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Frases de 2016 (9)

por Pedro Correia, em 21.01.16

«Era só o que faltava que o Tribunal Constitucional fosse o único órgão de soberania que estivesse acima do escrutínio e da crítica pública.»

Marisa Matias, ontem, num comício em Braga

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Presidenciais (31)

por Pedro Correia, em 21.01.16

 

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1

Do debate a nove entre os candidatos presidenciais na RTP, anteontem, saíram uma vencedora clara e uma derrotada óbvia.

A vencedora foi Marisa Matias. Porque teve o mérito de sacudir a modorra discursiva dos seus oponentes considerando "vergonhosa" a decisão do Tribunal Constitucional que manda devolver com retroactivos as subvenções vitalícias a deputados que lhes haviam sido retiradas excepto em situações de comprovadas dificuldades financeiras. O tribunal deu luz verde à reclamação de 30 parlamentares e ex-parlamentares - 21 do PS e nove do PSD - que entendem ter direito àquela subvenção estatal, suprimida em 2005.

Foi preciso Marisa dar um metafórico murro na mesa, naquele debate até aí tão cordato, para assistirmos a um tardio desfile de indignações entre os restantes candidatos: todos a secundaram, com maior ou menor convicção. Nenhum quis ficar mal nesta fotografia.

 

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2

Maria de Belém foi a derrotada. Logo a começar, perdeu por falta de comparência. É certo que alegou estar muito consternada pelo falecimento - ocorrido na noite anterior - de António de Almeida Santos, que a antecedeu na presidência do PS e era um dos seus principais apoiantes nesta campanha. Mas Almeida Santos, que nunca virou costas a um debate, seria certamente o primeiro a incentivá-la a comparecer onde os eleitores dela esperariam a três dias do encerramento da corrida presidencial.

Contra sua vontade, Belém acabou por ser a ausente mais presente. Porque uma fuga de informação cirúrgica, ocorrida escassas horas antes do debate e com amplos ecos nos noticiários dessa tarde, incluía o seu nome entre os 30 peticionários que reclamaram a subvenção ao Tribunal Constitucional e cuja identidade até então se desconhecia.

Foi um golpe dirigido à jugular da candidata que não ocorreu por acaso e parece confirmar o aforismo de Churchill: "Os nossos adversários estão fora do partido enquanto os inimigos estão dentro." Como faria qualquer detective, basta interrogarmo-nos quem mais tem interesse, neste preciso momento, em colocar Maria de Belém fora da corrida.

 

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3

António Sampaio da Nóvoa não foi o principal perdedor. Mas andou lá perto. Desde logo porque lhe competia fazer a diferença, naquele mesmo estúdio, para tentar atenuar a enorme distância que o separa de Marcelo Rebelo de Sousa. Mas o académico limitou-se a debitar as habituais platitudes, que não demovem nem mobilizam ninguém.

Andou mal ao colar-se à candidata do Bloco de Esquerda em serôdios protestos contra as subvenções.

Andou pior - e habilitou-se a ganhar o campeonato da demagogia - ao pronunciar-se perante os jornalistas, depois de concluído o debate, contra a manutenção da subvenção aos ex-Presidentes da República. Algo que nunca suscitou a menor controvérsia na sociedade portuguesa, por resultar da específica dignidade do cargo de Chefe do Estado reconhecida na Constituição e que abrange apenas quatro cidadãos (António Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio e Cavaco Silva - este só a partir de Março).

Três deles, por sinal, seus apoiantes. Suponho que terão gostado.

 

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4

Rompeu-se um tabu em Portugal: a partir de agora voltou a ser possível criticar os acórdãos do Tribunal Constitucional, considerados sacrossantos ainda há bem pouco por um largo segmento da opinião publicada cá no burgo. Bastou para tanto a "vergonha" que Marisa Matias disse ter sentido.

É difícil não concordar com ela, embora indignação seja a expressão mais correcta para exprimir o que muitos de nós sentimos.

