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Resistência activa ao aborto ortográfico (129)

por Pedro Correia, em 17.02.18

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  Em Algés

Resistência activa ao aborto ortográfico (128)

por Pedro Correia, em 28.01.18

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O Acordo Ortográfico

por jpt, em 24.09.17

Acordo Ortográfico: recém-chegado a Belém o novo PR investiu contra o AO90. O MNE Santos Silva, o aríete anti-Marcelo do governo, deu-lhe voz de comando e MRS perfilou-se. E o silêncio adensou-se sobre o assunto. E mantém-se na ortografia o último bafo, fedorento, da mentalidade colonial republicana/socialista. E a patetice do primado da fonética ""("culta").

 

Leio mais textos de moçambicanos (de pronúncia "culta") do que a esmagadora maioria dos eleitores de MRS e ASS. Mais do que eles posso antever o conteúdo do futuro AO35(?). Lembro-me disso todas as vezes que abro o FB. Como agora, domingo de manhã: oriundo do país da catana, que não da foice, onde não se monda nem ceifa, leio um pungente lamento sobre uma mortandade rodoviária, com inúmeras anuências, e seguido de debate sobre a segurança na estrada. Começa assim o texto "o motorista seifou ...". E, de facto, uái note?

Resistência activa ao aborto ortográfico (127)

por Pedro Correia, em 02.09.17

20170831_195921-1-1.jpg

 

  Anteontem, no estádio do Bessa, durante o jogo Portugal-Ilhas Faroé

Elogio a tradutores que resistem

por Pedro Correia, em 23.08.17

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Lembrei ontem que a esmagadora maioria dos escritores portugueses rejeita o impropriamente chamado "acordo ortográfico". É justo mencionar outra categoria de utentes qualificados do nosso idioma que tem estado na primeira linha do justo combate às aberrações ortográficas tão bem enumeradas aqui pelo Nuno Pacheco. Tantas vezes incompreendidos, os tradutores - vários deles aliás também escritores, como Pedro Tamen, Ana Luísa Amaral, Daniel Jonas, José Miguel Silva, Desidério Mucho ou Ernesto Rodrigues, entre outros, podendo todos ser considerados autores, enquanto criadores ou recriadores literários - exercem uma função muito importante na oposição ao AO90, enfrentando por vezes pressões de determinados editores ou de certos "agentes culturais" indiferentes à absurda segmentação de famílias lexicais (quem sofre de epilepsia deixou de ser epiléptico, tornando-se epilético) e à disparatada diversificação ortográfica de palavras anteriormente escritas da mesma forma em Portugal e no Brasil (como decepção e recepção, que perderam a suposta consoante muda na escrita acordística cá da terra).

Aqui expresso portanto a devida homenagem a esses resistentes, que têm sabido remar contra a maré. É uma lista necessariamente incompleta, que irá aumentando à medida que me for lembrando de mais nomes, podendo os próprios leitores fazer-me tais sugestões também.

Uma lista que não poderia esquecer Rui Santana Brito, prolífico e competentíssimo tradutor, infelizmente falecido já este ano.

Com o meu agradecimento, enquanto leitor, a todos eles.

 

