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A orquestra do Titanic.

por Luís Menezes Leitão, em 18.05.18

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Ao ver esta “conferência de imprensa” do Conselho Directivo do Sporting só me fez lembrar a orquestra que continuou a tocar violino enquanto o Titanic se afundava.

Num carro sem travões

por Pedro Correia, em 18.05.18

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Seis membros remunerados do Conselho Directivo do Sporting, contrariando todas as evidências e à revelia do mais elementar bom senso, insistem em agarrar-se com unhas e dentes ao umbral da porta. Quando até os mais exacerbados apoiantes de Bruno de Carvalho - Daniel Sampaio, Eduardo Barroso, José Eduardo, Fernando Mendes, Paulo Futre - apelam à saída do ainda presidente.

É um triste sinal da decadência deste consulado, que terminará os seus dias deixando um Sporting Clube de Portugal dividido como nunca, atingido com dolo na sua honra e no seu orgulho, e alvo de notícias em todo o mundo por motivos que não imaginávamos nos nossos piores pesadelos.

O patético sucessor de Godinho Lopes, rodeado dos últimos fiéis que lhe restam, pensa apenas em si próprio. Se pensasse nos superiores interesses do Sporting, ter-se-ia demitido ao fim da tarde de terça-feira. Assim faz questão de tornar ainda mais penosos estes últimos metros da recta final do seu mandato.

Há minutos, ouvi-o ler um papel onde constavam as expressões "sentido de responsabilidade", "coesão" e "união". Tudo o que este Sporting não tem. Tudo quanto Carvalho é incapaz de oferecer a esta centenária instituição gravemente ferida.

Apareceu sorridente e saiu sorridente, como se não tivesse a mais vaga noção do que sucedeu por estes dias. Veio dizer que continua a ter as mãos no volante, em alucinada fuga para a frente. Faltou-lhe acrescentar que guia um carro sem travões.

Palavras para recordar (38)

por Pedro Correia, em 15.05.18

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BRUNO DE CARVALHO

Sol, 5 de Fevereiro de 2017

«O dia em que eu despedisse Jorge Jesus era o dia em que estava completamente louco.»

Cinquenta vezes o pronome "eu"

por Pedro Correia, em 12.05.18

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Bruno de Carvalho em extensa entrevista ao Expresso de hoje. Curioso: há três meses pediu aos adeptos para deixarem de ler os jornais, mas continua disponível para receber a imprensa.

Leio a entrevista, desrespeitando o tal pedido. Ao longo de seis páginas, o presidente do Sporting pronuncia cinquenta vezes o pronome eu e apenas três vezes o pronome nós. Esquecendo a dimensão colectiva, componente fundamental de modalidades como o futebol.

É todo um programa. Todo um modo de encarar o desporto. Toda uma forma de estar na vida.

Carvalho está firme e hirto

por Pedro Correia, em 11.04.18

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Última hora no canal púbico.

O divórcio

por Pedro Correia, em 09.04.18

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O presidente do Sporting fez questão em sentar-se ontem no banco dos suplentes - num novo erro de estratégia comunicacional, somado a tantos outros que tem cometido a um ritmo alucinante.

Ficou assim evidente aos olhos de todos que está divorciado da massa adepta, que o insultou pela primeira vez e fez apelos públicos à sua demissão.

Ficou evidente que está divorciado da equipa - daí a sua atitude gélida em ambos os golos leoninos, como se não estivesse a torcer pela vitória do clube, algo inaudito.

Ficou ainda evidente que está divorciado da equipa técnica, exibindo uma crise de lombalgia no preciso instante em que Jorge Jesus mobilizava os jogadores para darem em conjunto a volta ao estádio, merecendo uma entusiástica ovação dos espectadores.

A comunicação vive de símbolos - e este foi desastroso para um dirigente que adora exibir-se na ribalta.

