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O caso do verniz desaparecido

por Pedro Correia, em 18.08.09

Aqui confunde-se debate político com o insulto mais rasteiro. Curiosamente, houve outras alturas em que o termo que chega a ser considerado "carinhoso" na tolerantíssima caixa de comentários deste post não era tão bem acolhido na doce tribo dos admiradores do primeiro-ministro. Por ter supostamente proferido tal expressão, à conversa com um falso amigo vocacionado para delator, Fernando Charrua tramou-se - e chegou mesmo a levar umas vergastadas aqui e aqui.

A diferença que duas letrinhas fazem: bastaria o João chamar-se José para tudo ser diferente: os indulgentes de agora voltariam à indignação de anteontem. O respeitinho (às vezes) é muito bonito. Mas uma grosseria será sempre feia. E mancha aquele que a profere, não aquele a quem se destina.


37 comentários

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De Ana Vidal a 18.08.2009 às 12:44

Grande chazada, Pedro!
(com exclamação e tudo, que bem merece)
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De João Carvalho a 18.08.2009 às 12:50

Faço minhas as palavras acima, da Ana.
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De Carlos Dias Ferreira a 18.08.2009 às 12:54

Pedro:

Excelente post.
Vamos agora aguardar a resposta da "Policia de Costumes" do regime.
Como é dito num comentário anterior é uma ganda chazada (gosto dele sem acúcar).
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De Ana Vidal a 18.08.2009 às 19:20

Também gosto dele sem açucar, mas com afecto.
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 18.08.2009 às 13:01

Estão os dois bem um para o outro, Pedro! Infelizmente, não são os únicos.
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De Da-se a 18.08.2009 às 16:00

A velha conversa de chacha do costume, não?
Eh pá, é mais que tempo de procurares alguma originalidade, da-se!
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De ariel a 18.08.2009 às 13:17

O Carlos Barbosa de Oliveira tirou-me as palavras da boca, (ou do teclado). Já disse tudo.
O que vale é que neste canto da blogosfera , no DO, conseguimos respirar. Há determinados locais que estão insuportavelmente infectos.
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De João Carvalho a 18.08.2009 às 15:43

Infectos e fedorentos.
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De Inês Meneses a 18.08.2009 às 13:34

Pena pormenores como este, Pedro, para estragar a sua pungente descrição:

http://jugular.blogs.sapo.pt/1095940.html
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De Leonor Barros a 18.08.2009 às 14:13

Já me tinha cruzado com esse post do fdp. É lamentável que se chegue a esse ponto e que ainda se discuta a literariedade do insulto.
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De Inês Meneses a 18.08.2009 às 14:20

Devo ter tido uma educação sui generis, já que parece que nenhum de vcs considera grosseria usar as relações familiares de uma pessoa para atacá-la (seja o ataque merecido ou não, não importa). Lá para os meus lados, por maior que seja a discordância com alguém, não se usa a família nestas guerras.
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De Leonor Barros a 18.08.2009 às 14:27

É óbvio que não se usa a família, mas isso não implica que lá porque se usou a família se desate a chamar nomes a quem o fez.
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De Inês Meneses a 18.08.2009 às 14:39

Então pode-se tecer os comentários mais rasteiros a toda a gente, desde que seja com "palavras do dicionário"? A falta de educação está no palavrão, não no conteúdo do que se está a dizer?

Francamente, não concordo. Nem percebo os ares púdicos perante uma expressão relativamente corrente e que vinha a propósito do post original. Aliás, não concordo eu nem concorda o João Gonçalves (cf link supra), a não ser agora que lhe convém para a sua pose de pobre vítima perseguida.
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De Leonor Barros a 18.08.2009 às 14:47

Não se deve tecer comentários rasteiros a ninguém. O debate político e não político não devia baixar a este nível. É-me completamente indiferente quem é que fez o quê a quem, já me é muito menos que as pessoas se insultem apenas porque divergem. A falta de educação está na intenção. Chamar filho da puta a alguém é insultuoso, mesmo que não seja a mãe que está em causa (para mim nunca é).
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De Inês Meneses a 18.08.2009 às 14:54

Estamos de acordo, Leonor, o debate político não anda exactamente um sítio onde gostássemos de levar os nossos filhos (ou avós) a passear...

O meu ponto era só que a grande quebra de verniz terá sido usar o pai de alguém contra esse alguém (ou o filho contra o pai, tanto faz qual era a intenção). Por comparação e em resposta a isso, "filho-da-puta" não me parece particularmente gravoso, e faz-me espécie o coro de gente ofendida a defender alguém que é, por sistema, ofensivo a falar dos outros. Mas adiante. Venha o próximo episódio pateta do período eleitoral.
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De Leonor Barros a 18.08.2009 às 15:06

A minha avó que teria feito ontem 109 anos se fosse viva e que era monárquica e depois fã do Salazar teria tido síncopes sucessivas se presenciasse o que por aí anda de falta de respeito. Mas concordamos, Inês, odeio que as pessoas se insultem porque discordam e é óbvio que a família deve ficar sempre de fora, mães incluídas.
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De Inês Meneses a 18.08.2009 às 15:14

Rs, conheci um senhor exactamente dessa idade (nasc. em 1900, 2 de Janeiro), primeiro monárquico e depois integralista. Mas esse não era pessoa para síncopes, só para comentários ácidos.
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De Leonor Barros a 18.08.2009 às 15:17

