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O Público tem aqui um interessante trabalho sobre os fluxos migratórios de e para Portugal. Vale a pena ler para colocar num contexto histórico alguma desta emigração. Tem no entanto alguns pontos mais fracos, especialmente relativamente à conjuntura total dos países de destino no passado e ao problema com a contabilização das emigrações actuais.

 

Em relação à conjuntura passada, convém lembrar que muita da emigração até à década de 60 para França, Alemanha ou Bélgica existiu no contexto de iniciativas desses países para atrair trabalhadores que compensassem o declínio populacional do pós-guerra e que apoiassem os esforços de reconstrução suportados pelo plano Marshall. Foi nesse contexto que esses países se encheram também de imigrantes italianos, gregos, jugoslavos ou espanhóis (estes algo menos).

 

Os números actuais da emigração portuguesa têm, na minha opinião (baseada em puro "achismo" e reflexão), uma falha: com a presente possibilidade de se estabelecerem e trabalharem noutros países sem processos complicados, os portugueses acabam por muitas vezes não actualizarem os seus registos locais. Em 10 anos que levo fora do país só me registei no consulado na Holanda porque precisei de um documento em cima da hora. O meu passaporte e cartão do cidadão ainda são portugueses. Como eu está a maioria dos portugueses que conheço, que se registam nos países de acolhimento mas não informam o país de origem. Isto provavelmente poderá subestimar os números da emigração.

 

Duas notas para a notícia: a primeira para o infográfico que a acompanha. Não faço ideia da origem dos preços que apresentam, mas tenho sérias dúvidas que a gasolina em 1973 e 1993 custasse o equivalente a 200 e 260 escudos, respectivamente. Ou que uma noite num hotel em quarto duplo andasse pelos 130 e 260 contos em 1973 e 1993, respectivamente. Ou até que custe em média 200 euros actualmente (ainda no ano passado paguei 80 por uma noite dessas no Marquês de Pombal). Estes números têm óbvias asneiras.

 

Outra nota para as declarações de Pedro Lomba sobre as "vantagens" que Portugal tem para oferecer a «imigrantes de elevado potencial». A saber: «Clima, segurança, protecção social, serviços de saúde [e] infra-estrutura». Quanto ao clima, tudo certo. Quanto à protecção social, mesmo ignorando que está a ser destruída pelo governo de Pedro Lomba, é sempre inferior à de muitos outros países. Os serviços de saúde, se estão bem, não deveriam ser mudados por este governo. Mesmo ignorando isso, mais uma vez são inferiores aos dos países de onde viriam esses imigrantes. Já quanto à infra-estrutura, só por piada alguém escolheria Portugal quando tem outros países europeus. A única solução seria atrair os imigrantes de países abaixo de pobres ou de ditaduras, mas com o CDS no Governo, que horror! nem pensar!!

 

A verdade é que Portugal é de facto um país de emigração e vai continuar a sê-lo. Vejo Portugal a sofrer uma verdadeira catástrofe demográfica a médio prazo e sem sequer ter a visão de criar laços com aqueles que partem. Isto terá consequências verdadeiramente desastrosas dentro de uns 20 anos. Claro que por essa altura, os bandalhos que estão no governo, nunca nada fizeram na vida (começando pelo PM) e exortam os portugueses a «sair da sua zona de conforto» já terão tratado do seu. Tenho ainda esperanças: nos filmes, os jagunços costumam pagar pelos crimes. Seria bom que 2014 fosse um ano nesse sentido.


16 comentários

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De Vento a 31.12.2013 às 00:23

João,

o Pedro Lomba é uma espécie a armar em poeta nestas coisas da economia e da e(i)migração. Passando ao largo nesses números (preços) mal construídos, convém dizer: aliás, com o devido respeito pelos verdadeiros poetas e poetisas, o que temos assistido nos últimos 20 anos de governação em Portugal nada mais é que uma parada de poetas e poetisas com versos muito mal paridos.

Mas mais ainda, o sistema empresarial e político nacional é reflexo de todo um sistema social que por um lado se compara aos das castas indianas (os eleitos) e por outro às estruturas feudais que ainda se encontram bem vincadas.
Associado a isto surgiu uma classe de doutores que sempre fez a apologia da humildade, isto é, cultivou catequéticamente a teoria da dependência e subserviência (que eles mesmo praticavam e praticam perante seus donos), com a introdução da cunha, e tirou partido desta merda toda.
Certamente que a catequese da humildade beberam-na de fonte mal preparada, que também a proclamava em suas palestras pouco consistentes.
Aqui chegados, convém notar que a partir de agora sou eu que falo, proclamo e palestro fazendo a apologia da humildade.

