Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



É preciso ter calma

por Pedro Correia, em 01.09.10

Parece que andam aí umas almas muito alvoroçadas por haver quem registe presenças e ausências numa manifestação. Gostaria de tranquilizá-las: isso é comum fazer-se em qualquer manifestação - e acreditem que percebo alguma coisa desta matéria. Recordo-me, por exemplo, de o DN ter publicado na capa a fotografia da mulher de um destacado dirigente socialista numa manifestação de professores contra o Governo. É um facto tão relevante como a ausência, numa manifestação pelos direitos humanos, de pessoas conotadas com partidos que fazem profissão de fé "humanista".

Espero sinceramente que este meu testemunho sirva para que tais almas não se inquietem com tão pouco e possam enfim preocupar-se com coisas realmente importantes. O desprezo pelo direito à vida na República Islâmica do Irão, por exemplo. Ainda não lhes ouvi uma palavrinha sobre o assunto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Saber dizer "não" em vez de um vulgar "talvez"

por Pedro Correia, em 29.08.10

 

Num mundo dominado por incertezas, onde tantas vezes escutamos a palavra "talvez", há que saber também dizer não. Com toda a clareza. Há quem se preocupe em cultivar adversativas à la carte, acrescentando um “mas” justificativo das mais brutais agressões dos direitos humanos. Em nome do respeito pelas diferenças culturais, relativizam-se atropelos de toda a espécie. Em nome de afinidades políticas ou cartilhas ideológicas, absolve-se num quadrante o crime que se denuncia noutro.
As indignações selectivas retiram autoridade moral a quem se dedica a esta prática nada recomendável. Como criticar retrospectivamente a ditadura salazarista, que organizava eleições fraudulentas e perseguia opositores políticos, enquanto se aplaudem práticas do mesmo género no mundo contemporâneo em países como o Irão, onde as presidenciais de 2009 decorreram num inaceitável contexto de coacção, violência e medo? De que vale enaltecer uma figura como a do general Humberto Delgado, com a sua impetuosidade heróica, enquanto se reservam palavras de compreensão ou mesmo de elogio aos salazares de barba e turbante que transformaram o Irão num cenário de pesadelo? De que serve hoje denunciar os desmandos da ditadura do xá derrubado em 1979 enquanto se evita qualquer crítica ao actual regime teocrático de Teerão que destina a tantos dos seus cidadãos, como opções exclusivas, o exílio ou a "justiça islâmica", com o seu brutal cortejo de condenações à morte?
Há realidades inaceitáveis, que não podem ser justificadas por quadrantes geográficos, crenças religiosas ou matizes culturais. A prática da escravatura é inaceitável. A mutilação genital feminina é inaceitável. As lapidações são inaceitáveis. E os regimes que praticam ou toleram atrocidades deste tipo são igualmente condenáveis. Sem ambiguidades, sem adversativas. Sem a palavra "talvez".

 

Publicado hoje no DN

Autoria e outros dados (tags, etc)

Almas gémeas

por Pedro Correia, em 28.08.10

De súbito, à esquerda e à direita, certos artilheiros nada melhor têm a dizer do que procurar ridicularizar uma manifestação hoje realizada em Lisboa (e em mais outras cem cidades do mundo) a favor da iraniana Sakineh Ashtiani, condenada por suposto "adultério" a ser apedrejada até à morte - a forma mais bárbara de execução. É bem verdade que os extremos se tocam. Insuspeitáveis almas gémeas aliviam-se em sintonia nestas ocasiões, não para intervir a favor das vítimas mas em generosa condescendência com os carrascos.

Lembremo-nos disto da próxima vez que alguma destas luminárias decidir impingir-nos virtuosas pregações. Em nome dos bons costumes, do "liberalismo", do "socialismo", da revolução permanente, sei lá que mais. Ou até em nome dos direitos humanos, que por vezes costumam dar jeito para alinhavar uma crónica quando falta inspiração para outro assunto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Contra a barbárie

por Pedro Correia, em 27.08.10

 

Amanhã, em mais de cem cidades do mundo, haverá protestos contra a barbárie anunciada no Irão, onde nos últimos 31 anos pelo menos 150 pessoas foram apedrejadas até à morte. Em Lisboa protesta-se também. No Largo de Camões, às 18 horas.