Pela minha parte, fiquei também perplexo. Por verificar que, uma vez mais, os doutos magistrados do Constitucional não resistiram à tentação de entrar em concorrência aberta com os políticos no espaço mediático. Nenhum deles poderia ignorar que a divulgação deste acórdão na recta final da campanha presidencial iria condicionar todos os debates e produzir os efeitos que produziu. Estilhaçando desde logo as já escassas perspectivas eleitorais de Maria de Belém, principal vítima deste envolvimento claro dos juízes na política.

Mais um. Como o tabu foi quebrado, podem enfim ser criticados. Já era tempo.

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Frases de 2016 (8)

por Pedro Correia, em 20.01.16

«Isto é uma corrida de Fórmula 1. Eu entro aqui com um carrinho de rolamentos.»

Candidato presidencial Jorge Sequeira, ontem, em declarações à RTP

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Presidenciais (30)

por Pedro Correia, em 20.01.16

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 Foto Mário Cruz/Lusa

 

Não adianta iludir o iniludível. O PS tem candidato nesta eleição presidencial: chama-se António Sampaio da Nóvoa. A garantia do líder socialista de que sabe "muito bem" em quem votará, expressa no mesmo dia em que o presidente do partido manifestou o apoio público a Nóvoa e em que o candidato teve o frente-a-frente televisivo com Marcelo Rebelo de Sousa, desfez as últimas dúvidas.

Mas não desfez a sensação de que faltou envergadura ao secretário-geral do PS em todo este processo.

A ausência de clareza é um dos pecados maiores da nossa vida política. Julgo que as manobras de dissimulação em que o PS se enredou durante meses a propósito das presidenciais em nada beneficiarão o partido. António Costa andou a milhas do desassombro que se exige dos políticos aspirantes a ser estadistas. Se não fosse assim, teria pronunciado com todas as letras o apoio a Nóvoa.

Tresanda a hipocrisia a tese oficial da "neutralidade" do partido, logo quebrada por Carlos César - figura cimeira na hierarquia oficial do PS - na senda do que já havia feito Ana Catarina Mendes, secretária-geral adjunta, braço direito de Costa. Um partido "neutral" não envolve o aparelho de norte a sul do País numa dispendiosa campanha que jamais poderia ser assumida pelo candidato independente nem manda avançar cinco ministros para os palcos dos comícios num momento em que o Executivo elabora a contra-relógio o próximo Orçamento do Estado, prioridade máxima da governação.

Numa eleição presidencial cujo vencedor se anuncia sem suspense algum, o PS acabará por perder sempre. Porque sai dela mais fragilizado e dividido do que entrou. E mais fragilizado ainda sairia se Maria de Belém tivesse o estofo e o fôlego revelado em 2006 por Manuel Alegre, outro vulto do partido abandonado pela estrutura dirigente numa campanha que começou mal e terminou pior para a máquina socialista.

Na noite de domingo e na manhã de segunda-feira muitos questionarão Costa se mereceu a pena pagar o preço de mais uma derrota eleitoral e de uma nova querela interna que deixará feridas ao envolver a sua nomenklatura no apoio não assumido a um académico sem filiação partidária e sem sombra de carisma que permaneceu seis décadas escondido dos olhares públicos.

Eu antecipo-me, questionando-o desde já. Valeu de quê este flirt com Nóvoa?

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Frases de 2016 (7)

por Pedro Correia, em 20.01.16

«É uma alegria estar aqui a fazer democracia.»

Sampaio da Nóvoa, no debate com oito outros candidatos, ontem na RTP

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Frases de 2016 (6)

por Pedro Correia, em 19.01.16

«Última piada boa que me contaram? Que o Sporting ia ser campeão.»

Marisa Matias, demonstrando que despreza os votos dos sportinguistas

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Frases de 2016 (5)

por Pedro Correia, em 18.01.16

«Socialista candidata sou eu! Socialista candidata sou eu!»