Sim, não se surpreenda, eu faço a apologia da humildade. Mas da humildade cristã, isto é, daquela que reconhece que isto de ser húmus ou in terris é uma particularidade do Homem face ao seu Criador, mas nunca face a um seu igual: seja ele político, pseudo-empresário, empresário, pseudo-doutor, doutor, mestre, engraxador ou a puta que pariu.

Bem, tudo isto tem que ver com a emigração, ou seja, uns, para fugirem disto, vão para fora e outros tornam-se forasteiros cá dentro.

Meu caro João André, FELIZ ANO NOVO!

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De João André a 02.01.2014 às 11:43

Caro Vento, obrigado pela reflexão. Sem mais palavras, agradeço-lhe também todos os comentários em 2013 (e em antecipação quaisquer comentários em 2014) e desejo-lhe também a si um excelente 2014 (ou pelo menos tão bom quanto possível e melhor que 2013).
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De Miguel R a 31.12.2013 às 01:17

Tens razão naquilo que dizes. Para mim, só uma coisa nos poderá salvar enquanto país: o mar e os seus recursos, em especial, o hidrato de metano. Os Japoneses já estão a testar este recurso energético. Recomendo este texto: http://mitei.mit.edu/system/files/Supplementary_Paper_SP_2_4_Hydrates.pdf e este vídeo http://www.youtube.com/watch?v=EV38ylrHEMI. Há mais informações noutros lados, é só procurar... Ainda hoje me espanto com a facilidade com que meio país criticou severamente Cavaco pela sua visita às Selvagens, mesmo ridicularizando-a.
É preciso cautela, claro, mas está aí uma grande recurso estratégico para o país, em especial se considerarmos a nossa posição no plano europeu. A este recurso podemos juntar outros com aplicação na farmacologia, medicina e biotecnologia, bem como o cobre, o chumbo e o zinco para as indústrias de alta tecnologia. E outros mais haverá, com várias aplicabilidades.
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De João André a 02.01.2014 às 12:03

O hidrometano é um recurso interessante, mas a breve prazo é economicamente inviável. Talvez venha a ser uma hipótese para Portugal, mas apenas como parte do energy mix do país. Mais interessante a médio prazo (e mais sustentável) seria o aproveitamento das energias renováveis, para as quais Portugal apresenta grande potencial e onde vai desenvolvendo boas competências a nível internacional.

Um dos grandes problemas para o desenvolvimento do país, como já o disse várias vezes, é a qualidade da classe empresarial que, à excepção de alguns sectores (p.e. vinhos, calçado), não investe ne formação nem sequer compreende as vantagens de o fazer. Podemos dizer que investimos em energias renováveis, em hidrometano, em IT, ou na exportação da batata com sabor a banana que se as empresas não investirem na qualificação isso de nada servirá. As nossas empresas vivem na ilusão que precisam de ganhar dinheiro antes de poderem investir nessa qualificação. Esse é um dos grandes problemas que temos no que toca à requalificação do país.
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De Miguel R a 02.01.2014 às 17:19

"As nossas empresas vivem na ilusão que precisam de ganhar dinheiro antes de poderem investir nessa qualificação". Na mouche!

Quanto ao hidrato de metano, eu referia-me a ele tendo em mente o prazo que abordas no texto, de 20 anos. Para mim, a energia tem de ter em conta o preço de custo, é dos aspectos de decisão mais importantes de qualquer governação. Sabemos bem que tipo de vantagem que ela traz para toda, mas toda a economia (até a doméstica).
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De A. C. da Silveira a 31.12.2013 às 02:46

Este post está ao nivel do "trabalho" do Público. Se quiser dê-se ao trabalho de ir ao blog Portadaloja, porque vê lá um excelente trabalho sobre a emigração portuguesa, escrito em 1971!
Este governo tem feito coisas boas e coisas más. Mas responsabilizá-lo pela emigração dos portugueses que procuram uma vida melhor lá fora, é não saber em que país é que vive.
Além disso, os portugueses, normalmente os melhores, saem daqui para fora porque não se querem misturar com a mediocridade instalada, e fazem-no há mais de 500 anos.
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De João André a 02.01.2014 às 12:07

Eu não disse que este governo é o responsável pela emigração, mas é sem dúvida o primeiro que incentiva os portugueses a ir embora. A diferença é simples: se me disserem para ir embora, eu não me sentirem bem vindo e poderei nem pensar em regressar. Se lamentarem a minha ida e disserem, mesmo que com palavras que eu sei vãs, que esperam que eu regresse, esse sentimento não me deixará e pensarei em como o fazer.
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 02.01.2014 às 14:24

