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Eforias

por Ana Vidal, em 09.04.11

Acabo de ouvir uma investigadora da Universidade do Minho (não fixei o nome), entrevistada na RTP1, classificar de "eufusivo" o discurso de Sócrates no congresso. Pareceu-me efórica.

E quem quer saber disso?

por João Carvalho, em 15.11.10

Segundo a Lusa, o ministro Mendonça disse no Parlamento que «há interpretações que reavaliar é parar tudo o que está em curso e, de facto, não é essa a interpretação». Isto tem também duas interpretações, a primeira das quais é que a construção da frase é completamente estapafúrdia. A segunda é que há montes de razões para ninguém querer saber o que diz o ministro Mendonça mai-las suas interpretações.

Português inacessível

por Ana Vidal, em 07.10.10

 

Leonooooooooooooooor... por amor de Deus vai lá e emenda esta aberração, que estás mais perto do que eu!

Mainstream, high tech and so on

por Pedro Correia, em 16.09.10

 

Há hoje uma forma de escrever nos jornais que abastarda a língua portuguesa e dificulta a compreensão dos textos, tornando o acto de comunicar por escrito uma tarefa apenas para iniciados. Refiro-me à invasão descontrolada de vocábulos importados da pátria do Tio Sam, a coberto de um certo jargão “económico” ou “cultural”, que transforma muita prosa numa espécie de crioulo luso-americano, cada vez mais indecifrável para uma camada vastíssima de pessoas.

Com isto afugentam-se os leitores em percentagens crescentes, como se tem visto nos últimos anos. Não perceber isto é não perceber nada de essencial do acto de comunicar – que deve ser claro, conciso e compreensível.
Para se entender melhor a que me refiro, fica um exemplo concreto de um artigo de duas páginas inserido num jornal e assinado por um conhecido jornalista “cultural”. Em certos trechos, que passo a transcrever, aposto que nem ele próprio saberia muito bem o que estava a redigir:

- “Nem é preciso recuar aos tempos de Frank Sinatra e da sua rat pack.”
- “Tão poucos anos e o cool já se gastou.”
- “A série está agora mais high tech.”
- “Parecem todos guest stars do seu próprio filme.”
- “Provavelmente se captou que era o mais disponível para exorcizar este pacto com o entertainment.”
- “O cinema que explorava novos caminhos era também o cinema mainstream.”

- “Em tempo de promoção de uma sequela não se espera que alguém declare morta a franchise.”
“Não é o 13 que é um número azarado, o cool é que já não pode ser o que era.” (Frase de abertura)

Se ler cansa e confunde, transcrever é ainda mais penoso. Desculpem lá, mas agora vou fazer uma pausa. Comigo o cool já se gastou. Seja lá o que isto queira dizer.

Falar da Constituição em português

por João Carvalho, em 19.07.10

Diz Pedro Santana Lopes que «Marcelo Rebelo de Sousa sabe bem que Francisco Sá Carneiro me solicitou» qualquer coisa relacionada com questões constitucionais e que não vem aqui ao caso. O que vem ao caso é o meu espanto por uma bacoquice de Santana Lopes que eu não esperava dele, tão dado a pergaminhos (?) que é. Ninguém (e muito menos o próprio) deve dizer que outro lhe solicitou algo. Há uma hierarquia em solicitar e pedir: solicita-se de baixo para cima e pede-se de cima para baixo. Além disso, por simples bom gosto, ambos devem dizer que lhes foi pedido (e nunca solicitado), quando reportam o facto a terceiros, para não se inferir que se está a colocar o outro em plano inferior. Assim sendo, só quando se quer dar importância ao outro é que pode usar-se solicitar na primeira pessoa do singular: solicitei.

Por isso, pode ser que Sá Carneiro tenha pedido algo a Santana Lopes, mas seguramente não lhe solicitou. Mesmo que (por absurdo) o tivesse feito, Santana Lopes só devia dizer que Sá Carneiro lhe pediu. Não consigo imaginar Santana Lopes casado e a dizer "a minha esposa", mas a piroseira é a mesma e fica-lhe mal. Ou pior ainda, já que a confusão entre pedir e solicitar não é apenas uma saloiada, mas um problema de bom português.