Maria de Belém, ontem, num jantar de campanha em Arcos de Valdevez

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Presidenciais (29)

por Pedro Correia, em 18.01.16

Os candidatos da esquerda clássica - mesmo a que surge aureolada de "tempo novo" - procuram mobilizar o voto dos descontentes na eleição de domingo, tendo Marcelo Rebelo de Sousa por alvo. Acontece que, exceptuando aqueles eleitores que o fazem por estrito dever partidário, essa mobilização está condenada ao fracasso. Porque Marcelo tem índices de rejeição baixíssimos, como todas as sondagens demonstram.

Contra o ex-presidente do PSD, apelar ao voto negativo - em inflamados discursos que começam por reconhecer logo a derrota a 24 de Janeiro, invocando uma mirífica "segunda volta" como se fosse o Santo Graal - é tarefa inútil.

O problema de Marcelo - talvez o mais popular político português do momento - não é a rejeição: é a indiferença de muitos eleitores, desde logo os que nunca votaram ou os que há muito deixaram de votar. A palavra "abstenção", que já foi uma espécie de anátema na nossa vida colectiva, quando a política contaminava todo o quotidiano português, reabilitou-se e hoje é quase motivo de orgulho cívico.

Mas esse não é um problema só de Marcelo - é um problema mais vasto do nosso regime político. Cresce por cá, como por quase toda a Europa, o desapego dos cidadãos pela política e vai esmorecendo de escrutínio em escrutínio a mobilização por esse valor sem preço que é o sufrágio universal. Para muitos dos nossos contemporâneos, tanto faz viver em democracia ou em ditadura.

As mensagens inflamadas devem virar-se contra esta "anorexia democrática". Evitando rótulos anquilosados e todo o jargão de seita que só servem para afugentar o cidadão comum. A renovação da política passa desde logo pela renovação da linguagem. Alguns adversários de Marcelo acusam-no de se ter servido dos meios de comunicação para se aproximar das pessoas, como se isso fosse um defeito. Deviam antes interrogar-se por que motivo, com largas dezenas de políticos a surgirem diariamente na televisão, ano após ano, apenas ele alcançou esse efeito de proximidade.

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Presidenciais (28)

por Pedro Correia, em 17.01.16

Lamento que o jornalismo abdique cada vez com mais frequência de um olhar autónomo sobre os protagonistas da cena política portuguesa. Isto tem vindo a ser patente nesta campanha eleitoral. Reparem em boa parte das peças televisivas sobre os candidatos no terreno: parecem ser feitas no mesmo molde. Tanto faz o candidato ter em torno de si cem ou dez ou cinco pessoas, o registo não foge da mais estrita banalidade: um plano fechado, com o candidato no centro e dois ou três rostos anónimos a espreitarem-lhe por cima do ombro, e o registo de inócuas declarações do visado sobre um tema qualquer em foco nas manchetes desse dia. Mesmo que esse tema nada tenha a ver com os poderes do Presidente da República definidos na Constituição.

 

Estas peças produzem efeitos miméticos: contagiam outras, acabando por tornar-se todas semelhantes, configurando um jornalismo preguiçoso e reverente, que abdica de um olhar crítico sobre os agentes políticos e a mensagem - tantas vezes desprovida de conteúdo - que estes pretendem passar.

Raras vezes assistimos ao desassombro que se impõe no discurso de um repórter: "Este candidato não atraiu ninguém"; "passou totalmente despercebido", "só havia escassos membros da máquina partidária nesta acção de campanha"; "apenas esteve no terreno enquanto havia câmaras de televisão e microfones da rádio em seu redor."

Raras vezes existe sequer um plano mudo, mostrando uma plateia vazia ou uma rua despovoada porque ninguém acorreu afinal ao encontro dos candidatos, que pretendem usar as câmara de televisão como mero veículo de propaganda.

 

Tanto se fala sobre a crise do jornalismo. Há muitos factores a explicá-la. Mas o primeiro acontece logo aqui.