É um protesto igualmente contra o relativismo cultural, que nos impele a "respeitar todas as culturas", mesmo aquelas que toleram, incentivam e propagam a barbárie. Estas culturas não merecem qualquer respeito. Mais: merecem que nos pronunciemos activamente e deliberadamente contra elas. Mais ainda: não merecem sequer ser associadas ao nobre substantivo "cultura", tantas vezes abastardado. Porque barbárie e cultura são realidades incompatíveis. Digam o que disserem os relativistas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Contra a barbárie no Irão

por Pedro Correia, em 19.08.10

 

Protesto público em Lisboa: 28 de Agosto, 18 horas, Largo de Camões.

 

(via Entre as Brumas da Memória)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Maus cheiros de Bissau?

por João Carvalho, em 09.08.10

Não me cheira bem a visita do presidente da Guiné-Bissau ao Irão. Nem me cheira bem que a CPLP se arrisque a cair no descrédito internacional quando for tarde para ver uma estação de balística de longo alcance iraniana nos Bijagós para actuar no Atlântico, ou algo do género.

Devo ser eu a sonhar, claro, e espero estar enganado. Mas lá que não gosto do cheiro, não gosto. Nem sequer gosto da possibilidade de o Irão ajudar "desinteressadamente" a Guiné-Bissau. Não fica tudo muito malcheiroso?

Autoria e outros dados (tags, etc)

O silêncio perante a barbárie

por Pedro Correia, em 11.07.10

 

É nestas alturas que certos profissionais da indignação se tornam mais eloquentes. Pelo silêncio. Ao assobiarem para o ar e fingirem que não reparam na barbárie instalada pela “revolução islâmica” de Teerão, três décadas após Khomeini ter ali tomado o poder com o aplauso de muitos bem-pensantes da Europa. O filósofo Michel Foucault, num arrebatamento beato, chegou a chamar-lhe “santo”. O Partido Socialista Francês, em 1979, declarou tratar-se de “um movimento popular de excepcional dimensão na história contemporânea”. O regime teocrático iraniano afinal fez mergulhar o país nas trevas pré-medievais, legalizando práticas aberrantes como a lapidação. Foucault e outros, por ignorância ou estupidez, estavam enganados. Mas os piores são os outros. Os que sabem e calam.

 

Publicado hoje no DN

Autoria e outros dados (tags, etc)

Brasil: Um player à procura do seu lugar

por Paulo Gorjão, em 21.05.10

O acordo alcançado pelo Brasil e pela Turquia – players que não jogam no tabuleiro principal da política internacional – com o Irão tem efeitos práticos que não são ainda totalmente claros. O entendimento beneficia os três países envolvidos: o Irão ganha tempo e abre uma frente diplomática que condiciona a margem de manobra dos EUA; o Brasil e a Turquia assumem um papel diplomático que por regra lhes está vedado.

Ao longo dos últimos meses, os EUA seguiram com ambiguidade esta iniciativa diplomática. Se, por um lado, é possível que em teoria a intromissão do Brasil e da Turquia possa ajudar a resolver o puzzle iraniano, por outro, no curto-prazo, é inevitável que a mesma introduza efeitos desestabilizadores e com isso crie atrito adicional.

A iniciativa do Brasil e da Turquia é um desafio ocasional à hegemonia dos membros permanentes no Conselho de Segurança da ONU? Estamos a assistir ao inevitável ajustamento dos equilíbrios de poder no sistema internacional, com a ascensão de novas potências?

De momento é seguro afirmar que esta iniciativa constitui mais uma etapa no processo de afirmação internacional do Brasil. Isto dito, é pouco provável que estejamos a assistir à colocação da primeira pedra de uma nova ordem internacional.

