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Pensamento da semana

por Teresa Ribeiro, em 05.04.20

Não fique em casa... se não quer ficar sem emprego - este é o dilema que se coloca hoje a milhares de pessoas. Uma realidade escondida que a comunicação social não está a revelar, nem é aflorada pelo governo.

No país das pequenas e micro empresas as ruas podem estar desertas, pode já não existir concentração de gente nos espaços públicos, mas há locais de trabalho onde as regras do estado de emergência não estão a ser aplicadas. Ao contrário dos estabelecimentos comerciais, fáceis de fiscalizar, esses espaços funcionam entre quatro paredes, escondidos em edifícios de escritórios ou até em prédios de habitação. 

Soube pela DECO que nos últimos dias têm chovido no seu departamento júridico pedidos de aconselhamento de profissionais que estão a ser coagidos a continuar a trabalhar em espaços exíguos, onde o distanciamento de segurança é impraticável.

Entendo que é o desespero que conduz a esta insensatez, mas a verdade é que enquanto estas situações persistirem, as medidas de mitigação são um saco roto, por onde a pandemia continuará a expandir, prolongando ainda por mais tempo esta agonia em que todos vivemos.

A propósito deste assunto, aproveito para dar um recado ao PAN: foi importante indicar os serviços veterinários como uma das actividades  essenciais que o governo deve autorizar durante a pandemia, mas entre estes existem milhares de clínicas e consultórios sem o mínimo de condições de segurança sanitária. Porque funcionam em espaços tão reduzidos que é impossível manter distanciação mínima e sem equipamentos adequados (máscaras e luvas eficazes contra o vírus). Só esta área de  negócio bastará para infectar boa parte da população, pois faz atendimento público, nas piores condições, por todo o país - foi divulgado num congresso veterinário que em Portugal há mais clínicas veterinárias do que em Espanha!!

Só os hospitais veterinários deviam manter a porta aberta nestas circunstâncias, caros senhores, por isso, por favor, façam serviço público e em vez de proteger os vosso amigos veterinários, cuidem, primeiro que tudo, da população. Obrigada!

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

Ligação directa

por Pedro Correia, em 05.04.20

 

À Arca de Darwin.

 

Canções do século XXI (1098)

por Pedro Correia, em 05.04.20

O Expresso

por jpt, em 04.04.20

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Quem me conhece (ou blogo-conhece) saberá que eu abomino Marcelo Rebelo de Sousa mais do que as brigadas do Al Shabaab odeiam as barracas de bifanas e coiratos no Campo Grande em dia de jogo do Sporting. E que quanto a Costa e seus sequazes tenho frémitos de os enviar para a arena do José de Alvalade (o nome é esse mesmo) rodeados de leões.

Dito isto fica a questão: será que nem os idólatras notam o desvario de uma capa destas? Que não é preciso ser tão rasteiro?

Por outro lado é um aviso: vêm aí tempos ainda mais difíceis para a imprensa. Há que garantir que Armando Vara se disponibiliza a deixar as grandes empresas pagarem publicidade. Não é nada mais do que isso.

Frases de 2020 (13)

por Pedro Correia, em 04.04.20

 

«Uso máscara. Isso é uma ideia que me veio até um bocadinho do que os meus netos me contaram que foi a lição da China.»

Marcelo Rebelo de Sousa, hoje, em declarações aos jornalistas

No mercado

por Teresa Ribeiro, em 04.04.20

Desloco-me ao mercado a uma sexta-feira para evitar o movimento dos sábados e deparo-me com o movimento dos sábados a uma sexta-feira. Não há como evitar os outros. As ruas estão desertas, mas é um engano. Entre portas continua a viver-se em comunidade, porque a vida está, desde há muito, organizada assim.

Mas há diferenças. Agora a mole divide-se entre temerosos e temerários. Aqueles que usam máscara identificam-se logo, tal como acontecia nos tempos em que havia futebol e seguiam para o estádio de cachecol e bandeirinha. Mas os adeptos da equipa adversária, apesar de não usarem distintivos, também se revelam sem qualquer subtileza. São os que ostentam olímpico desrespeito pelas novas normas sociais. Falam, movimentam-se, com alarde. Os mais afoitos ainda arriscam apertos de mão.