Alberto Gomes

Alberto Osório Fernandes

Alexandre Brandão da Veiga

Alice Rocha

Ana Barradas

Ana Corrêa da Silva

Ana Falcão Bastos

Ana Luísa Amaral

Ana Maciel

Ana Maria Chaves

Ana Maria Pinto da Silva

Ana Santos

Ana Simões

Aníbal Fernandes

António Guerreiro

António Lopes Cardoso

António Pescada

António Rodrigues

Carlos Afonso Lobo

Carlos Mota Cardoso

Carlos Sousa Almeida

Carlos Vaz Marques

Carlos Vieira da Silva

Catarina Mourão

Clara Alvarez

Cláudia J. Fischer

Daniel Jonas

Desidério Murcho

Diana V. Almeida

Diogo Ourique

Eliana Aguiar

Elsa Sertório

Elsa Vieira

Ernesto Rodrigues

Ester Cortegano

Filomena Vasconcelos

Frederico Pedreira

Gilda Lopes Encarnação

Gonçalo Neves

Gustavo Palma

Helder Guégués

Helena Pitta

Inês Dias

Isabel Castro Silva

Isabel Pettermann

Isabel St Aubyn

Isabel Veríssimo

João Barrento

João Bouza da Costa

João Moita

João Reis

João Tiago Proença

João Vala Roberto

Jorge Fallorca

Jorge Lima

Jorge Pereirinha Pires

Jorge Telles de Menezes

Jorge Vaz de Carvalho

José Alfaro

José Bento

José Colaço Barreiros

José Domingos Morais

José Manuel Ferreira

José Miguel Silva

José Miranda Justo

José Paulo Vaz

José Remelhe

José Santana Pereira

José Teixeira de Aguilar

Júlio Henriques

Liliete Martins

Lucília Filipe

Luís de Barros

Luís Leitão

Luís Lima

Luísa Luiz-Gomes

M. Gomes da Torre

Manuel de Freitas

Manuel Resende

Manuel Santos Marques

Manuela Barros

Manuela Gomes

Manuela Torres

Margarida Periquito

Margarida Vale do Gato

Maria Carvalho

Maria das Mercês de Sousa

Maria do Carmo Abreu

Maria Gomes Duarte

Maria João Freire de Andrade

Maria João Lourenço

Maria João Madeira

Maria João Teixeira Moreno

Maria José Figueiredo

Maria Manuel Viana

Maria Pacheco de Amorim

Maria Teresa Guerreiro

Mário Dias Correia

Marta Lança

Miguel Martins

Miguel Nogueira

Miguel Serras Pereira

Miranda das Neves

Mónica Dias

Natália Fortunato

Nuno Camarneiro

Nuno Costa Santos

Nuno Lobo Salgueiro

Patrícia Xavier

Paulo Faria

Paulo Osório de Castro

Paulo Ramos

Pedro Carvalho

Pedro Elói Duarte

Pedro Mochila

Pedro Tamen

Raquel Dutra Lopes

Raquel Mouta

Raquel Ochoa

Rita Almeida Simões

Rita Canas Mendes

Rita Carvalho e Guerra

Rogério Casanova

Rui Lagartinho

Rui Lopo

Rui Pires Cabral

Salvato Telles de Menezes

São Amaral

Sérgio Coelho

Sílvia Valentina

Sofia Castro Rodrigues

Susana Sousa e Silva

Tânia Ganho

Telma Costa

Teresa Casal

Vanda Gomes

Vasco Gato

Virgílio Tenreiro Viseu

 

 

ADENDA: Como bem me lembra Ivo Miguel Barroso na caixa de comentários, a Associação Portuguesa de Tradutores e a actual presidente da Direcção, Odette Collas, são subscritoras da petição Cidadãos contra o "Acordo Ortográfico" de 1990, ainda em fase de recolha de assinaturas.

Lista actualizada

O "acordo" é bom, mau é o povo

por Pedro Correia, em 22.08.17

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«Não seria

mais simples para o governo

dissolver o povo

e eleger outro?»

Bertolt Brecht

 

Numa recente entrevista, António Mega Ferreira mostra-se muito surpreendido e agastado pelo facto de quase três décadas após o seu atribulado parto o chamado "acordo ortográfico" (AO90) ainda suscitar muita polémica na sociedade portuguesa, apesar de já ter sido considerado de aplicação obrigatória no ensino e na administração pública por governos de cores diferentes. Dando a impressão de que não é o acordo que está mal: são os próprios portugueses.

