Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




 

Há poucos dias, uns tantos comentadores advertiam por aí que António José Seguro seria incapaz de estabelecer um acordo -- qualquer acordo -- com o Governo por estar condicionado pela bancada parlamentar do seu partido, em grande parte dominada pelos seus adversários internos. O secretário-geral do PS não tardou a desmentir esses comentadores, que umas vezes se limitam a sublinhar o óbvio e outras confundem os próprios desejos com a realidade, ao estabelecer o primeiro acordo da legislatura com Passos Coelho.

De uma só vez, Seguro marca pontos em vários tabuleiros.

Desde logo, mostrou ao grupo parlamentar quem é que manda no PS: sejam quais forem os estados de alma reinantes na bancada, os deputados socialistas terão de aprovar este acordo.

Depois, surgiu como salvador das pequenas e médias empresas -- que asseguram 75% dos postos de trabalho em Portugal -- ao levar Passos a aceitar uma taxa intermédia no IRC. Graças a este acordo, 400 mil empresas terão menos carga fiscal em 2014: não podiam receber melhor notícia.

Demonstrou, além disso, habilidade para usar os meios de informação de modo a obter o maior impacto possível no preciso momento em que o debate parlamentar da semana passada estava a ser transmitido em directo pelos canais televisivos. Aquele gesto de pegar no telefone e dialogar com o primeiro-ministro em pleno hemiciclo demonstra instinto mediático, sem o qual não existe eficácia real na acção política.

Mas o fundamental em tudo isto é a imagem de moderação que Seguro transmite aos portugueses. Separando o PS da esquerda radical, que serve para subtrair e não para somar. Mostrando, em suma, uma atitude responsável no plano institucional, própria de um líder político que está pronto para governar. E, mais que isso, que quer governar estabelecendo pontes em vez de cortar vias de diálogo.

Estamos, provavelmente, perante o primeiro passo do próximo ciclo político em Portugal. Há longos percursos que começam por muito menos.

 

Foto Lusa/José Sena Goulão

Autoria e outros dados (tags, etc)


44 comentários

Sem imagem de perfil

De Ferrugem a 19.12.2013 às 15:38

Parece-me um tanto excessivo o entusiasmo. Mais depressa a as galinhas terão dentes que o Tozé se transformará num grande lider.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 19.12.2013 às 15:57

"Grande líder"? Não sou praticante desse léxico, Ferrugem. Isso é mais lá para as bandas do Norte. Da Coreia do Norte.
Sem imagem de perfil

De Ferrugem a 19.12.2013 às 16:05

Tire o "grande", tanto faz.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 19.12.2013 às 16:10

O adjectivo aqui faz toda a diferença. Querido ou Grande é lá para Pionguiangue. Fico-me pelo substantivo.
Sem imagem de perfil

De Ferrugem a 19.12.2013 às 16:19

Reconheço que tem essas conotações, mas veja-se, por exemplo, este passo de uma artigo que se pode ler em http://www.presseurop.eu/pt

"Os cidadãos mudaram muito e já não são os mesmos que eram dirigidos, há meio século, por grandes líderes europeus como De Gasperi, Schuman, Adenauer ou de Gaulle. Esta mudança influencia não só a atual e futura democracia nos Estados-Nação, como também a forma atual e o futuro da União Europeia."
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 19.12.2013 às 16:53

Sim, mas não se esqueça que os chamados "grandes líderes" emergem sobretudo de circunstâncias excepcionais. Essas personalidades dirigiram a Europa Ocidental nos 20 anos após a II Guerra Mundial - e não houve circunstância mais excepcional na história da Humanidade.
São tempos incomparáveis. Não esqueçamos também que, em regra, os políticos nunca são devidamente avaliados pelos seus contemporâneos: isso explica, por exemplo, que Churchill tenha sofrido uma pesadíssima derrota eleitoral dois meses após ter ganho a guerra mais devastadora de que há memória.
Sem imagem de perfil

De PSemAliançaComPsd a 19.12.2013 às 15:55

Este post faz me rir às gargalhadas LOL LOL LOL
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 19.12.2013 às 17:01

