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Impotência

por Teresa Ribeiro, em 15.06.13

À Guida

 

Quando alguém nos morre queremos logo saber o motivo. Como se dessa explicação dependesse o sentido da morte. Morta a curiosidade morremos enfim daquilo de que se morre sempre, nós e os que vão. E continuamos, sem perceber nada.

 

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Era um homem indispensável. É uma memória única. A RTP do Luís é para continuar? Sim, o sonho dele era grande.

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Há notícias perturbadoras

por Ana Lima, em 16.01.13

Esta é uma delas. E não é pela eutanásia em si, com a qual tendo a concordar, mas pelo facto de se admitir que uma situação que só acontecerá no futuro é motivo suficiente para alguém se encontrar, já hoje, num estado de “sofrimento insuportável” e agir, conscientemente, no sentido de acabar com esse sofrimento que ainda não se materializou. Não falando no lado mais poético da questão (se é que se pode utilizar a palavra poético neste caso), associado às razões invocadas: a impossibilidade futura de comunicar com aqueles que lhes eram mais queridos; fica-nos uma sensação estranha, que é a de assistirmos a uma espécie de eutanásia preventiva, susceptível de ser questionada a fundo. Se Marc e Eddy estavam felizes com a perspectiva de morrer porque não gozaram mais algum tempo essa perspectiva? E porque não foram eles a escolher o dia em que morreriam? Será que se escolhessem um domingo não iria ser possível por causa dos dias e horários de funcionamento do serviço onde se ministra a injecção letal? Não sei, tudo isto é tão estranho...

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Muito cedo na vida é demasiado tarde

por Pedro Correia, em 20.12.12

Despedi-me ontem de uma tia na solidão cinzenta e gélida do crematório dos Olivais. Enquanto espreitava em fundo a estrutura arquitectónica que Santiago Calatrava concebeu para a Gare do Oriente e a feia floresta de cimento em que se transformou o Parque das Nações, ia pensando nos retratos que me habituei a ver desta tia nos velhos álbuns de família. Era uma mulher muito bonita, que nas décadas de 40 e 50 posava para as máquinas fotográficas como réplica das estrelas de Hollywood tão populares nessa época.

Olho hoje estas imagens e parecem-me saídas de uma era muito mais remota, envolta em névoa, em flagrante contraste com estes vertiginosos dias que vivemos.

 

Eram quatro irmãs - entre elas a minha mãe. Elos de uma família muito unida, embora espalhada pelas mais diversas paragens do globo. Esta tia era a primogénita - e também foi a primeira a partir, em sintonia com um princípio que devia ser obrigatório: sai mais cedo de cena quem primeiro cá chega.

Infelizmente não foi assim no caso dela: há quatro anos, de forma inesperada, morreu-lhe um filho, o mais velho, o primeiro de um clã de dez primos direitos de que faço parte, espécie de irmãos em segundo grau - sempre nos vi assim, sempre assim nos verei.

Quando o Zé embarcou na grande viagem sem regresso todos percebemos que ela, de algum modo, desistiria também de viver. A natureza é inclemente por definição. Mas nada é tão impiedoso como uma mãe que se vê condenada a enterrar um filho.

Ela assim o fez - destruída por dentro, aparentemente indestrutível por fora. Desde aí foi-se deixando entregar à morte aos poucos, como se cada folha suplementar do calendário já não lhe pertencesse por inteiro.

"Somos pó", ensinou-nos o salmista. Do pó viemos, ao pó voltamos.

 

Enquanto o sacerdote recitava as palavras que dos padres sempre se esperam, eu ia lembrando as imagens desta tia nos álbuns fotográficos. Em criança, adolescente, jovem adulta. Com os pais e as irmãs. Em Coimbra, na Figueira, nos anos felizes decorridos sob o sol africano, nas férias esporádicas na aldeia da Beira Baixa. Na última fotografia em que as quatro estão juntas, no dia do casamento dos meus pais, na Sé de Castelo Branco.

Tempos felizes, perpetuados nestas imagens a preto e branco. Com sorrisos rasgados para a eternidade, no tempo em que os dias se mediam pela imensidão dos sonhos. Elas voltaram a reunir-se muitas vezes depois disso. Mas nunca mais as quatro em simultâneo, nunca mais com uma máquina fotográfica a servir de testemunha, nunca mais com aqueles irrepetíveis rostos juvenis transbordantes de felicidade.

 

Partiu de vez, esta tia professora. Mas já tinha partido antes, de algum modo, sem se conformar com a despedida do filho piloto da Força Aérea, que não esperou por ela para abraçar a eternidade.

