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No fundo é isto.

por Luís M. Jorge, em 27.04.12
O endividamento das famílias, das empresas e dos Estados tem servido para discursos simplistas (...). Hoje, toda a economia e toda a sociedade vive para financiar a banca e os mercados financeiros em vez de acontecer o oposto. O que tem de acontecer para voltar a pôr as instituições financeiras no lugar que lhes tem de caber é global e exige uma extraordinária coragem política - aquela que nem aos islandeses está a chegar. A dividocracia (...) é, depois das ideologias totalitárias dos anos 30, o mais poderoso instrumento de subjugação dos cidadãos e dos Estados a poderes não eleitos. Vencer a chantagem do poder financeiro - que alimenta a dívida e se alimenta da dívida - é, neste momento, a primeira de todas as batalhas de quem se considere democrata. É aqui que se fará a trincheira de todos os combates políticos deste início de século.

Dois comentários: 1) isto não se resolve com o mesmo vocabulário altermundialista do costume. Nunca se muda o mundo sem mudar primeiro a retórica. 2) Isto também não se faz sem valores de direita: autonomia, patriotismo, respeito pelo dinheiro.

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Alguém acredita nisto?

por Luís Menezes Leitão, em 02.03.12

 

No mesmo dia em que os diversos países da União Europeia assinam à força o Diktat germânico que dá pelo nome de Tratado Orçamental, a Espanha acaba de revelar a sua "decisão soberana" de colocar uma nova meta do défice menos rigorosa. Está-se mesmo a ver a quantidade de "decisões soberanas" semelhantes que vão surgir durante a vigência deste tratado. E tudo isto evidentemente para nada. Só cá dentro é que se acha que Portugal é diferente da Grécia, pois qualquer analista prevê que nenhuma das dívidas vai ser paga. Neste enquadramento, tenho a sensação que estes programas de "ajuda" só servem para adiar o inevitável. E não é em benefício dos países "ajudados". Porque as ajudas não duram para sempre e o regresso aos mercados é um sonho delirante para estes países. Há muito que nos mercados se diz em relação à dívida grega e portuguesa: "Take the money and run". Basta olhar para a escalada permanente dos juros. E aí põe-se a pergunta inevitável a que ninguém responde: Estamos a fazer todos estes sacrifícios para quê?

Que eu...

por João Carvalho, em 15.12.11

 

... não pago!

A economia de Sócrates

por João Carvalho, em 07.12.11

A chusma de disparates sobre gestão governamental disparada por José Sócrates em terras de França e muito bem registada mais abaixo pelo nosso Luís Menezes Leitão ("A filosofia de Sócrates") é inacreditável. Tanto mais se tivermos em conta que o chorrilho aconteceu numa conferência com universitários da Sciences Po, a escola onde ele diz que estuda Ciência Política, perante alunos da secção latino-americana.

Se o latino-americano técnico de Sócrates tiver sido bem traduzido, reparem só nesta saída extraordinária: "Para um país como Portugal é absolutamente essencial, para a sua modernização e para o seu desenvolvimento, ter financiamento, quer para a modernização das suas infraestruturas, quer para a modernização das suas políticas, quer para o crescimento da sua economia."

Uma verdadeira pérola desse guru em economia que chefiou dois governos durante sete anos. Representa na perfeição e de modo explícito a incapacidade do primeiro-ministro afastado nas eleições antecipadas deste ano.

Sócrates pode falar muito da modernização de infraestruturas, com as autoestradas sem carros, com os aeroportos sem aviões, com as energias alternativas pagas por quem nem lhes sente o cheiro, com as linhas férreas e os aeroportos desenhados vezes sem fim sem nunca saírem das toneladas de papel dos projectistas e por aí fora.

Ele pode também falar da modernização de políticas erráticas que nunca soube corrigir. Até pode ainda falar do crescimento económico que só conseguiu fazer regredir ano após ano.

Sem modernização e sem desenvolvimento, claro que Sócrates afundou Portugal em dívidas que nunca pararam de crescer até correr com as fontes de financiamento. Fica-lhe bem perorar assim, à laia de lamento, depois de se ver apeado por deixar o País na maior penúria. O que lhe fica mal é fazê-lo em público a académicos.

"Foi o que eu estudei em Economia." Sim? Com algum exame enviado para casa e entregue em mão? Também me parece.

A filosofia de Sócrates.

por Luís Menezes Leitão, em 07.12.11

 

Parece que Sócrates afirmou que "pagar a dívida é uma ideia de criança". Ou seja, os adultos devem aprender a ser caloteiros. O problema é que depois só os ingénuos lhes dão crédito. Com um Primeiro-Ministro com estas ideias, não admira que Portugal tenha caído a pique nas agências de rating e os juros tenham disparado, fazendo-nos passar pela situação actual. Confesso que não consigo entender tamanho desprezo pelos contribuintes e falta de contrição pelo estado em que deixou o país. Alguém que lhe explique que a dívida de hoje são os impostos de amanhã. E que os credores deixam de emprestar aos países que tiveram governantes que fazem declarações destas.

 

Adenda: Esta justificação a posteriori perante o escândalo das suas declarações é que parece mesmo uma ideia de criança.

Anatomia europeia ou a síndrome vertiginosa

por Laura Ramos, em 20.11.11


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