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Assim não vamos lá

por João Carvalho, em 29.07.09

Este editorial de hoje e a oportuna chamada de atenção neste post mais abaixo sugerem uma reflexão que devia estar na ordem do dia entre nós, mas que os nossos políticos continuam a pôr de parte. E, contudo, tinha de considerar-se urgente como nunca, já que se mantém teimosamente em Portugal a confusão entre rendimento elevado e património elevado.

O património elevado é de ricos, que podem nem fazer nada porque as suas posses o permitem. Já o rendimento elevado é de quem trabalha e gere com sucesso, é de quem investe e cria. Ora, no nosso país, os dois casos são tratados do mesmo modo, para não dizer que, por vezes, o rico ocioso ainda sai beneficiado em relação ao investidor que trabalha.

Enquanto for assim, a deprimente falta de imaginação e competência, a insuportável falta de visão e ignorância dos que gerem a coisa pública deixar-nos-á cada vez mais fragilizados, num fosso crescente, agravado e descontrolado de injustiças sociais. O Estado precisava de cobrar com outra justiça, para redistribuir com justiça ainda maior. Com o miserabilismo habitual e a miopia tradicional não vamos lá. É pena, mas quem tem as ferramentas não sabe e não quer aprender a usá-las.

Só podemos lamentá-lo e fingir que acreditamos que vêm aí outras cabecinhas melhores. No nosso íntimo, sabemos que não. Tal como sabemos que boa parte das receitas do Estado continuarão a ser gizadas a martelo e muita redistribuição se manterá planeada a olho.


2 comentários

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De Carlos Dias Ferreira a 29.07.2009 às 15:36

João:

Este tem sido o cancro da democracia Portuguesa e pelos vistos infelizmente tal como o outro vai matando devagarinho este país.
Ao fim de 34 anos após o 25 de Abril ainda não percebemos (muitos) que este é um dos problemas basilares que enquanto não for resolvido tolhe tudo e todos mas já perdi a esperança de ver mudanças nesse aspecto talvez as gerações que estão por nascer as resolvam e vejam bem melhor que nós.
Assim desejo e espero.
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De João Carvalho a 29.07.2009 às 15:58

Oxalá, Carlos. Oxalá. Mas não me cheira que esteja para breve.

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