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Estátuas dos nossos reis (207)

por Pedro Correia, em 21.03.19

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D. Pedro V (1853-1861)

 

Autor: desconhecido

Ano da inauguração: 1861

Localização: Lisboa, no Palácio de São Bento

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Moçambique: a ajuda portuguesa

por jpt, em 21.03.19

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Vejo agora um filme da BBC com declarações de Graça Machel de há dois dias. Ex-ministra, e celebrizada por ser viúva de Machel e de Mandela, é uma figura muito relevante na sociedade moçambicana. Há dois dias afirmava, com clarividência, que a "calamidade" (o termo corrente em Moçambique para este tipo de situações) é vasta demais para ser enfrentada por um único país, sublinhava que Zimbabwé e Malawi estão assolados pela mesma situação, que é um problema regional. Disse ainda ter solicitado ao secretário-geral adjunto da ONU o envio de uma força altamente especializada para fazer o diagnóstico da situação, que é totalmente deficitária, desesperante até. Isto é o que quem conhece o que está (e não está) no terreno sabe.

Dado que ontem botei breve postal sobre o assunto junto algumas considerações. No dia seguinte a estas declarações públicas o governo português envia o secretário de estado das Comunidades Portuguesas para fazer um diagnóstico. Isto nota o vazio luso. Mas há mais: só quem nunca assistiu ou ouviu falar de uma delegação deste tipo não percebe que vai atrapalhar mais do que ajudar. É um grupo de amadores, sempre. Um político de terceira linha, com alguns assessores apparatchiki, e normalmente sem experiência deste tipo de terrenos e situações, muito preocupados com algo que lhes é sempre o fundamental: a comunicação social portuguesa. Porventura (sublinho o porventura) irá um ou outro profissional, oficial superior (major, tenente-coronel, coisa assim), sem ser especializado nestas situações. Convocarão uma articulação no terreno - seja das autoridades moçambicanas, alagadas de trabalho que estarão, seja dos funcionários portugueses ali estacionados, que seriam mais úteis se numa articulação directa com os oficiais moçambicanos. Visitas destas, costumeiras, são quase sempre inúteis. Muito mais o são em momentos destes. São até uma falta de respeito por quem está a trabalhar. Portugal tem embaixada, consulados. Se precisa de informações o pessoal diplomático ou associado que as recolha, ou então mande quem as saiba recolher, não uma "delegação" destas. É totalmente descabido. 

Acabo de ler que seguiu hoje uma força de intervenção rápida, sob tutela do ministro da Defesa. E o qual anuncia que só irá a Moçambique se necessário. Ainda bem. É outra coisa. Podemos dizer que é algo tardio (um dia de atraso é surpreendente nestas situações). Mas é um eixo de actividade curial, necessário. E pelos vistos gerido com inteligência.

E a tutela é diferente: goste-se ou não do governo, goste-se ou não do ministro, Cravinho é alguém de gabarito intelectual, para além de que conhece o país (doutorou-se sobre o processo moçambicano, foi presidente do Instituto da Cooperação, foi secretário de estado da Cooperação, e foi-o com distinção). E o tipo de articulação que Portugal poderá ter com esta gigantesca operação terá que ser ao nível da Defesa e dos Negócios Estrangeiros - entenda-se, o secretário de estado dos negócios estrangeiros e das comunidades portuguesas é sempre alguém diminuído, politica e culturalmente, é uma tradição portuguesa que é imensamente significante do que o poder pensa da emigração. Como tal não faz parte do núcleo que pode pensar esta situação e a intervenção portuguesa. Será bem-vindo aos futuros jantares da Academia do Bacalhau, se levar algum subsídio para acções de assistência. De resto é (sempre) inútil.

Ou seja, é boa esta inflexão do governo, e já que critiquei antes, saúdo agora. A acção de ajuda de emergência entregue a verdadeiros especialistas, profissionais de gabarito (militares ou para-militares) que têm cadeias de comando, as quais costumam funcionar (tão ao invés da trapalhada civil). A tutela política entregue a um político de peso, que muito provavelmente será o MNE do próximo governo, e que não se apresta a ir visitar o local, em busca de um directo na TV. E que poderá servir - pela sua experiência política, gabarito intelectual, conhecimento de terreno e, muito em particular, pelos especialistas que tutela - para pensar as formas de integrar os recursos portugueses numa necessária acção internacional conjunta.

Estou a exagerar nos elogios, dirão alguns? Não. O meu ponto de partida, que é dogma, é simples: ninguém que tenha feito parte de um governo de Sócrates deverá estar num governo ou numa administração de empresa pública. Mas este não é o momento para se discutir o futuro português. Nem o presente.

