Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




É mesmo assim

por Pedro Correia, em 14.06.09

Quando todas as pessoas medianamente informadas deixarem de ver os telejornais (incluindo o do serviço público) talvez quem os dirige perceba que fazer alinhamentos informativos a olhar para as audiências é um suicídio a longo prazo. Depois venham explicar que, ao contrário do jornalismo, a blogosfera não é de confiança. Seguramente fico a saber mais do que se passa no Mundo fazendo uma ronda rápida por blogues do que a ver uma hora e meia de telejornal.

Daniel Oliveira, Arrastão


14 comentários

Imagem de perfil

De Daniel João Santos a 14.06.2009 às 22:44

Eu já estou a contribuir para a causa. Faz tempo que não vejo telejornais.
Imagem de perfil

De José Gomes André a 14.06.2009 às 23:02

Como aqui uma vez escrevi, o Daniel Oliveira é uma das pessoas mais inteligentes a escrever na blogosfera e este excerto comprova-o. Subscrevo em absoluto: o jornalismo tem de se repensar, e não é só a "comunicação escrita". As televisões são hoje um nicho de trampa (desculpem a linguagem) e os telejornais piores que um qualquer jornal gratuito. Então chegados ao Verão...
Imagem de perfil

De João Carvalho a 15.06.2009 às 00:17

Tenho o Daniel Oliveira na conta de uma pessoa tão inteligente como qualquer outra com dois dedos de testa, o que não invalida a minha opinião de que tão depressa está cheio de razão como facilmente a perde para "puxar a brasa à sua sardinha", seja ela qual for.

Sobre esta achega ao jornalismo actual, é mesmo assim. E o que se pratica nas televisões é realmente a «trampa» que referes. O problema, de resto, é amplo: vai dos critérios à expressão oral e escrita, passando por vícios vários e por uma gritante falta de conhecimentos corriqueiros de ordem geral.
Sem imagem de perfil

De mdsol a 14.06.2009 às 23:20

Caro Pedro Correia

Mesmo sem saber se a sua série de posts sobre as Europeias já terminou ou ainda continua, incluindo os 'derrotados' e 'vencedores', aproveito este post para lhe agradecer o seu trabalho aturado, exaustivo e muito sério. A capacidade de síntese e a segurança do que diz mostram todo o empenhamento que põe neste tarefa. Há ainda um aspecto que aprecio muito: é extremamente didáctico.
Independentemente de se concordar com tudo o que diz ou não - e não creio que o seu objectivo seja doutrinar - mais uma vez lhe tiro o chapéu [uma linda capeline, pode crer rsrs]

:)))
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 15.06.2009 às 00:13

Muito obrigado pelas suas palavras, Maria do Sol. A série Europeias, juntamente com os Vencedores e Derrotados, termina daqui a umas horas com a publicação do último texto - o centésimo.
Sensibiliza-me muito o que escreve. De facto, não tenho qualquer objectivo de 'doutrinar' - apenas informar, reflectir, debater.
Imagem de perfil

De João Carvalho a 15.06.2009 às 00:36

Subscrevo as palavras da Maria do Sol, compadre, para assinalar o teu esforço notável por um DO de serviço público em temas que são sérios e amplos. Tenho a certeza de que os nossos frequentadores habituais têm dado o devido valor a este teu trabalho em particular.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 15.06.2009 às 00:38

Obrigado, João. Mais logo saem os dois últimos textos, aliás já postos em linha com hora marcada, e depois entro de férias, com visitas mais espaçadas ao blogue até ao início de Julho. Na segunda metade do ano haverá muito mais para escrever.
Sem imagem de perfil

De Lúcio Ferro a 14.06.2009 às 23:46

Não me parece que seja bem assim. Estou convencido de que as televisões - sobretudo as de sinal aberto - muito mais do que moldarem, vão ao encontro do que o público (neste caso o grande público) deseja: "The main gold of media tycoons has not to do with controlling society but with generating profits. Mainstream Media, apart from state controlled TV, Newspapers and radios, is a business as any other. Like all businesses it has to please customers. Now, if you are moving against what audiences wish to see, read, listen, and so on, you will most surely alienate your audience and, ergo, be put out of business (...)" (excerto dum ensaio que escrevi há uns anos quando frequentei uma universidade inglesa).

Ora, partindo do princípio que a dialética media/público na sociedade liberal é mais ou menos esta e se as televisões de sinal aberto não perdem clientela (não esquecer que os blogues e os bloguers são uma ínfima minoria), não me parece que esteja para breve uma mudança do "jornalismo" por elas praticado.

É uma pena? Claro que é. Tem implicações? Também, nomeadamente (por muito elitista e arrogante que possa parecer) uma avaliação sobre o carácter e a natureza do referido público...
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 15.06.2009 às 00:14

Meu caro, aquilo que nos parece 'não estar para breve' pode acontecer muito mais cedo do que julgamos.
Sem imagem de perfil

De Lúcio Ferro a 15.06.2009 às 00:38

É possível, mas estou muito pessimista a esse respeito.

Será excelente se estiver errado, no entanto, penso que o advento das tv privadas, se trouxe coisas boas, acarretou também um enorme downgrading nos valores e critérios que regem o jornalismo. Convenhamos, o jornalismo feito pelas nossas tv é do mais rasca e tabloidista que se possa imaginar.

Pior ainda é que esse downgrading não é só nosso e está presente um pouco por todo o mundo ocidental.
A propósito e se me permite, aqui deixo uma sugestão de leitura: "Newszak and News Media" de Bob Franklin. Um livro que aborda a evolução da realidade dos media na Grã-Bretanha mas do qual me parece que também se podem tirar algumas conclusões para a realidade portuguesa.




Imagem de perfil

De Pedro Correia a 15.06.2009 às 01:10

Obrigado pela sugestão. Não conheço essa obra, mas já fiquei curioso.
Imagem de perfil

De João Carvalho a 15.06.2009 às 00:31

Verifico, caro David, que a parte final do seu comentário é de uma pessoa atenta e interessada. Por isso, o modo como começa por encontrar explicações na forma que o público deseja, suscita-me duas notas:
- o exercício de uma profissão é bom ou mau, sem contemplações por formas pretendidas pelos endereçados;
- o exercício em causa, mais do que muitos outros, carece do aspecto didático que também devia reflectir, para que sejam os endereçados a subir o grau de exigência e não os profissionais a abandoná-la.
É isto, quanto a mim, que justifica o adequado desfecho do que diz, a bem do público endereçado e dos critérios profissionais. Para que não seja o jornalismo o endereçado da fraca pretensão do público, como revela a prática actual cada vez mais imprópria e menos profissional.
Sem imagem de perfil

De Lúcio Ferro a 15.06.2009 às 00:46

João, concordo com tudo o que diz, só há um problema: o do poder. O jornalista comum, assumindo que estamos a falar de profissionais conscienciosos e minimamente cientes do que é o exercício da profissão, desde o repórter ao editor, pouco ou nenhum poder tem para remar contra a maré. Não lhe parece?
Imagem de perfil

De João Carvalho a 15.06.2009 às 01:06

Claro que me parece. Trabalho precário e recibos verdes à jorna incluídos. Mas é por tudo isso que o tema é importante. O debate tem de iniciar-se e só não me parece que seja um bom início começarmos por encontrar explicações para o que está errado, para que não se confunda com um encolher de ombros, uma espécie de fatalidade que aceitamos.
De qualquer modo, eu já tinha percebido que estamos de acordo no essencial.

Comentar post



O nosso livro






Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2018
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2017
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2016
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2015
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2014
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2013
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2012
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2011
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2010
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2009
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D