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Teixeira dos Santos decidiu que hoje é o dia certo para disparar em todas as direcções. A sanha do Ministro dirigiu-se a vários alvos. Não escaparam a UE, a quem pretende endossar a responsabilidade do buraco em que nos meteu, a Banca que quer comprometer com soluções de credibilização em que já ninguém acredita e os contribuintes a quem já vai ameaçando com novos ataques. Como pano de fundo, a permanência dos juros da dívida a 5 e 10 anos bem acima do limiar de 7% e a reunião de 4ª feira próxima em que Sócrates se apresentará a Ângela Merkel de bibe e calções. Sim, perante tal desespero fica bem claro que a situação está controlada.

Alberto Cabral Teixeira dos Santos

por Rui Rocha, em 24.02.11

No dia em que os juros da dívida a 10 anos chegaram a 7,52%, o treinador-adjunto do Sporting QualquerCoisa Cabral o Ministro das Finanças deu uma entrevista em que afirmou que nalguns momentos até fomos superiores “apesar do muito ruído que se sente nos mercados, não temos notado restrições do lado da procura quando do acesso aos mesmos”. E continuou, dizendo que faltou eficácia e um pouco de sorte  "o valor do financiamento necessário de financiamento para Portugal em 2011 está muito abaixo do previsto para a Alemanha ou a França". Para concluir, afirmou que no início da segunda parte podíamos ter feito o golo "a taxa de juro implícita no financiamento da dívida é praticamente equivalente à da média da Zona Euro".

De Bruxelas, com amor

por João Carvalho, em 28.11.10

Reunidos em Bruxelas, «os 16 ministros das Finanças da zona euro acabam de aprovar um auxílio financeiro de 85 mil milhões à Irlanda.» Parece que Teixeira dos Santos até quis doar logo uma nota de dez euros que levava na carteira para demonstrar aos mercados que a situação de Portugal nada tem que ver com a da Irlanda. Um gesto de amor que foi impedido de fazer por estar sujeito a um Orçamento de austeridade e não ser abrangido pelo regime de excepção (vulgo de adaptação) aos cortes salariais.

De trapalhada em trapalhada

por Pedro Correia, em 15.11.10

De trapalhada em trapalhada, de disparate em disparate, o Governo continua a dar sinais de total desnorte. As declarações de Luís Amado ao Expresso, em que admitia a possibilidade de Portugal sair do euro, tiveram grande repercussão internacional precisamente quando o seu colega de Governo Pedro Silva Pereira apelava à necessidade de enviarmos "mensagens positivas" para o exterior. Hoje coube a vez ao ministro das Finanças, que não quis ficar atrás do titular dos Negócios Estrangeiros: em entrevista ao Financial Times, Teixeira dos Santos admite existir um "risco elevado" de Portugal poder vir a pedir ajuda ao Fundo Monetário Internacional. Doze dias depois de José Sócrates ter garantido, na segunda entrevista que deu em apenas um mês à outrora odiada TVI, que "Portugal não precisa de ajuda nem de assistência para resolver os seus problemas».

Conhecendo-se o ainda primeiro-ministro como já conhecemos, é seguro que cada garantia categórica sua não tarda a ser desmentida pela realidade. Nessa entrevista à TVI, Sócrates assegurava três coisas aos portugueses: não haverá FMI em Portugal nem remodelação do Governo nem nova onda de despedimentos. A partir do momento em que declarou isto, ficámos todos com a certeza de que tudo sucederá ao contrário.

Até quando?

por Pedro Correia, em 27.10.10

 

"Este Governo falhou rotundamente na gestão economico-financeira. (...) Este PS e José Sócrates merecem, de facto, o chumbo do Orçamento. O País é que não merece."

António José Teixeira, SIC Notícias

 

"Não sei o que vai fazer Pedro Passos Coelho mas à medida que vou conhecendo o Orçamento, feito com raiva e total falta de cuidado, e que vou percebendo o que se tem passado nas contas públicas nos últimos anos e no banquete em que se transformou o dinheiro dos contribuintes para alguns grupos, cresce em mim a dúvida se não seria melhor inviabilizar o Orçamento."

