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De ziguezague em ziguezague

por Pedro Correia, em 14.03.09

José Lello, um modelo de coerência, critica o "comportamento ziguezagueante" de Manuel Alegre. Elegantíssima palavra para definir o percurso do histórico socialista.  Acho curioso que Lello não a tenha usado a pensar (por exemplo) no seu camarada Augusto Santos Silva, que iniciou o percurso político na extrema-esquerda, como militante de uma tal União Operária Revolucionária e depois se "aproximou" do Movimento de Esquerda Socialista. Convém recordar que, nas eleições presidenciais, Santos Silva votou sucessivamente Otelo, Eanes, Pintasilgo e Soares. Convém recordar ainda que apoiou Alegre contra Sócrates em 2004, nas primárias para a eleição do líder socialista, alegando que, dos três candidatos de então, o poeta era o que melhor garantia o debate de ideias.

Ziguezagueante até mais não. Só Lello não vê.

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O ministro e o seu homónimo

por Pedro Correia, em 22.02.09

 

O ministro Augusto Santos Silva malhou na RTP por ter utilizado as palavras do dirigente socialista Augusto Santos Silva na promoção de uma entrevista ao ministro Augusto Santos Silva, que "tem a tutela da Comunicação Social", como se lê no bem informado sítio da RTP, e detesta ser confundido com o dirigente socialista Augusto Santos Silva. Nada a ver uma coisa com outra, até porque aquilo que diz o dirigente socialista Augusto Santos Silva e outros assuntos relacionados com a vida interna do PS são "minudências", de acordo com o ministro Augusto Santos Silva.

A RTP, reverente e obrigada, pediu desculpa a ambos. O ministro Augusto Santos Silva ficou satisfeito. Consta que o dirigente socialista Augusto Santos Silva também.

 

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A explicação

por João Carvalho, em 19.02.09

Augusto Santos Silva, entrevistado pela Judite de Sousa, explicou por que razão o PS chumbou no Parlamento propostas alheias sobre os casamentos entre pessoas do mesmo sexo e agora o próprio PS promete levar em frente igual proposta na próxima legislatura. Explicou e bem: o PS não tinha anunciado essa iniciativa em 2005.

É verdade, não tinha mesmo. Em 2005, o que tinha era anunciado que não subiria os impostos, que iria criar 150 mil empregos, que aproximaria Portugal dos níveis de crescimento da Europa, etc., etc., etc., como se sabe. Gostei imenso de ouvir a explicação de Santos Silva. A gente gosta é de tudo assim muito bem explicadinho, não é?

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A ponta do icebergue

por Paulo Gorjão, em 07.02.09

"[Augusto Santos Silva] encarna e simboliza um método e um regime que não se limitam a sufocar o PS, sufocam Portugal. O medo e o desinteresse, infelizmente, alastraram."

Subscrevo estas palavras de Vasco Pulido Valente (Público, 7.2.2009: 40), como já se percebeu.

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Dignidade precisa-se

por José Gomes André, em 06.02.09

O António e o Pedro já denunciaram as declarações ridículas de Augusto Santos Silva em textos anteriores, mas gostava de acrescentar uma ideia. O que realmente me incomoda neste e noutros comportamentos semelhantes é a total falta de sentido de Estado da maioria dos nossos políticos. Tanto me dá que o caso concreto remeta para uma reunião partidária ou para uma festa de angariação de fundos. Tratava-se de um evento público e Santos Silva, mais do que um membro do Partido Socialista, é neste momento um ministro do Governo, ocupando um cargo relevante no Estado.

Para que Portugal não se transforme numa república das bananas, é necessário que aqueles que o representam ao mais alto nível tenham respeito pelo povo, pelas instituições políticas e pelos cargos que desempenham. Os nossos políticos – e os nossos ministros – têm de se convencer, de uma vez por todas, que não são líderes de uma claque de futebol nem presidem a associações de estudantes do liceu.

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O caceteiro que "gosta de malhar"

por Pedro Correia, em 05.02.09

O ministro que em 2007 mostrou sentir imenso nojo pelo jornalismo de sarjeta revelou o nível da sua argumentação política numa reunião com camaradas do partido, ontem à noite, no Rato. "Eu cá gosto é de malhar na direita e gosto de malhar com especial prazer nesses sujeitos e sujeitas que se situam de facto à direita do PS e são das forças mais conservadoras e reaccionárias que eu conheço e que gostam de se dizer de esquerda plebeia ou chique", afirmou Augusto Santos Silva, o grande ideólogo do Governo socialista.

Apetecia-me adjectivar esta confrangedora pobreza dialéctica do ministro com o mesmo qualificativo que ele dedicou ao tal jornalismo. Há certos discursos que só têm o condão de afastar ainda mais as pessoas da política. É uma questão de higiene mental: não há nada a debater com quem argumenta assim.

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