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Delito de Opinião

Elas na TV

Patrícia Reis, 19.10.14

Há cerca de dez anos, era comum lerem-se entrevistas a actrizes norte-americanas sobre a falta de papéis interessantes. Hoje, as actrizes têm papéis interessantes e estão a mudar a face de uma certa forma de se fazer televisão. Há dez anos, fazer televisão não era considerado prestigiante. Hoje, é um caminho.

Shonda Rimes (produtora) é uma das protagonistas da mudança. Começou com a Anatomia de Grey (o nome deriva do apelido da personagem que faz voz off e conta a história, Meredith Grey, interpretada por Ellen Pompeo), depois Scandall (com Olivia Pope - a actriz Keira Washington - a dar cartas no mundo da política e da espionagem) e agora surge com How to get away with murder ( Viola Davis a fazer de Annalise Keating, advogada e professora). Além destas séries, podemos ainda ver (abençoado cabo e internet) Madam Secretary (Tea Leoni na Casa Branca, Bess McCord) e Segurança Nacional (Claire Danes a fazer de Carrie Mathison e a lutar na CIA para que o mundo seja mais... qualquer coisa).

O mais pertinente não será entrar na discussão sobre o género, será reconhecer que é possível entregar a actrizes, produtoras, guionistas, todas com com enorme qualidade, séries de televisão que conseguem ter boa audiência e que reflectem o mundo na perspectiva das mulheres. Os maridos (personagens!) podem, ou não, sentir-se ameaçados com o poder que as mulheres têm; os filhos podem compreender ou nem por isso; os receios e as expectativas não são menores por serem personagens mulheres. As personagens prinicipais, mulheres, têm poder, são más, são boas, são interessantes. E a televisão, de acordo com os homens cá da casa, torna-se mais apelativa.

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