Na minha infância, só esporadicamente a encontrei. O meu avô era militar, revejo-o de farda imaculada nas fotografias, cumprindo várias comissões em África. As filhas receberam no berço este vírus da errância. Desde miúdo me habituei a ter parentes no Brasil, na América, em Cabo Verde, em Angola ou Moçambique. Uma das minhas tias nasceu em Malange, outra casou na Beira. Os meus pais viveram em locais tão diversos como a Alemanha ou Timor. As casas de todos nós tornaram-se inesgotáveis repositórios de recordações colhidas em cada destino perseguido e encontrado. Portugueses, cidadãos do mundo: transporto comigo este código genético, como uma espécie de tesouro íntimo. Vale mais do que todo o dinheiro à face da Terra.

 

Enquanto os funcionários da agência funerária desempenhavam a sua missão com sóbrio zelo, eu ia-me lembrando de duas prendas de aniversário que esta tia me deu. Um livro quando fiz nove anos, outro quando fiz dez. Antes disso, depois disso, ela estava a milhares de quilómetros de distância - em Díli, em Vila Luso, na Cidade da Praia - porque o marido, também militar como era o pai dela, meu avô, estava quase sempre longe. E ela esteve sempre com ele: foi um casamento de meio século, daqueles à moda antiga, que só se desfaziam quando um deles se cansava de viver.

Duas singelas prendas que jamais esqueci.

Não era muito de oferecer presentes, a minha tia. Mas por vezes basta um livro passar de uma mão adulta para uma mão de criança para que esta se lembre vida fora desse objecto como uma janela aberta aos inesgotáveis mistérios do mundo.

 

No crematório, tudo se conclui com eficiência mecânica: minutos volvidos, eis-nos devolvidos ao frenesim rotineiro da cidade. Encaminho-me a pé para o Parque das Nações pensando numa frase de Marguerite Duras: "Muito cedo na vida é demasiado tarde." Uma frase que fica a ecoar dentro de mim como um doloroso dobre de sinos neste agreste e melancólico Natal.

 

Imagem: interior do crematório dos Olivais, Lisboa (do blogue Lisboa S.O.S.)

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alto de São João

por Patrícia Reis, em 18.11.12

O crematório foi mandado construir em 1920.

Há uma lápide, à esquerda, antes do crematório, se andarem um pouco, depois do jazigo da baroneza, onde se lê que um Manuel era inimigo da Companhia de Jesus. Nesta lápide está o símbolo da maçonaria. O rapaz reconhece tudo com calma.

O dia está bonito.

A mulher seca. Não lhe resta uma gota, as forças são virtuais.

Há muitos anos, quando era miúda, a mulher andou por ali, como agora anda o rapaz, e descobriu a história da cidade pelas histórias de um tio-avô. Agora está apenas contente por estar sol. Por estar um dia bonito e, podendo reviver a história da cidade, vendo dois muçulmanos entrar no cemitério, acaba por se juntar à família.

Não há o ruído do caixão que vai à terra. Uma cortina e o caixão desaparece. Ninguém sabe muito bem o que fazer ou dizer. O cansaço ainda não prevalece. A mulher abraça a mãe, o tio, as primas, o rapaz e o pai do rapaz. Depois, sozinha, regressa a casa e é outra forma de fechar a cortina.

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Em memória do senhor comandante

por Patrícia Reis, em 16.11.12

Para o senhor comandante

Funeral Blues

Stop all the clocks, cut off the telephone.

Prevent the dog from barking with a juicy bone,

Silence the pianos and with muffled drum Bring out the coffin, let the mourners come.

Let aeroplanes circle moaning overhead

Scribbling in the sky the message

He is Dead,

Put crêpe bows round the white necks of the public doves,

Let the traffic policemen wear black cotton gloves.

He was my North, my South, my East and West,

My working week and my Sunday rest

My noon, my midnight, my talk, my song;

I thought that love would last forever, I was wrong.

The stars are not wanted now; put out every one,

Pack up the moon and dismantle the sun.

Pour away the ocean and sweep up the wood;

For nothing now can ever come to any good.

 

Wystan Hugh Auden (1907-1973)

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Ars mortis II

por José Navarro de Andrade, em 01.11.12

Um retrato é a forma de perpetuar a presença de uma pessoa - é, em si, um desafio à morte.

Bem pode ter sido este o pressuposto de Walter Schels e de Beatte Lakota, (ele fotógrafo, ela editora da secção de ciência da Der Spiegel) ao organizarem em 2008 a exposição “Noch mal leben” (“Viver novamente”). Era propósito fotografar de cada pessoa um momento terminal em vida, e um primeiro momento após a morte, e colocar os dois instantes frente a frente. Frágil e dificílima proposta, que poderia ser subvertida pelo pudor e pela elegância, ambos grandes inimigos da verdade, tanto ou mais do que a crueza, porque esta, ao menos, procura o excesso e não as balizas da moral.