Não sou advogado do 1º ministro, mas considerar a sugestão feita aos professores desempregados, e são muitos, que podem ter saídas profissionais junto dos emigrantes ou nos palop é um convite à emigração, diz bem da alianação colectiva que tomou conta deste país.
Tenho seis filhos, e sempre os incentivei a sair de Portugal para estudar e trabalhar, e como pode imaginar sempre quis o melhor para eles.
Dizia alguém há muitos anos "que a rotina estagna e corrompe"; infelizmente o que a maioria dos portugueses ambiciona é a rotina da carreira, de preferência à sombra do estado ou da camara municipal lá da terra: ter a "vidinha arrumada" como se costuma dizer.
Desejo-lhe um bom 2014.
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De João André a 02.01.2014 às 15:44

Caro Alexandre, a maioria dos meus antigos colegas de escola e universidade não tinham nem têm a menor ambição de trabalhar para o estado/município. Alguns quiseram bem entendido ser professores (qual o mal nisso?) e isso significa que acabariam/acabaram a trabalhar para o estado, mas na maior parte dos casos o comentário era sempre o mesmo: "quero fazer X ou Y numa empresa". Os trabalhos poderiam mudar, o grau de ambição também, mas normalmente ninguém se via a candidatar a posições no estado.

Repare que eu não digo que há mal em sair do país. Eu fi-lo numa altura em que tinha trabalho em Portugal e não era mal remunerado. Provavelmente teria hoje ainda emprego e bem pago. Apenas não gostava do que fazia e queria desenvolver-me mais. Por isso saí. Aquilo que critico é um governo que diz abertamente que não vê quaisquer alternativas e manda as pessoas saírem. Quem sai deve fazê-lo por pretender algo de melhor, não por desistência do seu governo. É por isso que critico tão fortemente este governo.
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De Risonho a 31.12.2013 às 10:21

Felizmente que quando estes bandalhos que nunca fizeram nada na vida forem substituidos pelo Tozé e seus muchachos a coisa melhora de um dia para o outro. O futuro é risonho.
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De João André a 02.01.2014 às 12:08

E para variar há outros bandalhos que lêem um texto e apercebem-se de coisas que eu nunca lá coloquei. Falei em Seguro? Disse que seria melhor? Você sabe ler?
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De lucklucky a 31.12.2013 às 10:28

Não é de admirar o autor é faz parte do grupo que acha que o Estado e o Complexo Politico-Jornalista tem direito às benesses dos 40 anos de dinheiro a cair do céu para toda a vida:

: Endividamento sem fim
: Impostos a subir
: Subsídios Europeus
: Receitas das privatizações superiores em % do PIB a todos os países Europeus excepto os do ex.bloco de Leste.
:Demografia favorável

Faltou ainda falar da Troika e de como esta impede que o défice não seja zero já desde 2011...
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De João André a 02.01.2014 às 12:12

Sim camarada mp3 lucky, tem razão camarada mp3 lucky, sem dúvida camarada mp3 lucky. Desejo-lhe um ano tal como o preferir, bom ou mau, ao seu gosto individual, com os impostos que deseje pagar e no país onde desejar viver (se preferir viver nalgum espaço que se intitule de país, caso contrário num espaço com a denominação preferida), vivendo como desejar viver (se desejar viver), trabalhando (se o quiser) como queira, lendo, vendo, cheirando, ouvindo, tocando e saboreando aquilo que entender (se não preferir cancelar algum destes sentidos) e dando-se com as pessoas com quem entender (ou nenhuma se o preferir).

Mas essencialmente, e espero que me perdoe esta intromissão na sua liberdade pessoal, desejo-lhe um ano com um novo leitor de mp3 que esse parece ter emperrado.
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De IsabelPS a 31.12.2013 às 10:40

O discurso sobre a actual emigração portuguesa é, a meu ver, muito fraquinho: demasiado emotivo e, eventualmente, instrumentalizado e extremamente "paroquial". Tanto quanto percebo, mesmo nos anos em que se dizia que Portugal se tinha tornado um país de imigração, nunca deixou de haver uma forte corrente emigratória. O que é eventualmente novo é que neste momento saem também, em números relativamente elevados, os filhos dos doutores, eventualmente doutores eles próprios. E aí, aqui d'el-rei que estamos a lançar fora a-geração-mais-qualificada-de-sempre, quando uma parte substancial dessas saídas são bem descritas pelo Vítor Jesus do texto: "Está perto do Porto – graças à Internet e às companhias de baixo custo. A ideia de regresso, para ele, nem faz sentido. Agora, está no Reino Unido, daqui a um ano pode estar em França ou na Alemanha ou em Portugal ou noutro país qualquer". E não são de todo diferentes do que faz, de há um bom par de anos, se não décadas, a esta parte, a juventude qualificada dos países mais desenvolvidos. Alguns dos meus sobrinhos estão nessa situação, assim como filhos de amigos que vivem em países estrangeiros. O mercado de trabalho para eles é global, e ainda bem que os portugueses o podem aproveitar também. (É preciso não esquecer o impulso essencial do Erasmus as esta globalidade).