Óquei? Hóquei? Hockey, ok?

por Ana Vidal, em 14.07.10

 

Presumo que seja já o malfadado desacordo ortográfico a fazer das suas: na mesma página e na mesma notícia, encontro a mesma palavra escrita de duas formas diferentes. E nenhuma delas é português. E nenhuma delas é inglês. E nenhuma delas é coisíssima nenhuma, ok??

De visita aos Canaviais...

por Ana Vidal, em 18.06.10

... encontrei esta adenda que a Morgadinha teve a gentileza de dedicar-me, acedendo ao meu pedido. Vamos lá então à prova dos nove, minha fidalga:

 

1. "Sobressaíram" leva acento. Tem razão. Leva e traz, para sermos completamente rigorosas. E é claro que não tenho grande esperança de que ("de que", note) admita ter sido uma gralha minha. Por isso, adiante.

 

2. Lamento informá-la de que (outra vez o "de que", sou uma kosher chata...) “entre duas potências capazes de destruir-se mutuamente” e "(...) capazes de se destruírem mutuamente" são duas formas igualmente aceites como correctas para dizer o mesmo. As opiniões divergem, como em variadíssimas outras questões discutidas por eruditos e leigos em sites da especialidade. Fiz os trabalhos de casa, fui procurar. Sugiro que faça o mesmo.

 

3. “A mim conquistou de vez” em vez de “conquistou-me”. Pois bem, Morgadinha, aqui é que a porca torce o rabo... é que "A mim conquistou-me de vez" seria um pleonasmo. Sabe o que isso é? Informe-se, se não for grande incómodo, porque aqui não há dúvidas.

(Eu disse "porca"? Ai, valha-me Deus, isto não é linguagem de Vicentina que se preze! Vou já ali pôr o segundo cilício, que o que trago está a ficar lasso e já só me faz cócegas).

 

4. “A canção fala-nos”, gramaticalmente kosher mas de gosto questionável. De metáforas e outras figuras de estilo, suponho, nunca ouviu falar. Mas se é de gostos que falamos, então nem discuto.

 

5. Finalmente, a cereja no topo do seu bolo: o malfadado "de". Pois... que maçada, mantenho a minha versão e explico porquê, de forma a que possa perceber facilmente: tem-se pena "de" alguma coisa ou alguém, e não "que" alguma coisa ou alguém. Ainda que fosse uma hipercorrecção,  e não é, prefiro-as sempre à versão "hipo" de que o seu blogue tanto gosta. Em questões de correcção e de educação, mais vale a mais do que a menos.

 

Se lhe estraguei o brilharete, as minhas desculpas.

 

Nota à margem: Já agora, fiquei a saber que sou uma refência das letras pátrias, coisa que desconhecia em absoluto. Só não sei se deva sentir-me feliz ou insultada, porque não sei o que é uma refência. Ignorância minha, naturalmente. Mesmo uma mestre-escola vicentina e holier-than-thou não pode saber tudo.

Mas agradeço-lhe o elogio de ter-se dado ao trabalho de ler a minha "obra" no DO, o que, confesso, não fiz com a sua. Só conheço o post em que me interpela, para defender um colega ultrajado pela minha infinita soberba. Não posso devolver-lhe o seu amigo Talião, portanto. Mas sempre lhe digo, com base apenas nesse texto, que um erro não se "dá". "Faz-se".

 

Adenda sintética, só para encerrar o assunto: Já que a Morgada se deu ao trabalho de ler todos os meus posts e até algumas caixas de comentários do DO em que intervenho (ou não saberia que eu tinha achado graça a um texto seu), pensei que o mínimo que eu podia fazer era retribuir o gesto e o interesse. Fui portanto, com a melhor das intenções (sem ironia), ler a sua "obra" bloguística. Para meu grande espanto, e logo num post recentíssimo, dei de caras com um dos tais "dedos virtuosos apontados às incorrecções gramaticais dos outros" que eu e o João Carvalho fomos acusados de apontar ao 5 Dias. No caso, com link e tudo para o post de "um fulano do 31 da Armada". Depois de tanto moralismo e tanta virtude ofendida, a incoerência não deixa de ser curiosa. Os telhados de vidro são bonitos, mas tãããão frágeis...


