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Derrotados (6)

por Pedro Correia, em 08.06.09

Maria de Lurdes Rodrigues


32 comentários

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De Luís Lavoura a 08.06.2009 às 15:00

Derrotada, por quê?
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De João Carvalho a 08.06.2009 às 15:10

Desde logo, conjuntamente com o eng. Jamé, protagonizou um dos mais tristes momentos da noite. Entre o mau perder generalizado que passou pela porta do Altis a correr, uma e outro distinguiram-se pelos maus modos.
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De Pedro Correia a 08.06.2009 às 15:39

Derrotada porque teve um papel determinante no milhão e seis mil votos perdidos pelo PS entre as legislativas e estas europeias. Quem não percebe até esta senhora retirou aos socialistas o voto da esmagadora maioria dos professores portugueses não percebeu nada. Pode ser que perceba melhor daqui a uns meses.
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De Luís Lavoura a 08.06.2009 às 15:55

Você não sabe como votaram os professores portugueses, tal como eu não sei. E nos resultados das próximas eleições também não saberemos como votaram. A mim parece-me que você está a querer puxar a brasa à sua sardinha, procurando convencer-nos de que a política de Lurdes Rodrigues foi especialmente errada, porque você não gosta dessa política. Mas na verdade nem você nem eu sabemos se a política de Lurdes Rodrigues rendeu ao PS mais votos do que os que perdeu, ou vice-versa.

A minha opinião é que a política de Lurdes Rodrigues foi basicamente irrelevante - o PS perdeu as eleições por causa da crise e do desemprego.
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De Pedro Correia a 08.06.2009 às 16:02

Luís: o grande Nelson Rodrigues utilizava uma expressão na suas crónicas que se imortalizou na língua portuguesa: 'óbvio ululante'. Este é um daqueles casos em que os factos não falam - gritam. Nem é preciso dizer mais nada.
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De patti a 08.06.2009 às 16:55

Eu acho uma grande piada, espantoso até que se pense que quem está contra a política da ministra da educação sejam SÓ os professores; que são SÓ eles que votam; que são SÓ eles que têm alguma coisa a dizer; que são SÓ eles os insatisfeitos, os frustrados e os revoltados, que sejam SÓ os milhares de votos deles que fazem a diferença!

E os responsáveis pelos alunos; pais e encarregados de educação?
Por um acaso não votam, estarão a favor da ministra e da sua política déspota, de facilitismo de notas e de exames com questões da carochinha, que permite que esta geração de alunos esteja carregada de miúdos medíocres, que passam de ano sem o mínimo de esforço, em que a fasquia que lhes é exigida seja baixíssima?

Eu, encarregada de educação, e milhares de pais como eu, votámos contra a Sra. Dona Lurdes!
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De Pedro Correia a 08.06.2009 às 17:07

Tem toda a razão, Patti. Por isso podemos chamar-lhe já ex-ministra da Educação.
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De patti a 08.06.2009 às 17:11

E digo mais: se o Camões regressasse à terra, alterava o protagonista do canto V.

«Arrepiam-se as carnes e o cabelo
A mi e a todos só de ouvi-lA e vê-lA»
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De Luís Lavoura a 08.06.2009 às 17:17

Eu, como pai e encarregado da educação de um menino que anda numa escola pública, estou no geral fortemente a favor da política de educação do atual governo. Nomeadamente, ao prolongar o horário de abertura das escolas, ao introduzir aulas de inglês, e sobretudo ao impôr - contra a vontade dos professores - que os professores fossem colocados por períodos de três anos e não por períodos de um ano como antigamente.

Sinto-me particularmente beneficiado com essa política, dado que a professora do meu filho já há três anos em contínuo que está com ele, enquanto que, se não tivesse sido essa política, provavelmente já teria sido mudada de escola (arrisca-se a sê-lo agora, contra a vontade dela e contra a vontade dos pais da maioria dos alunos).

Acho de facto que, apesar de erros que foram cometidos (por exemplo, a distribuição às crianças de computadores Magalhães com jogos já instalados - erro que já foi corrigido), essa política foi altamente positiva, incluindo para os bons professores mas, sobretudo, para os alunos.

