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Maldita memória.

por Luís Menezes Leitão, em 09.01.14

 

Hoje Portugal pagou juros de 4,657% por uma emissão a cinco anos. A Ministra das Finanças acha que "a emissão foi muito bem sucedida". Não vejo ninguém a contraditar essa apreciação. O problema é que ainda me lembro de Machete ter dito que Portugal não conseguiria evitar um segundo resgate se os juros não descessem abaixo de 4,5%. Mais ninguém se lembra?


30 comentários

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De Luís Lavoura a 09.01.2014 às 17:49

Com a inflação praticamente a zero, juros de 4,6% só seriam comportáveis se as receitas do Estado crescessem a essa taxa também.
Ou seja, estes juros são incomportáveis.
Ou seja, a operação só pode ter sido um sucesso por uma bitola muito enviesada.
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De monge silésio a 09.01.2014 às 17:53

Só o 2º resgate (na continuação deste...e porque o grande defeito deste é o tempo de cumprimento) é a solução.
a) desfazia a ideia dos tiranetes locais e nacionais em prometer o que não é seu, voltando ao mesmo "entrega-coisinha" por estas bandas chamado "direito";

b) mostraria a seriedade com que a Alemanha tem lidado na guerra cambial patente a partir de 2002.

c) soberania? deixem-se de basófia, perdemo-la em Maastricht, andavam distraídos...e nisto: http://www.european-council.europa.eu/media/639122/16_-_tscg_pt_12.pdf
...
e além do mais...
... alguém viu o programa cumprido na ótica da despesa?!
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De francisco cruz a 09.01.2014 às 18:30

Disse, sim senhor, mas falava dos tempos depois do fim do programa de ajustamento. O ministro não é muito competente na matéria, mas basta de dizer mal sistematicamente, provavelmente por "acidez" genética, por ódios ou invejas. Apre!
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De Luís Menezes Leitão a 09.01.2014 às 18:58

Mas quem é que disse mal do Ministro? Na altura até mencionei o facto de ele ter dito a verdade, ainda que não no lugar adequado. O que não me parece que tenha sido hoje o caso da Ministra das Finanças, que dá como positiva uma emissão que está muito longe de o ser.
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De Manuel a 09.01.2014 às 19:49

Caro Luís,
positivo até é, tendo em conta que por exemplo, em Março de 2011 estavam a 8,5%.
Tou certo ou tou errado?
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De A. C. da Silveira a 09.01.2014 às 23:15

LMLeitão ainda não percebeu uma coisa muito simples: o facto de alguém, que não seja a UE, o BCE ou o FMI, nos emprestar dinheiro é a parte positiva da questão. Porque o que se passa em Portugal desde a primavera de 2011 tem tudo a ver com isso, ainda não tinha percebido? Já agora vá ver como é que estavam os juros quando o Machete falou nos 4,5%.
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De Luís Menezes Leitão a 09.01.2014 às 23:32

As contrapartidas do empréstimo dos ditos credores oficiais é que são o problema. Quanto aos juros actuais é óbvio que não os conseguimos pagar com as taxas de crescimento anémicas e com a inflação quase a zero. O facto de estarem mais elevados há meses é fraco consolo.
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De Manuel a 10.01.2014 às 01:23

E 0,157% é altamente consolador.
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De Luís Menezes Leitão a 10.01.2014 às 08:04

Se fosse essa a taxa de juro, sim.
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De Manuel a 10.01.2014 às 21:25

Essa deu para rir.
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De Luís Menezes Leitão a 10.01.2014 às 22:39

Ainda bem. É que as actuais taxas dão mais para chorar.
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 10.01.2014 às 11:56

A questão das contrapartidas nem merece discussão. Quanto ao investimento que cria crescimento económico e emprego, só é possivel quando o estado deixar de consumir mais de metade dos magros recursos que o país ainda consegue gerar, e simultaneamente deixar de atrapalhar quem quer investir. Mas como sabemos, a esquerda (o PS) não está para aí virada.
Por outro lado, é a saude das contas publicas que faz baixar ou subir a taxa dos juros que temos de pagar: menos defice, portanto menos divida, é igual a juros mais baixos.
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De Tiro ao Alvo a 09.01.2014 às 18:52

Menezes Leitão, lembre-se de que a procissão ainda não saiu do adro.
Quem lhe diz que, na próxima colocação, a taxa de juro não vai baixar do 4,5%?
Pela sua reacção, até parece que está a torcer, como dizem os brasileiros, para que Portugal não se consiga financiar nos mercados a preços razoáveis. E isso não é bonito.
Por outro lado, aquela linha dos 4,5% pode referir-se a empréstimos a 10 anos e não a 5 anos, como aconteceu com este.
Em conclusão, pela boca morre o peixe.
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De Luís Menezes Leitão a 09.01.2014 às 19:15

Eu não torço por nada. Limito-me a constatar factos, pois não gosto de ser iludido. Está convencido que com uma taxa de juros quase a 4,7% em Janeiro estamos livres da troika em Maio? Desculpar-me-á mas parece-me que acredita no Pai Natal.

E se o empréstimo a 5 anos tem uma taxa de 4,5% quanto é que espera que Portugal conseguirá a 10 anos? 1%?

De facto, pela boca morre o peixe. E às vezes engole o isco, o anzol e a linha.
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De Tiro ao Alvo a 09.01.2014 às 20:18

Ia perguntar-lhe qual era, então, o seu desejo, mas já vi que não acredita que nos safemos sem novo "resgate", a que chama "programa cautelar".
Saiba que faço votos para que consigamos sair à irlandesa, que a nossa economia melhore, que a Europa melhore, e que todos melhoremos.
Registo o seu (chamemos-lhe assim) pessimismo e o seu reduzido conhecimento da matéria. No meu entender, claro.
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De Luís Menezes Leitão a 09.01.2014 às 23:33

No seu entender, claro.
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De IMMC a 09.01.2014 às 19:24

Eu já só tinha um vaga ideia dessa pérola do "nosso" Machete... agora ele, de certeza, que já não se lembra nada disso!
Parece que não vai mesmo haver segundo resgate mas isso não é culpa do Machete(!) é mesmo porque os nossos credores não querem...
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De Luís Menezes Leitão a 09.01.2014 às 19:50

É por isso que lhe vão dar outro nome: programa cautelar.
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De Caíu a 09.01.2014 às 19:30

Por acaso, não foi quatro ponto seis sete cinco mas sim quatro ponto seis cinco sete.
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De Luís Menezes Leitão a 09.01.2014 às 19:50

Lapso de digitação. Vou corrigir.
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De lucklucky a 09.01.2014 às 20:00

Muito bem. E claro 4,5% são incomportáveis, até 3% o é...

A única escapatória para o argumento é se estivermos a rolar dívida com juros muito mais altos do fim do desastre Sócrates ou se se espera que inflação dispare...
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De cristof a 09.01.2014 às 20:37

eram 4,5 irrevogaveis. Que mania de dizer mal!!!
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De da Maia a 09.01.2014 às 21:52

Depois das promessas, as juras de vidas, devidas.
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De Hugo a 10.01.2014 às 07:02

Ai essa azia

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