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Por este andar

por Sérgio de Almeida Correia, em 30.06.16

Com a quantidade de detidos, arguidos e presos condecorados que Portugal começa a ter, ainda vamos ter muito boa gente a esconder as medalhas. O padrão é sempre o mesmo.

Capitão, pois claro

por Sérgio de Almeida Correia, em 22.06.16

 

Ao fim de tantos anos só aprendeu a pentear-se.

 

E se o Trump for eleito ainda conseguimos comprar uns mísseis

por Sérgio de Almeida Correia, em 15.06.16

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Bem podem dizer que em França estas armas que matam nos Estados Unidos, e todas as outras que serviram para actos terroristas na Europa, não são vendidas livremente e que ainda assim eles aconteceram. Mas se do outro lado do Atlântico tiverem mais doentes à solta e prontos a descarregarem os cartuchos em escolas, restaurantes ou salões de baile, como o tal Omar Mateen e todos os que o antecederam, a continuação deste hediondo comércio só vai ajudar a mais matanças, quaisquer que sejam as verdadeiras motivações dos assassinos.

Depois, o da melena loura mais os seus apoiantes podem continuar a berrar contra os muçulmanos, os gays, os mestiços e todos os que não pensem como eles. No dia em que deixarem de berrar é porque não há mais inocentes. Já foram todos exterminados com a maior segurança.

Um problema de cultura

por Sérgio de Almeida Correia, em 25.09.15

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Nunca gostei do fulano e também já critiquei, há alguns anos, quando amiúde ainda acompanhava processos de natureza penal, o papel desempenhado por muitos juízes de instrução, o que me dá mais liberdade para escrevê-lo. E o homem, como muitos dirão, até pode ter todos os defeitos do mundo e ser um estafermo da pior espécie, mas é inaceitável que tenha chegado até aqui, como agora se vê, com menores garantias de defesa do que qualquer outro arguido, sendo prejudicado pelo facto de ser quem é ou por mero capricho daqueles a quem o processo está confiado.

Um atropelo de garantias de defesa é sempre um assunto grave em qualquer instância e qualquer que seja a identidade do arguido ou o crime que lhe seja imputado. O facto dos crimes em causa serem graves, e são, não justifica todos os atropelos. Mais grave ainda quando todo o sistema de justiça necessita urgentemente de se prestigiar aos olhos dos seus destinatários e isso acontece num Estado que se reclama de direito democrático.     

Quando um acórdão, que nuns pontos dá razão ao Ministério Público e noutros à defesa, vem dizer, por unanimidade dos senhores desembargadores, que "toda esta auto-estrada do segredo, sem regras, passou sem qualquer censura pelo juiz de instrução, desprotegendo de forma grave os interesses e garantias da defesa do arguido, que volvido tanto tempo de investigação, continua a não ser confrontado, como devia, com os factos e as provas que existem contra si", a única coisa que posso pensar é que a justiça continua doente, muito doente, e que se isto acontece uma vez deve acontecer duas, três, muitas vezes, com outros que não têm os mesmos meios para se defenderem, nem gozam de igual projecção pública.

É isso que me preocupa. É muito mau que um tribunal superior, qualquer que seja a imagem que cada um de nós tem do arguido, tenha necessidade de escrever o que escreveu, volto a frisar, por unanimidade, para repor a igualdade de armas entre o Ministério Público e a defesa do arguido.

Há qualquer coisa que está muito mal. E não é nas leis.

Há pessoas que deviam ficar caladas

por Sérgio de Almeida Correia, em 11.05.15

O que este fulano diz cheira-me a falta de vergonha. Ou me engano muito ou está apenas a tentar garantir a continuação das "senhas de presença" para a eventualidade das coisas mudarem. Mas infelizmente é desta massa colorida que é feito o regime.

Que vergonha, rapaz!

por Rui Rocha, em 01.05.15

Pelo visto, Passos Coelho andou por Aguiar da Beira a visitar empresas de lacticínios. Certamente influenciado pelos vapores do leite, aproveitou a cerimónia de inauguração da Queijaria Sabores do Dão para proferir um dos seus inesquecíveis discursos. Afirmou Passos Coelho, entre outras coisas de proveitosa substância, que "os portugueses não querem andar aos trambolhões". Com o sentido de oportunidade que se lhe reconhece, o primeiro-ministro decidiu logo ali ilustrar o sentido das suas palavras, espalhando-se estrepitosamente ao comprido. É facto que Aguiar da Beira tem mais queijarias do que notáveis. Mas é preciso um tipo ser abundantemente cretino para se lembrar de dirigir ao natural da terra Dias Loureiro (esse mesmo), um vibrante elogio: "conheceu mundo, é um empresário bem-sucedido, viu muitas coisas por este mundo fora e sabe, como algumas pessoas em Portugal sabem também, que se nós queremos vencer na vida, se queremos ter uma economia desenvolvida, pujante, temos de ser exigentes, metódicos". Perante tamanha falta de vergonha, esperam-nos tempos memoráveis. A campanha eleitoral vem aí e já veremos que rasgados encómios terá Passos Coelho guardados para o comício de Lisboa (terra natal de Alves dos Reis), para a sessão de esclarecimento de Peso da Régua (onde veio ao mundo Duarte Lima) ou para o almoço-convívio com o núcleo social-democrata de Vilar de Maçada.