Se tiverem mais de 15 anos

por João Carvalho, em 17.06.10

Tão atentos, tão aplicados, estes. Se não fosse o bafo, até dava gosto. Em breve hão-de começar a perceber a diferença entre gralha e erro, entre bem e bom, entre casa de chá e casa de pasto, entre vida e morte, entre criança e soldado. etc. Se tiverem idade, ainda acabam por conseguir passar do 8.º para o 10.º ano.

Saber escrever (3)

por João Carvalho, em 17.06.10

Errado: «Saiu do PCP ou foi evacuado pelo PCP? Sejamos rigorosos nas informações que damos!!!»

Correcto: Saiu do PCP ou foi demitido, despedido, afastado (...)

 

O facto é que pode evacuar-se, esvaziar-se, escoar-se o PCP, mas o PCP não pode evacuar, esvaziar, escoar um indivíduo. Cada indivíduo evacua, expele, defeca por si próprio. Por isso é que se evacua um lugar em que estão pessoas — não se evacuam as pessoas que estão num lugar. Sejamos rigorosos nas informações que damos. Mas sejamos mesmo.

Saber escrever (2)

por Ana Vidal, em 17.06.10

Errado: «O manual que todos suspeitávamos, mas nenhum de nós conhecia».

Correcto: O manual de que todos suspeitávamos (...)

 

Já que estamos em maré de lições de português à borla, aqui fica o meu contributo. E uma sugestão: se não podem acabar com o lixo que produzem, pelo menos ofereçam-no num saco mais apresentável.

Saber escrever (1)

por João Carvalho, em 16.06.10

Errado: «"Anedotas" melhor esgalhadas do que as do Daniel Oliveira.»

Correcto: (...) mais bem esgalhadas (...)

 

Não é por nada, mas até para escrever em tom coloquial, de forma descontraída, quase négligé, faz falta uma coisa: saber escrever.

É como Picasso: fez retrato antes da abstracção.

Saltos altos, baixas letras

por Ana Vidal, em 03.06.10

"Já se podem alugar malas de luxo em Portugal."

Este é o título de um post de "A Vida de Saltos Altos, o blogue mais cor-de-rosa do Expresso", recentemente relançado e com uma equipa feminina de luxo. Assim é definido pelo próprio jornal, que anuncia "textos diários que prometem humor e sensibilidade". Só não prometem bom português,  o que é uma pena. Mas suponho que não se pode ter tudo.

A quem interessar

por João Carvalho, em 09.04.10

Na sequência disto, aproveito para lembrar: se não acompanhar o congresso do PSD que vai durar todo o fim-de-semana e estiver interessado em ficar a saber o essencial do que se tiver passado no pavilhão de Carcavelos onde ele tem lugar, não se apoquente. Na segunda-feira, logo pela manhã, bastará ligar a televisão para saber tudo sobre asche ã-intervençõesche ã-dosche ã-congressistasche ã-sociaische-ã-democratasche ã-e osche ã-apoiosche ã-laranjasche ã-àsche ã-propostasche ã-de Passosche ã-Coelho. No sítio do costume.

Português: o exemplo de fora

por João Carvalho, em 03.02.10

A propósito deste excerto de reportagem da revista Veja que o Pedro Correia nos trouxe, vale a pena assinalar a qualidade da escrita que nela se encontra, número após número, do editorial à última página. Serve isto para dizer que uma publicação brasileira, como todos os brasileiros com escolaridade, usa a língua portuguesa de modo fluido e esmerado.

Sem necessidade de qualquer acordo linguístico, o Brasil dá-se muito bem com o idioma que nos une. Com um ou outro reflexo a anteceder o verbo e uns quantos gerúndios a mais do que nós, salpicados por raras traduções fonéticas aportuguesadas, a Veja é um exemplo corrente de uma qualidade na escrita que nem em Portugal encontramos facilmente.

Se a agência Lusa (entre outros meios) pusesse os olhos nestes casos que nos chegam do lado de lá do Atlântico e caprichasse mais no uso da língua, depressa concluiria que não precisa de andar a perder tempo com «corretores» pró-acordo – basta-lhe escrever com esmero.

Estranha forma de vida

por Ana Vidal, em 12.01.10

"Foi uma pena não termos apostado de uma forma pérformante* na qualificação"

 

(Luís Filipe Menezes, em directo do Porto para o jornal de Mário Crespo, na Sic Notícias)

 

*Nota: Acentuado conforme foi pronunciado.