"Basta olhar para o escândalo que é a reacção ao acordo ortográfico. É inacreditável que, 27 anos depois de o acordo ter sido aprovado - e aprovado duas vezes por unanimidade no Parlamento - as vozes do passado tenham voltado a erguer-se no momento em que iria entrar em vigor. O acordo tem de ser melhorado, aceito isso. Mas contestá-lo dizendo que vamos ficar a escrever como os brasileiros, caramba..." Palavras do escritor e gestor cultural - publicadas, ironicamente, num jornal que continua a recusar a aplicação da aberrante ortografia. Só falta parafrasear Brecht: se o povo não segue o acordo, mude-se o povo.

Mega Ferreira, um dos raros intelectuais portugueses que aplaudem o AO90, erra a pontaria. Desde logo, a aprovação parlamentar não foi unânime: houve escassos mas honrosos votos contra. Além disso, se o dito (des)acordo enfrenta tão óbvia rejeição - não apenas em Portugal mas noutros países, com destaque para Angola e Moçambique - e tarda em ser assimilado na vasta comunidade lusófona, o problema não é seguramente dos utentes da ortografia: é das próprias regras que um escasso número de lexicógrafos procurou impor à revelia do parecer científico da esmagadora maioria das entidades competentes que se pronunciaram sobre a matéria.

Como aqui enumerei, divulgando os nomes de 260 escritores que recusam escrever segundo as normas ortográficas concebidas em 1990 por Malaca Casteleiro numa lista que está longe de ser exaustiva, a esmagadora maioria dos escritores portugueses rejeita o (des)acordo. Incluindo as "velhas vozes" de Afonso Cruz, Afonso Reis Cabral, Ana Margarida Carvalho, António Carlos Cortez, Beatriz Hierro Lopes, Bruno Vieira Amaral, David Machado, Desidério Murcho, Filipa Leal, Gonçalo M. Tavares, Inês Fonseca Santos, João Ricardo Pedro, João Tordo, Joel Neto, Manuel Jorge Marmelo, Miguel Gullander, Miguel Tamen, Nuno Camarneiro, Nuno Costa Santos, Pedro Eiras, Pedro Mexia, Pedro Sena-Lino, Possidónio Cachapa, Raquel Nobre Guerra, Ricardo Adolfo, Tiago Patrício e Valter Hugo Mãe.

Mega Ferreira está portanto, em evidente contramão. Devia interrogar-se seriamente porquê a tempo da próxima entrevista.

 

 

Leitura complementar: Sabiam que Cleópatra era de Idanha-a-Velha?

Do Nuno Pacheco, no Público.

Convidado: FRANCISCO M. VALADA

por Pedro Correia, em 02.08.17

 

Susceptibilidades e rigor científico

 

 

Algernon: Nothing annoys people so much as not receiving invitations.

— Oscar Wilde, “The Importance of Being Earnest”

 

De vez em quando, há quem seja paladino do rigor científico, aniquilando-o em simultâneo. Isso aconteceu recentemente num texto do jornalista Daniel Oliveira, acerca das controversas declarações de Gentil Martins:

De outras refregas e escrutínios, é sabido que, por aquelas bandas, por única e exclusiva culpa da direcção do Expressoo rigor tem dias.

Por isso mesmo, não fiquei agradavelmente surpreendido ao ler "susceptíveis", pois adivinhei logo o resto do enredo, com a esperada presença no texto de insuportáveis obscenidades científicas como "correto" (uma espécie de coreto com dois erres) ou "coação" (a lembrar, por exemplo, o agora extremamente ambíguo acto de coar).

Convém deixar temas complexos como o "rigor científico" – em abstracto ou até mesmo em concreto, como nos casos do artigo enquanto subclasse fundamental do determinante  e  da electrodinâmica quântica  – a quem faz da ciência forma de vida.

A simples menção “rigor científico”, num jornal que impôs, aos seus profissionais e leitores, um código cientificamente denunciado na praça pública, é, no mínimo, engraçada.

 

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Lamentavelmente, esta mixórdia é o pão nosso de cada dia – não só no Expresso, mas, de forma geral, em qualquer publicação que se meta nestas aventuras ortográficas, sendo o Diário da República o meu exemplo de eleição, por razões que já expliquei. Todavia, em relação ao Diário da República, o Expresso tem, no mínimo, uma agravante: não foi intimado por ninguém a adoptar o quer que fosse. O Expresso adoptou o Acordo Ortográfico de 1990 porque quis fugir para a frente e o resultado está à vista.