Lições que a vida nos dá

por Sérgio de Almeida Correia, em 08.11.14

Ou como um pequeno maná se encarrega de transformar um líder respeitado em mais um tratante igual aos outros.

Meus senhores: recebam este texto e leiam-no com atenção

por Sérgio de Almeida Correia, em 21.06.14

Nunca escondi o meu apreço pela sua estatura de intelectual e de historiador comprometido com a verdade, que para alguns será sempre um valor relativo, sem prejuízo de cada um ter a sua. Mas não me querendo antecipar, arriscaria dizer que este texto de José Pacheco Pereira será um dos textos do ano. Do ano? Não, da última década. Está lá tudo, até a vergonha de que muitos têm medo de falar (e de ler). Nesta altura deve haver muita gente a espumar depois de saber da recusa do Banco de Portugal em ver na nova administração os perfumados de sempre. Agora a família vai entregar a instituição a um dos que nunca seria reconhecido como um dos deles. Por falta de pedigree. A República, por vezes, ainda sabe estar à altura das situações.

Um episódio lamentável

por Rui Rocha, em 09.05.14

António José Seguro decidiu associar-se à campanha #bringbackourgirls, uma iniciativa de solidariedade com as famílias de 200 meninas nigerianas que foram raptadas. Não faço sobre essa decisão qualquer juízo de intenções. Terá a atitude de Seguro sido determinada por eleitoralismo, pela vontade de promover a sua própria notoriedade? Não sei, nem quero saber. E se deve existir uma certa contenção da parte dos políticos para não prejudicarem as campanhas em que se envolvem, desviando a atenção dos propósitos destas para as suas eventuais intenções, o certo é que um político, por o ser, não pode ver diminuídos os seus direitos de cidadania. Em todo o caso, o que é verdadeiramente lamentável é a reacção de alguns que, na ânsia de ridicularizam o Secretário-Geral do PS, esquecem que permanece um drama humano real que envolve duzentas crianças. É inqualificável a atitude de chacota de uns quantos a propósito de um tema destes. Um eventual aproveitamento de Seguro, que não temos razão para acreditar que exista, seria absolutamente criticável. Mas bem pior é utilizar o sofrimento das crianças para o ridicularizarem e diminuírem. Sabemos que vivemos num tempo de engraçadinhos em que o maior dislate assegura o máximo reconhecimento. Eu próprio tenho criticado e troçado abundantemente de Seguro. Mas, fazê-lo a este propósito é, falemos claro, um acto chocante de absoluta crueldade. E uma completa vergonha.

Sem meias palavras: o serviço de apoio ao cliente da ZON é uma vergonha. Há quatro dias que a box não funciona. Todas as noites repito o ritual. Ligo para o 16990, selecciono a opção 3 (apoio técnico), introduzo o nº de contribuinte, selecciono a opção 1 (televisão / box) e garanto a pés juntos que estou perto da box (opção 1). Depois desligo a box e volto a ligar, tal e qual como a voz pré-gravada me ordena. Cumprido este calvário, a mesma simpática voz informa-me, invariavelmente , que não é possível atender-me. Antes de desligar-me o telefone na cara, o amável interlocutor pergunta ainda se eu pretendo ser contactado pela ZON quando for possível. Respondo invariavelmente que sim, seleccionando desta vez a tecla 8. Há quatro dias que aguardo ansiosamente um contacto que nunca acontece. Também é certo que não adiantaria muito. Durante o dia, estou longe da box, circunstância que impede a assistência técnica de acordo com a prestimosa informação da dita voz. À noite, quando estou perto da box, ligo e não podem atender-me. Perante isto, e logo que conseguir encontrar um endereço da ZON (temo que também isto não vá ser fácil) para o qual possa mandar um simpático correio, comunicarei à ZON a minha intenção de rescindir o contrato. Há uma linha que me separa da ZON. A do mais elementar respeito pelo cliente (note-se que se for ao site manifestar a minha intenção de aderir a um serviço, coisa que fiz só para testar, sou de imediato contactado, não se verificando para esse efeito qualquer congestão do call center). No caso da ZON essa linha está largamente ultrapassada.


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