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A culpa foi do Scolari

por Pedro Correia, em 07.09.09

Como já se previa, Rui Santos gastou hora e meia do seu latim dominical a perorar sobre o último jogo da selecção sem beliscar Carlos Queiroz. Com o actual seleccionador ao leme, a equipa nacional de futebol conseguiu não vencer um só jogo em casa nesta fase de (des)qualificação para o Campeonato do Mundo da África do Sul. Derrotámos fora as poderosíssimas selecções de Malta e da Albânia - e por aí nos ficámos. Nenhum desafio decisivo foi ganho. Estamos em quarto lugar no nosso grupo, quando nem o segundo lugar nos garantiria o apuramento automático para o Mundial. Em 34 remates contra a Dinamarca, sábado à noite, aproveitámos apenas um - o mesmo que os dinamarqueses com apenas seis remates.

Tudo isto são sintomas evidentes de que a selecção de futebol vive um dos seus piores momentos das últimas duas décadas. Culpa do professor Queiroz, que deixou Liedson no banco durante a primeira parte deste jogo que Portugal precisava de ganhar em Copenhaga? Nada disso: o prolixo comentador da SIC N não questionou nenhuma das opções tácticas do seleccionador português, apesar de ter considerado Liedson um dos três melhores portugueses em campo (sendo assim tão bom, como foi, não deveria ter jogado os 90 minutos?). A culpa de mais este fracasso, imagine-se, é do presidente da Federação Portuguesa de Futebol - e, claro, de Scolari. "Quando Scolari abandonou Portugal os sintomas de uma certa degradação qualitativa eram evidentes", disparou Santos. E numa das suas originalíssimas metáforas, lá foi dizendo que Queiroz, ao assumir o cargo, logo percebeu que "não havia água na piscina".

Agora ao menos a piscina está cheia, até transborda. O sucessor de Scolari, ex-adjunto do United, não tem feito outra coisa senão isso: meter água. Diga o amigo Rui Santos o que disser.

La Palisse esférico

por Pedro Correia, em 17.08.09

"No campeonato português, quem começa melhor tem mais possibilidades de ser campeão."

Rui Santos, na SIC Notícias

(as saudades que eu já tinha deste génio da bola)

O 'apagão' de Queiroz

por Pedro Correia, em 29.03.09

 

Carlos Queiroz, que foi levado aos ombros pela "opinião" desportiva nacional quando Gilberto Madaíl decidiu pô-lo no lugar de Scolari, recolocou a selecção portuguesa de futebol no trilho das "vitórias morais". Com opções tácticas inexplicáveis (chegou a fazer alinhar três defesas centrais, jogou parte do desafio sem ponta de lança), uma absurda escolha do onze inicial (se Deco estava em condições de jogar, por que motivo só entrou no terço final do jogo?) e a habitual falta de ousadia que o caracteriza, o "professor" tão celebrado pelos crânios da modalidade viu esta noite a sua equipa rubricar mais uma exibição medíocre contra uns suecos medianíssimos, no estádio do Dragão. Resultado: zero a zero. Há quase trezentos minutos que Portugal não marca um golito nas balizas adversárias, o que constitui um perfeito retrato desta "era Queiroz". O que falta na selecção? Quase tudo: motivação, acerto de pontaria, espírito vencedor. Sobram os habituais cálculos aritméticos de última hora e o fado choradinho dos "quatro penáltis não marcados" com que o seleccionador, bem à portuguesa, se desculpou na sequência deste fruste empate caseiro com sabor a derrota. Houve lenços brancos no estádio. Vieram a propósito: bem podemos dizer adeus ao Mundial da África do Sul.

Era a noite em que os ambientalistas planetários nos tinham aconselhado a apagar todas as luzes entre as 20.30 e as 21.30 - à hora do jogo, portanto. Penitencio-me desde já: devia ter-lhes dado ouvidos. Antes esse apagão do que o outro, que aconteceu no estádio.

Futebol a sério

por João Carvalho, em 24.03.09

Tenho tentado acompanhar os dramas futebolísticos destes dias. Ou melhor: tenho tentado não acompanhar, mas é impossível ser bem sucedido. Está na hora, pois, de deixar claro aquilo que sempre defendi.

Imaginemos que, por esta ou aquela razão, um qualquer clube contrata com um qualquer árbitro um qualquer favor para um qualquer jogo. Imaginemos também que o árbitro aceita e que, portanto, o contrato vai por diante.

Meus amigos, se o árbitro contratado estiver de boa-fé, não pode deixar mal o clube contratante: ele tem de mostrar que é um homem de palavra e não lhe resta outra coisa que não seja cumprir o favor contratado. Temos de ser sérios, não é?

Terão contado com Lucílio Baptista?

por Pedro Correia, em 23.03.09

Os seis milhões de adeptos estão reduzidos a metade. Incluindo estas ilustres e qualificadíssimas luminárias.

Na selva com Queiroz

por Pedro Correia, em 12.02.09

O ilustre professor Carlos Queiroz está de parabéns: quatro jogos depois, conseguiu ver os jogadores que foram com ele para a selva, perdão a selecção nacional de futebol, arrancar uma suadíssima vitória. Um-zero, de penalti, contra a poderosa Finlândia. A terceira vitória desta era Queiroz, depois dos fabulosos triunfos contra Malta e as Ilhas Faroé. Assim quase apetece pôr uma bandeirinha na varanda.

Mais essa de Queiroz

por Pedro Correia, em 09.02.09

Carlos Queiroz começa a habituar os portugueses às suas elegantíssimas metáforas. Em Novembro de 2008, depois de levar uma histórica cabazada do Brasil, desabafou: "Já sei quem é que não vai para a selva comigo." A culpa terá sido do macaco? Agora, que está à beira de falhar a qualificação da selecção nacional de futebol para o Mundial da África do Sul, outro marco memorável do seu percurso, mantém-se enigmático: "Se tivermos uma vaca e lhe estivermos sempre a tirar leite sem que ninguém lhe dê de comer e de beber, o leite seca e a vaca morre."

Fiquei sem perceber. Queiroz irá para a selva com uma vaca? Ou vai dedicar-se à ordenha depois do decisivo jogo contra a Suécia do próximo mês? Por menos que isto já o Octávio Machado andava a ser gozado de norte a sul...

Só mesmo no Dragão

por Pedro Correia, em 09.02.09

 

Por uma vez sem exemplo, faço coro com os benfiquistas: aquilo não é penalti em parte nenhuma. Só mesmo no Dragão.

 

Ler também:

- E com o Pedro Proença a fazer companhia ao Oliveira e Costa? Do João Tunes, na Água Lisa.

- Roubo de Igreja. Do Filipe Tourais, n' O País do Burro.

- Porto x Benfica: desisto. Do João Tordo, no Corta-Fitas.

- A invenção. Do João Severino, no Pau Para Toda a Obra.

Descubra as diferenças

por Pedro Correia, em 01.02.09

 

Os três jornais desportivos, numa espécie de alucinação colectiva, imaginam Garrincha onde só há Mantorras. A bola pode ser redonda mas a capacidade de fazer títulos às vezes parece quadrada...

Maioria absoluta

por Pedro Correia, em 12.01.09

Nada de crise, nada de recessão. O bom povo benfiquista está eufórico: vitória suadíssima na Luz, com a preciosa ajuda de um árbitro que validou um golo em claro fora-de-jogo e fez vista grossa a dois penaltis sobre o Braga. O 'campeão de Inverno' agradece e segue em frente, rumo à maioria absoluta - perdão, à vitória no campeonato.


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