 

Mas o maior sintoma deste divórcio ocorreu depois, quando fez questão de se deslocar à sala de imprensa, sozinho, para falar durante quase meia hora do seu tema preferido: ele próprio. Misturando - como sempre faz - alusões à sua vida familiar com os problemas do clube. Como se não lhe bastasse o texto com mais de dez mil caracteres que publicara três horas antes do desafio de Alvalade na sua rede social favorita com críticas ferozes a jogadores muito acarinhados pela massa adepta leonina - desde logo os campeões europeus Rui Patrício e William Carvalho - e em que aludia a si como "o Presidente".

Falou imenso e não disse nem escreveu uma só palavra para unir, congregar ou mobilizar: só para dividir, incendiar e lançar novos anátemas, em círculos cada vez mais concêntricos. Visando desta vez os restantes membros dos órgãos sociais e os próprios adeptos, incluindo muitos daqueles que o elegeram duas vezes e perante os quais ele forçosamente responde.

 

Podia ter aprendido com Jorge Jesus, que logo a seguir - também na sala de imprensa - falou pouco mas disse o essencial. "A minha responsabilidade é defender os interesses do Sporting. Sei que o barómetro de qualquer clube são os jogadores. Os clubes crescem em função dos jogadores - depois há o treinador, há os presidentes... Jogadores e massa associativa são as duas pedras fundamentais, uns dentro do campo e outros fora do campo."

Quando Jesus dá lições de bom senso, realismo e humildade ao presidente, fica tudo dito sobre a perturbante derrapagem emocional de Bruno de Carvalho, que deixou de ser lesiva só para ele. Já se tornou também lesiva para o Sporting.

 

Publicado inicialmente aqui.

Sporting foi a votos

por Pedro Correia, em 05.03.17

 

A tripla vitória de Bruno de Carvalho.

Teve o resultado que mereceu

 

 

Decálogo eleitoral

por Pedro Correia, em 21.01.17

O Sporting inicia um novo processo eleitoral. Aqui recordo algumas regras básicas, que também podem servir noutras contendas.

Marca leonina

por Pedro Correia, em 27.08.16

Nove jogadores formados pela Academia leonina na primeira convocatória para o apuramento do Mundial 2018.

Nada que surpreenda seja quem for.

O Sporting sempre a contribuir para o prestígio do futebol português.

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 Mário Moniz Pereira com Carlos Lopes em Janeiro de 1976: seis meses depois, o segundo conquistaria a primeira medalha olímpica de atletismo para Portugal

 

Mário Moniz Pereira foi um dos raros portugueses de excepção que tiveram o privilégio de ser homenageados várias vezes em vida: Medalha de Mérito Desportivo, Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, Comenda da Ordem da Instrução Pública, Medalha de Mérito em Ouro, Ordem Olímpica, Leão de Ouro com Palma, Grande Oficial da Ordem do Infante

Ao contrário do que é costume nas sociedades latinas em geral e na portuguesa em particular, mais dadas à veneração dos mortos.

 

Foi também o melhor representante da cultura leonina, pelo ecletismo de que sempre deu provas no seu  percurso pessoal enquanto praticante de ginástica, futebol, andebol, basquetebol, ténis, ténis de mesa, hóquei em patins, natação, tiro, equitação e esgrima.

Onde mais se distinguiu foi no voleibol, tendo sido duas vezes campeão nacional (1953/54 e 1955/56), a última também como treinador. E acima de tudo no atletismo, começando pelo título de campeão universitário de Portugal no triplo salto: aqui, como treinador e dirigente com o pelouro das modalidades, conquistou tudo quanto havia para conquistar: provas e campeonatos no plano nacional, europeu, mundial e olímpico. Com destaque para a primeira medalha de ouro portuguesa em Olimpíadas, obtida por Carlos Lopes em Los Angeles, na inesquecível madrugada de 13 de Agosto de 1984, quando nenhum português conseguiu dormir.