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Frases de 2016 (4)

por Pedro Correia, em 16.01.16

«Há políticos que falam palavras muito caras e depois, espremendo, zero. Há bocadinho comi ali uma tangerina: tinha sumo. É preciso discursos com sumo.»

Candidato presidencial Vitorino Silva, ontem, no Porto

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O léxico dos candidatos (8)

por Pedro Correia, em 16.01.16

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ADN

«Uma liderança de proximidade é o ADN de Maria de Belém, característica sintetizada no facto de ser considerada a ministra da saúde mais popular de sempre.»

ASSINATURA

«O percurso de Maria de Belém tem a assinatura da vontade de fazer, da maturidade para agir, da capacidade para preparar um Portugal mais justo e solidário.»

CANETA

«Da sua caneta de jurista saíram diplomas que ajudaram a construir o Estado Social depois do 25 de Abril.»

DIFERENÇA

«Maria de Belém é uma mulher que faz a diferença. Uma mulher de confiança.»

DISCRETA

«Discreta, mas determinada na defesa do Estado Social, Maria de Belém fez ouvir a sua voz além fronteiras enquanto presidente da Assembleia Mundial da Saúde ou como deputada na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa.»

HUMANISTA

«A mais nova de cinco irmãos de uma família do Porto demonstrou cedo a sua determinação e independência e uma leitura humanista da sociedade.»

LEMA

«"Razão e coração", o lema do então primeiro ministro António Guterres, foi aplicado exemplarmente por Maria de Belém na pasta da Saúde.»

MARCAS

«Firme nos valores, sensível para ouvir os outros, disponível para integrar a cada passo a ciência e o conhecimento na procura das melhores soluções, estas são marcas de uma mulher de causas sociais e políticas.»

PORTUGUESES

«Os portugueses conhecem-na.»

RETRATO

«Tem presente o retrato dos portugueses que escapa ao prime time mediático ou aos seminários.»

 

Deste texto publicado no sítio da candidatura de Maria de Belém

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Frases de 2016 (3)

por Pedro Correia, em 15.01.16

Já vi muita gente cheia de dinheiro no bolso e a ressacar por um abraço.»

Candidato presidencial Jorge Sequeira, ontem, no Porto

 

 

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O léxico dos candidatos (7)

por Pedro Correia, em 15.01.16

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AQUI

«Agora, a democracia está a passar por aqui. Ela chama por todos nós, e chamou também por mim. E aqui estou: serei candidata à presidência da República.»

BAFIO

«Num Palácio de Belém que cheira a bafio vai ser preciso abrir as janelas para entrar ar fresco. É a força da democracia que as vai abrir. É a vossa força.»

CHANTAGEM

«A direita anda desesperada como nunca a tínhamos visto, os grandes interesses consideram-se em risco e, em conjunto, têm um projecto: onde cresce a esperança, espalham o medo; onde se forma a união, semeiam a chantagem; onde há sinais de mudança, tentam manter o status quo

CONSTITUIÇÃO

«Uma Presidente que ajude a meter a austeridade na gaveta, mas que tire da gaveta a Constituição.»

DUROS

«Os próximos tempos serão duros, temos de preparar-nos para isso. E uma forma de nos protegermos é garantir que temos na Presidência da República alguém que não dê cobertura aos ataques contra o país e contra a democracia.»

ELITES

«Candidato-me para ajudar a derrotar este projecto das elites. Porque a presidência da República, no nosso regime constitucional, é um dos centros nevrálgicos da definição do perfil do país que queremos. Não me candidato para fazer número, para animar a campanha ou para erguer a bandeira do partido.»

ESPERANÇA

«Candidato-me em nome da esperança de um país novo e justo.»

ESQUERDA

«Sou uma mulher de esquerda, assumo as minhas causas, e não tenciono fingir que sou neutra para conquistar simpatias. Não quero ser politicamente correcta, quero ser politicamente verdadeira.»

FUTURO

«Este é o tempo de dar as mãos e de agarrar 0 futuro, o tempo de perceber que a vida não tem de ser sinónimo de sofrimento.»

