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Em resumo

por Sérgio de Almeida Correia, em 03.08.14

Um tipo lê as coisas que o Tozé agora deu em dizer e no fim só pode tirar uma conclusão. Quando o rapaz estava a dissertar sobre a promiscuidade entre os negócios e a política, quando se referia à linha de fractura entre a nova e a velha política, ao clima de podridão e às meias-tintas, à mistura entre negócios, política e vida pública, afinal não estava a referir-se ao Costa, nem aos gajos da capital que olham com desdém para os que vêm da província. Mas a mandar um recado aos seus apoiantes. Com muito afecto, é claro. Apesar da senhora presidente da Comissão Parlamentar de Saúde não ver nisso qualquer incompatibilidade. Incompatibilidade, para falar verdade, também não vejo. E penso que estas coisas devem ser assumidas sem meias-tintas, de preferência usando a mesma conta bancária para se receber o salário e os bónus que aquela malta (estou a conter-me) foi distribuindo generosamente à gente simpática, educada, disponível e compreensiva do centrão. Vejo é semelhanças. Muitas. Entre o que ele e Passos Coelho dizem e fazem. Como já via com um outro figurão ou com Cavaco Silva. Sempre com o ar mais sério e generoso do mundo. É a política com "p" pequenino. Com "p" de "portugal". De "ps", de "política". E também de muitas outras palavras começadas com "p", sobejamente conhecidas do Tozé, que me abstenho de enumerar para não estragar o domingo a quem tem a bondade de me ler.

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Bonifrate

por Sérgio de Almeida Correia, em 26.07.14

"Quero fazer aqui este pacto de confiança, a de que todos juntos, cada um com a sua responsabilidade, de mobilizar o maior número de portugueses para se inscreverem nas primárias e de dizerem de uma vez por todas que quem governa Portugal somos todos e não uma corte de iluminados em Lisboa, que decide e impõe a seu belo prazer aquilo que deve ser feito em Portugal"

 

Com o passar das semanas, vendo a terra fugir-lhe debaixo dos pés, mas também a sensatez, a temperança e a dignidade, já nem vê para onde dispara e acaba por acertar nele próprio. Agora que resolveu assumir o papel de Luís Filipe Menezes, de Alberto João ou de Mendes Bota do PS, é altura de também lhe perguntar por onde tem andado, há quantos anos vive em Lisboa e com quem costuma conviver quando está na capital. Será que só se dá com "expatriados"? E, já agora, que fez pela regionalização desde que está à frente do PS? Pelo Algarve, por exemplo.

No país do faz-de-conta é fácil perceber por que dava jeito a tantos que ele continuasse a fazer de conta que liderava. Como fez questão de prolongar a sangria até ao Outono ainda vamos ter mais dois meses para o ouvir subir a parada. De uma coisa já estou certo: daqui para a frente a cotação do dislate vai ser sempre a subir.

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Profetas da nossa terra (42)

por Pedro Correia, em 27.06.14

«Até ao final do ano o PS vai apresentar uma proposta de alteração da lei eleitoral para a Assembleia da República [para reduzir o número de deputados].»

António José Seguro, 2 de Outubro de 2012

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António Costa e os media.

por Luís Menezes Leitão, em 25.06.14

 

Ontem escrevi aqui que politicamente o avanço de António Costa era imparável e que só a blindagem dos estatutos realizada por António José Seguro o estava a conseguir travar processualmente. Uma das razões para esse avanço de Costa é a sua habitual boa imprensa e o extraordinário acesso aos media, coisa que Seguro nunca teve. Basta lembrar que, para ser entrevistado numa altura em que ganhou o congresso, Seguro teve que interromper uma entrevista de Costa, coisa que este nunca lhe perdoou e que explica bem as razões de consciência que ditaram o seu avanço nesta altura.

 

Em termos de acesso aos media, António Costa não apenas dispõe de um debate semanal na quinta-feira com dois adversários que já o reconhecem como líder natural do seu partido, como ainda ontem foi chamado pela Sic Notícias a uma entrevista à terça-feira, noticiando os media amplamente o seu percurso triunfante pelo país. Quanto a Seguro, apesar de ter apelado a debates com Costa, nenhuma televisão os organizou, nem sequer convidou Seguro para uma simples entrevista. É evidente que, nas tais absurdas "primárias" que convocou, Seguro vai ser trucidado sem ter sequer oportunidade para dizer um "ai".