A atitude do Expresso perante o fenómeno ortográfico em curso não serve de exemplo a ninguém. Aliás, a silenciosa e irresponsável resistência do jornal A Bola  também não. Mas não nos dispersemos. Concentremo-nos no mau exemplo do Expresso. Obviamente, em nome do rigor. Efectivamente.

 

Nótula: Há convites irrecusáveis, imediatamente aceites e ainda por cima com todo o gosto. Um deles é o que o Pedro Correia me fez: escrever um texto como convidado especial do DELITO DE OPINIÃO. Está escrito. Obrigado, Pedro.

 

 

Francisco Miguel Valada

(blogue AVENTAR)

Resistência activa ao aborto ortográfico (126)

por Pedro Correia, em 29.07.17

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 Publicidade no metropolitano de Lisboa, Julho de 2017

Frei Barroso

por Pedro Correia, em 08.04.17

Há poucos dias destaquei aqui Alfredo Barroso, citando uma contundente crítica sua no i ao famigerado "acordo ortográfico".

Qual não foi o meu espanto ao ver agora, também na edição impressa do mesmo jornal, um texto de opinião do mesmíssimo autor escrito em... acordês. Um texto em que se lê "transações(sic) financeiras", "atividade"(sic) produtiva", "Investimentos diretos(sic), etc.

Eis-nos perante alguém que pede meças ao famoso Frei Tomás: faz como ele diz, não faças como ele faz.

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 24.03.17

«O Acordo Ortográfico de 1990, em que abundam aberrações de todo o tipo, é mais um dos "monstros" gerados pela governação de Cavaco Silva (o mais famoso dos quais é o da dívida pública). E aqui vão, tão-só, dois exemplos.

O primeiro é o da eliminação arbitrária do uso do hífen. Que me pôs a suspeitar da razão pela qual a expressão "cor-de-rosa" tem hífen e a expressão "cor de laranja" não tem! Terá sido uma profecia política que só agora se consumou, com o traço de união entre o partido cor-de-rosa (PS) e a maioria parlamentar de esquerda que aguenta o governo?! E o partido cor de laranja (PPD-PSD) terá ficado sem hífen porque ameaça desmoronar-se?!

O segundo é o da supressão arbitrária do acento agudo, a provocar situações hilariantes. Veja-se o caso da expressão popular "Alto e pára o baile" (isto é, "stop"). Escrita com acento agudo antes do AO90, passou a escrever-se sem acento agudo - "Alto e para o baile" (isto é, "go") - na grafia do AO90.»

Alfredo Barroso, no i

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 17.03.17

«A degola inocente de consoantes mudas tem originado um caos. Em muitos casos, não respeitando a etimologia também comum a outras línguas (p. ex., actor, factor, sector), permitindo a ambivalência de critérios e o (ab)uso de todo inaceitável do AO (facto, fato; pacto, pato, etc). Já o h no início de uma palavra - a mais muda consoante do nosso alfabeto - subsiste enquanto grafema, dizem os ideólogos do AO, por razões etimológicas. Noutros casos de mudez da consoante, este fundamento não interessa, no h já é decisivo. Haja coerência! Claro que homem sem h seria uma pena impedindo a existência de homens com H grande. E uma hora H, sem o inicial h? seria "Ora O"?»

António Bagão Félix, no Público

Resistência activa ao aborto ortográfico (125)

por Pedro Correia, em 16.03.17

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«Tenho muito orgulho em escrever, quando preencho o IRS, actor, com c.» 

Jorge Corrula, na revista Caras (25 de Fevereiro)

Resistência activa ao aborto ortográfico (124)

por Pedro Correia, em 14.03.17

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«Detesto que chamem geringonça a esta maioria. Geringonça é o acordo ortográfico, não é o Governo de esquerda!»