Na zona da peixaria, a banca mais popular do mercado continua com movimento e Rosa, que a dirige com mão de ferro, também faz questão de mostrar de que fibra é feita. Entra e sai da banca, escolhe o peixe com desembaraço, e não se inibe quando reconhece entre os seus habitués gente da sua equipa. Ei-la, toda sorrisos, a dois palmos de um cliente a quem trata por doutor. Pequena, franzina, à frente de uma equipa de homens, talvez descendentes de pescadores, aprendeu há muito que entre os seus, o respeito conquista-se à força de coragem para desafiar os elementos. Ele, quem sabe, convenceu-se de que a distância de classe o vai preservar, como sempre, de tudo.

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 04.04.20

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Um Cemitério para Lunáticos, de Ray Bradbury

Romance

(edição Cavalo de Ferro, 2020)

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Os dez mais infectados

por Pedro Correia, em 04.04.20

Este é o quadro detalhado da evolução do novo coronavírus por todos os países e territórios do planeta, com base em mais de duas dezenas de fontes consultadas e confrontadas - desde logo, a Organização Mundial de Saúde. Detalhado e tão fiável quanto possível, na medida em que as estatísticas oficiais oriundas de grande parte destes locais do globo são rudimentares ou marteladas por governos autoritários, que interditam testes ou proíbem a difusão dos verdadeiros números.

Chamo especial atenção para a proporção entre o número de infectados e cada milhão de habitantes dos países que constam deste quadro (a Coreia do Norte, por exemplo, está ausente).

Um registo que nos leva a ordenar hoje os países com registo oficial de Covid-19 da seguinte maneira, excluindo microestados e países com menos de um milhão de habitantes:

Espanha: 2.549 casos por milhão de habitantes

Suíça: 2.276

Itália: 1.982

Bélgica: 1.447

Áustria: 1.282

França: 1.259

Alemanha: 1.088

Noruega: 991

Portugal: 970

Holanda: 918

 

Destaco igualmente o registo da relação entre o número de óbitos confirmados e a população de cada país, por milhão de habitantes:

Itália: 243

Espanha: 240

França: 100

Bélgica: 99

Holanda: 87

Suíça: 70

Reino Unido: 53

Irão: 39

Suécia: 35

Portugal, Irlanda e Dinamarca: 24

DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 04.04.20

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Teresa Ribeiro: «Consegui dormir durante a noite. Adeus jet lag, olá... chuva?! O programa de hoje inclui uma visita a Nikko, terra de samurais, que fica na montanha, a cerca de hora e meia de Tóquio. Chove torrencialmente. Nova irritação matinal. O guia mudou. Simpático, é bem o exemplo do profissional diligente oriental. Fala para que todos o oiçam, mas o sotaque, dio mio, é terrível. Já percebi que japoneses a falar inglês são pior do que o polícia do Alô Alô. Desisto de o perceber.»

 

Eu: «Os heróis de milhares de jovens telespectadores de outra época estão a desaparecer com uma rapidez impressionante – o que nos deixa atónitos a todos nós, que os vimos em crianças: nessa altura nunca nos passaria pela cabeça que não fossem imortais. (...) Jim Phelps, o mais duro e discreto dos agentes ao serviço do bem, e Daniel Boone, o aventureiro que desafiava todos os perigos da floresta, deixaram-nos inconsoláveis com este súbito adeus à vida. O mundo da nossa infância está a desmoronar-se.»

Ligação directa

por Pedro Correia, em 04.04.20

 

Ao Na Minha Tela.

 

Canções do século XXI (1097)

por Pedro Correia, em 04.04.20

Quando a bonança vier

por Paulo Sousa, em 03.04.20

Não duvido que depois de ultrapassarmos esta crise algumas coisas passarão a ser muito diferentes. O teletrabalho, a que agora se recorreu como reacção às limitações de circulação, abrirá portas a que pelo menos em alguns dias da semana deixe de ser necessário ir fisicamente ao local de trabalho. Este efeito não será igual em todos os sectores, mas globalmente as poupanças energéticas e de qualidade de vida serão inquestionáveis. A Covid-19 pode mesmo vir ser a única solução para a IC19.