 

Entretanto António Costa já começa a dizer ao que vem e é o pior que se poderia esperar. Agora veio dizer que o IMI dos lisboetas é que vai servir para pagar os prejuízos das empresas de transportes, podendo esse IMI até aumentar. Neste momento, os cidadãos já têm o IMI em valores estratosféricos, multiplicam-se as execuções fiscais, e grande parte das pessoas vai perder as suas casas por não conseguir pagar o imposto, mas isto não interessa nada. O que interessa é que a Câmara possa adquirir empresas de transportes com dívidas colossais, nem que para isso tenha que desbaratar o dinheiro dos contribuintes. Transponha-se isto para a escala nacional e ficamos a saber que um governo de António Costa pode ser ainda mais catastrófico para o país que o de Sócrates foi. Sinceramente neste momento, entre Costa e Seguro, já não sei qual dos dois é pior.

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O spray milagroso de António José Seguro

por Rui Rocha, em 15.06.14

Como é sabido, o assalto ao poder lançado por António Costa provocou grande indignação nas hostes de António José Seguro. Num primeiro momento, apanhado de surpresa, o secretário-geral do PS deu alguns sinais de desorientação. Propostas como a realização de primárias ou a solução de condução bicéfala do partido tinham propósito evidentemente dilatório. E também o objectivo de ganhar tempo. Todavia, parece ter agora chegado o momento de inverter as regras do jogo e Seguro prepara-se para retomar o controlo das operações. A este iminente volte-face não será indiferente o facto de Seguro se ter feito rodear de alguns dos mais eminentes estrategas socialistas. O Delito de Opinião sabe, por exemplo, que têm ocorrido várias reuniões secretas daquele a que no PS chamam já o trio dos 2 sábios. Que é composto por Seguro, José Junqueiro, Brilhante Dias e Álvaro Beleza. Nestas reuniões, terão sido discutidas diversas alternativas com o objectivo de afastar definitivamente António Costa da luta pelo poder. Sobre a mesa terá chegado a estar a possibilidade de usar a máquina de lavar alfaces que Junqueiro comprou no canal de tele-vendas para reciclar os opositores. Todavia, a hipótese acabou por ser afastada devido ao receio de a tatuagem com números que Isabel Moreira tem no braço esquerdo poder descorar durante a lavagem. Outra alternativa analisada terá sido a de alterar os estatutos, aprovando uma norma que fizesse depender a eleição do secretário-geral da resposta correcta à célebre pergunta do Quem Quer Ser Milionário. Fontes próximas de Seguro revelaram ao Delito de Opinião que esta solução esteve muito próxima de ser aprovada mas que, no último momento, os quatro membros do trio dos 2 sábios não conseguiram chegar a acordo sobre a resposta   certa.

                      A pergunta que permitiria escolher o secretário-geral do PS mas que não chegou a ser aprovada                       

Entretanto, estas reuniões, apesar das dificuldades e dos momentos de impasse,  não terão sido completamente infrutíferas. Terá sido o próprio António José Seguro a propor uma solução infalível para a crise interna do partido. Num momento de inspiração, alguns telodendros e dendritos do cérebro do líder socialista terão estado quase a formar uma ou mais sinapses e este terá proposto que, tal como ocorre no Mundial do Brasil, o secretário-geral passe a usar um spray que permitirá marcar um limite a partir do qual António Costa não poderá chegar-se ao poder no partido. António José Seguro faz assim jus ao elevado conceito que Álvaro Beleza tem dele. Nos momentos mais difícieis encontra sempre uma solução genial para uma situação que parecia desesperada. Na verdade, pode mesmo dizer-se que é uma espécie de Messi a quem só falta o talento. 