O resultado foi, no mínimo eloquente no seu delicado silêncio, e dele dir-se-ia que resulta uma afirmação capaz de pôr em causa um dos mais graves conceitos da nossa civilização: um rosto humano preserva toda a sua dignidade, mesmo depois de ter sido abandonado pela alma.

  

Beate Taube, 44 anos

1ª foto: 16.01.04 ; morte: 10.03.04

 Heiner Schmitz, 52 anos

1ª foto: 19.11.03 ; morte: 14.12.03

 

Jannik Boehmfeld, 6 anos

1ªfoto: 10.01.04 ; morte: 11.01.04

2_14_2.jpg 

Michael Lauermann, 56 anos

1ª foto: 11.01.03 ; morte: 14.01.03

 

 

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Ars Mortis

por José Navarro de Andrade, em 31.10.12

Excluímos a morte dos nossos cálculos existenciais como se ela fosse um acidente. Tratando-se de uma inconveniência e um imponderável, incómoda aos negócios correntes que todos os dias temos que levar adiante, ganhámos-lhe nojo e passámos a considerar como obscena a sua exposição. Isto é uma atitude eminentemente europeia, quase sem equivalente noutras culturas. Uma explicação apressada e duvidosa para isto, como o são todas de índole psico-socio-históricas, poderia recordar o facto de o Velho Continente ter promovido durante o séc.XX, um par de guerras e de regimes que dizimaram cerca de 100 milhões de seres humanos e que esses fantasmas ainda hoje nos estigmatizam.

Mas nem sempre foi assim.

O nascimento da fotografia, entre as várias maravilhas que proporcionou, contou-se a de ter tornado acessível a toda a gente algo que até então estava reservado aos aristocratas – o retrato. Quando só preocupava a linhagem, o retrato era uma necessidade exclusiva de quem tinha uma genealogia a defender, mais os direitos e os haveres que ela entregava. Mas quando começou a surgir a ideia de família – essa invenção burguesa – todos os entes se tornavam queridos aos descendentes e constituíam a sua memória particular. Mas o retrato mantinha a sua aura, como um acto cerimonioso, dispendioso, logo parcimonioso. Por isso, muitas vezes recorreu-se a ele literalmente in extremis. Foram então voga os retratos fotográfico post-mortem em que os cadáveres do familiares acabados de falecer, quase sempre inopinadamente, eram postos em pose com os restantes membros da família para um derradeiro memento.

Abaixo, fica uma colecção destes instantâneos, que às almas afligidas de hoje poderão parecer um pouco tétricos, mas que um espírito aberto verá neles ternura, apego e uma ponta de antecipadas saudades.

 

 

 
 

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Tempus fugit

por Ana Vidal, em 01.10.12


Ouço um amigo dizer - filosofando sem dramatismos nem pieguices - que está pronto para morrer, e fico a pensar como estou a anos-luz dessa serenidade resignada. A vida é como a democracia: está muito longe de ser perfeita, mas ainda não inventaram nada melhor.

 

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"Piensa que el muerto amado vive"

por Pedro Correia, em 23.05.12

 

 

 «El pasado está vivo en la memoria, el futuro presente en el deseo»

 

Carlos Fuentes - uma das figuras cimeiras do chamado 'realismo mágico', que congregou nomes de romancistas que permanecerão ligados a um dos melhores momentos de sempre da literatura universal, como Gabriel García Márquez, Juan Carlos Onetti, Mario Vargas Llosa, Julio Cortázar, Miguel Angel Asturias e José Lezama Lima - era não só um grande ficcionista mas um excelente cronista, crítico, ensaísta, espectador sempre comprometido com os acontecimentos contemporâneos. Envolveu-se em polémicas, com frontalidade e desassombro, na defesa dos seus ideais que contrariavam tantas vezes os ditames da correcção política, como bem se percebe nesta entrevista publicada em Janeiro, uma das últimas que concedeu. E nunca faltou à chamada quando as circunstâncias o intimavam a ser solidário com quem sofria - no seu país ou em qualquer outro.

Há dias, a propósito do seu falecimento, lembrei-me que ele era também um excepcional pensador. Sobre os mais variados temas - incluindo a morte. «Creemos que la muerte de hoy dará presencia a la vida de ayer. Con Pascal repetimos: “Nunca digas ‘lo he perdido’. Mejor di: ‘lo he devuelto’”. Piensa que es cierto. Hay quienes mueren para ser amados más. Piensa que el muerto amado vive porque el amor que nos unió está vivo en mi vida. Piensa que sólo lo que no quiere sobrevivir a todo precio tiene la oportunidad de vivir realmente.» Este seu belíssimo texto escrito há dez anos bem pode servir de epitáfio ao gigante das letras mexicano que nunca ganhou o Nobel mas conquistou justamente o coração de milhões de leitores no mundo inteiro.

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Mater

por Laura Ramos, em 01.05.12

 
Onde conseguimos arrumar a dor - apenas arrumar - e depois seguir adiante?

