Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Delito de Opinião

Ainda 2013 nuns quantos discos. 1: Pure Heroine, de Lorde.

José António Abreu, 08.01.14

Sim, houve os Arcade Fire, os Arctic Monkeys e os Vampire Weekend. Houve os The National, Kanye West e os Daft Punk. Houve uma mão-cheia de álbuns folk e uma mão pouco cheia de álbuns rock (…Like Clockwork, dos Queens of the Stone Age, sobressaiu). Houve um excelente álbum dos Nine Inch Nails. Mas isto não vai ser uma lista dos melhores discos do ano: gosto pouco de listas hierarquizadas e, assim como assim, essas listas surgem em Dezembro. Isto é apenas uma vintena de álbuns de nomes quase sempre menos conhecidos que os anteriores que, por uma razão ou outra, me cativaram em 2013 e que não mencionara no blogue. A ordem só não é aleatória porque não tirei papelinhos de um boné. Seis são portugueses, catorze estrangeiros. Dezassete têm como lead singer uma mulher. (Mais pareceria esquisito.)

 

  

Despachemos já o mais óbvio. A neozelandesa de 17 anos (16 quando o álbum saiu) que conseguiu exprimir a confusão de ser teenager num mundo materialista e obcecado pela fama em canções simples de três minutos, sem se deixar cair em clichés de diário de adolescente. Começando num ponto muito mais maduro do que aquele de onde partiram Miley Cyrus e Britney Spears, fica a questão de saber para onde evoluirá Ella Maria Lani Yelich-O'Connor.

(O estilo em palco já suscitou muitos comentários. A explicação dela pode ser encontrada aqui.)

2 comentários

Comentar post