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O Papa que quis ser maestro

por Pedro Correia, em 21.03.19

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Quando era pequenino, Jorge Mario Bergoglio – primeiro Papa oriundo do continente americano – queria ser maestro. Sentia-se vocacionado para conduzir orquestras que acompanhassem óperas italianas – as mesmas que escutava religiosamente todos os sábados, na companhia da mãe, filha de um modesto carpinteiro, na rádio nacional argentina. A avó materna, ouvindo-o exprimir tal vocação, disse-lhe: «Mas para isso é preciso estudar. E para estudar é preciso esforço, não é fácil…»

Foi uma das lições que a vida transmitiu ao futuro chefe da Igreja Católica: nada de relevante se consegue sem trabalho árduo e persistente. «Graças a Deus tive os meus quatro avós até tarde», recorda hoje o Papa. Os pais, oriundos de uma região pobre de Itália, viram-se forçados a rumar à Argentina na década de 20: o primeiro idioma que este filho de emigrantes aprendeu em casa foi o dialecto piemontês. Uma das suas recordações mais antigas remonta a Agosto de 1945, quando tinha oito anos, no quintal lá de casa: chegou uma vizinha alvoroçada e comunicou à família que a guerra terminara.

Ordenado sacerdote aos 33 anos, Bergoglio teve ocasião de testemunhar outros períodos em que Deus parece ter-se divorciado do destino humano. Durante a brutal ditadura argentina, por exemplo, foram assassinadas pessoas de quem estava próximo. Incluindo uma amiga comunista do Paraguai que costumava emprestar-lhe livros e a quem agora agradece por tê-lo «ensinado a pensar»: prisioneira política alvo de torturas, acabaria morta em 1977 por um método muito associado a esse regime: meteram-na num avião e lançaram-na ao mar.

 

Diálogo com agnóstico

 

São revelações contidas no livro Um Futuro de Fé, nascido de um conjunto de doze conversas travadas entre Fevereiro de 2016 e Fevereiro de 2017, no Vaticano, entre o Sumo Pontífice e o sociólogo francês Dominique Wolton, especialista em comunicação e autor de obras similares com o filósofo Raymond Aron (1981), o arcebispo de Paris Jean-Marie Lustiger (1987) e o presidente da Comissão Europeia Jacques Delors (1994).

«O homem é, fundamentalmente, um ser comunicante», disse o Papa ao assumido agnóstico que durante um ano foi seu interlocutor na modesta Casa de Santa Marta que lhe serve de residência após ter recusado viver no sumptuoso Palácio Apostólico onde se alojavam os anteriores pontífices.

Com três diplomas universitários (licenciaturas em Engenharia Química e Filosofia, doutoramento em Teologia), Bergoglio tornou-se o Papa Francisco em 13 de Março de 2013. À conversa com Wolton – exprimindo-se «num francês melhor do que faria crer», segundo o sociólogo – lembra esses dias que lhe mudaram a vida para sempre. Chegou a Roma vindo de Buenos Aires, onde era arcebispo, «com uma pequena mala e um bilhete de regresso.» Nem lhe passava pela cabeça, confessa, sentar-se no trono de São Pedro: «Havia três ou quatro “grandes” nomes… Para os corretores de apostas em Londres, eu era o 42.º ou 46.º»

Nesse fim de tarde, foi apresentado ao mundo como novo líder espiritual de mais de mil milhões de católicos. «Boa noite» foi a primeira mensagem que dirigiu à multidão concentrada a seus pés. Porquê? «Não sabia que outra coisa dizer naquele momento.»

 

Chaplin e Dostoievski

 

Outras frases marcantes acompanham o pontificado deste bispo de Roma que se manifesta contra os fundamentalismos, exprime sérias reservas à globalização que «destrói a diversidade» e admite ter uma aversão inata à hipocrisia. Algumas das mais significativas surgem neste livro-entrevista dividido em oito capítulos e que talvez deva ser lido a partir do último – o mais confessional, em termos humanos. Eis três delas: «Cuidado com o analfabetismo afectivo»; «Não confundamos a felicidade com um sofá»; «É preciso construir pontes e derrubar muros.»