Quanto às "vantagens" de Portugal, não estou muito de acordo consigo: a protecção social não suportará a comparação, já as infraestruturas... Basta andar de comboio em Inglaterra (dizem-me que o metro em Bruxelas melhorou muito ultimamente, se não, seria outro exemplo), ou comparar a rede multibanco com tudo o resto (eu considero isso uma infraestrutura, não sei se bem se mal), ou ouvir as histórias dantescas que o meu marido americano contava sobre os apagões eléctricos na Califórnia. Quanto aos serviços de saúde, uma sobrinha minha que trabalhou como enfermeira em Portugal durante 2 ou 3 anos e agora está a trabalhar num dos melhores hospitais (universitários) de Bruxelas dizia-me um dia destes que se tivesse qualquer coisa de sério preferia ser tratada em Portugal.
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De João André a 02.01.2014 às 12:19

Cara Isabel, essa referência à proximidade do Porto não me descansa, antes pelo contrário. Só demonstra que Vítor Jesus não precisará no futuro de regressar a Portugal. Pode ir por um fim de semana sempre que lhe apetecer e manter-se em contacto com a família com enorme facilidade. As novas tecnologias e as facilidades de viagem apenas fazem o regresso mais improvável, porque permitem manter contacto sem ter de regressar. Um dia Vítor Jesus notará que já não tem razões sequer para manter o contacto tão regular como tem feito e começará a deixar de pensar na ideia do regresso. É um processo pelo qual já passei e conheço muitos outros (de Portugal ou países semelhantes) que também já o viveram.

Quanto às infraestruturas, o metro de Bruxelas nunca (em 10 anos que lá vou com frequência - ainda ontem o usei) me pareceu pior que o de Lisboa. Talvez mais sujo, apenas. A rede multibanco ganha à rede EC na Alemanha, mas nada tem de vantagem com o que a rede maestro está a construir. Os apagões são comuns em Portugal, acredite ou não, talvez não em Lisboa, mas a minha mãe continua a vivê-los. Já no Natal foram uma realidade. pode pegar nos exemplos que quiser que a verdade é que, na contabilidade geral, a nossa infraestrutura é bem pior que a da maioria da Europa ocidental.
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De IsabelPS a 02.01.2014 às 17:43

Vítor Jesus voltará ou não, conforme a vida dele se desenrolar a nível pessoal e profissional:
constituirá por lá família? com uma estrangeira? com outra portuguesa? com alguém agarrado à sua família e à sua terra ou pronta para se instalar em qualquer lado? terá filhos?
gostará ele do que faz no país onde está? propor-lhe-ão qualquer coisa mais interessante alhures? quiçá em Portugal, daqui a uns anos?
será ele muito ligado à sua família e amigos? terá ele relações difíceis com os pais? sentir-se-á ele responsável por os acompanhar na velhice?
Quem mal falava a língua do país de acolhimento e quase só se dava com compatriotas, como era o caso dos emigrantes da construção civil (já o caso das mulheres deles era geralmente bem diferente, conheciam outro mundo e muitas vezes não tinham vontade de voltar para a aldeia de onde tinham saído), tinha naturalmente o projecto de voltar para o ninho. Os Vítors Jesus têm muita escolha, como sempre tiveram, embora nem tudo dependa deles: há por exemplo, a típica questão "onde vão crescer os meus netos?"...
Vivi quase 30 anos no estrangeiro e resolvi voltar para me instalar numa aldeia à qual não tinha ligação nenhuma (e que de facto, tem uma electricidade algo instável, mas nada que eu possa classificar de apagão!). Dos meus colegas, uns decidiram ficar por lá, outros resolveram voltar, quer por causa do clima (nem só os reformados estrangeiros procuram o sol...) quer porque os filhos decidiram fazer a licenciatura ou um mestrado em Portugal (sim, também há disso). Não me parece que a facilidade de ligações ou de contacto tenha tido alguma importância na escolha. Uns ficaram por lá muito pouco tempo, apesar das excelentes condições financeiras: ou porque não aguentavam estar fora, ou porque o trabalho em Portugal, mais mal pago, era mais interessante, enfim de tudo um pouco.
É isto que eu quero dizer: esta "nova" emigração é incomparavelmente menos previsível do que a "outra". Uns voltarão, outros não. Se (ou quando!) o país levantar cabelo, "novos" imigrantes virão também.
Quanto à infraestrutura, continuo a não estar de acordo, mas não é grave (e não me referia à limpeza do metro de Bruxelas, nem à sua beleza, mas às secas de 20mn que lá apanhei muitas vezes fora das horas de ponta... mas reconheço que há bem mais de 10 anos).

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