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Um estalinista convicto

por Pedro Correia, em 19.08.09

 

Miguel Urbano Rodrigues defende o indefensável. Sem que ninguém no seu partido (o PCP) se demarque disto:

"O Relatório Secreto de Khruchov trouxe um poderoso estímulo à campanha de demonização de Stalin.
A abertura dos Arquivos soviéticos e as memórias de marechais que desempenharam um grande papel na derrota militar do III Reich constituem o mais eficaz dos desmentidos a afirmações caricaturais desse Relatório que apresenta de Stalin a imagem de um dirigente que caíra em depressão com a invasão alemã e sem influência directa na condução da guerra patriótica.
A tese provocatória dos 'monstros gémeos', difundida por Ana Arendt e outros escritores anticomunistas, não passa de uma grotesca operação de marketing político. Mas continua a ser tempero utilizado nas campanhas de satanização de Stalin.
Losurdo chama a atenção para o protagonismo que Arendt mais uma vez assumiu nessa ofensiva, na tentativa de forçar um paralelo entre a Alemanha nazi e a URSS Staliniana.
A escritora sionista pretende iluminar "a origem do totalitarismo", mas na realidade o seu ensaio agride a História, configurando aquilo a que Lukacs chama o assalto à razão."

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20 comentários

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De Ana Vidal a 19.08.2009 às 12:30

Uma grotesca operação de marketing político?? Espantoso.
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De Pedro Correia a 19.08.2009 às 13:06

O camarada MUR critica Krutchov por este ter ousado criticar Estaline em 1956. Inacreditável como em 2009 ainda há quem escreva coisas destas.
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De Ana Vidal a 19.08.2009 às 17:10

José Estaline, esse inocente menino de coro injustiçado pelos anti-comunistas... não há direito.
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De Ana Margarida Craveiro a 19.08.2009 às 13:35

Ana Arendt? Mesmo? Deve ser o uso criativo da linguagem. :)
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De Pedro Correia a 19.08.2009 às 13:50

Essa 'escritora sionista' que 'agride a História'... Um bom estalinista acha-se sempre no direito de deturpar alguma coisa - dos nomes das pessoas à realidade histórica.
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De João Carvalho a 19.08.2009 às 14:14

Passando pelos campos de concentração e pela matança de seres humanos.
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De António de Almeida a 19.08.2009 às 14:16

O Resistir.info é a versão vermelha do Inimigo Público!
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De João Carvalho a 19.08.2009 às 14:18

A História escreve-se quando podemos estender o olhar distanciado dos factos. Uma verdade que só não o é para Miguel Urbano Rodrigues e alguns do mesmo quilate: para perto têm vista cansada, para longe sofrem de miopia convicta.
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 19.08.2009 às 15:12

Posso assinar por baixo, João? Só acrescentaria um pequeno detalhe : os do "mesmo quilate" encontram-se em todos os partidos, desde o CDS/PP até ao PCP.
Claro que entre MUT e os outros há uma grande diferença... Enquanto MUT tem uma visão distorcida da História, alguns fundamentalistas doutros partidos querem construir a História com premissas de mentira, porque a miopia lhes coarctou o discernimento.
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De João Carvalho a 19.08.2009 às 15:18

Se assinares o meu, assino o teu. Hehe...
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De Ana Vidal a 19.08.2009 às 17:23

É isso mesmo, João. Admite-se - é humano - que haja interpretações distorcidas quando os ânimos ainda estão inflamados e as emoções ao rubro. Mas com tantos anos de distância e muita história pelo meio, é inadmissível esta miopia ideológica.
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De jpt a 19.08.2009 às 15:08

Podia, pelo menos, acertar no nome
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De João Carvalho a 19.08.2009 às 15:19

Poder, podia... mas não era a mesma coisa.
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De Odete Pinto a 19.08.2009 às 20:07

Também já defendeu o indefensável em relação às soit disant heróicas FARC.
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De Pedro Correia a 19.08.2009 às 23:22

Pois já. Envergonhando muita gente do seu próprio partido.
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De MP a 20.08.2009 às 16:12

No prefácio às Origens do Totalitarismo, Hannah Arendt diz o que pensa acerca da 'compreensão filosófica' de que fala este senhor: The conviction that everything that happens on earth must be comprehensible to man can lead to interpreting history by commonplaces . Comprehension does not mean denying the outrageous , deducing the unprecedented from precedents , or explaining phenomena by such analogies and generalities that the impact of reality and the shock of experience are no longer felt . It means , rather , examining and bearing consciously the burden which our century has placed on us – neither denying its existence nor submitting meekly to its weight . Comprehension , in short , means the unpremeditated , attentive facing up to, and resisting of , reality – whatever it may be .”
Quanto ao seu sionismo, anti-comunismo e neo-liberalismo , talvez fosse bom que, antes de opinarem baseadas no ouvir dizer e nas generalizações fast-food que por aí andam, pessoas como o autor desse 'maravilhoso' texto começassem por ler as suas obras com a atenção que merecem, pois talvez descobrissem alguém cujo pensamento tem mais afinidades com a Esquerda do que se diz. O único problema é que, em si mesmo, o pensamento de Hannah Arendt não é facilmente arrumado em prateleiras pré-existentes, e isso pode ser difícil de aceitar para quem debita em vez de pensar, característica que, infelizmente, é comum à maioria dos intervenientes políticos actuais, independentemente da sua simpatia partidária, orientação ideológica ou posicionamento político.
Nota: praticamente desde que exerço o direito de voto, exerço-o votando no PCP, mas não abdico de pensar por mim mesmo, tal como Arendt nunca abdicou, mesmo sendo casada com um Comunista - co-autor silencioso de Origens - e tendo acompanhado com grande interesse algumas experiências de esquerda que tiveram lugar na Europa Central e de Leste. Enfim, esta é mais uma daquelas situações em que 'a Esquerda é o que eu acho; todos os que pensam de forma diferente são reaccionários'.
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De João Carvalho a 20.08.2009 às 19:27

Esta foi de folego!
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De Pedro Correia a 20.08.2009 às 19:37

Aplaudo a reflexão que aqui nos deixou, MP.
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De Pedro Gonçalves a 04.10.2009 às 05:34

Inacreditável é a tua ignorância: se não sabes, inúmeros historiadores norte-americanos demonstram hoje a falsidade do que foi imputado a Stáline. Mas tu mesmo és o que se convencionou chamar stalinista, porque criticas o MUR - ai que pena não poderes impedi-lo de escrever - como se o contrário do que ele defende fosse dogma.
Educa-te, pá: olha que o anticomunismo cavernícola faz rugas.
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De João Carvalho a 04.10.2009 às 05:54

Ser grosseiro não te dá direito a resposta detalhada. Educa-te, pá: olha que o comunismo primário já é coisa de velhos.

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