira, com oito anos passados na jovem república, há 18 em guerra civil. Foi postada ontem, com o título G3 portuguesas matam no Sudão do Sul,  e remete para factos com datas frescas. Cálculos por alto apontam para pelo menos 50 mil mortos no conflito. O papel de Portugal no comércio mundial de armamento é notícia antiga. Sabemos é pouco sobre ele. Talvez as provas encontradas agora, relatadas pela Small Arms Survey, sirvam para alguma coisa. Na segunda foto são nítidas as letras FMP - Fábrica Militar Portuguesa. Que tal se a Comissão de Direitos, Liberdades e Garantias se debruçasse um pouco sobre o caso?

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Blogue da semana

por Fernando Sousa, em 23.03.15

São cada vez mais os cursos e os estúdios de Animação em Portugal. E em maior número os animadores de imagem, jovens e talentosos. Mas nem todos ficam por cá, como Estrela Lourenço, cujo blogue deixo aqui. 


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