Alfredo Barroso, no Expresso da Meia-Noite da SIC Notícias (10 de Março)

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«Não conheço nenhum escritor de nomeada que seja favorável a este acordo.»

Manuel Alegre

 

Acredito que os portugueses ainda se pronunciarão em referendo sobre o chamado "acordo ortográfico" de 1990, vigente desde 2011 no país oficial mas votado ao desprezo pelo país real. A esmagadora maioria dos portugueses não sabe escrever em acordês nem está interessada nisso.

Enquanto o referendo não se realiza, a opinião sobre o AO90 é emitida pelos nossos escritores - os mais qualificados utentes do idioma de Camões, Vieira, Camilo, Aquilino e Nemésio. Na sua esmagadora maioria, recusam exterminar as supostas consoantes mudas, recusando a ortografia acordística.

Interrogo-me: como é possível impor regras ortográficas que os escritores rejeitam em número tão expressivo?

São autores de várias gerações, diferentes tendências políticas e diversos estilos literários. Mas com este ponto em comum.

Aqui deixo os nomes deles, por ordem alfabética, prometendo alargar a lista à medida que alguém me for assinalando omissões - o que agradeço desde já:

 

Abel Barros Baptista

Abel Neves

Adília Lopes

Adolfo Luxúria Canibal

Afonso Cruz

Afonso Reis Cabral

Agustina Bessa-Luís

Alexandra Lucas Coelho

Alexandre Andrade

Alexandre Borges

Alice Brito

Almeida Faria

A. M. Pires Cabral

Ana Barradas

Ana Casaca

Ana Cássia Rebelo

Ana Cristina Silva

Ana Isabel Buescu

Ana Luísa Amaral

Ana Margarida Carvalho

Ana Marques Gastão

Ana Paula Inácio

Ana Sofia Fonseca

Ana Teresa Pereira

Ana Vidal

Ana Zanatti

André Gago

Anselmo Borges

António Araújo

António Carlos Cortez

António Barahona da Fonseca

António Barreto

António Borges Coelho

António Cabrita

António Costa Santos

António de Macedo

António Emiliano

António Feijó

António Guerreiro

António Lobo Antunes

António Louçã

António Manuel Venda

António Modesto Navarro

António Oliveira e Castro

António Pedro Ribeiro

António Salvado

António Tavares

António Victorino d' Almeida

Armando Silva Carvalho

Arnaldo Saraiva

Artur Anselmo

Artur Portela

Artur Ribeiro

Baptista-Bastos

Beatriz Hierro Lopes

Bernardo Pires de Lima

Bruno Vieira Amaral

Carla Hilário Quevedo

Carlos Campaniço

Carlos Fiolhais

Carlos Loures

Carlos Querido

Casimiro de Brito

Célia Correia Loureiro

César Alexandre Afonso

Clara Pinto Correia

Cláudia R. Sampaio

Cristina Boavida

Cristina Carvalho

Cristina Drios

Daniel Jonas

David Machado

David Marçal

David Soares

Deana Barroqueiro

Desidério Murcho

Diogo Freitas do Amaral

Diogo Ramada Curto

Dulce Garcia

Dulce Maria Cardoso

Eduardo Cintra Torres

Eduardo Lourenço

Eduardo Paz Ferreira

Eduardo Pitta

Ernesto Rodrigues

Eugénia de Vasconcellos

Eugénio Lisboa

Fausta Cardoso Pereira

Fernando Alves

Fernando Alvim

Fernando Correia

Fernando Dacosta

Fernando Echevarria

Fernando Esteves Pinto

Fernando Paulo Baptista

Fernando Pinto do Amaral

Fernando Ribeiro

Fernando Venâncio

Filipa Leal

Filipe Nunes Vicente

Filipe Verde

Francisco Moita Flores

Francisca Prieto

Francisco Salgueiro

Frederico Duarte Carvalho

Frederico Lourenço