IATE

«Candidato-me partindo de uma premissa radical: é possível chegar à presidência sem a protecção do Espírito Santo. Nunca fui avençada do dito, em claro conflito de interesses com funções públicas na mesma área, e nunca festejei a passagem de ano no iate do Ricardo Salgado.»

MERCADOS

«Precisamos de uma Presidente de todos os portugueses e não de todos os mercados.»

MUNDO

«Já corri muito mundo, já vi muitas coisas que não queria ver, já escutei muitas palavras que não queria ter escutado.»

POVO

«É em nome deste povo que sofre, mas que resiste, que me candidato.»

REFRESCANTE

«Vivemos tempos exaltantes. São tempos de uma esperança muito refrescante. Esperança num país solidário, num país desenvolvido, num país soberano. Esperança num Portugal de que nos possamos orgulhar

SOMAR

«Esta candidatura vem para somar e não para subtrair, vem para agregar, vem para mobilizar.»

 

Do manifesto de Marisa Matias

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Presidenciais (27)

por Pedro Correia, em 14.01.16

 

 

DEBATES: O MEU BALANÇO

 

Foram 21 debates televisivos a dois, em três canais. Acompanhei-os todos e nunca deixei de apontar um vencedor. Fica agora o balanço.


Paulo de Morais venceu cinco. Contra Belém, Marisa, EdgarNóvoa e Marcelo.

 

Marisa Matias venceu também cinco. Contra Nóvoa, Belém, MarceloNeto e Edgar.

 

Henrique Neto venceu outros cinco. Contra Edgar, Nóvoa, MarceloBelém e Morais.


Marcelo Rebelo de Sousa venceu três. Contra EdgarNóvoa e Belém.

 

Sampaio da Nóvoa venceu dois. Contra Edgar e Belém.

 

Edgar Silva venceu um. Contra Belém.

 

Maria de Belém não venceu nenhum.

 

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Frases de 2016 (2)

por Pedro Correia, em 14.01.16

«Podem dar muitos beijinhos a muita gente, distribuir muitos abraços e dizer muitas gracinhas, mas uma coisa é dizer isto numa campanha eleitoral, outra é transbordar de afecto durante mais de quatro décadas

Maria de Belém, ontem, num comício de campanha em Viseu

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O léxico dos candidatos (6)

por Pedro Correia, em 14.01.16

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ASSIM

«Aqui estou, sem qualquer apoio partidário nem financiamento de ninguém. Estou bem assim.»

COLECTIVO

«A Presidência da República é um órgão de soberania solitário, formalmente. Na prática, ser Presidente é o mais colectivo dos cargos políticos nacionais.»

CRIANÇAS

«Dirigentes nacionais e estrangeiros, uns eleitos, outros não, tratam-nos como crianças mal comportadas. Dizem-nos que temos de trabalhar mais sem haver trabalho, que ser reformado é um luxo para esquecer, que ser jovem é uma doença que passa no estrangeiro, que adoecer e procurar médicos onde eles estão é abusar do sistema, que as escolas são bem melhores quando são privadas, que as pessoas podem ir à falência mas os bancos não.»

DIFERENÇAS

«É possível começar de novo sem confrontos. Sem ajustes de contas. Com respeito pelas diferenças.»

HORIZONTE

«Os rostos que hoje se cruzam nas ruas do nosso país são muito diferentes dos que se viam nos mesmos locais em Abril de 1976. As pessoas andavam mais direitas, sorriam, havia esperança. Conseguimos muito desde então, mas parece que não somos mais felizes.  Perdemos horizonte, objectivos, rumo. Perdemos sobretudo a crença de que temos futuro e de que vai ser melhor.»

IMPULSO

«A Presidência da República pode ser o impulso para movimentos de gente cidadã, interessada e com muito a dizer sobre o destino colectivo. Movimentos que façam justiça à idade adulta da nossa democracia e ao exemplo que a nossa Constituição é, ainda hoje, para o mundo.»

