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O sono dos injustos

por João Carvalho, em 28.06.09

«A Assembleia Legislativa da Madeira tem pago pareceres jurídicos para fundamentar, ou para justificar a posteriori, iniciativas legislativas ou meros caprichos eleitoralistas» da maioria madeirense. Pagos assim pelo Orçamento, tais pareceres «custam, em média, 25 mil euros cada e, na generalidade, são encomendados por ajuste directo a juristas da área social-democrata, actuais ou ex-deputados».

Ora, a apetência de Alberto João Jardim para disparar sobre tudo e todos costumava ter o contraponto dos seus pares, que corriam sempre a assinalar o exercício impoluto do presidente do governo regional e líder do PSD-M. Porém, as irregularidades sobre as viagens aéreas de Jardim, estas adjudicações directas aos amigos suportadas pelo erário público e outras escandaleiras estão a minar a auréola do desbocado todo-poderoso da Madeira.

Tudo isto parece confirmar o que há muito se sabe: por princípio, o exercício do poder por tempo indeterminado não é recomendável. Embora, também por princípio, o País e os visados continuem a dormir o sono dos justos. Injustamente.

Política de Verdade: A Mentira

por André Couto, em 20.04.09

Então mas a grande virtude da Dra. Manuela Ferreira Leite não era o facto de ser séria, marcando suposta diferença em relação aos outros?

Parece que a provecta idade e o ar politicamente correcto que lhe permitem apregoar a "Política de Verdade" Portugal fora se encontram sustentados em pés de barro. Digo isto porque no (altamente insuspeito) Público de hoje, Alberto João "Jardim revela ter negociado com Ferreira Leite a renúncia de duas candidatas, deixando o nome proposto pela Madeira em condições de ser reeleito" para o Parlamento Europeu.

A Dra. fez a negociata, deixou a Madeira satisfeita apesar da despromoção de Sérgio Marques de 6º para 8º, mas esqueceu-se que o Regime vigente é orgulhoso e tem de justificar ao País tamanho insulto. E justificou. Disse que não foi um insulto, disse com naturalidade que foi uma fraude à Lei das Quotas e aos Portugueses.

Fica à vista que Alberto João Jardim é no PSD quem pratica a Política de Verdade. E quando assim é, não há muito a dizer.

 

Jardim ameaça e, às tantas, vem

por J.M. Coutinho Ribeiro, em 13.01.09

 

 

Alberto João Jardim continua a dar sinais de que tem vontade de atravessar o Atlântico e atirar-se à liderança do PSD, mesmo antes das legislativas. Não é esta a primeira vez que AJJ sugere. De todas as outras vezes foi mal sucedido, ou porque ninguém entendeu tal vontade, ou porque poucos tiveram vontade de que assim fosse.

Por essas alturas, o PSD acreditava sempre na sua capacidade de regeneração, de dar a volta por cima, de gerar um líder onde menos se esperava. E acreditava, sobretudo, que chegar ao poder era uma questão de meses.

Mas esse PSD - o partido onde as diferentes sensibilidades coabitavam, ora predominando umas, ora predominando outras - já não existe. Com uma sucessão de lideranças falhadas, estilhaçado até ao tutano, com feridas permanentes à vista, o PSD é, hoje, um partido em desespero.

Praticamente já todos perceberam que Manuela Ferreira Leite só em caso de terramoto ganhará as eleições. E são muitos no PSD - aqueles para quem o poder é uma forma de sobrevivência - que não estão dispostos a abdicar das próximas legislativas, para começarem a preparar uma liderança segura a prazo.

Em tal desespero, não me espantava que fosse desta vez que o embaraçante AJJ conseguisse os seus objectivos. Tem notoriedade nacional, tem carisma, tem obra feita e, por isso - calculam os desesperados do PSD - é um valor seguro para ganhar mais depressa.

Poderá contrapor-se, é claro, que o Continente não é a Madeira e que, aqui, AJJ estaria condenado ao fracasso. Mas não tenho tanta certeza disso. Oeiras, Felgueiras, Gondomar, Marco de Canaveses e tantos outros concelhos desmentem o contraponto.

E, além disso, não é só o PSD que está desesperado - o país começa a ficar também. AJJ tem muitos defeitos. Mas não é tolo nenhum - mesmo quando parece. E já terá percebido que o país pode estar pronto para "agarrar" um populista. O verdadeiro populista.

Valha-nos Deus, então.


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