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Leitura obrigatória

por Jorge Assunção, em 14.09.09

Without painful overhauls, euro-zone countries such as Spain, Italy, Greece and Portugal seem set for years of meager growth, making their debts harder to pay.


23 comentários

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De Luís Lavoura a 15.09.2009 às 18:14

Para que você compreenda melhor que essa coisa da "área monetária ótima" é um disparate, repare que, desde que o mundo é mundo, todas as áreas monetárias foram e são projetos políticos, e não projetos económicos.

Porque é que a Federação Russa tem uma só moeda, o rublo? Por razões meramente políticas, e não económicas. Da mesma razão a Indonésia tem uma só moeda, a qual é diferente da moeda das Filipinas e da moeda da Austrália. Isto nada tem a ver com economia, tem tudo a ver com projetos políticos de poder. A Indonésia tem um governo central com uma dimensão minúscula, e tem ilhas com níveis de desenvolvimento económico brutalmente distintos, e no entanto vive perfeitamente tendo uma moeda única. O mesmo se diga de milhentos outros países.

Por outro lado, o Canadá, que tem uma economia fortemente integrada com a dos EUA, tem uma moeda distinta, pela mesma razão - porque são projetos políticos diferentes.

O mesmo se passa com a Zona Euro: tem uma moeda comum devido a um projeto político.

A economia nunca se afunda por causa da moeda. O mais que pode acontecer é alguns países, como Portugal, que têm fortes dívidas afundarem-se. O mais que pode acontecer é algumas pessoas, como os portugueses, que auferem salários acima da sua produtividade, terem que reduzir esses salários.
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De Jorge Assunção a 15.09.2009 às 19:44

"desde que o mundo é mundo, todas as áreas monetárias foram e são projetos políticos, e não projetos económicos."

Confesso que não o compreendo. Mas deve ser por não estar habituado a conversa de físico. O Euro é um projecto político? Claro, há muito que já percebemos isso, por isso a discussão económica aquando da sua criação foi tão limitada (era blasfémia apontar os problemas económicos que a não existência de uma área monetária óptima traria) e os povos nunca perceberam as vantagens e desvantagens que tal projecto implicava. Mas lá por ser um projecto político não implica que não possamos discutir o assunto do ponto de vista económico (da mesma forma que é importante discutir se havia integração política suficiente na UE que justificasse a criação de uma moeda própria enquanto projecto político). E muito menos leva a que tal discussão seja disparatada, mas eu já dou um desconto ao Luís que não sabe debater de outra forma.

"O mais que pode acontecer é algumas pessoas, como os portugueses, que auferem salários acima da sua produtividade, terem que reduzir esses salários."

Mas sabe porquê que essa é a única solução com que nos deparamos, não sabe? Sabe também qual era a solução habitual para resolver a solução não sabe? Agora, como não temos política monetária própria para desvalorizarmos a nossa moeda como sempre o fizemos, temos de recorrer à diminuição dos salários. É a única solução para aumentar a competitividade mas, infelizmente, nenhum dos países em causa quer recorrer a ela.
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De Luís Lavoura a 16.09.2009 às 17:29

1) Não é só o euro que é um projeto político, todas as moedas nacionais o são. Porque é que toda a Rússia usa uma só moeda? Porque essa moeda faz parte do projeto político "Rùssia". O mesmo se diga do dólar americano, do real brasileiro, etc. Todas as moedas (tal como todas as companhias de aviação "de bandeira") são projetos essencialmente políticos, e não económicos. Nesse sentido, o euro nada tem de original.

2) Ainda bem que não podemos desvalorizar a "nossa moeda" (o antigo escudo), porque isso era, de facto, uma forma de o Estado roubar a alguns cidadãos mais produtivos e competitivos a sua riqueza para favorecer outros cidadãos (e empresas) menos competitivos. O Estado não tem nada que fazer tal coisa, em meu entender. Em meu entender, os cidadãos e as empresas que não forem competitivos - e só esses - é que devem descer as suas remunerações e os seus preços. Não deve ser todo o país a ver diminuída a sua riqueza para apoiar umas tantas empresas mal geridas e que não se sabem modernizar.

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