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Os novos emigrantes

por Teresa Ribeiro, em 04.01.14

O que distingue os novos dos velhos emigrantes é o corte afectivo. A renúncia dos jovens, que agora partem, ao país que os viu nascer mas não lhes permitiu fazer planos, atingir objectivos, progredir na vida é uma novidade na nossa história de emigração. Esta nova geração não se vai rever nas canções de emigrantes que gemem de saudades pelo país solar que ficou para trás, nem vai fazer poupanças com o intuito de um dia voltar. Os seus filhos serão filhos de países bem sucedidos e aprenderão a falar as línguas que contam.

A globalização ajudá-los-á a descartar os sentimentos de pertença que sempre atrapalham na hora da despedida, mas será o sentimento de rejeição o principal responsável por todo este desprendimento. Ao contrário dos mais velhos não é com humildade que saem, mas com despeito. Na verdade não partem, dão as costas. Dão as costas ao país que lhas virou.

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49 comentários

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De Duvido a 04.01.2014 às 15:54

Olhe que não é bem assim. Os jovens filhos de emigrantes dos anos 60, início dos anos 70, desde que cresceram, já deixam de querer vir cá nas férias, querem ir para onde vão os dos países onde vivem (não, a moda de ir às Caraíbas, etc, não nasceu cá), não falam entre si o português e chegam a torcer pelas selecções das franças...

Esse fenómeno ter-se-á acentuado apenas.
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De (Adenda) a 04.01.2014 às 18:39

Refiro-me em especial a "Os seus filhos serão filhos de países bem sucedidos e aprenderão a falar as línguas que contam."
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De Teresa Ribeiro a 05.01.2014 às 00:22

Se referi os filhos destes novos emigrantes foi apenas para sublinhar que também por esta via o afastamento se acentuará. O que muda neste caso não é o comportamento dos filhos, mas dos seus pais, bem menos interessados do que os emigrantes de outrora em cultivar na descendência o amor às raízes.
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De Leonor Barros a 04.01.2014 às 16:08

Subscrevo inteiramente, Teresa. Os que agora apelam ao regresso e que escorraçaram jovens e menos jovens deste país são responsáveis por uma perda irreparável a todos os níveis. Quem parte agora não volta mais. É completamente diferente. A saudade já era. Não tiveram tempo de ganhar raízes e este país será um dia uma lembrança ténue.
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De Teresa Ribeiro a 05.01.2014 às 00:23

É isso, Leonor. Uma tristeza.
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De Carlos Duarte a 04.01.2014 às 17:11

Cara Teresa Ribeiro,

Sem quere puxar de galões, eu serei um dos poucos que foi (a minha mulher até foi uns anos antes que eu) e voltamos há coisa de 2 anos. Se calhar agora não voltariamos, mas isso são outros quinhentos.

Quando a minha mulher saiu, saiu porque não arranjava cá emprego (é professora universitária) e foi dar aulas para o King's College (London). Eu segui por uma questão de unidade familiar cerca de ano e meio depois. Fomos, de certa maneira e como diz, despeitados com o país, desiludidos por não nos oferecer as oportunidades que julgamos merecidas. Mas, acima de tudo, fomos revoltados com a injustiça da existência de dois países: um, da geração que se está a reformar agora, com emprego garantido para lá de avaliações de competência e mérito, a geração da CGTP, do Arménio Carlos, do Mário Nogueira ou do Mário Soares. Outra, a nossa geração, especialmente daqueles que não conhecem "alguém", que não mete cunhas, que se quer afirmar pelo que é e não pelos que conhece. Essa, por melhor que seja (e, realço, a minha mulher foi dar aulas para uma universidade no top 10 mundial quando cá perdia tudo que era concurso), tem poucas hipóteses senão fazer-se à vida.

Deixamos de gostar de Portugal? Não, mas não nos revemos no fado, nas Anas Mouras, no Galo de Barcelos ou no Bacalhau (OK, no bacalhau um bocado). Continuamos a ser orgulhosamente portugueses, continuamos a gostar de um Portugal histório e geográfico. Renunciamos é a este Portugal social de agora, ao Portugal da IIIª República, dos "direitos adquiridos", das greves, do confronto público-privado, das Fátimas Felgueiras e Isaltinos Morais, de José Sócrates e dos Magalhães e PPPs e, se fosse hoje, de barítonos de Massamá e lambe-botas a Luanda.