INCENTIVO

«De cima, de onde vêm os exemplos, pode vir o incentivo para recomeçar de outra maneira.»

JUNTAS

«Acredito que pessoas simples podem fazer coisas extraordinárias – juntas

QUASE

«O Presidente representa todos. É eleito para isso, é esse o seu grande poder. Nunca se fará com todos, é verdade, mas com o apoio de muitos, o Presidente pode quase tudo.»

 

Do texto intitulado Porque Sou Candidato, de Cândido Ferreira

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Frases de 2016 (1)

por Pedro Correia, em 13.01.16

«Não me candidato por interesse, mas por amor.»

Marisa Matias, ontem, num comício de campanha em Leiria

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O léxico dos candidatos (5)

por Pedro Correia, em 12.01.16

 

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CORRUPÇÃO

«Desde sempre me interessei pela política, essa tal arte nobre que tem por finalidade a resolução dos problemas que afectam os cidadãos. E porque sempre vi nesses problemas o mal da corrupção a grassar e a minar o que poderia ser um espaço de desenvolvimento humano e social, procurei ao longo da minha vida denunciar, combater e actuar contra esse benefício de privados em detrimento do interesse de todos

DONATIVOS

«Ainda que a lei permita donativos até 25.560€ por doador, esta candidatura considera injustificável esta ordem de grandeza. Só aceitamos donativos até um máximo de 100 euros, pois só assim se garante total independência de acção da candidatura. Qualquer valor dentro desta margem - seja 10, 20, 50 ou 100 euros – é importante e essencial.»

ESTRELAS

«Ainda adolescente, queria ser astrónomo e isso levou-me a escolher a matemática como formação superior. Deste gosto inicial pelas estrelas - que acabou por se ficar apenas pelas observações nocturnas na varanda da casa de Viana do Castelo – veio assim um interesse que ficou para a vida.»

INDEPENDENTE

«Vamos financiar uma campanha sóbria, independente de financiamentos partidários e criteriosa nas suas opções de despesas.»

INICIATIVA

«Esta campanha presidencial é uma iniciativa cívica e cidadã que depende das contribuições de todos para se financiar.»

INTEGRIDADE

«A integridade e a verticalidade foram sempre princípios que valorizei.»

MATEMÁTICA

«Da minha apreciação da Matemática nasceu a motivação para o rigor dos números, pela identificação clara dos problemas, pela observação atenta dos mecanismos que estão na origem dos vários fenómenos sociais.»

PERCURSO

«O meu percurso de vida andou sempre nos caminhos do interesse público e do combate à corrupção.»

POUPANÇA

«Não serão gastos quaisquer valores em cartazes, telas, painéis exteriores, brindes e refeições. Os limites permitidos pela lei são exagerados e perdulários.»

TRANSPARÊNCIA

«Integrei a vereação municipal no Porto por quatro anos. Desta experiência, saiu reforçada a minha luta pela transparência na vida pública que quero levar ao mais alto cargo da nação.»

 

Da Carta de Apresentação e texto intitulado Donativos, de Paulo de Morais

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Presidenciais (26)

por Pedro Correia, em 12.01.16

Oiço comentadores televisivos, muito enojados, defendendo a discriminação entre candidatos presidenciais. Do alto das suas tribunas na pantalha, onde quase nunca têm nada de relevante a dizer, alguns destes comentadores, incluindo jornalistas, proclamam ao País que vários desses candidatos não deviam ter concorrido e que é uma maçada os órgãos de informação terem o dever deontológico de acompanhar minimamente todas as campanhas no terreno.

Facto notável, este: ouvir jornalistas a defender a discriminação. Com todas as letras.

Um desses jornalistas/comentadores chegou ao ponto de defender que jornais e televisões deviam seleccionar a cobertura desta corrida presidencial em função do que dizem as sondagens, ignorando tudo quanto não se encontrar "bem posicionado" nos inquéritos de opinião. Trata-se, por sinal, da mesma figura que anda há anos a clamar pela necessidade de haver "profundas alterações" na política portuguesa, com novos rostos e novos nomes.