Nada que se compare com a política de educação do governo anterior, que houve um ano em que nem sequer conseguiu colocar os professores a tempo e horas.
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De patti a 08.06.2009 às 17:40

Se calhar o seu menino ainda não fez nenhum exame, daqueles com o selo do ministério da Senhora Dona Lurdes.
Daqueles facílimos, que se fazem de olhos fechados.
Daqueles de matemática com questões de escolha múltipla, onde é permitido o uso da máquina de calcular e onde nem precisam de justificar a resposta que escolheram: é só copiar o resultado que a máquina tão generosamente forneceu, ver se confere com algum que esteja no exame e pespegá-lo com a imensa alegria de terem acertado!
Daqueles, onde os cálculos das áreas, perímetros, diâmetros e afins, estão todos arrumadinhos e bem organizados a um canto da folha de exame, para que os meninos, coitadinhos, não se lhes dê uma branca e se esqueçam das fórmulas durante os problemas.
Daqueles, de acesso ao ensino superior que qualquer menino do 9º ano conseguia fazer, e que deram vómitos a muitos professores que andaram o ano todo a debaterem-se para conseguirem dar a matéria exigida e depois verem que no exame do 12º ano, só vem a tabuada do 5!
Daqueles, cujos resultados nas pautas de notas foram aquém dos últimos anos e que por isso permitiram que meninos e meninas, sem saber como, entrassem na universidade, sem sequer saberem o que é uma equação.

Mas isso, claro não interessa nada:
o que interessa mesmo, são os números para o resto do mundo ver;
o que interessa mesmo, é que os meninos passem de ano e burros ou não, é indiferente;
o que interessa mesmo, é que os paizinhos não se chateiem muito com o assunto.
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De Luís Lavoura a 08.06.2009 às 18:07

patti, o facilitismo é um problema do nosso ensino que já vem de há longos anos. Não é original deste governo. Durante dezenas de anos as universidades fizeram entrar estudantes com preparação horrivelmente insuficiente. Durante dezenas de anos promoveu-se a passagem de alunos mal preparados - isso é política que vem, pelo menos, desde os tempos de Roberto Carneiro. Sempre foi assim. Sempre Portugal trabalhou para as estatísticas. Nesse aspeto, o atual governo não melhorou nada a situação - nem piorou.
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De patti a 08.06.2009 às 19:11

Eu não estou a falar dos anteriores governos, pois se o fizesse se calhar tinha de começar pelo século XVIII e não me apetece.
Este post é sobre a Senhora Dona Lurdes, que com certeza nem tudo o que fez foi mal feito, mas também já não lhe vou dizer mais nada, pois após lhe ter apresentado exemplos concretos, factos que tenho na minha frente, exames que estão na secretária da minha filha, não são invenção minha, conversa deitada ao vento ou que inventei agora porque não tinha mais nada que fazer!

O senhor insiste em proceder à generalização e nunca admite, nunca dá o braço a torcer ou vê para além do que deseja. Nada no meu comentário anterior lhe sugere uma interrogação? Um “isso que me diz é realmente grave”, ou uma reflexão da sua parte?
A isso chama-se teimosia e inflexibilidade.
Em conclusão, está como a Senhora Dona Lurdes: nem dobra nem verga.
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De A. Pereira da Silva a 08.06.2009 às 21:27

Sr. Lavoura: se tem um filho criança numa escola pública e acha que a política do PS para o sector é excelente, dou-lhe os meus mais sentidos pêsames pela gravidade da doença.
De resto, todos os frequentadores deste blog (e de outros...) estamos fartos de saber da sua inata propensão para a provocação barata, que tomamos à conta de debilidade que não consegue controlar.
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De Daniela Major a 08.06.2009 às 19:15

Caro Luis isso não é bem assim. Qualquer pessoa que ande numa escola, que e que contacte com professores e fale com eles, e os ouça, sabe que grande parte dos professores que votaram PS nas últimas eleições não vão voltar e não votaram nestas legislativas. Uma amostra disto é o Educação do Meu Umbigo.
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De Leonor Barros a 08.06.2009 às 20:16

Obviamente, Daniela.
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De Pedro Correia a 09.06.2009 às 01:47

