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Quem se lixa é sempre o mexilhão...

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 21.09.09

Cavaco Silva só terá percebido que o silêncio sobre o caso das escutas estava a  beneficiar o PSD, quando MFL e  Paulo Rangel tentaram aproveitar-se das suas declarações de sexta-feira para lançar ataques patéticos ao PS e a Sócrates. Com a lhaneza que lhe é habitual, MFL  repisou a tecla da asfixia democrática. Como se estivesse a tomar chá num grupo de amigas, pegou no cardápio das difamações  e desatou a lançar suspeitas. Não querendo ficar isolada, chamou Paulo Rangel e disse-lhe para comparar Sócrates a Chavez. Em MFL já nada me espanta…
Quanto a Cavaco, o seu silêncio é preocupante. Se um PR não consegue perceber o que todos os portugueses perceberam, o que poderemos esperar dele no futuro?
Não suspiro aliviado com a demissão de Fernando Lima, porque ela não encerra o caso. Como disse Paulo Portas, a demissão é clarificadora mas, em minha opinião, fica por esclarecer a responsabilidade  do PR neste caso.

Os portugueses têm o direito de conhecer todos os contornos deste caso escabroso. Exibir em praça pública um culpado, entregando-o ao julgamento do povo, pode ser-lhe favorável neste momento mas, mais tarde ou mais cedo, não deixará de ser emulado. Cavaco resistirá, no máximo, até 2011, e ficará na História como o primeiro PR que não foi reeleito. Por muito que alguns dos seus admiradores se esforcem na tentativa de  branquear a actuação de Cavaco, chamando à liça casos que não podem ser comparados, o futuro do actual PR está traçado.
Só Fernando Lima poderá salvar Cavaco. Assumindo que agiu por iniciativa própria e sem conhecimento do PR. Mas apenas lhe salvará a Honra, não o futuro político.

Em retrospectiva...

por Paulo Gorjão, em 11.09.09

De tudo aquilo que se passou nas últimas semanas, há um assunto que continua por esclarecer e que para mim é o mais grave de todos: a Presidência da República foi ou não, afinal, alvo de escutas?

Bem sei que já ninguém fala no assunto e que política e mediaticamente falando o tema está morto. Não devia. A gravidade das suspeições impunha outra atitude, no mínimo da parte do Presidente da República. Não foi o que aconteceu, infelizmente.

P.S. -- "Será que nunca aprendem?"

A advertência

por Paulo Gorjão, em 08.07.09

A notícia sobre a advertência de Aníbal Cavaco Silva aos partidos políticos lembra-nos, caso fosse necessário, que em Belém também se faz política e que não se paira por cima da paisagem de forma asséptica. A Presidência da República, de forma deliberada, revelou o teor de conversas mantidas em privado com os representantes dos diversos partidos, com a intenção clara de condicionar a agenda. Manobra de dissuasão, pura e dura.

Não me lembro de uma situação semelhante, i.e. em que Belém tenha revelado -- ainda que de forma genérica -- o conteúdo de conversas mantidas em privado.

A Presidência não fez seguramente a advertência em abstracto. Cavaco Silva sabe quais são os diplomas que ainda lhe podem chegar às mãos nas próximas semanas. Pelo sim e pelo não, Belém envia o recado público, como quem diz desde já que depois não digam que não foram avisados. Política, pura e dura.


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