Nós seremos raros, nós voltamos. Não pelo país, mas pelos nossos filhos e pelos avós deles. Pela noção muito nossa, muito latina, muito mediterrânica de família. Todos os dias acho que foi a decisão errada e me arrependo. Mas por cá estou e por cá ficarei quanto se me dá a ver o futuro. Mas digo-lhe, é díficil, custa. Custa trabalhar em Portugal, custa a chico-espertice reinante, a valorização das aparências face à realidade, a dificuldade de negociar com base no serviço ou produto que se oferece e não apenas no preço. Que seja o mais barato, depois logo se vê. Tem é que sobrar dinheiro para trocar de carro muitas vez (e ser maior que o do vizinho), comprar casa (e ficar pendurado no Banco por 30 ou 40 anos), ir passar umas férias ao Algarve ou a Punta Cana. Depois, quando gastamos de mais (e mal), não previmos o futuro e a realidade nos choca de frente queixamo-nos. Choramos. E a culpa é dos vigaristas dos políticos (que NÓS elegemos), da bruxa da Merkel (que nos empresta dinheiro, quando podia pura e simplesmente nos mandar passear), das cunhas (que só contam quando são os outros - quando é connosco, com o tio que trabalha nas Finanças ou o primo que até conhece o Presidente da Câmara, então é apenas uma gentileza, um favor sem mal ou malícia) ou - se olharmos bem, bem para as coisas como elas são, nossa. De nós todos. Minha e sua. Dos que ficaram, dos que partiram e dos que, como eu, voltaram.

Portanto, o País na realidade não nos virou as costas. Nós viramos as costas uns aos outros, olhamos com muita atenção para o nosso umbigo e os outros "que se lixem". Mas, como escreveu John Donne, "No man is an island" e quando os sinos dobram, sejam das Igrejas ou dos Mercados, dobram, de facto, por cada um de nós.
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De singularis alentejanus a 04.01.2014 às 18:55

Caro Carlos, obrigado. Simplesmente obrigado pelas suas acertadíssimas palavras
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De Tiro ao Alvo a 04.01.2014 às 19:43

Carlos Duarte, obrigado por este seu comentário. E penso que há muitos outros Duartes por aí fora.
Oxalá o Luís Menezes Leitão leia "isto". Iria gostar.
E mais uma vez, obrigado!
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De Teresa Ribeiro a 05.01.2014 às 01:03

As cunhas, a chico espertice são consequência natural de um sistema que não funciona, mas não foram inventadas pela III República. Dou-lhe o exemplo de sempre, o Eça, para lhe lembrar que esta nossa vocação para a trapalhice já vem de longe.
Outro reparo: nós escolhemos os políticos, sim. Mas o sistema não permite a representação directa dos cidadãos, facto que acaba por limitar a sua influência, ao mesmo tempo que promove a desresponsabilização dos políticos. Enquanto este sistema de representação não for mudado, verificar-se-á essa tal falta de empenhamento das pessoas no colectivo que o Carlos critica. Acredito que mais por falta de motivação do que por mero individualismo.
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De Vasco a 05.01.2014 às 16:55

As cunhas e a chico-espertice é o esforço de alguns para serem "latinos"; a trafulhice que passa impune é uma característica meridional.
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De Carlos Duarte a 05.01.2014 às 21:10

Cara Teresa,

Eu não disse que a "culpa" era da III República, mas antes que a renúncia é ao todo deste regime.

Quanto à representação directa dos cidadãos, não me parece que seja por aí (apesar de não ver mal nenhum em cidadãos independentes se candidatarem a cargos). As pessoas não se empenham porque nós somos assim, somos civicamente fracos, somos o país do respeitinho, dos Senhores Doutores (com licenciaturas e bacharelatos e, às vezes, nem isso), do dizer mal mas nada fazer para mudar. Como escrevi, somos todos contra a corrupção, mas elegemos Fátimas Felgueiras e Isaltinos Morais, somos a favor de políticos que cumpram promessas, mas re-elegemos o Sócrates. Somos os que acusamos os alemães de falta de solidariedade, de serem - passo a expressão - uns filhos daquela, mas quando foi preciso emprestar à Madeira, aqui d'El-Rei que estamos a dar a uns esbanjadores, eles que se segurem.

