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Melodias de Sempre *

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 25.01.09

Não costumo ler a imprensa desportiva. Razões profilácticas levaram-me, há muito, a  prescindir dessa tortura.
Hoje, enquanto lia a entrevista de Rui Machete no DN, recebi o telefonema de um amigo, aconselhando-me  a comprar “A BOLA” e ler o artigo de José Manuel Delgado na página 3. Contrariado, lá segui o conselho.
Sinto-me roubado em 80 cêntimos. O artigo de JMD -  “Jesus Crucificado”-  é um atentado ao jornalismo. Uma série de inverdades e omissões servem de base a um artigo prenhe  de benfiquismo serôdio, digno de figurar no jornal do Benfica, mas nunca num jornal que apregoa a pluralidade.
Certo que o primeiro golo do FC Porto foi precedido de fora de jogo, mas lembro que os comentadores da RTP só conseguiram assegurar a ilegalidade da jogada quase no final da primeira parte, depois de recorrerem a meia dúzia de repetições  e consultarem as novas regras da lei do fora de jogo.
JMD, com a isenção que o caracteriza, omite o golo mal anulado a Tomás Costa porque falar disso deitaria por terra a sua teoria. Prefere falar de duas grandes penalidades não assinaladas contra o FC Porto (quando na verdade só houve uma e já quando o FC Porto vencia por 2-0 por direito próprio, pois o golo mal anulado a Tomás Costa foi antes da mão na bola de Guarin) que falsearam o resultado.

Depois, afirma que Jesus terá dito no final do encontro que tinha sido ainda mais prejudicado do que no jogo com o SLB. Dou o benefício da dúvida a JMD, mas afirmo peremptoriamente que no final do jogo, durante a “flash interview”, Jorge Jesus não disse nada disso. Poderá ter feito essa afirmação durante a conferência de imprensa (que não ouvi)  mas não no flash interview a seguir ao jogo.
Finamente, numa manifestação de jacobinismo desportivo,  incentiva Mesquita Machado a repetir as afirmações (infelizes, na minha opinião) proferidas após o jogo com o SLB. Compreendo essa ânsia (fará vender mais jornais, não é?) mas não aceito a desonestidade intelectual que lhe está implícita.
Toda a gente sabe que se os jornalistas de “A BOLA” decidissem os jogos, o SLB seria campeão todos os anos e as equipas só entrariam no relvado para cumprir um ritual.

Acontece, porém,  que o tempo do Estado Novo já lá vai,  pelo que seria natural que deixassem de viver no tempo da pedra lascada, tecendo raciocínios e fazendo juízos próprios de homens de Neandertal.
Um jornalista deve ser isento e relatar factos. Se quer ser ficcionista, então o melhor é escrever livros, ou no Jornal do Benfica. 

De uma vez por todas, os homens que trabalham nos desportivos que lhes garantem o ganha-pão deviam aprender que não podem comportar-se como incendiários que ateiam fogos e logo a seguir  virem, despudoradamente, acusar outros de o terem feito, com aquele ar inocente  das pessoas sem carácter.
 

* com o pedido de desculpas à RTP pela usurpação do título


9 comentários

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De Luis Moreira a 25.01.2009 às 17:35

Eu não leio desportivos porque percebi há muito, que no dia em que deixarem de serem parciais não são lidos .Basta ler aqui a sua opinião para perceber isso.É verdade que o Braga não ganharia aquele jogo.Não tem capacidade goleadora para isso, mas que foi roubado foi.O primeiro golo é iilegal,há dois penalties a favor do Braga, o golo do Tomaz Costa nunca foi golo porque o bandeirinha assinalou a posição ilegal antes de ele rrematar.Tal como foi roubado na Luz, o Braga ontem foi "espoliado" (à crítico desportivo) de dois penalties.Para um só jogo é dificil ser pior!
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 25.01.2009 às 20:14

Pior. só mesmo na Luz, onde o fora de jogo se via sem necessidade de repetição e houve dois penaltis contra o SLB que não foram marcados.
Ontem, em Braga, só depois de repetições e, quanto a penalty, só vi um.
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De Pedro Correia a 25.01.2009 às 18:10

Durante muito tempo, fui leitor fiel d' "A Bola". A deriva editorial do jornal pôs-me a milhas. Há vários anos que deixei de o ler.
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 25.01.2009 às 20:16

Também fui fiel leitor de A BOLA, no tempo em que aquilo era um jornal. Agora, nem A BOLA, nem nenhum desportivo, Pedro!
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De Luis Melo a 25.01.2009 às 20:06

Muito em CBO... é preciso dizer estas coisas "publicamente".

Não podemos deixar passar estas coisas que acontecem na comunicação "dita" social.

Vergonhoso o que faz JMD e outros nos jornais (desportivos e outros) deste país.
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 25.01.2009 às 20:17

Obrigado Luis, mas não vou perder muito tempo a falar de ruins defuntos. Só por excpção, nunca como regra.
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De Luis Melo a 25.01.2009 às 20:34

E faz muito bem. É preciso dar-lhes a importância que (não) têm. Bem haja.
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De Paulo Ferreira a 25.01.2009 às 21:15

Peço desculpa pela frontalidade ao gastar 80 cêntimos na aquisição do pasquim não oficial do benfica deveria esperar o que lhe sucedeu, desilusão!
Longe vão os tempos em que esse jornal era a referência, imparcial ou parcial não tenho disso memória, do jornalismo desportivo português....hoje mais valia ser distribuido como newsletter em pdf enviada directamente para os endereços electrónicos dos sócios do slb....
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De Luis Moreira a 25.01.2009 às 23:00

Vejam em Bola na Área o fora de jogo do Tomaz Costa.Sem rebuço! (à crítico desportivo)

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