 

Mas na hora da despedida do Senhor Atletismo, ilustre sócio n.º 2 do Sporting Clube de Portugal, conclui-se com tristeza que faltou a homenagem que ele mais desejaria: o regresso da pista de atletismo ao estádio do clube.

Pista que o pioneiro Estádio José Alvalade orgulhosamente possuía e foi utilizada por milhares de atletas - em benefício da instituição leonina e do desporto português. Pista que a partir de 1979 passou a ser de tartan, por insistente reivindicação de Moniz Pereira, no rescaldo da medalha de prata obtida na prova dos 10.000 metros dos Jogos Olímpicos de Montreal por Carlos Lopes, o mais brilhante dos seus pupilos. Pista que se perdeu em 2003: o projecto encomendado a Tomás Taveira - só virado para o futebol, esquecendo o ecletismo que é marca distintiva do Sporting - não a contemplava. Nem foi possível reparar o erro, apesar de o custo final do novo estádio ter excedido em 75% o montante inicialmente estipulado.

De todas as homenagens, esta teria sido a que ele preferiria. Foi a única que ficou por concretizar.

Publicado originalmente aqui

Deus nem sempre é nosso amigo

por Rui Rocha, em 06.11.15

Aqui a pensar que a derrota na Albânia pode muito bem ter sido um Act of God.

Tiramos daqui as devidas conclusões ou precisamos da Isabel Moreira para esclarecer isto?

Calma, lampionagem.

por Rui Rocha, em 25.10.15

O Costa estava sentado ao lado do Vieira no estádio. Ainda vai arranjar maneira de vos dar os 3 pontos.

Uma perguntinha:

por Rui Rocha, em 17.09.15

Jorge Jesus usou o fato oficial do clube? É para um amigo...

Está tudo dito

por Rui Rocha, em 09.08.15

Benfica teve medo do Sporting.

Jorge Jesus na flash interview

 

Entrámos receosos.

Rui Vitória na flash interview

Frases de 2015 (21)

por Pedro Correia, em 07.06.15

«Para mim o presidente do Sporting ia para um manicómio.»

Dias da Cunha, ex-presidente do Sporting

Frases de 2015 (20)

por Pedro Correia, em 23.05.15

«Ronaldo e Messi seriam bem-vindos em Alvalade.»

Bruno de Carvalho

Não é só no futebol

por Pedro Correia, em 04.02.15

Às vezes os maiores inimigos de certos clubes são os próprios adeptos desses clubes.

"Serviço público"

por Pedro Correia, em 26.12.14

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RTP Informação, hoje, 19.29: «Marco Silva está nesta altura por um fio. O anúncio da saída do técnico do Sporting deverá acontecer a qualquer momento.»

RTP Informação, hoje, 19.32: «A verdade é que, ao que tudo indica, Marco Silva vai mesmo ficar no Sporting. Acaba de falar na Sporting TV Bruno de Carvalho, garantindo a continuidade do técnico.»

 

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Quando a primeira "notícia" foi para o ar no serviço público de televisão - sem estar confirmada junto de fontes credíveis, como mandam as boas regras jornalísticas - Bruno de Carvalho já tinha publicamente deixado claro, em declarações emitidas às 19.06 na Sporting TV, que o treinador do Sporting continua em funções. A CMTV, apercebendo-se disso, reproduziu essas declarações no seu serviço noticioso logo a partir das 19.08.

Lamentavelmente, a RTP foi a última a perceber. Entre a notícia e o boato, preferiu o boato.

 

ADENDA: Às 20 horas, como comprova a foto aqui em baixo, o Telejornal da RTP insistia ainda, nas legendas em rodapé, que «Marco Silva deverá abandonar o comando técnico do Sporting».

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Expectativas em alta

por Rui Rocha, em 13.08.14

Tudo indica que o Sporting terá em breve dois jogadores sob alçada disciplinar para cada posição.


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