Frederico Pedreira

Gabriela Ruivo Trindade

Galopim de Carvalho

Gastão Cruz

Gonçalo Cadilhe

Gonçalo M. Tavares

Helder Guégués

Helder Moura Pereira

Helena Carvalhão Buescu

Helena Malheiro

Helena Sacadura Cabral

Henrique Manuel Bento Fialho

Hélia Correia

Inês Botelho

Inês Dias

Inês Fonseca Santos

Inês Lourenço

Inês Pedrosa

Irene Flunser Pimentel

Isabel A. Ferreira

Isabel da Nóbrega

Isabel Machado

Isabel Pires de Lima

Isabel Valadão

Ivone Mendes da Silva

Jaime Nogueira Pinto

Jaime Oliveira Martins

Jaime Rocha

Joana Stichini Vilela

João Barreiros

João Barrento

João Céu e Silva

João David Pinto Correia

João de Melo

João Lobo Antunes

João Luís Barreto Guimarães

João Miguel Fernandes Jorge

João Morgado

João Paulo Borges Coelho

João Paulo Sousa

João Pedro George

João Pedro Mésseder

João Pedro Marques

João Pereira Coutinho

João Rasteiro

João Reis

João Ricardo Pedro

João Távora

João Tordo

Joaquim Letria

Joaquim Magalhães de Castro

Joaquim Pessoa

Joel Neto 

Jorge Araújo

Jorge Buescu

Jorge Morais Barbosa

Jorge Sousa Braga

José-Alberto Marques

José Alfredo Neto

José António Almeida

José António Barreiros

José Augusto França

José Barata Moura

José do Carmo Francisco

José Fanha

José Gil

José Jorge Letria

José Manuel Mendes

José Manuel Saraiva

José Mário Silva

José Miguel Silva

José Navarro de Andrade

José Pacheco Pereira

José Rentes de Carvalho

José Riço Direitinho

José Viale Moutinho

Júlio Machado Vaz

Laurinda Alves

Lídia Fernandes

Lídia Jorge

Lourenço Pereira Coutinho

Luís Amorim de Sousa

Luís Carmelo

Luís Filipe Borges

Luís Filipe Castro Mendes

Luís Filipe Silva

Luís Manuel Mateus

Luís Naves

Luís Osório

Luís Quintais

Luísa Costa Gomes

Luísa Ferreira Nunes

Luiz Fagundes Duarte

Manuel Alegre

Manuel Arouca

Manuel da Silva Ramos

Manuel de Freitas

Manuel Gusmão

Manuel Jorge Marmelo

Manuel Marcelino

Manuel Tomás

Manuel Villaverde Cabral

Manuela Bacelar

Marcello Duarte Mathias

Marco Neves

Margarida Acciaiuoli

Margarida de Magalhães Ramalho

Margarida Fonseca Santos

Margarida Palma

Margarida Rebelo Pinto

Maria Alzira Seixo

Maria de Fátima Bonifácio

Maria do Carmo Vieira

Maria do Rosário Pedreira

Maria Elisa Domingues

Maria Filomena Molder

Maria Filomena Mónica

Maria Helena Serôdio

Maria João Avillez

Maria João Lopo de Carvalho

Maria Manuel Viana

Maria Saraiva de Menezes

Maria Teresa Horta

Maria Velho da Costa

Maria Vitalina Leal de Matos

Mariana Inverno

Mário Cláudio

Mário de Carvalho

Mário Zambujal

Marlene Ferraz

Miguel Cardoso

Miguel Esteves Cardoso

Miguel Gullander

Miguel Real

Miguel Sousa Tavares

Miguel Tamen

Nádia Carnide Pimenta

Nuno Amado

Nuno Camarneiro

Nuno Costa Santos

Nuno Júdice

Nuno Lobo Antunes

Nuno Markl

Nuno Rogeiro

Octávio dos Santos

Orlando Leite

Patrícia Baltazar

Patrícia Reis

Paula Morão

Paula Veiga

Paulo Assim

Paulo Castilho

Paulo da Costa Domingos

Paulo Guinote

Paulo Moreiras

Paulo Tunhas

Pedro Almeida Vieira

Pedro Barroso

Pedro Braga Falcão

Pedro Chagas Freitas

Pedro Correia

Pedro Eiras

Pedro Guilherme-Moreira

Pedro Lains

Pedro Marta Santos

Pedro Medina Ribeiro

Pedro Mexia