Nós individualmente até somos os melhores - como agora é moda, e bem, realçar -, o problema é o conjunto.
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De Teresa Ribeiro a 06.01.2014 às 00:22

Acredito, Carlos Duarte, que falhamos no conjunto porque não acreditamos no conjunto. É uma pescadinha de rabo na boca. Votamos nas Felgueiras e nos Isaltinos desta vida, porque nos tornámos cínicos, aderindo ao edificante lema (estou a ser irónica) "estes roubam mas fazem". Não somos consequentes, porque não acreditamos que haja consequências. A impunidade, todos testemunhamos, "rules". A justiça não funciona. Convenhamos que nada disto é muito mobilizador.
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De Carlos Duarte a 06.01.2014 às 14:22

De acordo. Só acho - por formação e feitio - que os políticos são um reflexo dos eleitores e não vice-versa (tirando casos excepcionais, quando a todos nos sai a lotaria). A moralização deve começar com cada um de nós, para podermos depois exigir aos outros.
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De Vasco a 05.01.2014 às 16:51

Latinos e Mediterrâneos serão outros. Nós somos Atlânticos. O que é que nós temos de Mediterrâneo? As azeitonas?
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De Carlos Duarte a 05.01.2014 às 21:12

Somos tanto uma coisa como outra. Latinos somos, como o é a nossa língua. E mediterrâneos também, salvo um acidente de geografia. Não existem povos atlânticos, já agora. O Atlântico é de partida, nunca foi nem nunca será a casa de ninguém.
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De Vasco a 05.01.2014 às 23:16

É só lugares-comuns. Não adianta perder tempo com quem não quer perceber.
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De Bic Laranja a 04.01.2014 às 17:58

Nada que espante. Depois de os entreguistas de 74 assinarem pomposamente a capitulação em 85, a diluïção de Portugal cumpre-se. O despeito e o voltar costas fomentam-se cá, há quarenta annos, no ensino official e no exemplo da regencia internacionalista.
Cumpts.
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De IMMC a 04.01.2014 às 18:12

Não desprezando as saudades e o desgosto de quem os vê partir e não desvalorizando os motivos que os levaram a fazê-lo penso que os emigrantes dos anos 70 não tem as mesmas características dos dos nossos dias.
Agora são gente muito mais bem preparada que são recebidos e tratados nos países de acolhimento com outro respeito e consideração que infelizmente não tiveram os emigrantes dos anos 70.
São cidadãos do mundo e muitos formam famílias multi-raciais e fazem por diminuir as distâncias entre os povos. claro que estou a falar nos jovens não nas famílias que se dividem e tantas vezes se destroem com a distancia.
Os novos emigrantes voltam quase sempre nas férias e sempre que podem e são nossos 'embaixadores' para onde vão.
Pior são os que ficam e são desrespeitados por uma classe política medíocre que não nos governa mas que se governa!


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De Teresa Ribeiro a 05.01.2014 às 01:13

Sim, gente mais preparada e que como tal tinha a expectativa de ser reconhecida e valorizada pelo seu país. Os novos emigrantes voltam quase sempre nas férias para ver a família e aproveitar o Sol. Portugal passou a ser não um destino, mas apenas um destino de férias.
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De zedeportugal a 04.01.2014 às 18:35

É verdade, Teresa. Ainda assim, há que distinguir entre os mais habilitados, que arranjam trabalho em países onde se vive bem (bom nível económico e segurança são fundamentais), e os menos habilitados, que emigram para países como Angola onde não fazem intenções de ficar.
E, já agora, permita-me que deixe aqui este linque:
http://umjardimnodeserto.wordpress.com/2014/01/04/2014/
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De Teresa Ribeiro a 05.01.2014 às 01:15

Refiro-me neste post - está implícito - aos que têm mais habilitações. Esses, se puderem, não voltam.
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De Tiro ao Alvo a 05.01.2014 às 18:27

E a Teresa a insistir nessa sua fé: "esses, se puderem, não voltam".
Será que não leu o comentário do Carlos Duarte, das 04.01.2014 às 17:11?
Não seja tão pessimista!
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De Teresa Ribeiro a 06.01.2014 às 00:53

"Todos os dias acho que foi a decisão errada e me arrependo", escreveu ele às 17.11h. E acrescentou que é difícil viver com a chico-espertice, etc, etc.
Muitos não vão querer arrepender-se.
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De João André a 04.01.2014 às 19:04

Tens muita razão no que escreves Teresa. Esses são pontos que referi muitas vezes. É bom ver outras pessoas a fazê-lo.

Mas mesmo sendo eu a última pessoa a defender este governo que manda os jovens ir embora, há outros factores (não circunstanciais) que são importantes:

- Educação: a geração mais bem preparada de sempre é-o também em termos de línguas. Além de sabermos muitas línguas (o inglês, o alemão, o francês, o espanhol) também temos facilidade em aprendermos outras.
- Formação: fomos educados para nos habituarmos a um mundo diferente daquele dos nossos pais. Aceitamos mais facilmente a condição de cidadãos do mundo. Além disso, sendo mais qualificados, rodeamo-nos nos países de acolhimento de pessoas semelhantes, as quais também mais facilmente aceitam culturas diferentes e terão menor tendência para instintos xenofófobos.
- Tecnologia: a internet facilita a comunicação com a família e amigos em Portugal e ainda nos permite desencantar voos baratos para ir em escapadinhas. Isso faz com que as saudades não apertem tanto.
- Cultura: a cultura com que crescemos foi menos lusocêntrica. O fado toca-nos menos porque ouvimos muita música de outros países. Os filmes americanos estão em todo o lado. A adaptação torna-se mais simples (até porque os outros países também são mais abertos).
- Burocracia: não há complicação em sair do país e muito menos em nos estabelecermos noutro. A vida simplificou-se.

