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Delito de Opinião

Fahrenheit 451

Pedro Correia, 22.09.09

 

Manuel Maria Carrilho merece aplauso: recusou votar num pirómano de livros para secretário-geral da Unesco apesar das instruções que recebeu do ministro Luís Amado para aprovar o nome do ministro da Cultura egípcio. O simples facto de essas instruções terem sido transmitidas ao nosso embaixador na Unesco, apesar dos oportunos alertas de intelectuais como Bernard-Henri Lévy, revela bem até que ponto chegou o temor reverencial do Ocidente ilustrado, de cócoras perante o mundo árabe que prefere impor as suas teses não com a força da razão mas com a razão da força.

O sindicato de voto não vingou. Felizmente houve outros delegados a pensar como Carrilho, que preferiram eleger a candidata búlgara, Irina Bokova. A nova secretária-geral da Unesco, ao que parece, é leitora de Ray Bradbury e não gosta de queimar "livros semitas".

Na vida real por vezes ainda há histórias que terminam bem.

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