Pedro Paixão

Pedro Rolo Duarte

Pedro Sena-Lino

Pedro Tamen

Porfírio Silva

Possidónio Cachapa

Rafael Augusto

Raquel Nobre Guerra

Raquel Ochoa

Renata Portas

Ricardo Adolfo

Ricardo António Alves

Ricardo Araújo Pereira

Ricardo Paes Mamede

Rita Ferro

Rodrigo Guedes de Carvalho

Rosa Alice Branco

Rosa Maria Martelo

Rosa Oliveira

Rui Ângelo Araújo

Rui Cardoso Martins

Rui Cóias

Rui Herbon

Rui Manuel Amaral

Rui Miguel Duarte

Rui Pires Cabral

Rui Ramos

Rui Vieira Nery

Rute Silva Correia

Ruy Ventura

Sarah Adamopoulos

Sérgio Godinho

Soledade Martinho Costa

Susana Gaião Mota

Sylvia Beirute

Tatiana Faia

Teolinda Gersão

Teresa Salema Cadete

Teresa Veiga

Tiago Cavaco

Tiago Patrício

Tiago Rebelo

Tiago Salazar

Valério Romão

Valter Hugo Mãe

Viriato Teles

Vasco Gato

Vasco Luís Curado

Vasco Pulido Valente

Vítor Aguiar e Silva

Vítor Oliveira Jorge

Yvette Centeno

 

Texto originalmente publicado a 7 de Maio de 2016.

A lista foi muito ampliada, mencionando agora 325 nomes

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 09.02.17

«O ministro dos Negócios Estrangeiros diz que rejeita a revisão do acordo ortográfico. E eu rejeito essa forma de rejeição, porque a considero autoritária, arrogante, dogmática e deselegante para com a Academia das Ciências. A Academia, que é, de acordo com a lei, conselheira do Governo em matéria da língua, não foi ouvida nem achada no que diz respeito ao acordo. E limitou-se a apresentar, agora, um conjunto de sugestões indicativas para que se começasse a debater este assunto e para tentar melhorar, se possível, um acordo que nasceu mal, um acordo falhado.

Esta posição do ministro [Augusto Santos Silva], que fala em nome do Governo, revela um grande desprezo por todos aqueles que se têm oposto desde o princípio a este acordo. Desprezo por escritores, por gente das letras, por académicos, por professores e por muitos cidadãos que manifestam a sua oposição a este acordo, que está a fragmentar a língua e a dividir os portugueses. Já nem falo de mim, falo do Vasco Graça Moura, que mostrou de mil e uma maneiras todos os erros deste acordo, que, aliás, considerava inconstitucional. Não conheço nenhum escritor de nomeada que seja favorável a este acordo.»

Manuel Alegre, hoje, no Público

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 29.01.17

«Apesar das sugestões razoáveis que propôs, é lastimável que a nossa Academia das Ciências tivesse aprovado um péssimo acordo ortográfico que não acrescenta nada de bom à nossa História.»

Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, no Correio da Manhã

Resistência activa ao aborto ortográfico (123)

por Pedro Correia, em 29.01.17

2017-01-02 15.42.26.jpg

 

Évora, Janeiro de 2017

Resistência activa ao aborto ortográfico (122)

por Pedro Correia, em 16.01.17

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Vinho do Douro Projecto Amizade

Resistência activa ao aborto ortográfico (121)

por Pedro Correia, em 03.12.16

2016-12-01 14.57.17.jpg

 

Évora, Rua de Chartres

Resistência activa ao aborto ortográfico (120)

por Pedro Correia, em 01.12.16

2016-12-01 14.56.40.jpg

 

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