Português abalroado

por Ana Vidal, em 23.12.09

"E a viatura foi albarroada por causa do mau tempo que se fez sentir na zona oeste do país (...)"

 

(Jornalista da TVI, agora mesmo, no Jornal Nacional)

 


Concordo contigo na embirração, Pedro: "asfixia democrática" é uma expressão irritante, mas, mais do que isso, é estúpida e incorrecta. Há nela uma incongruência gritante: por definição, uma asfixia é um gesto impositivo e violento. Logo, não é democrático, só pode ser ditatorial. Já uma democracia, pode ser asfixiada. Ou, em casos excepcionais (de má interpretação ou excesso de zelo), asfixiante. Nem sempre nos saem bem os mabalarismos linguísticos.

 

A culpa? Está no sítio do costume!

por João Carvalho, em 14.07.09

A Associação de Professores de Português (APP) quer que o governo explique a quase duplicação de negativas relativamente ao ano passado, nos exames nacionais da disciplina. O presidente da APP, Paulo Feytor Pinto, diz que o Ministério da Educação não forneceu os resultados e exige que seja dado conhecimento dos motivos para tais resultados, para que estes possam ser observados pergunta a pergunta.

Para lá de mais este fracasso do ministério de Maria de Lurdes Rodrigues – um ano depois dos resultados extraordinários que mais não foram do que bolhas de ar para as estatísticas – a actual pretensão da APP parece inteiramente razoável. Dar conhecimento com o detalhe possível das fraquezas dos alunos é o mínimo exigível.

A APP só não precisa de esperar explicações do governo sobre as razões para mais este mau resultado, porque essas já foram dadas pelo ministério a propósito das recentes notas de Matemática:  a culpa é da comunicação social, que andou a veicular o facilitismo e falta de exigência que caracterizaram o desastroso mandato da ministra. É um velho costume.

Resistirei sempre...

por João Carvalho, em 15.06.09

Tem-se acentuado de há uns anos para cá: à medida que o linguajar empobrece, as pessoas tendem a dizer todas as mesmas coisas com as mesmas palavras. Já não é um mero problema de "moda", mas sim de escandalosa falta de vocabulário. Fruto, necessariamente, de estarmos a criar gerações com mais habilitações e menos conhecimentos.

Lembrei-me disto a propósito do Prós e Contras, que ainda vai na primeira parte. Nem estou a prestar muita atenção, mas consigo perceber que é já a quinta intervenção no programa e concluo que devem estar todos a dizer o mesmo, porque todos eles têm falado à exaustão na mudança de paradigma. Mais para uns, menos para outros, a mudança de paradigma é algo que nitidamente os persegue e consome. Até a Fátima Campos Ferreira também já lhes dá a palavra a partir de uma ideia qualquer em torno da mudança de paradigma.

Na minha opinião, a reforma do ensino que continua por fazer era suposto voltar a pôr os portugueses a falar português. Por inteiro e com características individualizadas, porque andamos a assistir permanentemente a pedacitos de língua plagiados e indiferenciados, com total desprezo por direitos de autor.

Tenho feito um grande esforço para resistir a esta triste realidade, que já constitui um risco sistémico. E esta é que é a questão essencial, que era preciso, basicamente, colocar em cima da mesa. A bem da mudança de paradigma...

Já foi diferente

por João Carvalho, em 25.05.09

Ilegais entre 55 a 75 mil – escreve aqui uma jornalista do Público. É incompreensível, mas esta falta de concordância das preposições tem-se vulgarizado e estendido largamente às próprias televisões.

Se puder ser útil a alguém, aqui lembro como deve ser:

–  entre X e Y;

–  de X a Y;

–  desde X até Y.

Já agora, a talhe de foice, a jornalista do Público comete (ou permitiu que a sua fonte o cometesse sem pedir esclarecimento) um pecado mortal ao escrever que o número de imigrantes ilegais em Portugal se situa entre 55 e 75 mil: dizer entre 55 e 75 mil não é bem a mesma coisa que dizer entre 55 mil e 75 mil.

Não entendo por que motivo os jornalistas mais velhos deixaram de ajudar os mais novos. Poderá não haver pachorra para ensinar coisas básicas a jovens licenciados, mas o clima nas Redacções já foi bem diferente.


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