Um Futuro de Fé revela-nos um Papa que na Argentina natal sentiu necessidade de fazer psicanálise. Que fala de Platão, Hegel e Dostoievski. Que menciona filmes como Tempos Modernos e A Festa de Babette. Que se comove ao ver o quadro A Conversão de São Francisco, de Caravaggio. Que aponta a vantagem suprema da religião: «Lembra-nos que é necessário elevar o espírito para o Alto a fim de construir a cidade dos homens.» E que partilha o que sentiu ao visitar o antigo campo de extermínio de Auschwitz: «Vi como era o homem sem Deus.»

 

............................................................... 
 
Um Futuro de Fé, do Papa Francisco, em diálogos com Dominique Wolton (Planeta, 2019). Tradução de Maria Leitão. 342 páginas.
Classificação: *****
 
 
Publicado originalmente no jornal Dia 15

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 21.03.19

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Declarações de Guerra, de Vasco Luís Curado

Recolha de depoimentos de militares que participaram nas três frentes de guerra em África (1961-1974)

(edição Guerra & Paz, 2019)

"A presente edição não segue a grafia do novo acordo ortográfico"

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Canções do século XXI (717)

por Pedro Correia, em 21.03.19

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A ajuda ao Moçambique submerso

por jpt, em 20.03.19

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(Sofala, área inundada)

Razões minhas, e fastio também, levaram a que há mais de três meses tivesse fechado a minha conta FB (fiquei a blogar). Reabro-a hoje, para juntar o meu teclado aos que pedem ajuda para Moçambique (o qual é, se os mais "anti-tuga" de lá me permitirem dizê-lo, também "minha" terra, pois onde está a terra vermelha na qual preferirei morrer, na estação das chuvas se possível).

Reabrir a conta FB faz-me regressar às opiniões alheias aí no rincão português, partilhadas por parte substancial do rol das minhas ligações. E isso não é bom, não me faz bem. João Pedro Simões Marques Eduardo Cintra Torres continuam a sua tarefa iluminista, partilhando um magnífico texto de Luis Filipe Thomaz, um dos grandes intelectuais portugueses, sobre Fernão de Magalhães e, assim, afrontando os obscurantistas dominantes. O resto opinativo? É tétrico.

Mas percebo também que muitos se insurgem contra as delongas do socorro português a Moçambique. Sorrio, triste. Recordo um texto meu (inacessível no jornal) publicado no Público a 9 de Março de 2000. Sobre o atraso da ajuda enviada para as cheias de então. "Um timor e meio debaixo de água", chamei-lhe, pois naquela época a "cooperação" portuguesa se centrava naquele país. Resmunguei, clamando: "Um Timor e meio levado pelas águas e tanto tardamos a acordar. (...) Com efeito o Infulene, o Maputo, o Inkomati, transbordaram há já um mês. Há quanto tempo publicou o “Público” o triste lamento do Nelson Saúte? (...) Claro que os governos reagem às televisões. Horrível? E se elas não existissem, que fariam os governos? Talvez nada. O estranho é que a RTP-África acompanhou o desaguar. (...) Tarde chegou a ajuda de emergência!" (ao texto guardei-o aqui, página 137). E a isso junto-lhe agora: tanto clamou a embaixada por uma ajuda urgente! Tínhamos então um excepcional embaixador, a pessoa mais sagaz, capaz e decente que encontrei, e uma bela equipa de diplomatas (três dos quais actuais embaixadores) e de quadros diplomáticos, gente atenta e activa. Tínhamos jornalistas no país. A ajuda demorou porque "Lisboa" (o governo) quis congregar a actuação com a UE, para "fazer figura". E não me venham dizer que não é verdade.

Foi há 20 anos. A modorra, a incapacidade de actuação, do solidário fervilhar mantém-se. As pessoas mudam mas mantém-se a concepção do que é o lucro político, a "moeda política". E a incultura dos políticos. E dos cidadãos (facebuqueiros tantos deles). Leio que o Secretário de Estado das Comunidades se desloca para o país para aquilatar da situação. Nem valeria a pena referir a monumental mediocridade intelectual e política que esse simples facto revela. Vale pois para tantos dos meus compatriotas isso é normal. Ou melhor dizendo, para tanto dos meus "compatriotas". Porque, de facto, a minha "pátria" não é a dos vis boçais que julgam, que continuam a julgar, que isto é algo da tutela de um secundário mono, aquilo das Comunidades Portuguesas. E é este emigrante que o diz.

Enfim, as coisas são como são. Que cada um dê o que pode. Eu dei pouco, mais do que posso, pois nada posso.

E um dia, mais tarde, não agora que é apenas momento de ajudar, se vos for possível lavai as remelas. E abri a pestana.