Errata: um milhão e seiscentos mil votos perdidos pelo PS (um milhão são do Manuel Alegre).
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De patti a 08.06.2009 às 15:52

Ainda se pergunta porquê?
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De Carlos Dias Ferreira a 08.06.2009 às 16:36

Pedro:

Peço desculpa ao Sr. Luís Lavoura mas após as Europeias ainda acredita que o partido sócrates perdeu pelos motivos que ele aponta?
O partido sócrates perdeu porque nunca foi capaz de ouvir ou saber ver os sinais que todos nós Portugueses iamos dando. Maioria absoluta não é poder absoluto, aliás esse é um problema do engº daí eu achar que não há muita diferença entre o regime socrático e o salazarista, pois até culto do chefe existe a única diferença é que não conseguiram criar prisões para "pessoal do contra" pois tudo o resto existe desde controlo da informação, censura, propaganda, e a PIDE, portanto estamos esclarecidos.
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De Ana Vidal a 08.06.2009 às 16:44

As mega-manifestaçãoes de professores, como nunca se viu em Portugal, deixam-lhe dúvidas sobre o voto dos professores em relação a esta ministra, Luís? Isso é que é puxar a brasa à sua sardinha!
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De Luís Lavoura a 08.06.2009 às 17:45

1) Mesmo que os professores votem contra o governo, há muitas outras pessoas que também votam. Os professores são apenas uma classe profissional. Não é apenas pelo facto de os professores votarem contra o governo que este perde as eleições.

2) Além dos professores há, mesmo em educação, outros interesses, nomeadamente os dos alunos. Sob o ponto de vista dos alunos, a política de educação do atual governo foi fortemente positiva - embora a educação esteja cheia de problemas, está certamente muito melhor do que estava antes do atual governo.

3) O facto de os professores, em termos sindicais e laborais, não gostarem da política do atual governo que os afeta, e portanto se manifestarem, nem sequer implica que votem contra o governo. Poque os professores são também cidadãos com outras facetas, e podem considerarr que, noutros aspetos, o atual governo foi bom.
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De Ana Vidal a 08.06.2009 às 18:00

Perante tanta obstinação, não sei mesmo como responder-lhe. Mas enfim, cá vai:

1 - Eu não disse que tinham sido os professores a fazer perder as eleições, limitei-me a estranhar que ainda admitisse a hipótese de eles terem votado PS, depois de tudo o que se tem passado.

2 - Não concordo consigo. Os índices oficiais de literacia não reflectem uma melhoria real. Apenas se devem a um facilitismo batoteiro, estudado para as estatísticas, que terá consequências gravíssimas a médio e a longo prazo. Além disso, não percebo como pode esta instabilidade e clima de guerrilha entre professores e o governo aproveitar aos alunos.

3 - Repito: não vejo como, a menos que considere a possibilidade de os professores serem masoquistas...
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De Luís Lavoura a 08.06.2009 às 18:13

Ana,

sobre os índices oficiais de literacia não tenho quaisquer ilusões. Que a educação em Portugal é fraca, todos sabemos. Isso não resulta da política do atual governo. Resulta de muitas coisas, entre as quais a fraca qualidade de muitos professores. Essas coisas em geral não podem ser mudadas de um ano para o outro.

Sobre o clima de guerrilha, que de facto não beneficia os alunos, a culpa dele é integralmente dos professores. A ministra implementou políticas corretas; os professores revoltaram-se, fizeram greves, etc. Essas greves, que prejudicaram os alunos, foram integralmente culpa dos professores, que não tinham nada que se revoltar contra a política correta - e a favor dos alunos e da qualidade do ensino - que a ministra implementou.

Aliás, a Ana sabe tão bem como eu que os professores já estão a desmobilizar, em parte porque sabem que os pais dos alunos já estão pelos cabelos com essas greves idiotas e que não continuarão por muito tempo a aguentar essas merdas sem darem uns bons raspanetes aos professores, que é o que eles merecem.

Enxerguem-se, Ana. Trabalhem.
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De Ana Vidal a 08.06.2009 às 18:26

Não sou professora, Luís, por isso estou à vontade para dizer-lhe que os professores que conheço trabalham e muito, e mais: com estas novas políticas, perdem tanto tempo em burocracias que não lhes resta muito para o ensino, aquilo a que deviam dedicar-se a cem por cento porque foi para isso que estudaram. E uma vez mais, quem perde com isso? Os alunos.