O ensino nunca mais será igual. Quando o Sr. Mário Nogueira reparar que uma turma de 25 alunos on-line não terá de obedecer ao critério do local de residência, irá ficar irritado, pois esse é o seu argumento para empurrar alguns alunos para escolas desinteressantes e para professores desmotivados.

E se os professores pudessem ser avaliados pelos alunos e isso pudesse ser relacionado com os resultados obtidos nessa turma... e toda essa informação pudesse estar disponível numa plataforma independente do ministério... e se tudo isso pudesse ser combinado com ensino on-line...?

Se o terceiro período arrancar com recurso a este tipo de tecnologia e funcionar razoavelmente, poderá ser como abrir a caixa de Pandora para a tribo da FENPROF.

A vida escolar necessitará sempre da presença física dos alunos e dos professores, mas tal como no que acima disse, pode ser reduzida a menos dias que os actuais, o que até coincidiria com um tema que é tão querido às novas gerações, o School Strike for Climate.

Claramente o novo normal será muito diferente do que era normal.

Estamos aqui

por Pedro Correia, em 03.04.20

No último mês, o DELITO DE OPINIÃO registou 147.793 visualizações. À média de 4.768 visualizações diárias. Com grande parte dos nossos leitores em quarentena doméstica, tal como vários de nós, este blogue tem servido de companhia diária a muita gente.

Em nome de todos os "delituosos", aqui fica o agradecimento a quem nos visita. Seja de que quadrante for.

Diário do coronavírus (6)

por Pedro Correia, em 03.04.20

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Estado de emergência? Que estado de emergência? Há um mês que não via tanta gente na rua. E até o famigerado "estacionamento em segunda fila" - nome elegante para parqueamento selvagem, à margem das regras - regressou à Avenida da Igreja, como se estivéssemos num filme a andar para trás.

Operários executam obras na via pública, em atmosfera de estrita normalidade e sem o menor respeito pela regras de distância sanitária em vigor. Os cordões higiénicos que a Câmara Municipal de Lisboa decidiu colocar há dias, da noite para a manhã, foram arrancados em todos os bancos de jardim e de rua por onde circulo, não faltando pessoas ali sentadas, algumas até em amena cavaqueira.

Vejo muito mais transeuntes de máscara. Mas abunda quem não saiba ou não queira usar as ditas como deve ser. Uma senhora comerciante está de máscara 3M, mas mantém o nariz de fora. Chamo-lhe a atenção para o facto. Resposta pronta: «Tenho de estar assim, senão falta-me o ar e nem consigo respirar.»

 

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Emergência à portuguesa, pois. Uma para consumo oficial, plasmada nas palavras solenes e graves do Presidente da República e do primeiro-ministro. Outra, a do País real - que salta à vista nesta sexta-feira que antecede a mais insólita Semana Santa das nossas vidas. 

Encontro aberta uma loja de reparação de electrodomésticos. Anoto os contactos. Dá imenso jeito numa fase destas, de reclusão sine die. Se nos avaria um fogão, um frigorífico, uma máquina de lavar ou até um esquentador ficamos com o quotidiano doméstico virado do avesso e a quarentena forçada torna-se ainda mais penosa. 

 

Dizem-me que a partir de agora haverá "controlo rigoroso" da aplicação das normas decretadas pelo Chefe do Estado e especificadas pelo Governo - com coimas e até detenções por crime de desobediência neste tempo de supressão de direitos em atmosfera de quase unanimidade nacional. Incluindo o exercício dos direitos constitucionais à greve e à resistência, tornados letra morta pelo menos até 17 de Abril. Sendo previsível que a anómala situação em curso, superiormente justificada pelo combate à pandemia, seja prorrogada pelo menos mais uma vez. E outra. E talvez outra ainda.

Só me interrogo sobre a falta de coerência evidenciada pelo Governo, que por um lado endurece o discurso, ameaçando com detenções, e por outro abre as portas dos estabelecimentos prisionais, alegadamente para evitar a propagação do coronavírus lá dentro: os cidadãos que a partir de agora forem detidos beneficiarão também de perdão de penas, de um regime especial de indulto e da antecipação da liberdade condicional, à semelhança do que sucederá com cerca de 10% da actual população prisional?