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Estátuas dos nossos reis (206)

por Pedro Correia, em 20.03.19

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D. Fernando II (1836-1853)

 

Autor: Pedro Anjos Teixeira

Ano da inauguração: 1985

Localização: São Pedro de Sintra, na rotunda do Ramalhão

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As águas em Moçambique

por jpt, em 20.03.19

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Não tenho quaisquer informações especiais sobre Moçambique. Recebo imensas mensagens de amigos de Portugal, que bem me sabem na Bélgica, formas solidárias percebo-o, perguntando-me se os "meus" por lá estão bem. Conheço pouca gente na Beira, os tais "meus" estão a sul e a norte. Esses estão a salvo, felizmente. 

Quando há notícias em Portugal sobre Moçambique sempre as relativizo, aprendi isso durante 20 anos, da tendência para o exagero. E da incapacidade para se compreender as enormes distâncias.

Mas esse relativizar não conta quando o assunto são as águas do país. Vivemos as cheias de 2000 em Maputo, quando a cidade foi sitiada pelas águas. Lembro-me do ar abismado da minha mulher, quando regressou do Limpopo alagado, inserida numa missão de ajuda. E de, semanas depois, termos passado Xai-Xai, onde as marcas da água eram visíveis nos prédios, tão distantes e tão elevados face ao longínquo leito do rio. Como fora possível tamanha cheia? Depois, em 2001, vivi as cheias da bacia do Zambeze (deixei no meu blog uma crónica que não quis escatológica ou demasiadamente realista) . E em 2007 trabalhei nos campos de refugiados de outras cheias do Zambeze (do meu relatório fez-se um livrito).

E nunca tive palavras para descrever o abissal daquelas cheias. Tenho, sim, uma certeza. É que se as palavras são insuficientes para transmitir a imensidão das desgraças provocadas, também o são as imagens, fotográficas ou em movimento. As cheias e as desgraças que causam têm ali dimensões indizíveis e "trans-visíveis", se me faço compreender. 

Do que sei agora é que tudo se associa: um ciclone terrível, a bater a belíssima Beira, essa que um dia foi construída, por óbvio erro, abaixo da linha de água. Enormes chuvas a montante, a tumultuar um feixe de rios. A maré equinocial, cujo cume será hoje, ao que me dizem. E a prevista abertura das barragens nos países vizinhos, que estão nos limites. Não consigo prever pior cenário (a não ser uma ruptura de barragens, longe vá o agoiro).

Nos últimos dias aconteceu um desastre terrível no centro de Moçambique. Mas temo que nos próximos dias ainda venha a piorar. Eu sou ateu, não rezo. Nunca. Apenas vou à varanda e fumo. E espero que o futuro imediato não seja tão mau como ameaça. E comovo-me, num renitente pessimismo. E blogo.

É necessário acudir. E será necessário reconstruir. "Cuidar dos vivos e (talvez, pois tantos deles desaparecidos) enterrar os mortos". Tudo isso em condições tétricas. E num país que é paupérrimo. Se puderem, por favor, ajudem. Por pouco que seja, uma mera pequena transferência para uma qualquer instituição. Não evitará o inimaginável. Mas sarará um pouco. Os efeitos do verdadeiro horror.

Adenda: aqui, no portal da SAPO, encontram-se informações sobre instituições envolvidas na ajuda de emergência, e formas de contribuir.

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Poetisa, pitonisa

por Pedro Correia, em 20.03.19

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Eis-me em Lagos. E a caminho da Meia Praia, num final de Inverno que mais parece início de Verão, deparo com esta placa. Homenageando justamente uma das maiores escritoras portuguesas de todos os tempos. E também justamente aqui, pois Sophia está profundamente ligada a Lagos, onde compôs alguns dos seus mais belos poemas.

Gosto desta homenagem. E gosto também que a placa toponímica a designe por "poetisa", reabilitando assim este belo substantivo feminino agora escorraçado do discurso cultural dominante, que designa homens e mulheres pela palavra poeta, na reiterada tentativa - que em certos casos deriva para obsessão ideológica - de esbater diferenças de género. 

Há palavras que me tocam muito. Uma delas é precisamente poetisa - que rima com pitonisa. Agrada-me vê-la exposta a quem passa, nesta Rua Sophia de Mello Breyner Andresen, em Lagos. Onde hoje vejo «a luz mais que pura sobre a terra seca», como a autora do Livro Sexto escreveu, aqui bem perto, há mais de meio século. 

