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Porquê remediar se podemos prevenir?

por André Couto, em 21.01.09

Tem milhas a discussão acerca da eficácia de apoios como o Rendimento Mínimo Garantido e o Subsídio Social de Desemprego. Tenho para mim que a questão tem sido amiúde mal colocada. Mais que a existência ou não destas ajudas estatais, relevam os critérios de atribuição e a fiscalização que é exercida para que possa haver uma maximização da sua utilidade.

O Ministro Vieira da Silva, na senda do excelente e sério trabalho que tem realizado, promoveu hoje em sede de Conselho de Ministros, a extensão do Subsídio Social de Desemprego dos 12 para os 18 meses. "Os bandidos vão-se alimentar mais tempo dos frutos dos nossos impostos", dirão uns. Quanto a mim tenho a certeza que, em tempo de crise económica e social, esta é uma medida vital para a estabilidade das famílias e para a segurança do País. O Estado tem de cumprir de forma pró-activa a sua missão apoio extraordinário aos cidadãos, em especial nos momentos de crise económica.

Ademais, dada a íntima relação da pobreza e da exclusão social com a aumento das taxas de criminalidade, esta medida terá fortes resultados na prevenção da criminalidade. A segurança não se alcança apenas investindo nas forças de segurança, antecipar os problemas e agir faz com que não se tenha de remediar dessa forma e muitas vezes com custos inferiores.

Mais uma excelente medida de um dos melhores Ministros deste Governo.


4 comentários

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De joao severino a 21.01.2009 às 19:25

Caro André

Se o ministro Vieira da Silva tem ideias tão excelentes, como é que consegue olhar para os portugueses distinguindo-os como de primeira e de segunda classe.
Um português que trabalhou no estrangeiro, que regressa a casa, que esteja desempregado e inscrito como tal no Centro de Emprego, não tem direito a subsídio de emprego. Para o Governo pode viver do ar ou de esmolas...
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De toulixado a 21.01.2009 às 20:27

É isso mesmo, mais vale prevenir, bora lá a distribuir uma camisinha a cada um, mas daquelas que possam ser recauchutadas, que isto não é da Joana!
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De Ricardo S a 21.01.2009 às 20:57

Efectivamente, é uma das poucas excepções. Este ainda consegue fazer alguma coisa de boa. E esta é uma medida boa se, como é obvio, continuar e acentuar-se a fiscalização.
Ontem, ouvi nas noticias que a segurança social tinha "apanhado" muitas mais baixas fraudulentas do que em 2007. E esta tem que obrigatoriamente ser uma das apostas de qualquer governo: o combate à fraude, seja na segurança social, seja nos impostos.
Cumprimentos.
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De CMesquita a 21.01.2009 às 22:58

É pena que estas excelentes medidas só sirvam as necessidades e o interesse de alguns. Não que discorde do enfoque social que elas encerram mas pergunto-me ... que medida tomar para ajudar aqueles que - durante anos - se sujeitam aos recibos verdes, sem qualquer vínculo contratual?
É que para estes a crise chegou muito antes desta se ter instalado.
Relembro, que não têm direito ao subsídio social de desemprego, independentemente do número de anos consecutivos que possam ter trabalhado a recibos verdes.
Por isso, enquanto alguns têm 18 meses para procurar um emprego, esperar que ele apareça ou que a crise passe, os outros têm o tempo que conseguirem manter-se sem ele ou enveredar pela “criminalidade”.
Afinal... "Porquê remediar se podemos prevenir"?

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