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Lisboa antiga (51)

por Pedro Correia, em 03.11.11

 

RESTAURANTE SILVA

(na actual Rua Serpa Pinto)

«Contou o caso da Adosinda. Fora no Silva, havia duas semanas, estando ele a cear com os rapazes depois de S. Carlos, que lhe aparecera essa mulher inverosímil, vestida de vermelho, carregando insensatamente nos rr…»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Teresa Marques 2009's Blog

Lisboa antiga (50)

por Pedro Correia, em 01.11.11

 

QUINTA DO CONTADOR-MOR, OLIVAIS

('A Toca')

«– Isto é encantador! – repetia ela. – É um paraíso! Pois não lhe dizia eu? É necessário pôr um nome a esta casa… Como se há-de chamar? Vila Marie? Não, Château Rose… Também não, credo! Parece o nome de um vinho. O melhor é baptizá-la com o nome que nós lhe dávamos. Nós chamávamos-lhe a Toca.»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Teresa Marques 2009's Blog

Lisboa antiga (49)

por Pedro Correia, em 31.10.11

 

OLIVAIS

«Apenas o coupé partiu de novo, Ega rompeu nas costumadas admirações pelo Craft, encantado com aquele encontro que dava mais um retoque luminoso à sua alegria. O que o entusiasmava no Craft era aquele ar imperturbável de gentleman correcto, com que ele igualmente jogaria uma partida de bilhar, entraria numa batalha, arremeteria com uma mulher ou partiria para a Patagónia...

-- E que casa que ele tem nos Olivais, que sublime bric-à-brac

Eça de Queiroz, Os Maias

Imagem: blogue Olivesaria

Lisboa antiga (48)

por Pedro Correia, em 30.10.11

 

RUA AUGUSTA

«-- Essa concepção do Paraíso -- exclamou ele -- parece-me de um estofador da Rua Augusta! Como Natureza, couves galegas; como decoração, os velhos cretones do gabinete, desbotados já por três barrelas...»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Alfobre de Letras

Lisboa antiga (47)

por Pedro Correia, em 29.10.11

 

RUA DAS FLORES

«Na manhã seguinte, às oito horas pontualmente, Carlos parava o break na Rua das Flores, diante do conhecido portão da casa do Cruges. (…) A criada dissera que o sr. Cruges vivia agora na Rua de S. Francisco, quatro portas adiante do Grémio.»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Ruas de Lisboa com alguma história

Lisboa antiga (46)

por Pedro Correia, em 28.10.11

 

HOTEL BRAGANÇA

«Carlos pouco se demorou em Resende. E numa luminosa e macia manhã de Janeiro de 1887, os dois amigos [Carlos e Ega], enfim juntos, almoçavam no hotel Bragança, com as duas janelas abertas para o rio.»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: Teresa Marques2009's Blog

Lisboa antiga (45)

por Pedro Correia, em 27.10.11

 

RUA DO FERREGIAL DE CIMA

(actual Rua Vítor Cordon)

«E o Alencar, perante esta intimação do Cohen, o respeitado director do Banco Nacional, o marido da divina Raquel, o dono dessa hospitaleira casa da Rua do Ferregial onde se jantava tão bem, recalcou o despeito – admitiu que não deixava de haver talento e saber.»

Eça de Queiros, Os Maias

Foto: Blog em português de homenagem a J. Verne

Lisboa antiga (44)

por Pedro Correia, em 26.10.11

 

RUA DAS JANELAS VERDES

(O Ramalhete)

 «Um momento caminharam em silêncio. Depois, na Rua das Janelas Verdes, o Alencar "quis refrescar". Entraram numa pequena venda, onde a mancha amarela de um candeeiro de petróleo destacava numa penumbra de subterrâneo, alumiando o zinco húmido do balcão, garrafas nas prateleiras, e o vulto triste da patroa com um lenço amarrado nos queixos.»

Eça de Queiroz Os Maias

Foto: blogue Os Maias

Lisboa antiga (43)

por Pedro Correia, em 25.10.11

 

CASA HAVANESA

«Em Lisboa, entre o Grémio e a Casa Havanesa, já se começava a falar "do arranjinho do Ega".»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Por Terras de Sefarad

Lisboa antiga (42)

por Pedro Correia, em 24.10.11

 

CEMITÉRIO DOS PRAZERES

«O bom Vilaça teve no Cemitério dos Prazeres o seu jazigo -- que fora a alta ambição da sua existência modesta.»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: Revelar LX

Lisboa antiga (41)

por Pedro Correia, em 23.10.11

 

TEATRO DA TRINDADE

«Era no Teatro da Trindade, representava-se o Barba Azul. Tinha começado o segundo acto e o Coro de Cortesãos saía, recuando em semícirculos, com os espinhaços vergados, quando, num camarote sobre o balcão, à esquerda, o ranger ferrugento de uma fechadura perra, uma cadeira arrastada, fizeram erguer aqui e além, alguns olhares distraidos.»