 

(Artigo publicado hoje no Diário Económico.)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Cherchez la femme

por Pedro Correia, em 26.04.10

Percebe-se agora melhor por que motivo tem havido sismos cada vez mais violentos. Nada como a sabedoria iraniana para nos iluminar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Silêncio, mata-se

por Pedro Correia, em 29.12.09

 

O título, infelizmente, não podia ter sido mais bem escolhido. Silêncio, mata-se. Foi desta maneira que a mais prestigiada organização internacional de jornalistas, Repórteres sem Fronteiras, salientou a dramática situação que se vive no Irão, onde nos últimos dois dias foram mortas pelo menos oito pessoas e 300 acabaram encarceradas - incluindo destacados membros da oposição, jornalistas e activistas de direitos humanos. Prisão e censura são dois termos de grande actualidade em Teerão nos dias que correm: "A violência das forças da ordem tem vindo a ser acompanhada de uma nova vaga de ciberataques" que tolhe a actividade dos correspondentes estrangeiros e a própria comunicação dos iranianos através da Internet. Na sua página na Rede, os RSF mencionam casos concretos. Emadoldin Baghi, jornalista e figura emblemática da defesa dos direitos do homem no Irão e fervoroso militante contra a pena de morte, "detido no seu domicílio em Teerão, a 28 de Dezembro, por indivíduos trajando à civil e levado para local desconhecido". Alireza Behshtipour Shirazi, director do sítio oficial do principal candidato da oposição nas presidenciais de 12 de Junho, Mir Hussein Moussavi, "detido no seu domicílio em Teerão e levado para local desconhecido". Shiva Nazar Ahari, conhecida bloguista e activista dos direitos humanos, "encarcerada desde 20 de Dezembro na secção 209 da prisão de Evin".

Este é o Irão de Ahmadinejad, recentemente recebido no Palácio de Miraflores, em Caracas, por um Hugo Chávez em êxtase. "Exemplo de firmeza e constância pela liberdade de seu povo, pela grandeza da pátria persa, a pátria iraniana", chamou-lhe o Presidente venezuelano, um dos raros dirigentes internacionais capazes de dizer frases destas sem corar de vergonha. Este é um regime que chama aos membros da oposição "agitadores ao serviço de potências estrangeiras", com eco imediato no deslumbrado Avante!, porventura vislumbrando algum resquício de comunismo na ditadura xiita de Teerão. Salazar dizia o mesmo dos opositores - alguns dos quais comunistas. Mas nem isso confere hoje algum decoro ao jornal dos mais ortodoxos membros do PCP, cego e surdo à repressão quando se pratica nos países 'amigos' - por acaso alguns dos menos recomendáveis do planeta.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Bem feito!

por Teresa Ribeiro, em 20.12.09

Eu sei que sobretudo no Natal é politicamente incorrecto defender o sistema de olho por olho dente por dente, mas confesso-vos que muitas vezes é mesmo essa a opção que mais satisfaz o meu sentido de justiça. Neste caso fez-me exultar de prazer.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Sinais do Irão

por Teresa Ribeiro, em 10.10.09

 

Ao anunciar estas condenações, desencorajam os opositores do regime e revelam desprezo pela comunidade internacional. Têm uma fábrica de enriquecimento de urânio, know-how para produzir uma bomba nuclear e muito ódio por Israel e pelo ocidente. Alô, Obama. Estás aí? 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Contra o direito à indiferença

por Pedro Correia, em 18.09.09

 

O Presidente do Irão voltou a negar, de forma totalmente irresponsável, a existência do Holocausto. Falando perante milhares de apoiantes em Teerão, Ahmadinejad desceu hoje ao nível de qualquer cabeça rapada neonazi proclamando que o extermínio de judeus pelo regime hitleriano “é uma mentira baseada numa história mítica e impossível de provar”.

