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Derrotados (18)

por Pedro Correia, em 13.06.09

BLOCO CENTRAL

 

Nas europeias de 2004, PS e PSD (este coligado com o CDS) somaram 77,8% dos votos. Nestas eleições, a percentagem obtida pelos dois partidos encolheu quase vinte pontos: obtiveram apenas 58,3%. O que significa isto? Que o bloco central de que tanto se falou nos últimos meses tem hoje muito menos condições de vingar no País do que tinha há cinco anos. À esquerda e à direita, desenvolvem-se maiorias aritméticas consistentes e alternativas. Resta ver se algumas destas maiorias aritméticas se transforma em maioria parlamentar. O facto é que a expressão 'bloco central' parece agora mais fora de moda que nunca - a tal ponto que ninguém voltou a mencioná-la desde a noite de 7 de Junho. Enfim, um indício de sanidade na vida política portuguesa.


12 comentários

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De Anónimo a 13.06.2009 às 14:17

Você não está a ver bem o filme. É exactamente o contrário: quanto menor o resultado conjunto dos dois partidos, mais provável se torna o Bloco Central.
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De Pedro Correia a 13.06.2009 às 14:43

Nem pensar. Quantos mais crescerem as margens, mais imprescindíveis se tornam num governo. 'Bloco central' implica uma larguíssima maioria parlamentar em São Bento, quase sinónimo contemporâneo de União Nacional. Foi, de resto, o que sucedeu em 1983: PS e PSD coligaram-se numa altura em que ambos os partidos tinham grande proporção parlamentar. Um PS fraco jamais se aliaria ao PSD, e vice-versa: seria puro acto de suicídio político.
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De Anónimo a 13.06.2009 às 15:13

O que sucedeu em 1983 foi isto:

PS: 36,11% = 101 mandatos
PPD/PSD: 27,24% = 75 mandatos.

A soma dos votos dos 2 partidos estava bem mais baixa do que veio a estar entre 1987 e 2005. Foi justamente porque nenhum deles conseguia construir uma maioria sem o outro que houve Bloco Central.

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