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por Luís Naves, em 13.01.20

Vem isto a propósito de um post mais abaixo, do José Teixeira (jpt) sobre a censura no Facebook a um blogue controverso. Alguém comentou que o Facebook é uma empresa privada e tem o direito de reservar o acesso aos seus serviços, mas a questão infelizmente não é assim tão simples. Aceita-se o poder monopolista da empresa e, sobretudo, a influência ideológica que esta terá, se puder seleccionar as ideias difundidas. Que controlo exerce a sociedade sobre um serviço que, na prática, influencia a política e reduz os cidadãos a produto de negócio? Por outro lado, poucos têm reparado no extraordinário poder acumulado pelos híper-capitalistas, outrora empresários que não faziam prisioneiros e agora transformados em pacíficos defensores das causas puras, que financiam através de instituições de aparência inócua, distribuindo dinheiro e prémios a intelectuais e outros bem-pensantes que ficam a dever favores. Estes magnatas são gente discreta, cujas verdadeiras intenções não conhecemos, e o fenómeno tem qualquer coisa de inédito: no século passado, a esquerda costumava criticar com unhas e dentes os capitalistas que se metiam em política; agora, a hipocrisia não incomoda uma alma.


9 comentários

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De Vorph Valknut a 13.01.2020 às 15:43

Luís, se me permite são dois assuntos distintos. Fundações, com propósitos dúbios, desde o século XIX que as há. Carlyle e Rockfeller.

Para mim a ameaça à democracia relaciona-se com o poder das empresas que decidem o que podemos, ou não saber, e que em algumas situações têm o Poder de usar informação confidencial, de índole pessoal, para manipular eleições e derrubar governos, ao estilo dos ficheiros de J. E.Hoover, nos 50-60 do século passado ( e Silva Carvalho, à bem pouco tempo)
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De Anónimo a 13.01.2020 às 18:45

"... Que controlo exerce a sociedade sobre um serviço ...?

O Facebook fornece um serviço de comunicação social.
Não se ignora, nem confunde, os tipo de filtros que o Avante ou o Povo Livre (por ex.) exercem.
O negócio de este Facebook pode falir, por falta de utilizadores, ou por uma concorrência com outros "Facebookes", com outros filtros ...
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De isabel a 13.01.2020 às 19:00

Fala-se pouco do terrível impacto do tratado de Maastricht no que respeita à livre situação de capitais. Num site da UE lê-se "A livre circulação de capitais é uma das quatro liberdades fundamentais do mercado único da UE. ..... Desde o Tratado de Maastricht (1994), todas as restrições à circulação de capitais e pagamentos foram suprimidas, tanto entre Estados-Membros como em relação a países terceiros."
Simultaneamente com a já existente livre circulação de mercadorias, esta decisão permitiu que, livremente, os investimentos fujam legalmente para os países de custos mais baixos ( criando o desemprego estrutural em vários países da Europa ), abriu um enormissimo mercado mundial aos empresários mais preparados para dele aproveitarem e permitiu que a sede de qualquer empresa procure instalar-se onde paga menos impostos.
Se a estes efeitos juntarmos os problemas decorrentes da arquitectura do Euro, ficamos a compreender porque é tão difícil sair deste pântano em que caímos, segundo Guterres, em 2002.
Há quem diga que esta internacionalização se coaduna com os objectivos de sempre do comunismo.
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De António Vaz a 13.01.2020 às 20:03

«no século passado, a esquerda costumava criticar com unhas e dentes os capitalistas que se metiam em política»
Sem querer abordar a “descoberta” dessa sua ladainha, apenas me vem agora à cabeça a ideia de que certa “não-esquerda”, ultimamente, resolveu recuperar um suposto discurso do “socialismo”, no recuado nacional-socialismo, que se prende com o «extraordinário poder acumulado pelos híper-capitalistas, outrora empresários que não faziam prisioneiros e agora transformados em pacíficos defensores das causas puras, que financiam através de instituições de aparência inócua, distribuindo dinheiro e prémios a intelectuais e outros bem-pensantes que ficam a dever favores.» Só faltava, como quem não quer adiantar a coisa, dizer que esses « híper-capitalistas» até são judeus!
Não são? Dê exemplos dos que são e não são!
Mas não se preocupe porque, como se pode confirmar por alguns dos comentários aos últimos “posts” do JPT e Pedro Correia, não é só V. que é “mal entendido”: também eles são “mal entendidos” não só pelos politicamente correctos/da Esquerda (que nem existem no blogue), mas essencialmente (e sem qualquer tentativa, por parte deles – JPT e PC – de os contestarem) os racistas, politicamente incorrectos: interroga-se um deles «Porque se presume o racismo em Bragança com a morte do jovem cabo-verdiano e não em Lisboa com os jovens guineenses!?» Um outro inicia uma verdadeira tese sobre uma suposta teoria de massas proto-fascista: «Tanto falam sobre o racismo que acabarão por conseguir que mesmo os que não são se tornem racistas. O artificialismo tende a gerar estes episódios. se tornem racistas.»: afinal os racistas surgem porque há quem “invente” casos de racismo
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De Luís Naves a 14.01.2020 às 13:16