Na próxima semana, este indivíduo irá discursar num dos palcos mais respeitáveis do planeta - a Assembleia Geral das Nações Unidas. É intolerável que alguém que acaba de insultar a memória de seis milhões de mortos nas câmaras de gás do nazismo possa falar ali, como se fosse um estadista, sem um protesto categórico da comunidade internacional. Nesta matéria, não existe qualquer direito à indiferença.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Como se as balas tivessem ideologia

por Pedro Correia, em 28.07.09

 

A CGTP convocou para o fim da tarde de hoje, em Lisboa, uma manifestação "solidária com os trabalhadores, sindicatos e povo hondurenhos". Por considerar que "os trabalhadores e o povo português não podem ficar indiferentes face às inaceitáveis violações dos direitos humanos e da soberania do povo das Honduras".

Certíssimo. Fico agora à espera de que a CGTP convoque uma manifestação "solidária com os trabalhadores, sindicatos e povo iranianos" e uma manifestação "solidária com os trabalhadores, sindicatos e povo chineses". Por considerar que "os trabalhadores e o povo português não podem ficar indiferentes face às inaceitáveis violações dos direitos humanos" dos povos do Irão e da China.

E fico à espera disso por considerar que a indignação selectiva, pelas Honduras, de nada vale se ao mesmo tempo se estender um véu cúmplice de silêncio sobre as atrocidades que têm vindo a ser cometidas no Xinjiang e no Irão. Pior: ficaria mesmo a suspeita, mais que legítima, de que a CGTP não está afinal preocupada com a violação dos direitos humanos, mas a servir, uma vez mais, de dócil instrumento da visão estratégica e dos interesses eleitorais do Partido Comunista, incapaz de chamar bala assassina a uma bala assassina desde que seja disparada pela polícia e pela tropa de um 'país irmão' ou em guerra ideológica com os Estados Unidos. Como se as balas também tivessem ideologia.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O Governo iraniano diz...

por Pedro Correia, em 12.07.09

 

"O Governo iraniano diz ter provas de iniciativas destabilizadoras desenvolvidas por organizações estrangeiras – nomeadamente a CIA – envolvidas em acções terroristas nas fronteiras e na capital. Jornais web estadunidenses têm a mesma opinião.

O Ayatollah Khamenei nas suas criticas à ingerência estrangeira, afirmou que a esperança dos EUA de promover no Irão uma «revolução de veludo», ou «laranja», etc., como as que tiveram êxito na ex-Checoslováquia, na Ucrânia e na Geórgia, é reveladora de um profundo desconhecimento da história milenar do Irão. As circunstâncias e a realidade social são outras."

Blogue comunista O Diário.info, assumindo-se como caixa de ressonância do Governo iraniano e da elite religiosa que o domina

Autoria e outros dados (tags, etc)

Os órfãos de Brejnev e os aiatolás

por Pedro Correia, em 01.07.09

 

Teerão é hoje, como nunca, uma cidade amordaçada, à mercê das tenebrosas milícias bassidji do tirânico regime islâmico cada vez mais divorciado da realidade, cada vez mais repressor. Desde a fraudulenta eleição de 12 de Junho, contestada até por sectores da nomenclatura clerical, a ditadura teocrática mandou prender centenas de opositores - políticos, jornalistas, estudantes - e proíbe agora todas as manifestações de protesto. Com a complacência (e até o aplauso) de uma direita europeia que aprecia regimes 'fortes' (e anti-Israel) e uma esquerda que apoia as mais desprezíveis tiranias desde que tragam o selo anti-EUA.

"Prometeram-nos a liberdade, mas quem disser uma palavra vai parar à prisão. Quanto à república islâmica, a palavra república compreende as noções de democracia e de liberdade. Onde estão elas?" Este sombrio diagnóstico não foi feito por um falcão de Washington, mas pelo aiatolá Hossein Ali Montazeri, uma das figuras mais prestigiadas da elite religiosa do Irão, em declarações hoje transcritas pelo Le Monde.

Outros dirigentes religiosos, citados pelo mesmo jornal, não escondem críticas ao regime ilegítimo de Teerão, tornado ainda mais ilegítimo pela fraude eleitoral nas presidenciais. Como o aiatolá Golpayegani, que se insurge contra a "grande mentira [actual] que atenta contra os próprios fundamentos do islão".

