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Coerência exemplar

por Pedro Correia, em 05.08.09

 

Em 1939, aplaudiram o pacto germano-soviético e a partilha da Polónia entre Hitler e Estaline.

Em 1956, festejaram a aniquilação do levantamento nacional em Budapeste, afogado num banho de sangue.

Em 1961, deram vivas à construção do Muro de Berlim.

Em 1968, vitoriaram o brutal esmagamento da Primavera de Praga pelos blindados de Moscovo. 

Em 1989, celebraram o massacre de Tiananmen.

Vestiram luto pela queda do império soviético.

Em 2009, defendem a mais repugnante ditadura que subsiste no planeta. Nestes termos exactos: "Hoje como há 60 anos, o povo coreano está na primeira linha dos alvos do imperialismo norte-americano, o maior inimigo dos povos e da paz mundial. O povo coreano tem o direito soberano de decidir o seu futuro, sem ingerências externas, nem agressões imperialistas. Tem o direito soberano de alcançar a reunificação pacífica da sua pátria, libertando-a da ocupação pelo imperialismo norte-americano."

Se há coisa que eu admiro nos comunistas é isto: a sua coerência exemplar.

O Governo iraniano diz...

por Pedro Correia, em 12.07.09

 

"O Governo iraniano diz ter provas de iniciativas destabilizadoras desenvolvidas por organizações estrangeiras – nomeadamente a CIA – envolvidas em acções terroristas nas fronteiras e na capital. Jornais web estadunidenses têm a mesma opinião.

O Ayatollah Khamenei nas suas criticas à ingerência estrangeira, afirmou que a esperança dos EUA de promover no Irão uma «revolução de veludo», ou «laranja», etc., como as que tiveram êxito na ex-Checoslováquia, na Ucrânia e na Geórgia, é reveladora de um profundo desconhecimento da história milenar do Irão. As circunstâncias e a realidade social são outras."

Blogue comunista O Diário.info, assumindo-se como caixa de ressonância do Governo iraniano e da elite religiosa que o domina

Os órfãos de Brejnev e os aiatolás

por Pedro Correia, em 01.07.09

 

Teerão é hoje, como nunca, uma cidade amordaçada, à mercê das tenebrosas milícias bassidji do tirânico regime islâmico cada vez mais divorciado da realidade, cada vez mais repressor. Desde a fraudulenta eleição de 12 de Junho, contestada até por sectores da nomenclatura clerical, a ditadura teocrática mandou prender centenas de opositores - políticos, jornalistas, estudantes - e proíbe agora todas as manifestações de protesto. Com a complacência (e até o aplauso) de uma direita europeia que aprecia regimes 'fortes' (e anti-Israel) e uma esquerda que apoia as mais desprezíveis tiranias desde que tragam o selo anti-EUA.

"Prometeram-nos a liberdade, mas quem disser uma palavra vai parar à prisão. Quanto à república islâmica, a palavra república compreende as noções de democracia e de liberdade. Onde estão elas?" Este sombrio diagnóstico não foi feito por um falcão de Washington, mas pelo aiatolá Hossein Ali Montazeri, uma das figuras mais prestigiadas da elite religiosa do Irão, em declarações hoje transcritas pelo Le Monde.

Outros dirigentes religiosos, citados pelo mesmo jornal, não escondem críticas ao regime ilegítimo de Teerão, tornado ainda mais ilegítimo pela fraude eleitoral nas presidenciais. Como o aiatolá Golpayegani, que se insurge contra a "grande mentira [actual] que atenta contra os próprios fundamentos do islão".

Le Monde chega mesmo a titular em manchete: "Os aiatolás contra Ahmadinejad". Isto enquanto alguns, por cá, continuam a defender e justificar a corrupção política vigente na chamada 'República Islâmica' do Irão, que perverte em simultâneo os ideais islâmicos e o próprio conceito de república. Com a mesma lógica que usaram para aplaudir cegamente as ditaduras comunistas da Europa de Leste no tempo da Guerra Fria: tudo quanto merecia reprovação dos Estados Unidos justificava o aplauso pró-soviético. Estes órfãos de Brejnev ainda não perceberam que esse mundo acabou há exactamente 20 anos e nunca mais regressará.

Na China comunista (2)

por Jorge Assunção, em 15.03.09

Foi dada "liberdade" e "paz" ao povo tibetano, isto segundo a marioneta que o regime colocou como líder espiritual da zona.

Na China comunista

por Jorge Assunção, em 14.03.09

Na China, a concentração do poder no povo em poucos, permite que as marcas populares de luxo Louis Vuitton, Gucci, Hermès e Mont Blanc, entre outras, não tenham muitas razões de queixa neste mês de Março.

Visão de passado

por Jorge Assunção, em 25.02.09

A Megan McArdle a desmontar a possibilidade da frase que o Carlos Barbosa de Oliveira cita mais abaixo ser de Karl Marx, interroga-se sobre quem inventa estas coisas e porquê. Eu coloco as mesmas questões, algum dos leitores quer tentar responder?

Afinal há paraíso: fica na China

por Pedro Correia, em 15.02.09

 

Países escandinavos? Esqueçam. Estado social europeu? Nem pensar. São modelos ultrapassados. Devemos todos aprender com as maravilhas da legislação laboral da China. Um país onde não existe mão-de-obra escrava, onde a exploração do trabalho infantil é inexistente, onde os horários de trabalho são cumpridos, onde o direito à greve é uma realidade pujante, onde os sindicatos são totalmente imunes às pressões do poder político. São os camaradas d' O Diário comunista que nos apontam o dedo inspirador. "Um patrão [na China] não pode terminar o contrato de trabalho durante o período experimental, a não ser que haja motivos evidentes de prova de que o trabalhador falhou no preenchimento das condições necessárias à execução do trabalho. E o patrão terá sempre de explicar as razões ao trabalhador", escreve Alexandrino Saldanha num texto cujo título já diz tudo: A nova lei de trabalho Chinesa - Estabilidade Laboral, uma opção progressista.

Lê-se uma coisa destas e até apetece, sei lá, emigrar para a China. Mas é melhor o camarada Saldanha ir à frente. E depois esperarmos que nos escreva outro simpático artiguinho a partir de lá.

 

(via Entre as Brumas da Memória)

Espanha e Portugal

por Pedro Correia, em 07.01.09

O Partido Comunista de Espanha, que em 1996 chegou a eleger 21 deputados, com 10,54% dos votos, sob a sigla IU – Esquerda Unida – está hoje reduzido a dois parlamentares no Congresso em Madrid e fragmentado em várias tendências, cada vez mais microscópicas, cada vez mais irreconciliáveis. Nas legislativas de Março de 2008, obteve apenas 3,77% dos votos – e um dos dois deputados que elegeu nem sequer é militante comunista. O outro é o coordenador-geral cessante da IU, Gaspar Llamazares, que deixou estas funções por vontade própria, embora conserve o lugar no Parlamento. O PCE tornou-se uma força quase residual. Nada que se pareça com o partido que chegou a fazer tremer a ditadura de Franco e a ter uma considerável influência na vida intelectual e sindical de Espanha.

Lá é assim. Por que motivo será tão diferente em Portugal?


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