Acredito que é uma tarefa que só depende da inteligência.

Não direi que desprezo os piegas.

Mas digo que admiro a força racional dessa inteireza que nos leva a administrar a perda com a audacidade desconfortável da lucidez intacta. E o conforto humano das lágrimas privadas.

Sabemos que nunca mais nada voltará a crescer no lado que nos comeram. Mas fazemo-nos de novo à vida sem desculpas.

Talvez as mulheres aprendam este verbo por herança ancestral.

 

Esta é a minha pequena homenagem à Helena: sem disfarçar a satisfação que sinto quando as pessoas não me desiludem.

É tão raro. E tem um nome: exemplo.

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Um sítio bom para morrer

por Ivone Mendes da Silva, em 23.08.11

Há pouco, quando desci para ir beber café, ouvi uma senhora dizer para outra: “Já lhes disse que, quando chegar a minha hora,  quero é morrer em casa na minha cama.” Pelo tom calmo da frase, deduzi que aquele “quando chegar” se referia um hipotético futuro e não a um previsível desfecho à vista.

Já ninguém morre em casa. Pensei num quadro que está no Museu Nacional de Arte Antiga que, quando o vi, me fez lembrar uma canção de Aznavour, “La Mamma”. O quadro, cujas referências não tenho de memória, intitula-se “O passamento da Virgem”. É um daqueles quadros de temática mariana que representam os momentos marcantes da vida da Virgem Maria. Naquele, a Virgem agoniza num leito deslocado para o lado esquerdo do quadro. Em redor, a vida doméstica não parece sofrer alterações: os quartos de uma maçã e a sua casca repousam num prato sobre a mesa, uma mulher cozinha junto à grande lareira acesa, umas galinhas passeiam por ali no meio de uns brinquedos de criança, uma cesta de fruta entorna-se pelo chão. Quando olhei para o quadro achei-o ingénuo, mas, depois, olhei para ele com os olhos de outro tempo. Um tempo em que a morte, melhor, o morrer estava presente na domesticidade que não se alterava nem se detinha. Por isso, o leito da moribunda não era o centro do quadro, o centro do quadro era aquela grande cozinha, metáfora da vida, que olhava para um moribundo como para uma cesta de fruta caída à passagem apressada de alguém.

Em “La Mamma”, Aznavour também canta a morte a acontecer num espaço doméstico. Mas num espaço que se organizou para a receber, que se virou todo para ela, ao contrário das mulheres que, no quadro lá de cima, continuam imperturbáveis os seus afazeres. Naquela toada mediterrânica e solar, o cantor diz-nos que  la mamma vai morrer, que vieram todos, até  Giorgio, le fils maudit, que as crianças brincam em silêncio junto do leito, há um oncle guitarriste qui joue en faisant attention à la mamma. E conclui que c’est drôle, on ne se sent pas triste, prés du grand lit de l’Affection.

Estas mortes assim representadas não existem mais. A tipologia das casas modernas relegou o quarto do moribundo (como também o leito da parturiente) para o exterior, concentrou-se no percurso da vida, não nas suas extremidades. Ainda bem, digo eu,  se me deixar de lirismos. Antes a assepsia branca e eficaz de um hospital indiferente, onde alguém nos deixou para que fôssemos cuidados, do que ser, inaudível e esquecida, uma progressiva mancha de fluidos corpóreos decompostos na solidão do soalho flutuante.

O que me incomoda, ao de leve, é não haver um ponto intermédio. Morre-se cada vez mais tarde, devia morrer-se cada vez melhor.

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RIP

por José António Abreu, em 24.07.11
Detesto Lady Gaga. Mas há umas semanas, num segmento que o Sixty Minutes lhe dedicou e no qual teve atitudes tão ridículas como aparecer ao repórter quase nua porque naquele dia «não lhe apetecera vestir-se», admirei a consciência que ela tem da forma como é encarada ao afirmar que os media e muito público lhe seguem os passos esperando assistir à sua queda. Querendo estar lá quando exagerar, quando algo de horrível lhe acontecer. Quando morrer. Mas, acrescentou, sabe perfeitamente o que faz e não lhes (nos) vai dar essa satisfação. Admirei-a pela lucidez (sim, somos vampiros desejosos do sangue – real ou metafórico – dos famosos que não apreciamos) mas pensei que é por este calculismo, pelo modo como a música parece nela apenas um meio para atingir o verdadeiro objectivo – a fama – que não a aprecio. São os genuínos que ficam para a história. Os que, cantem, dancem, escrevam ou pintem, não parecem fingir. Os que mostram sentimentos em que se pode acreditar. E destes – é duro admiti-lo –, especialmente os que morrem cedo e de forma violenta. Porque não se tornam banais e porque provam que todas as fragilidades eram verdadeiras. Descansa em paz, Amy.

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