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Enquanto discutem se há congresso

por Sérgio de Almeida Correia, em 15.06.14

Estando feito o "mal", no sentido de que a partir do momento em que foi lançado o repto só havia dois caminhos, ou aceitá-lo e discutir as suas razões de forma rápida e o mais indolor possível, ou recusar e abrir a via da discussão prolongada em praça pública, sem que daí resultassem ganhos para quem defende os seus pontos de vista, nem para quem do lado de fora assiste, assim se transformando uma discussão necessária e que devia processar-se de forma elevada numa verdadeira bagarre, gostava de aqui recordar uma máxima desenvolvida por Harold Clarke e outros autores e a que Patrick Seyd e Paul Whiteley se referem, máxima que é aplicável a qualquer partido (pela tradução respondo eu):

"Numa época em que a velocidade da resposta política é uma constante, as notícias vinte e quatro horas por dia são um traço distintivo dos media. Além disso, o debate intrapartidário e a discussão serão muitas vezes apresentados pelos media como uma guerra interna do partido. O equilíbrio entre o debate e a divisão é difícil de conseguir, e a percepção de um partido dividido pode ser eleitoralmente perniciosa. Um partido dividido é muitas vezes visto como um partido eleitoralmente inelegível" (British Party members, An Overview, in Party Politics, 2004, vol. 10, n. 4, 363). 

Ao ler os últimos títulos dos jornais, e ao ouvir as mais recentes declarações de Seguro e Costa, lembrei-me disto.

Até podem estar os dois carregados de razões para terem elevado a voz, mas de uma coisa começo a não duvidar: os portugueses nunca compreenderão a extensão do conflito, a subida de tom e o prolongamento da sangria. Como não compreenderão um processo de primárias a trouxe-mouxe ou uma proposta de redução de deputados nesta altura em que o que está em causa é a discussão da liderança e a construção de uma alternativa de governo credível.

Quando o fim é bom, nem sempre serão todos os meios para lá chegar, mesmo quando se afirme a perenidade dos princípios e das convicções. Talvez pudessem meditar nisto antes de estraçalharem o que ainda resta de confiança e de esperança na opinião pública. Os militantes são neste momento o que menos interessa. 

 

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Seguro optou pela fuga em frente

por Rui Rocha, em 07.06.14

Costa ensaia a fuga para trás.

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Frases de 2014 (17)

por Pedro Correia, em 06.06.14

«Durante três anos anulei-me muitas vezes para garantir uma certa paz dentro do PS.»

António José Seguro

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PS: tanto barulho para quê?

por Pedro Correia, em 05.06.14

 

1. Há uma 'vaga de fundo' no PS que pretende usar António Costa para um projecto que jamais será o dele.

 

2. Alguns socialistas já cortaram com o PS tradicional, o PS histórico, o PS de centro-esquerda, o PS do memorando, do Tratado Orçamental, da responsabilidade financeira. Basta ver o registo das votações parlamentares: esses socialistas votaram ao lado do Bloco de Esquerda, no Parlamento, em diversos momentos cruciais ao longo da legislatura. Por outras palavras: um partido que vale hoje só 4,5% nas urnas, mesmo numa eleição que potencia o voto de protesto, lidera do ponto de vista estratégico esses socialistas que pretendem transformar o PS naquilo que nunca foi nem jamais será.

 

3. Mesmo assim, existe a intenção deliberada de moldar o maior partido da oposição portuguesa à semelhança de um Syriza ou um Partido de Esquerda francês ou um Die Linke alemão, aproveitando a recente deriva esquerdista de Mário Soares. Não por acaso, Soares recusou fazer campanha pelo PS nas europeias enquanto autorizava a difusão da sua imagem nos cartazes de propaganda eleitoral do Syriza. Dando assim caução intelectual aos expoentes daquela ala.

 

4. Tendo um certo revanchismo socrático como aliado e alguns órgãos de informação como marcos instrumentais nesta estratégia, de que são peças complementares o fragilizado BE, por um lado, e o novíssimo Livre, por outro, esses socialistas que aspiram à formação de uma frente de esquerda sob a palavra de ordem "não pagamos" e sonham queimar a efígie da "senhora Merkel" na praça pública só necessitam de uma figura de proa que os represente. Soares está excluído, pela sua avançada idade. José Sócrates é um has been. Francisco Assis pertence à ala oposta: alguns no PS até têm pesadelos só de imaginar que um dia o partido poderá vir a ser liderado por ele.

 

5. António José Seguro - que contou sempre com um grupo parlamentar profundamente hostil - serviu enquanto nada havia a fazer senão carregar tijolo após o partido ter ficado quase reduzido a escombros nas legislativas de 2011 e não havia novas eleições no horizonte.

 

6. O calendário político potenciou o ataque ao poder interno. E agora todas as armas valem, começando pelas tentativas de assassínio de carácter vindas de alguns aliados conjunturais de outrora: esta é uma das piores características da política e explica em grande parte a péssima reputação de que gozam os partidos junto dos portugueses.

