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Esperança pela minha Lisboa

por André Couto, em 16.07.09

Assistimos nos últimos dias a uma lufada de apoios a António Costa. Ao contrário do que Pedro Santana Lopes atabalhoadamente transmite, não é o desespero de quem tem medo de perder as eleições. O que temos assistido é à mobilização da sociedade civil em torno de um homem. No que me toca sei bem que a sociedade civil não se mobiliza, surge. A sociedade civil aparece de quando em vez como uma junta de salvação para que algo de mau termine ou para que algo de mau não aconteça. As pessoas que hoje vêm a terreiro fazem-no assumidamente porque não se conformam com a mais remota possibilidade do regresso do desgoverno e da irresponsabilidade à Câmara Municipal de Lisboa.

Quando José Sá Fernandes se candidata pelas Listas do Partido Socialista, não é só "o Zé que fazia falta", é todo o Movimento "Lisboa é muita gente". Com o José Sá Fernandes estão Gonçalo Ribeiro Teles (Fundador do Partido Popular Monárquico), Delgado Domingos (Fundador do Movimento Partido da Terra), Cipriano Justo (Renovação Comunista), José Fonseca e Costa, Ricardo Sá Fernandes, Virgílio Castelo, Miguel Guilherme, Augusto Cid e muitos outros. Giro é ver que neste Movimento prestam apoio a António Costa três Fundadores do MPT e dois do PPM, dois partidos descaracterizados que se coligaram com Santana Lopes. Experimentem perguntar-lhes porquê.
Quando Helena Roseta se candidata pelas listas do Partido Socialista, não é só a Helena Roseta, é todo um Movimento que a secunda, o "Movimento Cidadãos por Lisboa", do qual fazem parte Manuela Júdice, Fernando Nunes da Silva e muitos outros.
Quando o Movimento "Cidadãos de Lisboa Apoiam António Costa" a título gracioso em termos de lugares no executivo camarário, surge o apoio de pessoas como Rui Vieira Nery, Lídia Jorge, Raul Solnado, Eduardo Lourenço, Júlia Coutinho (Renovação Comunista) e Eduardo Pitta.

O apoio da maioria destes vultos de Lisboa e do País não se compra com lugares mas com credibilidade, trabalho feito e garantia de futuro. Só surge quando as pessoas vêem honestidade, força, valores e princípios. É natural que se façam representar, mas não é isso que os move, o que os move é algo que a direita não sabe sentir. Nunca soube. Não consta da sua cartilha.

 

(também no CC)

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19 comentários

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De Daniel João Santos a 16.07.2009 às 10:36

Com isto tudo, esta reunião toda, sobrou espaço para alguém do PS?
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De André Couto a 16.07.2009 às 10:50

Um dos traços que distingue o Partido Socialista no espectro político português é exactamente o facto de nunca se ter sentido menos representado pelos independentes. Bem pelo contrário, o Partido Socialista procura sempre o máximo envolvimento da sociedade civil e nunca vi ninguém queixar-se disso internamente.

Provas recentes deste facto é a Lista ao Parlamento Europeu bem como o actual Governo de José Sócrates, isto para lhe dar exemplos recentes.
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De O meu olhar a 16.07.2009 às 11:46

Concordo plenamente.
Tomei a liberdade de fazer, no Incursões, a ligação ao seu texto
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De RMG a 16.07.2009 às 13:51

Este André tinha graça. Agora está a começar a roçar o ordinário. Mas quem é que o personagem se julga para ser o detentor dos valores ou dos princípios?
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De André Couto a 16.07.2009 às 14:02

Onde me arrogo ser detentor dos valores ou dos princípios? Constato que António Costa os tem e que me parece que a Sociedade Civil também reconhece nele. Em que medida é que isso o incomoda?

Sou detentor do meu direito/dever à emissão da minha opinião e nesse sentido serei ordinário até que o Sr. RMG rebente.
Abraço.
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De RMG a 16.07.2009 às 14:28

Como não percebeu, eu explico: "o que os move é algo que a direita não sabe sentir". Referia-se aos valores, à honestidade e aos princípios, que a direita não sabe sentir. E eu volto a perguntar: mas quem se julga o sr André para dizer que a direita não sabe sentir o que quer que seja?
Pela minha parte pode ficar descansado: muito mais depressa vai rebentar "sua" a sociedade civil em torno de um Homem (se não fosse republicano, laico e socialista, diria que era Deus) do que eu. Rídiculo.
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De André Couto a 16.07.2009 às 14:44

Como não me expliquei bem, esclareço. Foram as regras de boa educação que me transmitiram os Senhores meus Pais.