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 20.03.19

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A Queda de Gondolin, de J.R. R. Tolkien

Tradução de Catarina Ferreira de Almeida

Romance

(edição Planeta, 2019)

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Canções do século XXI (716)

por Pedro Correia, em 20.03.19

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Estátuas dos nossos reis (205)

por Pedro Correia, em 19.03.19

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D. Fernando II (1836-1853)

 

Autor: Charles Auguste Arnaud

Ano da inauguração: 1929

Localização: Sede da Associação dos Arqueólogos Portugueses (Largo do Carmo, Lisboa)

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O gato Brexit.

por Luís Menezes Leitão, em 19.03.19

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Parece que a Ministra francesa para os assuntos europeus decidiu chamar Brexit ao seu gato porque ele mia desesperadamente para o deixarem sair, mas não se atreve a atravessar a porta.

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O país novo

por Diogo Noivo, em 19.03.19

No Público, Bárbara Reis alerta para a banalização da greve de fome. Recorda Marion Wallace Dunlop, Ghandi, Fariñas e outros para arguir que este método de pressão política serve para reivindicar “direitos básicos quando não há diálogo nem esperança”. Um olhar atento sobre a História contemporânea inviabiliza a conclusão da jornalista, mas esse não é o ponto.

 

Bárbara Reis considera abusiva a greve de fome de Peixoto Rodrigues, dirigente sindical da PSP, porque no nosso país existem 17 sindicatos de polícia e, embora insuficientes, porque essa Força de Segurança mereceu do actual governo progressões na carreira e aumentos salariais.

 

Correctíssimo. Mas não há aqui nada de novo ou de extraordinário. A proliferação de estruturais sindicais na PSP já se verificava no tempo do anterior governo, um Executivo que também aprovou promoções e aumentos salariais. Por exemplo, e apesar de se viver à época um período de duras restrições financeiras, o subsídio mensal de fardamento teve um aumento de 100%, passando de 25€ para 50€ (apesar da designação, os elementos policiais dispõem dessa verba como bem entenderem, podendo usar o dinheiro para outros fins que não a aquisição de fardamento, o que faz dele um complemento salarial normal).

 

Portanto, a diferença não está no contexto, mas sim na forma como ele é interpretado. Se durante a vigência do governo liderado por Passos Coelho as reivindicações e as formas de luta – inclusive as “invasões de escadarias” – eram tidas como legítimas e necessárias, agora são vistas como excessivas e extemporâneas. Adjectivação à parte, aqui reside o grande mérito da chamada geringonça: gente que oscilava entre o alheamento e o maniqueísmo passou a sopesar as subtilezas do contexto. Nem é tudo mau.

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Cá por casa

por Pedro Correia, em 19.03.19

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31 de Janeiro

 

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3 de Fevereiro

 

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13 de Fevereiro

 

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17 de Fevereiro

 

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9 de Março

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 19.03.19

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Príncipes (Des)Encantados, de Megan Maxwell

Tradução de Cristina Vaz

Romance

(edição Planeta, 2019)

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Canções do século XXI (715)

por Pedro Correia, em 19.03.19

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Estátuas dos nossos reis (204)

por Pedro Correia, em 18.03.19

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D. Fernando II (1836-1853)

 

Autor: José Fonseca

Ano da inauguração: 1935

Localização: Vale dos lagos, parque da Pena, na Serra de Sintra

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 18.03.19

«Se não concordou, é porque não percebeu o cerne da questão: se forem às aulas não salvam o meio ambiente e os seus netos não terão onde viver no futuro, quanto mais meras aulas; mas se faltarem às aulas agora para chamar a atenção, pode ser que algo mude e salvemos o meio ambiente a tempo dos seus netos ainda poderem ter onde viver em condições.

Próximo passo: boicote ao fabrico de automóveis a combustível fóssil (sim, a Autoeuropa não é uma coisa boa, por mais empregos que "crie" atualmente), greve contra orçamentos que se preocupem mais com o défice do que com investimento em energias renováveis e transportes públicos (porque sem planeta, então é que não se paga dívida nenhuma) e campanhas para diminuir drasticamente o consumo de carne, e já agora de peixe (mais refeições sem esses elementos não são sinal de pobreza, mas sim de consciência).

Se um dia ainda for a tempo de perceber, faça greve também ao trabalho às sextas à tarde. É este o próximo passo deste protesto. É que se forem só os adolescentes, então as mudanças necessárias não serão feitas a tempo da nossa salvação.»

 

Do nosso leitor Carlos Marques. A propósito deste texto do JPT.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 18.03.19

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Lealdades, de Delphine de Vigan

Tradução de Tiago Marques

Romance

(edição Gradiva, 2019)

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O nosso livro






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