Ainda bem. Rir faz bem à saúde.
Sem imagem de perfil

De Diogo a 19.12.2013 às 16:36

A cara e o carisma de José Seguro não lhe permitiriam comandar um rebanho de ovelhas.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 19.12.2013 às 16:59

De líderes "carismáticos" está o caixote do lixo da história cheio. Alguns deles conduziram e emocionaram milhões de ovelhas.
Sem imagem de perfil

De Diogo a 19.12.2013 às 20:48

O carisma do José Seguro é o facto menos importante. O importante é a fraude do partido único:

The Establishment's Two-Party Scam

Chris Gupta: Esta fraude consiste na fundação e financiamento pela elite do poder de dois partidos políticos que surgem aos olhos do eleitorado como antagónicos, mas que, de facto, constituem um partido único. O objectivo é fornecer aos eleitores a ilusão de liberdade de escolha política e serenar possíveis sentimentos de revolta contra a elite dominante.

**********

Dr. Stan Monteith: "De há muito, o principal problema da vida política americana tem sido tornar os dois partidos congressionais (o partido Republicano e o partido Democrata) mais nacionais. O argumento de que os dois partidos deviam representar políticas e ideias opostas, uma, talvez, de Direita e a outra de Esquerda, é uma ideia ridícula aceite apenas por teóricos e pensadores académicos. Pelo contrário, os dois partidos devem ser quase idênticos, de forma a convencer o povo americano de que nas eleições pode "correr com os canalhas", sem na realidade conduzir a qualquer mudança profunda ou abrangente na política."

**********

George Wallace (foi candidato à Presidência norte-americana. Este afirmou: "... não existe diferença nenhuma entre Republicanos e Democratas."
"... A verdade é que a população raramente é envolvida na selecção dos candidatos presidenciais; normalmente os candidatos são escolhidos por aqueles que secretamente mandam na nossa nação. Assim, de quatro em quatro anos o povo vai às urnas e vota num dos candidatos presidenciais seleccionados pelos nossos 'governantes não eleitos.' Este conceito é estranho àqueles que acreditam no sistema americano de dois-partidos, mas é exactamente assim que o nosso sistema político realmente funciona."

**********


O Professor Arthur Selwyn Miller foi um académico da Fundação Rockefeller. No seu livro «The Secret Constitution and the Need for Constitutional Change» [A Constituição Secreta e a Necessidade de uma Mudança Constitucional], que foi escrito para aqueles que partilhavam os segredos da nossa ordem social, escreveu:

"... aqueles que de facto governam, recebem as suas indicações e ordens, não do eleitorado como um organismo, mas de um pequeno grupo de homens. Este grupo é chamado «Establishment». Este grupo existe, embora a sua existência seja firmemente negada; este é um dos segredos da ordem social americana. Um segundo segredo é o facto da existência do Establishment – a elite dominante – não dever ser motivo de debate. Um terceiro segredo está implícito no que já foi dito – que só existe um único partido político nos Estados Unidos, a que foi chamado o "Partido da Propriedade." Os Republicanos e os Democratas são de facto dois ramos do mesmo partido."
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 19.12.2013 às 22:33

Partido único em Portugal? Podemos ter défice de muita coisa, mas não de partidos. Ainda este mês apareceu mais um.
Sem imagem de perfil

De Diogo a 20.12.2013 às 10:33

Diga-me uma coisa, Pedro Correia, você sofre de défice de atenção? Consegue interpretar um texto (no caso, o meu comentário anterior)?

Chris Gupta: The Establishment's Two-Party Scam - Esta fraude consiste na fundação e financiamento pela elite do poder de dois partidos políticos que surgem aos olhos do eleitorado como antagónicos, mas que, de facto, constituem um partido único. O objectivo é fornecer aos eleitores a ilusão de liberdade de escolha política e serenar possíveis sentimentos de revolta contra a elite dominante.