Haverá outros pontos, mas quis referir apenas estes.
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De Teresa Ribeiro a 05.01.2014 às 01:22

Nunca emigrei, João, mas conheço cada vez mais gente que saiu ou vai sair e o que me dizem é o mesmo: se puderem não voltam porque Portugal para eles deixou de ser um país de futuro.
Emigrar porque se quer ter uma carreira internacional ou fazer uma experiência fora do rectângulo é uma coisa, mas partir porque já não se acredita num futuro aqui é muito triste.
Pois, as condições mudaram, hoje quem sai vai muito mais bem preparado para conseguir uma boa integração num país estrangeiro. Ainda bem.
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De cristof a 04.01.2014 às 20:21

O nosso Portugal tem dos melhores climas,paisagens e segurança de toda a UE. Tenho alguns amigos reformados estrangeiros que não trocam isto(estão a duas horas de Bona ou Londres) por temperaturas 15º menores.
Pouco focado é o prejuizo que é para uma comunidade pagar cursos caros a tanta gente e quando está na hora de dar rendimento vão parara aos cofres dos outros. Será que o meu bairro terá dinheiro até quando para pagar a formação de todos os jovens do bairro que quando começarem a ganhar o depositam/fazem no bairro ao lado?
devemos ser alem de ricos muito pouco eficientes; é urgente olharmos para as eleiçoes europeias . Só as instancias europeis podem mudar as coisas cá. Os governantes nacionais sejam eles o que forem t~em que fazer igual aos anteriores , pois os mecanismo de controle estão na UE.
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De Manuel a 04.01.2014 às 20:24

Devo dizer que, desde à uns dois anos, a leio a si aos misters Rui Rocha, Luís Menezes Leitão, Pedro Correia e jaa, muito assiduamente, perdoem-me outros que também leio, que agora não me recordo seu nome. Aprecio-vos a todos, pelo que de si partilham sobre o respeito que vocês têm pela vida, e por partilharem coisas que a vida vos mostra. O meu obrigado.
Não sei até que ponto podemos dizer que os jovens vão embora com sentimentos de magoa pela pátria que os criou. Vivemos na era da comunicação, a geração que esta desabrochando, cresceu a comunicar com o mundo, é uma geração global. Creio que muitas das nossas mais belas flores, partem por uma questão de inevitabilidade, coisa que faz parte do ciclo da vida.
Agora não sabemos é se vão voltar. Creio que as pessoas que acreditarem que perdoar é bem mais saudável do que condenar, ganham a capacidade para mudar. Vamos dizer que é encarar com coragem o que o nosso olhar para dentro, revela sobre nós próprios, depois o que varia é a coragem. Também há, e cada vez mais, santos, que são todos aqueles que nunca perdoam porque se acham acima disso, ou melhor, porque são cobardes.
A nossa sorte é que a esperança é a ultima a morrer.
Não se preocupe, eles voltam, nem que seja só pela vaidade. E os que não voltarem, não vão fazer falta aos que cá andarem.
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De lucklucky a 04.01.2014 às 21:03

Não se pode esperar que um regime socialista que fomenta o empregadedorismo tenha empregos para todos a não ser se o Estado os der.

Em nome da igualdade socialista e do status squo pune-se a diferença, logo a inovação , o ter ideias diferentes, o caminhar o seu próprio caminho,recusar pertencer a um dos grupos já estabelecidos -seja do socialismo de esquerda ou do socialismo de direita - é punido.
Não se espere nada que não a estagnação.

Tenho medo da pouca iniciativa privada que tem conseguido salvar-se e crescer. A saliva dos socialistas para abocanhar os que saírem bem sucedidos deste teste não cessará, é só aparecer um ponto de prosperidade definido para se transformar em alvo.
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De Teresa Ribeiro a 05.01.2014 às 01:32

De que fala quando fala de igualdade socialista? Se é de igualdade de oportunidades, qual é o seu problema? Quanto aos empregos no Estado, não se preocupe. Já foi chão que deu uvas. De resto agora estamos melhor, não há nem no Estado, nem no privado. É por isso que o ano passado saíram do país 120 mil e não vai ficar por aqui.

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