Eça de Queiroz, A Tragédia da Rua das Flores

Foto: blogue Balada do Mar Salgado

Lisboa antiga (40)

por Pedro Correia, em 22.10.11

 

LARGO DA ABEGOARIA

(actual Largo Rafael Bordalo Pinheiro)

«Já Carlos corria pelas escadas: Ega seguiu atrás, inquieto, temendo uma violência. Quando chegaram à porta, Eusébio metera para os lados do Carmo. E alcançaram-no no Largo da Abegoaria, àquela hora deserto, mudo, com dois bicos de gás mortiços.»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Balada do Mar Salgado

Lisboa antiga (39)

por Pedro Correia, em 21.10.11

 

TEATRO DO GINÁSIO

«Os bicos de gás do Ginásio tinham um fulgor de festa. E Ega deu de rosto com o Craft, que atravessava do largo do Loreto, de gravata branca e flor no paletó.»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Teresa Marques2009's Blog

Lisboa antiga (38)

por Pedro Correia, em 20.10.11

 

RUA DOS CONDES

«O marquês insistia, plantado diante dele, de taco ao ombro como uma vara de campino, dominando-o com a sua maciça, desempenada estatura. E ameaçava-o de destinos medonhos numa voz possante habituada a ressoar nas lezírias; queria-o arruinar ao bilhar, forçá-lo a empenhar aqueles belos anéis, levá-lo a ele, ministro da Finlândia e representante de uma raça de reis fortes, a vender senhas à porta da Rua dos Condes.»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Ruas de Lisboa com alguma história

Lisboa antiga (37)

por Pedro Correia, em 19.10.11

 

 

CASTELO DE SÃO JORGE

«Mais alto ainda, recortando no radiante azul a miséria da sua muralha, era o castelo, sórdido e tarimbeiro, de onde outrora, ao som do hino tocado em fagotes, descia a tropa de calça branca a fazer a bernarda!»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Prosimetron

Lisboa antiga (36)

por Pedro Correia, em 18.10.11

 

LARGO DO CALHARIZ

«Lentamente, voltou-se para escutar melhor o Ega, que ao lado discutia com o Gouvarinho sobre mulheres. Era a propósito da secretária da legação da Rússia, com quem ele encontrara nessa manhã o conde conversando ao Calhariz. O Ega achava-a deliciosa, com o seu corpinho nervoso e ondeado, os seus grandes olhos garços...»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Ruas de Lisboa com Alguma História

Lisboa antiga (35)

por Pedro Correia, em 17.10.11

 

PENHA DE FRANÇA

«Carlos, nessa manhã, ia visitar de surpresa a casa do Ega, a famosa 'Vila Balzac'. (…) Ega dera-lhe esta denominação literária, pelos mesmos motivos por que a alugara num subúrbio longínquo, na solidão da Penha de França.»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Teresa Marques2009's Blog

Lisboa antiga (34)

por Pedro Correia, em 16.10.11

 

JERÓNIMOS

«No Largo dos Jerónimos, silencioso, e a escaldar de luz, um ónibus esperava, desatrelado, junto ao portal da igreja.»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Du bleu dans mes nuages

Lisboa antiga (33)

por Pedro Correia, em 15.10.11

 

S. VICENTE DE FORA

«No escuro bairro de S. Vicente e da Sé, os palacetes decrépitos, com vistas saudosas para a barra, enormes brasões nas paredes rachadas, onde, entre a maledicência, a devoção e a bisca, arrasta os seus derradeiros dias, caquéctica e caturra, a velha Lisboa fidalga!»

Eça de Queiroz, Os Maias

Imagem: blogue Alvor-Silves

Lisboa antiga (32)

por Pedro Correia, em 14.10.11

 

ESTRADA DE BENFICA

«O break rodava na Estrada de Benfica: iam passando muros enramados de quintas, casarões tristonhos de vidraças quebradas, vendas com o seu maço de cigarros à porta dependurado de uma guita: e a menor árvore, qualquer bocado de relva com papoulas, um fugitivo longe de colina verde, encantavam Cruges. Há que tempos ele não via o campo!»

Eça de Queiroz, Os Maias

Foto: blogue Bic Laranja


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