Helena Garrido, Visto da Economia

 

Ouço na TV, esta noite, o ministro das Finanças dizer que não pode "aceitar um acordo qualquer" para viabilizar o Orçamento de Estado. O mesmo ministro que em 2009, ano em que se disputaram três eleições, aceitou irresponsavelmente aumentar 2,9% os salários dos trabalhadores da função pública e diminuir o IVA de 21% para 20%.

Convém que este senhor - e aquele que ainda lhe dá ordens, cada vez mais isolado - perceba que é possível enganar algumas pessoas durante todo o tempo e toda a gente durante algum tempo mas é impossível enganar toda a gente durante o tempo todo. A propósito, recordo um artigo de um célebre pensador português contemporâneo que deu muito que falar em 2004, também nesta estação do ano em que costuma cair a folha. Passo a transcrever o essencial desse actualíssimo artigo, com a devida vénia ao seu inspirado autor: "Por interesse próprio e também por dever patriótico, cabe às elites profissionais contribuírem para afastar da vida partidária portuguesa a sugestão da lei de Gresham, isto é, contribuírem para que os políticos competentes possam afastar os incompetentes. Recordo que Portugal, desde 2001, tem vindo sistematicamente a afastar-se do nível de desenvolvimento da vizinha Espanha e da média da Europa dos quinze e que esta tendência irá manter-se no futuro, de acordo com as previsões para 2005-06 recentemente publicadas pela Comissão Europeia. Até quando?"

Desculpem qualquer coisinha

por Pedro Correia, em 18.10.10

Fixem estas datas: 10 de Maio de 2010, 29 de Setembro de 2010, 15 de Outubro de 2010. Em todas elas, o primeiro-ministro e o seu principal acólito revogaram o programa eleitoral do PS, as mais emblemáticas promessas e "garantias" anteriormente expressas e todo o cenário macro-económico em que baseavam a governação, traindo as expectativas dos portugueses em geral e dos eleitores socialistas em particular. Em nenhuma destas datas ouvimos um pedido de desculpas do primeiro-ministro e do seu principal acólito. É todo um estilo de governar que está aqui. Nas expectativas defraudadas e na arrogância de quem é incapaz de reconhecer um erro.

É preciso ter lata

por João Carvalho, em 02.07.10

Portugal tem mais de cinco milhões de pobres declarados e pobres envergonhados, o que corresponde a mais de metade da população, como assinalei aqui e aqui. Neste cenário miserável, o ministro das Finanças vem pedir aos portugueses para pouparem, como muito bem notou a Leonor Barros aqui. É preciso ter lata ou estar a fazer pouco da gente, quando se sabe que mais de metade dos portugueses nem irão sair de casa nas férias para ir de autocarro à praia mais próxima.

Ainda não satisfeito, vem o governo promover a aplicação das pequenas e médias poupanças em Títulos do Tesouro, com a garantia de uma boa retribuição. Garantia? Garantia de quem? Quem está desacreditado não pode dar garantias, não é? Ora, todos nos lembramos da partida inesperada e traiçoeira que o governo de Sócrates fez há não muito tempo com as poupanças em Certificados de Aforro. Sabem que mais? Como escrevi acima, é preciso ter lata ou estar a fazer pouco da gente.

Que raio de democracia é esta?

por José Gomes André, em 04.06.10

Se por conveniência política a Constituição pode ser desrespeitada, o que impede que Sócrates se proclame primeiro-ministro vitalício ou que o Governo declare extinta a propriedade privada? E não, não estou a fazer uma pergunta retórica ou uma piada-entre-feriados. Se a lei fundamental da nação não é um "valor absoluto" e se um agente político pode tomar uma decisão contrária à Constituição apenas porque vê aí uma "necessidade" ou uma "vantagem económica", então que raio de democracia é esta? Julgo que Teixeira dos Santos nem sequer compreendeu a gravidade das suas declarações.


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