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Chamem a polícia

por João Carvalho, em 22.07.09

O insólito contrato recontratado de concessão do terminal de Alcântara cheirava a esturro desde o primeiro momento em que pôs a cabeça de fora. Longe ainda de se conhecer muita coisa sobre ele. Tão longe que o governo até omitiu documentação que ainda favorece mais os já favorecidos. Ora, só esconde quem tem a consciência pesada. Ou falta dela.

Querem o contribuinte a pagar, se aquele obscuro e suspeito contrato não for muito favorável aos favorecidos? Que pague o Mota, o Engil, o Coelho, o Jamé, sei lá. Alguém que pague. Pela minha parte, ficam a saber: chamem a polícia, que eu não pago. Se o País continua a trilhar este caminho da sem-vergonhice pegada, não quero pagar mais nada.

Não sou pai de pançudos. Recuso-me a pagar escandalosas negociatas milionárias contra os interesses do Estado sem nunca ver responsáveis obrigados a pagar por mim, a pagar ao Estado, a pagar-me, a pagar-nos. Vão chamar pai a outro. E chamem a polícia, já disse.


16 comentários

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De Jorge Assunção a 22.07.2009 às 19:14

Este post está a pedir música, João:

http://www.youtube.com/watch?v=YmXOpecUGJk
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De João Carvalho a 22.07.2009 às 20:38

Só podia ser. Hehe...
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De Jorge Assunção a 22.07.2009 às 19:20

Quanto ao negócio em si, o ministro Jamé quer fazer contratos com a empresa privada do Coelho, como o Coelho quando foi ministro fazia contratos com as empresas de auto-estradas e pontes sobre o Tejo. O risco do negócio fica sempre com o contribuinte.
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De João Carvalho a 22.07.2009 às 20:38

Ponho-me no desemprego, vivo de esmolas e durmo onde calhar. Não pagarei. E chamem a polícia.
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De Leonor Barros a 22.07.2009 às 19:43

Subscrevo inteiramente, João. Perdeu-se o tino e a vergonha.
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De João Carvalho a 22.07.2009 às 20:37

Um País sem vergonha, este.
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De Antifarsista a 22.07.2009 às 20:13

O problema é que vamos mesmo pagar e não nos vão deixar bufar...
Até quando?
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De Ana Mestre a 22.07.2009 às 20:18

Concordo...mesmo que não estejamos a favor, a factura será sempre nossa...
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De João Carvalho a 22.07.2009 às 20:36

Ponho-me no desemprego, vivo de esmolas e durmo onde calhar. Não pagarei. E chamem a polícia.
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De Ana Mestre a 22.07.2009 às 20:44

Pobre povo, ceguinho
Entre a rosa e o espinho,
Laranja e podridão,
Escravatura e corrupção!

Pobres de nós, indulgentes
Tudo perdoamos e esquecemos
A Governos incompetentes
E fingimos que vivemos…

Somos já raça de mendigos
Atolados no desemprego,
Dívidas e outros inimigos
Do nosso grande sossego.

Aplaude novamente
O “bom do politico” que passa
E que tão bem te mente…
Ou mostra, Povo, a tua raça!
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De Ana Mestre a 22.07.2009 às 20:47

Poema retirado de "Luso Poemas"
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De João Carvalho a 22.07.2009 às 23:02

Julguei que tinha sido surripiado à Amêijoa Fresca..
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De Ana Mestre a 22.07.2009 às 23:08

Nem pensar João...Ameijoa Fresca é único...mas confesso que andei lá a dar uma espreitadela no blogue do Algarve :)
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De Amêijoa Fresca a 22.07.2009 às 21:39

A tradição secular
do Estado malicioso,
para depois esfolar
num ciclo vicioso.

Uma sociedade minada
por fedorenta podridão,
a corrupção iluminada
por abjecta devassidão!

A justiça fugitiva,
além de impotente,
esta postura incentiva
a corrupção patente.

A polícia é chamada
para acudir gente honesta,
aguarda-se pela bastonada
na escumalha funesta!
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De João Carvalho a 22.07.2009 às 23:03

Sim, aguardamos pela bastonada. Sentados, de preferência.

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