Interrogo-me ainda se estas medidas, que a ministra da Justiça justifica por serem «fundamentais para proteger a saúde dos reclusos e de todos os que exercem funções no sistema prisional», não deveriam aplicar-se, por maioria de razão, aos impropriamente chamados "lares de idosos", onde já se registam centenas de casos de Covid-19. Que lógica nos leva a soltar delinquentes enquanto mantemos os velhos em reclusão ao abrigo da mesma emergência sanitária?

Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 03.04.20

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Obnóxio, de Abel Barros Baptista

Narrativas

(edição Tinta da China, 2019)

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Aqui ao lado, demasiado perto

por Pedro Correia, em 03.04.20

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Com mais de 10 mil falecidos, Espanha regista 20% das mortes por coronavírus em todo o mundo.

 

Pandemia deixa já em Abril três milhões de espanhóis sem trabalho.

 

Desemprego: a maior subida de sempre. 900 mil postos de trabalho foram destruídos na última quinzena de Março.

 

Sete vezes mais supressão de empregos agora em Espanha do que na crise financeira de 2008.

 

511 pessoas morrem de Covid-19 em lares de idosos na Catalunha.

 

Barcelona: parque de estacionamento convertido em morgue para prevenir repetição do colapso ocorrido em Madrid.

 

Belles toujours

por Pedro Correia, em 03.04.20

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Nella Rojas

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 03.04.20

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Ana Vidal: «Mulheres, nem uma. "A tradição é esta... isto é só para homens!" Há um deles que tem pena de que assim seja,  porque, diz ele, é "fã de mulheres". Mas elas só não estão à vista. Estão no lugar que lhes compete, pois claro: a cozinha. Fritam a bifalhada em grandes frigideiras cheias de gordura, de pé, igualmente orgulhosas da tradição e ciosas de que nada falte aos seus delicadíssimos companheiros de vida. Ao microfone da incrédula repórter desfiam, com ternura e desvelo, a receita do pitéu. Pois. Venham falar-me do país do Magalhães e das novas tecnologias.»

 

J. M. Coutinho Ribeiro: «A questão que me perturbou, esta sexta-feira Santa, foi perguntar a quem encontrei se tinham comido carne. Não é importante? Não deve ser. Mas há alguma coisa importante? Curiosidades, apenas. Eu não comi. Também não sei por que mantenho este hábito. Esta noite, à conversa com uma tia que é comunista e agnóstica, ela disse-me que também não comia carne na sexta-feira Santa. Perguntei-lhe porquê. Porque a mãe, que morreu quando ela tinha 13 anos, a ensinou assim. Um forma de celebrar a mãe. Eu não sei o que celebrei, não comendo. Nem comento. Boa Páscoa para todos.»

 

Teresa Ribeiro: «Este primeiro dia em Tóquio geri-o como quis, mas a partir de hoje não vai ser assim. Vou andar num tour organizado para ver o resto. Não gosto de circular em rebanho, as poucas experiências que fiz do género deixaram-me sempre insatisfeita, mas aqui, que há óbvias dificuldades de comunicação, pareceu-me vantajoso. Vamos ver como corre.»

Canções do século XXI (1096)

por Pedro Correia, em 03.04.20

Um milhão

por Pedro Correia, em 02.04.20

Acaba de ser ultrapassada uma barreira muito preocupante: há já um milhão de infectados pelo novo coronavírus à escala mundial. Com mais de 51 mil vítimas mortais também oficialmente registadas. Num caso e noutro, não custa nada a crer que as estatísticas reais sejam bastante superiores. Basta sabermos que em mais de metade dos países ou territórios afectados pela pandemia - que são quase todos - os testes continuam a escassear. E não faltam capitais do globo onde as certidões de óbito evitam qualquer alusão ao Covid-19, optando por mencionar "pneumonia" ou "infecção respiratória aguda".

É a Primavera mais sinistra de todas quantas guardamos na memória.


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