Qual é a relação entre magnatas que se metem na política e racismo? Nenhuma. Está a presumir que eu tiro conclusões que não tiro, com base em comentários que não fiz, sobre textos que não escrevi. O post é sobre um fenómeno que considero curioso: a existência de milionários (ricos como nunca houve) que financiam causas globais, sob o aplauso das mesmas forças que há um século costumavam detestar os capitalistas que se metiam na política. O leitor discorda, mas francamente não posso admitir que alguém considere que a minha opinião sobre o extraordinário poder dos híper-capitalistas contemporâneos seja a recuperação de um discurso nacional-socialista. É o delírio ou uma tentativa inábil de me silenciar. Tenho a liberdade de escrever o que me apetece e o senhor tem certamente a liberdade e o privilégio de ir para outras paragens ler coisas que o confortem.
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De António Vaz a 14.01.2020 às 20:47

«Qual é a relação entre magnatas que se metem na política e racismo? Nenhuma.»
E não é que até estou de acordo consigo com essa sua quase singela declaração ideológica!!! Mas evidentemente, se aparentemente ambos até estamos de acordo com ela, como ambos sabemos, há todo um universo que nos separa: os “seus” magnatas não são os “meus”! V. fala dos “soros do mundo” sobre os quais até lhe solicitei – em vão! – nomes: «Só faltava, como quem não quer adiantar a coisa, dizer que esses « híper-capitalistas» até são judeus! Não são? Dê exemplos dos que são e não são!»
Também, aparentemente, na corrente ideológica do politicamente incorrecto, que V. professa, há quem insista em pintar os tais “magnatas” de que fala como judeus: https://www.timesofisrael.com/nra-takes-aim-at-jewish-billionaires-pushing-elitist-agenda/.
A «censura no Facebook» de que fala o JPT é apenas uma prova da sua “extravagância»: finalmente, o JPT (e V.?) descobriu(ram?) algo que a esquerda até tinha descoberto (muitos) anos atrás (https://www.google.com/search?q=facebook+anti+democracy+crimes&oq=facebook+anti+democracy+crimes&aqs=chrome..69i57j69i64.18927j0j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8)... mas lá está, parece que os politicamente incorrectos começaram a provar também da censura que os politicamente correctos eram alvo (https://www.mediamatters.org/facebook/despite-bias-claims-facebook-not-censoring-conservatives) e começam a reagir…

«É o delírio ou uma tentativa inábil de me silenciar.»
Delírio meu? Ou apenas seu? Creio que não notou a inevitável natureza da nossa relação aqui neste blogue: se um de nós pode “silenciar” o outro, esse não sou eu! E creio que essa é apenas uma das muitas evidências que V. (e o JPT) podem recorrer…
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De Luís Naves a 15.01.2020 às 10:28

Porque é que insiste neste tom? Não entendo. Não sou da polícia, não tenho de lhe dar nomes e não tenho nada a ver com estas coisas e sei-lá-mais-o-quê, não tenho pachorra para este tipo de assunto. Está a atribuir-me opiniões que nunca tive, a propósito de um texto onde não há nada daquilo que leu.
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De António Vaz a 14.01.2020 às 20:48

«Obrigado pelo seu comentário
O seu comentário foi registado e aguarda moderação. Este blog opta por moderar os comentários pelo que só depois de ser aprovado é que o seu comentário será publicado nesta página.»
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De Anonimus a 14.01.2020 às 19:26

O Dr. Zuckerberg não é daqueles porcos capitalistas que usam a sua cartola e enrolam o bigode com os dedos enquanto pensam em novos modos de explorar o proletariado.
Tudo o que o senhor faz é pelo bem comum e pela humanidade.
Tal como o seu produto, facebook, que ele disponibilizou sem qualquer segunda intenção (aquilo nem é para fazer dinheiro nem nada) às massas para que estas tivessem um espaço livre e democrático onde pudessem expressar, divulgar e partilhas as suas ideias e pensamento.
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