Antes de mais cito-me, "O apoio da maioria destes vultos de Lisboa e do País não se compra com lugares mas com credibilidade, trabalho feito e garantia de futuro. Só surge quando as pessoas vêem honestidade, força, valores e princípios. É natural que se façam representar, mas não é isso que o move, o que os move é algo que a direita não sabe sentir. Nunca soube. Não consta da sua cartola.".

É minha opinião que uma das coisas que marca a separação entre a direita e a esquerda, e eu sou de esquerda, é exactamente a sensibilidade social, o sentir do pulso à sociedade e a proximidade e preocupação com a mesma antes de quaisquer outras preocupações. Diria que isto é um facto histórico. Se disto discorda está no seu pleno direito e tem todo o meu respeito para com a sua opinião.

A minha opinião não violenta ninguém, não rebaixa, não oprime nem é menos correcta. Como tal, se não gosta o máximo que pode fazer é não olhar. Estou certo que será um tema muito debatido nestas eleições pelo que em breve falaremos dele a fundo.
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De RMG a 16.07.2009 às 15:15

Para fim de diálogo de surdos, e já que fala em factos históricos para distinguir a direita a e esquerda, faço-lhe, com toda a humildade, a mesma recomendação, com que fez outro vulto aos seus camaradas: estudar História.
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De André Couto a 16.07.2009 às 16:48

Remeto-o exactamente para o mesmo conselho com um pormenor: estudar História de Portugal.
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De RMG a 16.07.2009 às 16:59

Só tenho duvidas a quem pedir explicações: aos Monárquicos? ao Saramago comunista as vezes? à extrema-esquerda do Sá Fernandes? ou comunistas corridos do PC? À Roseta não peço, porque a história em dois anos muda completamente. Não dá credibilidade. Ao António Costa número dois do Socrates? Ao Antonio Costa critico do governo (desde 7 de junho) de que fez parte ? Ao Sócrates? E será que posso ter explicações por fax?
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De André Couto a 16.07.2009 às 17:52

É muita gente a quem pedir explicações e perguntar porquê, não é? Se eu quiser fazer o mesmo do lado do Santana Lopes, para além do próprio não vejo muitos mais...
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De André Couto a 16.07.2009 às 14:32

Muito obrigado!
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De Anonimo a 16.07.2009 às 15:59

Creio que entre os convidas no Martinho da Arcada e a dita Sociedade Civil ainda vai uma diferença....
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De André Couto a 16.07.2009 às 16:46

Não falo só dos convivas do Martinho da Arcada, falo de três Movimentos e de dezenas de pessoas.
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De Pesaran a 17.07.2009 às 01:00

Ao Senhor Couto:
A credibilidade…
Atente à última alínea::
Glogar na net:
"Sócrates mente": 1 990
"Sócrates diz a verdade": 1 760
(inclui as versões "Sócrates, diz a verdade" e "Sócrates diz a verdade!"
"Sócrates ataca": 3 280
"Sócrates tem credibilidade": 2 (inclui "Sócrates tem credibilidade? LOL.")
trabalho feito…
Só se for em processos a jornalistas.
Googlar: "Sócrates processa": 2 830
E tinha o engenheiro dito em congresso:
"Não tem credibilidade quem ataca os jornalistas só porque as notícias são inconvenientes."
Está aqui a resposta à sua primeira infirmação: credibilidade.
Garantia de futuro…
Com Patranhas e este trabalho? Só se formos todos para o allgarve tourear os touristas ou os capitalistas portugueses que a esquerda do PS tem enchido os bolsos com (PIN)ocadas ao erário público.
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De André Couto a 17.07.2009 às 02:32

Sem desprezo pelas suas palavras diga-me só uma coisa: o que raio tem isso a ver com as Eleições Autárquicas e com a cidade de Lisboa?
É obsessão mesmo...
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De DSC a 17.07.2009 às 10:19

Sr André Couto, sou de Lisboa mas há muitos anos que vivo fora. Vou de vez em quando, quando posso.

Assim perguntava-lhe: O que é que o António Costa fez por Lisboa?

Ansiosamente esperando pela resposta.

Cumprimentos
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De DSC a 18.07.2009 às 13:08

a minha ansiedade e o meu entusiasmo estão a devanescer. Continuo por saber o que é que o Costa fez por lisboa. Alguém pode dizer alguma coisa?

Obrigado. Cumprimentos
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De Pedro Quartin Graça a 18.07.2009 às 08:45

Nem Manuela Raposo de Magalhães nem José Delgado Domingos, pessoas estimáveis, foram contudo fundadores do MPT. O seu a seu dono. E, já agora, eu também não fui...

Pedro Quartin Graça
(Presidente da CPN do MPT)

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