Quem pensa você que controla o PS, o PSD e o CDS? Os deputados destes partidos são gente honesta que está interessada no desenvolvimento do país ou simples funcionários bancários?
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 20.12.2013 às 14:09

Sofrendo de défice de atenção, fui incapaz de acompanhar devidamente os seus abundantes argumentos e a inteligentíssima conclusão.
Sem imagem de perfil

De Diogo a 20.12.2013 às 19:40

Foi o que eu pensei...
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 20.12.2013 às 22:54

O que não me impede de lhe desejar um feliz Natal.
Sem imagem de perfil

De Diogo a 20.12.2013 às 23:34

Boas festas também para si.

Abraço
Diogo
Sem imagem de perfil

De Carlos Duarte a 19.12.2013 às 17:19

Seguro marcou pontos com este acordo, muito em parte por uma inépcia gritante do Governo que foi contra os próprios grupos parlamentares. O Ministro da Presidência fez um desfavor impressionante ao Governo, ao torpedear (ou quase torpedear) um acordo que estava a ser acertado nos bastidores.

As coisas só se endireitaram quando o Primeiro-Ministro aparentemente se apercebeu que as pessoas (e bem) estavam a atirar as culpas do falhanço deste consenso para cima dos Governo e respectivos partidos. É engraçado igualmente de verificar que Paulo Portas tentou, no meio dos disparates de Marques Guedes, frisar que as discussões estavam bem encaminhadas...

Em resumo, mais um disparate logístico deste Governo, bem aproveitado por Seguro. E vê-se que os Ministros responsáveis pela coordenação política ou deviam estar calados (Marques Guedes) ou desapareceram em combate (Poiares Maduro).
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 19.12.2013 às 18:06

Qualquer proprietário das 400 mil pequenas e médias empresas portuguesas (e muitos dos assalariados cujo rendimento depende delas) estará neste momento agradecido a Seguro. E com bons motivos para isso. Como o 'Jornal de Negócios' hoje destaca, no texto que acompanha a manchete, "o PS conseguiu convencer o Governo a aceitar uma taxa de IRC inferior para as empresas de menor dimensão."
Agradecidos a Seguro, repito. Não ao Governo. Que neste caso foi de uma inépcia digna de principiante.
Sem imagem de perfil

De JgMenos a 20.12.2013 às 05:00

Talvez devesse dizer-se: um escalão de imposto que abrangendo todas as empresas beneficia grande parte das muito pequenas empresas, por um valor máximo de 800 euros/ano. Mantêm-se os valores dos pagamentos por conta
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 20.12.2013 às 08:53

Um passo na direcção correcta, de qualquer modo. Creditado ao PS, não ao Governo. Em política as percepções contam muito.
Sem imagem de perfil

De Vento a 19.12.2013 às 17:36

Sempre afirmei, "contra tudo e contra todos", incluindo aqui no DO, que Seguro acabaria por surpreender pela positiva.
Não tenho dúvidas que estamos perante o próximo homem que governará esta nação. Tanto ele incomoda que é necessária a lucidez de Portas para se estabelecer consensos, algo que aflige Passos Coelho e os seus homens de mão que comentam absolutamente nada.
Também referi que o PS, em particular Seguro, deve estar atento à ordenação governativa que ocorrerá com su mandato, incluindo acordos com o CDS e sem ostracizar o PC.
Felizmente que os socratianos e soaristas (e também António Costa) já chegaram à conclusão que Seguro sabe ser seguro no que quer.

Parabenizo-o, Pedro, pela lucidez deste texto.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 19.12.2013 às 18:14

Agradecendo as suas palavras e pedindo desde já desculpa pela autocitação, só justificada por vir a propósito, remeto-o para estes meus textos de 2010 e 2011, também sobre Seguro:

http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/1727642.html
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/3243179.html
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/3687296.html
Sem imagem de perfil