 

7. Resta Costa. Essa ala socialista de matriz lisboeta e urbana chic, muito activa nas redes sociais, mobiliza-se agora contra Seguro na esperança de que o ainda presidente da câmara de Lisboa sirva de bandeira à mirífica "unidade de esquerda" sempre perseguida e nunca alcançada desde a Revolução dos Cravos.

 

8. Mas podem desenganar-se. Costa jamais será o Tsipras ou o Lafontaine ou o Mélenchon desta facção. E, até por experiência muito pessoal, está vacinado desde há muito contra a tentação de formar "frentes de esquerda", que se destinariam apenas a abrir um fosso talvez irreparável entre o PS e a generalidade dos portugueses.

 

9. Ser em 2014 o que Manuel Serra esteve a um passo de conseguir em 1974, satelizando o PS às forças situadas à sua esquerda? No way. Costa jamais cometerá tão clamoroso erro. Desde logo por saber que nunca conquistará o poder sem conquistar o centro.

 

10. Neste ponto, pelo menos, Seguro e Costa convergem. E, convenhamos, o essencial é isto. O resto são jogos florais de alguns incapazes de entender a política para além da lógica de trincheira, estribada em confrontos de personalidades. Como se as ideias não importassem. Mas importam. E o que intriga no confronto em curso no PS é este mesmo: palavras a mais, ideias a menos. Tanto barulho para quê?

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Ouremos!

por Rui Rocha, em 02.06.14

Que primárias não. Que primárias sim. Que fica como secretário-geral. Mas admite eleição do candidato a primeiro-ministro. Que a liderança fica bicéfala. Que afinal sai se perder as primárias. A imagem do ringue de boxe faz sentido. Mas, ao contrário do que refere Ferreira Fernandes, Seguro não está refugiado nas cordas a ganhar tempo. A táctica é outra. Com tanta contradição, Seguro parece querer andar às voltas no ringue, aos saltinhos, até António Costa ficar ourado.

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Quadratura do círculo (parte 3)

por Pedro Correia, em 01.06.14

Fico, mas não saio. Ou antes: saio, mas não fico. E vice-versa.

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Habituem-se!

por Helena Sacadura Cabral, em 01.06.14



“Habituem-se, que isto mudou”, afirmou António José Seguro, neste sábado, no intervalo para almoço da Comissão Nacional do PS a decorrer no Vimeiro. 

António Vitorino já disse no passado  o mesmo. Pelos vistos, nada mudou no PS e é preciso relembrar...


Em tempo: Atribui a frase de António Vitorino a Jorge Coelho. E o mais grave é que havia confirmado com um socialista... Está de ver que foi uma pequena vichyssoise...

Muito obrigada a todos aqueles que me corrigiram.

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Independentemente do desfecho que vier a ter, a gestão de António José Seguro da crise interna confirma a percepção generalizada de que o actual secretário-geral do PS é um líder fraco e politicamente mal preparado. As manobras dilatórias, a apresentação de propostas que há bem pouco tempo tinha recusado (primárias), a incoerência entre o pedido de eleições legislativas antecipadas e a invocação dos estatutos do PS para evitar a discussão interna da sua liderança são o exemplo de uma visão politiqueira do poder que não convence parte dos militantes socialistas e, por maioria de razão, será incapaz de mobilizar os portugueses. Apesar de tudo, seria um exagero afirmar que Seguro está agora politicamente morto. Para que isto fosse verdade, seria necessário que alguma vez Seguro tivesse estado politicamente vivo.

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Quadratura do círculo (parte 2)

por Pedro Correia, em 31.05.14

Dar aos militantes liberdade para escolher o candidato a primeiro-ministro em eleições apenas destinadas a eleger deputados.

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Pelo visto, António José Seguro propõe primárias para decidir qual o candidato do PS a funções de primeiro-ministro mas não aceita pôr em discussão o seu cargo de secretário-geral. Coloca assim todos os socialistas que se inclinavam para apoiar António Costa perante um terrível dilema: manterem-se fiéis às suas convicções e princípios, permanecendo ao lado de Costa a bem daquilo que consideram ser os mais altos interesses do país, mas arriscando-se a não serem elegíveis para tachos que dependem do favor do aparelho, ou abdicarem das suas convicções e princípios para aumentarem as possibilidades de acederem aos tachos. Seguro, que tem fama de conhecer o aparelho como ninguém, parece não ter dúvidas sobre qual o lado para que penderão os corações e a razão dos valorosos e patriotas militantes socialistas.