A minha avó também era rapariga para se recompor rapidamente :)
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De Ana Matos Pires a 18.08.2009 às 15:14

Mas a questão inicial é exactamente essa, Inês, isto é, que debate político? Onde está ele? Que debate político se inicia com "Este é filho do outro. Um pouco de pudor deveria refrear-lhe os instintos. Expele exactamente o mesmo estilo de flatulência política do papá. Não aprenderam nada. Não esqueceram nada. Estão bem em casa. Em família."?
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De Leonor Barros a 18.08.2009 às 15:18

Não se inicia, é nivelar por baixo, mas não implica que se lhe reponda com uma moeda semelhante.
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De Ana Matos Pires a 18.08.2009 às 16:03

Não, Leonor, não se responde de modo semelhante, chamam-se os bois pelos nomes e arruma-se o assunto. Digo eu que sou uma sujeitinha menos decente que o João Galamba, repare no que ele disse hoje ao i "Foi uma reacção a quente. Mas assumo o insulto, que não foi gratuito: o post do João Gonçalves foi inaceitável e não era debate político" (...) "não deveria ter escrito aquilo num blogue de apoio ao PS" (...) "O post que motivou a minha reacção foi escrito sob a capa do debate político. Mas aquilo era, no fundo, um enxovalho e um insulto a uma pessoa de quem sou amigo".
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De Leonor Barros a 18.08.2009 às 16:19

Eu já entendi, Ana, mas continuo a achar que não havia necessida de descer tanto, até porque na blogosfera escreve-se e escrevendo-se ainda temos uns segundos para pensar que o que 'dissermos' por esta via ficará escrito.
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 18.08.2009 às 15:31

"... já que parece que nenhum de vcs considera grosseria usar as relações familiares ..."

Já que, como escriba do DO, me chamou à colacção, Inês, devo dizer-lhe o seguinte:
Por acaso sou de uma cidade onde, não há muito tempo, (até escrevi sobre isso no meu blog) era possível ouvir, em bairros degradados, uma mãe ralhar aos filhos nestes termos "anda cá meu fdp!". Claro que isso não invalida que me desagrade esse linguarejar,arreigado em classes sociais mais desfavorecidas. No entanto, compreendo-o, porque sei que muitas das pessoas que o usam não lhe dão a conotação que se dá em Lisboa, por exemplo.
Agora, sinceramente, não esperava isso do João Galamba.
Já quanto ao João Gonçalves, nada me espanta... De quem trata como "membro da seita" todo aquele que discorda da sua amada líder, tudo é de esperar. Aliás, a verborreia dos posts do PP é um tratado de má criação. Alguns acham-lhe piada. Outros ( em que me incluo) vêem nele outras características menos edificantes.
Em minha opinião, está a dar-se demasiada importância a um episódio que deveria ser rapidamente esquecido, para que a blogosfera não se transforme num palco de agressões verbais que apenas a descredibilizam.
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De Inês Meneses a 18.08.2009 às 15:39

Carlos, o vcs era para os comentadores que me antecederam, mas fui um bocado genérica, sim.

Tirando essa ideia de que fdp tem uma conotação especialmente pesada em Lisboa (sou lisboeta, de várias gerações, e não tenho essa noção), estamos de acordo. Esta conversa não justifica tanto sururu.
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De João Carvalho a 18.08.2009 às 15:58

Estamos de acordo e o comentário que deixei abaixo fica sem efeito, por desnecessário.
Gostei de 'sururu', que uso imenso. Julgava eu que fazia um uso solitário e é bom saber que tenho companhia.
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De João Carvalho a 18.08.2009 às 15:51

Também me senti chamado à colacção, Inês. Mas concluí como o Carlos: não ajudarei a encher o balão, que o caso não merece ser publicitado e ampliado.
Há blogosfera e blogosfera. O DO não pertence à blogosfera, mas sim à blogosfera. Fiz-me entender?
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De Inês Meneses a 18.08.2009 às 15:56

Não, fiquei muito confusa, agora vou ficar aqui enrolada em posição fetal e a balançar-me até alguém me vir buscar (yes, of course, João, fez-se entender até muito bem).
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De João Carvalho a 18.08.2009 às 16:36

Já disse acima, Inês: sem efeito. Não mais sururu...
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De Ana Vidal a 18.08.2009 às 19:35

Só a leio agora e também me sinto chamada à colacção com o seu comentário, Inês. Não se trata de pudores virginais nem de moralismos, trata-se de educação, simplesmente. Lá para os meus lados também não se usa a família em guerrilhas políticas (ou outras), nem ao ataque nem à defesa. De onde concluo que a minha educação foi parecida com a sua e não tanto sui generis como isso. Ambos estiveram mal, ponto final.
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De Ana Mestre a 18.08.2009 às 15:56

Criticar, dar opinião é permitido mas com educação...acredito mesmo que se tenha razão utilizando os termos"fedorentos" perde-se toda a razão e é descer muito baixo...Continuo na minha, alguns portugueses adoram lavar a roupa suja fora de casa...
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De João Carvalho a 18.08.2009 às 16:25

É a chamada política 5-à-sec.
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De Ana Mestre a 18.08.2009 às 16:33

Gostei dessa João...hehehehe
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De Daniel João Santos a 18.08.2009 às 18:22

Exageros de insultos de quem leva as coisas mais serias do que elas são.

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