De Margarida a 19.12.2013 às 19:21

"Mas o fundamental em tudo isto é a imagem de moderação que Seguro transmite aos portugueses. Separando o PS da esquerda radical, que serve para subtrair e não para somar. Mostrando, em suma, uma atitude responsável no plano institucional, própria de um líder político que está pronto para governar. E, mais que isso, que quer governar estabelecendo pontes em vez de cortar vias de diálogo. Estamos, provavelmente, perante o primeiro passo do próximo em Portugal. Há longos percursos que começam por muito menos" Seguro para mostrar alguma coisa tem de ter outra atitude porque só por isto não vamos a lado nenhum. Separar o PS da esquerda radical? Onde está a esquerda radical em Portugal? Que fez a esquerda radical de mal aos portugueses? Ainda não vi radicalismos de esquerda em Portugal. O mais caricato é assustarem-se as pessoas com esquerdas radicais e depois as direitas radicais, vão fazer negócios com a China comunista. Na realidade que se passa nesta sociedade?
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 19.12.2013 às 22:32

Esquerda radical é a que condena o PS a entender-se com a direita para poder formar governo. Tem sido assim desde que a democracia foi restaurada em Portugal, vai fazer 40 anos.
Sem imagem de perfil

De Apoiado a 20.12.2013 às 08:38

É assim mesmo, Inês.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 20.12.2013 às 08:53

Está de acordo com a Ana Isabel?
Sem imagem de perfil

De Apoiado a 20.12.2013 às 09:11

Estou de acordo com a Ana.
Sem imagem de perfil

De Ana Isabel a 20.12.2013 às 13:38

Onde está aqui a Ana Isabel? Isto é muito grave................
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 20.12.2013 às 14:10

E a Margarida, que não voltou a aparecer?
Sem imagem de perfil

De Desgostoso a 20.12.2013 às 16:38

E a Inês, que será feito dela? Andará engripadinha, coitada?
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 20.12.2013 às 16:47

Foi comer ostras com a Maria. Para justificar aquela frase "Maria vai com as ostras".
Sem imagem de perfil

De ana isabel a 20.12.2013 às 17:12

pergunte à Margarida. O que está a insinuar? Não gosta de ser confrontado? Pelo que me apercebo para si Margarida, Ana Isabel e Inês são uma mesma. Pense o que quiser, é livre, não é livre é de dizer O que quer. Grite pela Margarida pode ser que ela oiça
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 20.12.2013 às 17:39

Feliz Natal para si também.
Sem imagem de perfil

De Ana Isabel a 20.12.2013 às 23:06

Feliz Natal para si, desgostoso e desconfiado
Sem imagem de perfil

De Desgostoso a 21.12.2013 às 09:21

Para a Ritinha, a Ana Isabel, a Maria, a Inês, a Sofia, a Ana, mais alguma de que lamentavelmente agora não me lembro, um Santo Natal, sem pecados de gula ou outros.
Sem imagem de perfil

De Joana a 22.12.2013 às 23:32

Obrigada, Desgostoso
Sem imagem de perfil

De Falta Pouco a 19.12.2013 às 19:54

Agora falta-lhe ir ao próximo lançamento de um livro do filósofo parisiense ou à tomada de posse do Costa como presidente de qualquer coisa.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 19.12.2013 às 22:42

O filósofo já era. E o poder está em São Bento, não noutro palacete qualquer.
Sem imagem de perfil

De JgMenos a 20.12.2013 às 04:45

Foi tão óbvio o oportunismo - que a pretensa dificuldade do acordo tão só evidenciou - que duvido que algo mais que isso lhe possa ser creditado. Tudo não passa de mais uma demonstração de como fazer oposição pode ser instrumento de descrédito da Política.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 20.12.2013 às 08:58

A oposição que ambiciona ser poder deve dar provas concretas de moderação e capacidade de diálogo, apelando ao eleitorado moderado, que constitui a grande maioria dos votantes. A outra - que quer Portugal de volta ao escudo, pretende rasgar os compromissos que celebrámos com instituições internacionais e sonha com o País fora da UE, como no tempo em que estávamos "orgulhosamente sós" - tem apenas como função servir de válvula de protesto. É uma missão importante em democracia, mas muito escassa para uma alternativa real de governo.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 20.12.2013 às 10:25

sejam quais forem os estados de alma reinantes na bancada, os deputados socialistas terão de aprovar este acordo

Terão? Por quê?

Os deputados são livres de votarem como quiserem.

Ainda por cima quando este acordo foi (segundo julgo) feito numa negociação extra-parlamentar.

Comentar post



O nosso livro






Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2010
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2009
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D