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Quadratura do círculo

por Pedro Correia, em 30.05.14

Eu sou contra mas voto a favor.

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Deve ter algum sentido

por Sérgio de Almeida Correia, em 30.05.14

"O secretário-geral do PS António José Seguro decidiu não estar presente no debate da moção de censura do PCP por considerar que é um "frete ao Governo" e só estará no momento da votação, confirmou o PÚBLICO junto da assessoria deste grupo parlamentar".

 

Confesso que não atinjo, mas esta deve ser a parte menos relevante. Talvez os portugueses entendam.

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Avivar as memórias

por Sérgio de Almeida Correia, em 30.05.14

"Leaders must have the vision to take their followers to a place they have never seen (in Henry Kissinger's phrase), but they must also be sure their people will follow them there - that the parade will not continue down Broadway when the leader turns onto Main Street. Party leadership is hazardous business, and mistakes can lead to electoral defeat or the choice of new leader (or both). On rare occasions, they can produce the ruination of the party" - Charles S. Mack, When Political Parties Die, Praeger, 2010

 

Qual é a dúvida?

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Pós-eleitoral (7)

por Pedro Correia, em 29.05.14

Helena Cristina Coelho, Diário Económico: «Continua a não surgir nada de muito novo neste PS: nem um plano, uma solução, um rumo, uma ideia. Até a corrida de António Costa está mais anunciada que a morte no livro de García Márquez.»

 

Luís Rosa, i: «Quarenta e oito horas depois do início do bullying político a António José Seguro, continuamos concentrados no acessório da marcação do congresso extraordinário sem saber o essencial: António Costa quer ser primeiro-ministro para quê?»

 

Celso Filipe, Jornal de Negócios: «Afinal, o que é que separa António Costa e António José Seguro? Olhando para as áreas económicas é difícil encontrar diferenças.»

 

Fausto Coutinho, Diário Económico: «A decisão de António Costa pode ser uma oportunidade para António José Seguro arrumar a casa socialista e afastar os fantasmas que assombram a sua liderança desde o início.»

 

Rui Ramos, Observador: «Costa encontra-se, neste momento, na mais perigosa de todas as situações. Basicamente, está nas mãos, quer de Seguro, quer dos inimigos de Seguro. António Costa apenas pode ser o António Costa de que o PS precisa se for como que aclamado no partido. Só se for consensual no PS pode aspirar a ser consensual no país.»

 

Ana Sá Lopes, i: «Houve um tempo em que António Costa defendia que quem perdia as eleições deveria continuar a liderar o PS. Aconteceu depois da derrota de Sampaio nas legislativas de 1991, quando Cavaco Silva conseguiu a segunda maioria absoluta.»

 

Fernando Sobral, Jornal de Negócios: «Depois desta decisão de António Costa, o PS nunca mais será o mesmo. Mesmo que Seguro conserve o poder.»

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Dois erros de Seguro

por Helena Sacadura Cabral, em 28.05.14


Seguro cometeu, a meu ver, dois erros lapidares. O mais recente foi prometer que iria repor pensões e não aumentar os impostos.  O segundo, há pouco menos de um ano, foi o de não aceitar a proposta de Cavaco Silva para subscrever um acordo com o PSD, que tinha como contrapartida a antecipação das legislativas para 2014. Se assim  não tivesse acontecido, António José Seguro podia estar neste momento em São Bento como primeiro-ministro. E não no Largo do Rato a viver uma dificílima crise interna.                                       

A hostilização de Cavaco só se explica pela vontade de agradar aos seus detractores no partido. Ora é precisamente esta ala interna - que teve de tolerar Seguro mas nunca, de facto, o aceitou - que, agora, julga ter chegado o momento do PS e do seu líder cumprirem o seu destino.  O primeiro, sob outra batuta, de alcançar uma maioria absoluta nas próximas legislativas. O segundo, de ir viver a sua vida!

 

Em tempo: um comentador referiu, com muita razão, o terceiro erro, mais recente ainda, que foi o discurso de Domingo, empolando a magra vitória alcançada.

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