Escuto outra, eleição após eleição, suspirando de nostalgia: antigamente, sustenta esta, é que havia campanhas políticas feitas de emoção e com personalidades de altíssimo nível. Esquece que nessa altura ela própria já falava assim das anteriores. Para certas criaturas o tempo óptimo é sempre aquele que ficou para trás. Um dia dirão isso mesmo do tempo actual.

Adoro estas certezas de geometria variável, sempre sujeitas aos ventos dominantes. Alguns, quanto mais apelos fazem à mudança, mais desejam que nada mude.

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O léxico dos candidatos (4)

por Pedro Correia, em 11.01.16

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ABRIL

«Como candidato ou como Presidente da República defenderei, intransigentemente, os ideais libertadores de Abril, a nossa Constituição da República e o regime democrático que ela consagra e projecta.»

AMARRAS

«Comprometo-me com a causa da libertação das amarras da pobreza, encarando-a como dever do Presidente da República, na imperiosa tarefa de intervenção na defesa dos direitos humanos, na promoção de uma sociedade democrática assente nos valores da dignidade humana, da Justiça Social e da responsabilidade colectiva.»

CIDADANIA

«Na Constituição da República, o Presidente da República não governa, mas não renuncia à sua cidadania e, muito menos, aos deveres de defesa do interesse nacional.»

COLECTIVO

«Esta candidatura é indissociável de um colectivo que a impulsiona e inseparável de uma memória viva, de uma longa história de resistência e de projecto.»

CONSTITUIÇÃO

«A exigência do cumprimento e respeito pela Constituição tornou-se um factor crucial na defesa do regime democrático, um referencial para qualquer política que se assuma como patriótica e de esquerda.»

DEMOCRACIA

«A alternativa à democracia existente é mais e melhor Democracia.»

LABORAL

«Comprometo-me a tudo fazer quanto à salvaguarda da “Constituição Laboral”, naquele que é o capítulo sobre os direitos, liberdades e garantias dos trabalhadores.»

NATUREZA

«Quem acolhe o grito da Natureza? Quem responde pelos danos humanos e ambientais, como o das aldeias sem vida, da desflorestação, dos fogos florestais, dos mares e dos rios poluídos, da destruição das fontes de água doce e dos obstáculos ao fundamental acesso à água potável e pública?»

OFENSIVA

«A degradação do regime democrático é inseparável de uma intensa e prolongada ofensiva contra os direitos económicos, sociais e culturais dos trabalhadores, e de uma persistente desvalorização do trabalho.»

PATRONATO

«Quando o grande patronato aumenta o seu poder sobre os trabalhadores, generalizam-se as formas de precariedade no trabalho, é brutal a violência do ataque aos direitos laborais, aumenta a exploração e a liquidação de direitos e conquistas - como se verifica em relação ao direito à contratação colectiva.»

POSSÍVEL

«Defendo que um outro Portugal é possível. Com uma economia mista que defenda os recursos e a produção nacional, o emprego, que promova a ciência e a tecnologia, que desenvolva e modernize as capacidades produtivas nacionais, que desenvolva a economia do mar e apoie os pescadores, apoie e incentive as micro, pequenas e médias empresas.»

RAPINA

«Existem práticas de exploração, de injustiças e de rapina, benefícios que só a alguns poucos aproveitam, formas de dominação em função do lucro, que são a raiz profunda da desordem.»

RETROCESSOS

«Existem em muitos aspectos da realidade presente desfiguramentos e retrocessos, e uma clara degradação do regime e da ética democráticas a que é necessário dar resposta.»

RUMO

«Esta é uma candidatura que afirma que há um outro rumo e uma outra política capazes de responder aos problemas de Portugal.»

RUPTURA

«A ruptura com a dependência e subordinação externas - nas suas variadas expressões, dimensões e domínios de política de Estado – constitui uma condição crucial para a afirmação da independência e soberania nacionais.»

 

Da declaração de candidatura de Edgar Silva

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