Haverá razões de parte a parte, admito. E admito porque, além de não estar completamente dentro do assunto para ter uma opinião bem fundamentada, não sou tão radical como você, que atira todas as culpas para um só lado.
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De Luís Lavoura a 09.06.2009 às 10:19

As burocracias ligadas à avaliação, Ana, são efetivamente um problema, mas não são um problema apenas dos professores. Eu faço parte de um grupo de investigação científica e também perdemos montes de tempo em burocracias ligadas a concursos, avaliações, candidaturas, contratos, etc. A burocracia é um problema dos tempos modernos. Uma das consequências inevitáveis da avaliação é a burocracia. Quero com isto dizer que lamento o tempo que os professores perdem com a burocracia, e penso que esse tempo deve ser diminuído - mas não são só eles que o perdem, há montes de outros profissionais competentes que também têm que perder montes de tempo com burocracia e avaliações.

Por outro lado, muitos professores perdem também muito tempo com a administração das escolas, coisa de que, aparentemente, o ministério os pretende desincumbir - e eles protestam! Acho espantoso que os professores, profissionais especializados em ensinar, se queixem de o ministério pretender que as escolas passem a ser administradas por gestores.
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De Ana Vidal a 09.06.2009 às 11:40

Se essa questão da administração das escolas é como diz - e não conhecendo eu o assunto mais a fundo - dou-lhe razão nesse ponto. Mas desconfio de que sei a razão desse protesto: a gestão não é uma coisa cega nem pode ser um modelo único para todos os casos. A experiência de gestão de hospitais por gestores que não estavam minimamente familiarizados nem eram sensíveis às especificidades do meio hospitalar, deu grandes confusões. Se me disser que há nestas atitudes de rejeição alguma coisa de corporativismo e defesa de território, acredito. Mas as coisas têm de ser bem pesadas, sem radicalismos de ambos os lados.
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De Daniela Major a 08.06.2009 às 19:19

"A ministra implementou políticas corretas" - Desde o estatuto do aluno à avaliação dos professores é tudo uma maravilha! Se calhar o problema são as muitas medidas correctas que os ministros implementam...se calhar se houvesse autonomia por parte das escolas se calhar não havia greves (ah mas isso não convém porque descentralizar em Portugal é crime). Se calhar se houvesse ministros que percebessem alguma coisa sobre o funcionamento das escolas, as coisas teriamsido diferentes.
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De Alexandre Vasco a 08.06.2009 às 18:11

Sr. Luís Lavoura

Gostava de compreender o seu comentário. Preciso, para isso, de algumas informações:

a' quer dizer "actual" quando diz "atual"?

b'quer dizer "afecta" quando diz "afeta"?

c' quer dizer "aspectos" quando diz "aspetos"?

d' quer dizer "porque" quando diz "poque"

e' quando diz:
"que os afeta, e portanto se manifestarem, nem sequer implica que votem contra o governo. Poque os professores são também cidadãos com outras facetas, e podem considerarr que, noutros aspetos, o atual governo foi bom."

quererá dizer:
"que os afecta e, portanto, se manifestarem, nem sequer implica que votem contra o governo. Porque os professores são também cidadãos com outras facetas e podem considerar que, noutros aspectos, o actual governo foi bom."

Muito obrigado

Alexandre Vasco

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De Anti a 08.06.2009 às 18:35

Além do mais, esta senhora ontem revelou alguma falta de educação...
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De Daniel João Santos a 08.06.2009 às 20:06

Brilhante frase dela, " Saia-me da frente!"
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De 100anos a 08.06.2009 às 22:56

Vi num blog a melhor alcunha jamais posta a esta mulher: "estropício".
Tive que ir ao dicionário, mas valeu a pena.
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De ana cristina leonardo a 09.06.2009 às 00:03

Deixem-na passar se faz favor...
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De Pedro Correia a 09.06.2009 às 01:50

Patti: genial, essa adaptação de Camões:

«Arrepiam-se as carnes e o cabelo
A mi e a todos só de ouvi-lA e vê-lA»

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