Le Monde chega mesmo a titular em manchete: "Os aiatolás contra Ahmadinejad". Isto enquanto alguns, por cá, continuam a defender e justificar a corrupção política vigente na chamada 'República Islâmica' do Irão, que perverte em simultâneo os ideais islâmicos e o próprio conceito de república. Com a mesma lógica que usaram para aplaudir cegamente as ditaduras comunistas da Europa de Leste no tempo da Guerra Fria: tudo quanto merecia reprovação dos Estados Unidos justificava o aplauso pró-soviético. Estes órfãos de Brejnev ainda não perceberam que esse mundo acabou há exactamente 20 anos e nunca mais regressará.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Irão, não estou bem a par!

por Pedro Correia, em 30.06.09

 

Queixa-se Vítor Dias dos "silêncios, distracções e atrasos" da blogosfera portuguesa sobre o "intolerável golpe de Estado nas Honduras". Uma crítica certeira, vinda de quem se assume como excepção à regra: O Tempo das Cerejas já aludiu aqui e aqui ao que se passa nas Honduras. Por mim, só gostaria que Vítor Dias levasse a sua coerência um pouco mais longe, pronunciando-se sobre a intolerável fraude eleitoral no Irão, a intolerável repressão dos oposicionistas no Irão, o intolerável esmagamento dos direitos mais elementares no Irão, o intolerável recorde mundial de jornalistas presos no Irão e a intolerável matança de pessoas que foram assassinadas no Irão só porque exigiam liberdade. Gostava, mas até agora não consegui satisfazer este desejo: no seu blogue, Vítor Dias ainda não se pronunciou sobre tão irrelevante questão. Talvez porque a fraudulenta 'eleição' presidencial iraniana só ocorreu a 12 de Junho e ainda não haja suficiente matéria de análise. Talvez porque o Avante! já escreveu tudo quanto havia a escrever sobre este assunto. Talvez porque Tegucigalpa fique mais perto de Lisboa do que Teerão. Talvez até porque já não seja tempo de cerejas, sei lá. Mas vou continuando à espera. Sentado.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O PCP e o Irão

por Pedro Correia, em 29.06.09

"Na próxima festa do Avante os comunistas portugueses ainda se arriscam a ajoelhar no pavilhão da República Islâmica, a chamar camaradas aos polícias e às milícias do Corpo de Guarda da Revolução e a ouvir a saudação do Guia Supremo. Até lá, jovens pais, levai até junto deles as criancinhas."

Luís Januário, A Natureza do Mal

 

ADENDA

Ler também:

A volta ao mundo nas páginas do Avante! Do José Simões, no Der Terrorist

Avante camarada, avante. Do Tomás Vasques, no Hoje Há Conquilhas

Marx morreu! Viva Pavlov! Do Daniel Oliveira, no Arrastão

Autoria e outros dados (tags, etc)

Teerão e Atenas, tanto faz

por Pedro Correia, em 22.06.09

Aqui confunde-se combate a um sistema democrático com o combate a uma ditadura. Não é novidade.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ahmadinejad e o amigo de Caracas

por Pedro Correia, em 18.06.09

 

 A gigantesca fraude eleitoral no Irão, seguida da brutal repressão contra os opositores do regime que já provocou oito mortos, estão a chocar o mundo. Todos deploram a prepotência da ditadura teocrática que tem vindo a expulsar os repórteres estrangeiros e proibiu até a captação de imagens na rua por telemóveis. Todos? Todos não. De Caracas chegou entretanto um comunicado de felicitações de Hugo Chávez, que se afirma feliz pela "grande vitória" do presidente fantoche Ahmadinejad enquanto dispara as habituais críticas contra os "porta-vozes do imperalismo".

Há certas atitudes que dispensam qualificativos: são suficientemente expressivas para falar por si. É o caso desta mensagem de solidaridariedade manifestada por Chávez aos déspotas de Teerão, que se arrisca a ter o efeito contrário do pretendido. Vinda de quem vem, constitui afinal um incentivo suplementar à mobilização cívica de largos milhares de iranianos que arriscam a própria vida na rua em defesa da liberdade.

Autoria e outros dados (tags, etc)


O nosso livro






Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2010
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2009
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D