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Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 17.12.13

«É porque a esperança no movimento desacordista em Portugal existe que me dirijo aos demais deputados, os que não têm acompanhado esta matéria. Hão-de todos pronunciar-se no debate do dia 20. Não façais, por má-fé, o que fizestes em 2008 por desconhecimento, ao ignorardes olimpicamente uma petição de 110.000 pessoas e todos os pareceres de especialistas, à excepção de um, do prof. Malaca Casteleiro, parte interessada na matéria. Informai-vos junto dos colegas que a têm acompanhado. Dai-vos à pena de ouvir as gravações (sobretudo a da audiência aos professores brasileiros) e lede os documentos. Testemunhai os efeitos perversos da abertura dessa caixa de Pandora que foi a ratificação do 2.º Protocolo Modificativo do AO90 e da RCM 8/2011. Verificai que, batendo leve levemente, entraram nas nossas vidas os contatos e os fatos, além dos patos (por pactos), impatos (por pactos), compatos (por compactos), adetos (por adeptos), recessões (de receções, por recepções), etc. Até no Diário da República, na escrita de professores que exigem correção aos alunos não sendo eles próprios corretos nem correctos. Conferi que entre os efeitos perversos se contam a influência no domínio de outras línguas, em formas como diretion, excetion, ation (em lugar das palavras inglesas direction, exception, action). Tudo isto está amplamente documentado e tem livre curso.»

Rui Miguel Duarte, no Público


20 comentários

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De Paulo Inácio a 17.12.2013 às 21:52

Adetos ? Pato? Fato? Impato?
E esta prova de ignorância veio no Público?! E ainda é replicada no Delito de Opinião? Esta espécie de país bateu de vez no fundo!
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De Pedro Correia a 17.12.2013 às 22:02

Parafraseando uma grande escritora (assumidamente anti-AO), "vemos ouvimos e lemos, não podemos ignorar".
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De IMMC a 17.12.2013 às 22:29

Não conheço uma única pessoa que esteja satisfeita com o AO e apesar disso o mesmo esta aí ...
Como e possível?
Pela parte que me toca entristece-me bastante esta decisão que nos afecta enquanto povo e que pelo que se vê também não agrada aos restantes povos de língua portuguesa, o que mais do que um contra-senso é uma grande estupidez!
Para ser muito franca com acordo ou sem acordo não tenciono alterar nada na minha escrita, continuarei a escrever exactamente como apreendi, mas incomoda-me que os meus filhos sejam obrigados a escrever este novo Português que não agrada a ninguém mas que e resultado de uma classe política que não quer, não gosta e não sabe dar o braço a torcer...



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De Pedro Correia a 18.12.2013 às 00:14

De uma classe política profundamente ignorante, em suma. E que insiste em fazer gala dessa ignorância.
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De GTY a 18.12.2013 às 20:22

É ignorância, sim, mas não só. Atente nestas palavras do ministro da cultura Pinto Ribeiro: «O entendimento entre todos os falantes da língua portuguesa e a sua divulgação constituem o instrumento indispensável na resolução de problemas de coesão social, desenvolvimento, democracia e segurança. Só assim poderemos participar, e a nossa participação é essencial na criação de um estado mundial de ordem baseada no direito e de progresso. (...) Por isso Portugal ratificou o acordo ortográfico da língua portuguesa e criou um fundo para o aprofundamento da língua nas regiões do mundo que contam com comunidades de portugueses e nos países da CPLP.»
J. A. Pinto Ribeiro | Ministro da Cultura
[ citado por Marco Antinossi | Agência Lusa | S. Paulo | 10-06-2008 | 16:01:33

O que se desenha aqui é um ideário e uma ideologia, que, como bem salienta o Prof. Doutor António Emiliano, nunca foi proposta aos portugueses.
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De Costa a 18.12.2013 às 01:37

Há, desgraçadamente, muito boa gente satisfeita com o aborto ortográfico. Gente até culta, mas voluntariamente aprisionada por uma necessidade compulsiva de "evoluir" - modificar, na verdade -, porque sim e porque quem a isso não adira é velho do Restelo (claro que desconhecem por completo a figura). E um povo de milhões, inculto e a quem um esforço de acesso a alguma cultura repugna visceralmente. Que da leitura só conhece os jornais ditos desportivos e as revistas de "famosos" e novelas. Que de escrita só pratica a assinatura do seu nome e numa ingénua caligrafia de instrução primária. Que da língua tem uma mera visão instrumental, funcional, básica. A quem uma novilíngua assenta perfeitamente. Mais ainda agora que se vê reduzido muitas vezes a preocupações de mera sobrevivência (e a ortografia não lhe consola o estômago).

E depois há uma poderosa minoria que lucra alegremente com tudo isto.

Costa
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De Manuel a 18.12.2013 às 13:41

Pois é meu caro da Costa,
diz-se logo, para aquele que não quer ver e para aquele que não vê. Isto é evolução que só pode ter um sentido e a mim só me ocorre editoras, com alguns gajos, ou melhor, lacaios a obrar; e motores de busca da Web, pois 200 milhões de brasileiros são sempre maior clientela do que 10 milhões de portugueses.
Para quê perder tempo (tempo=dinheiro) a escrever português para 10 quando se escreve "brasileiro" para 200? Resultado: que se lixe o português.
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De GTY a 18.12.2013 às 21:06

Podia dizer-lhe para ver bem isso dos 200 milhões. São todos leitores? Há que contar os 65% que são analfabetos. E os 38% que chegam analfabetos funcionais à univeridades e, ainda, desgraçadamente, os 14 milhões de brasileiros que passam fome, hoje, agora.
Mas não digo. É que, quem escreve para 10 (onde estão os Angolanos e Moçambicanos?) não escreve para 200, mesmo que queira, pelo simples motivo de que os brasileiros são "Antônios" e nós Antónios, uma dos milhares de diferenças na ortografia, mas pequenas se comparadas com as do léxico ou da sintaxe.
Não: ou se escreve para Portugueses, Angolanos, Moçambicanos, Goeses, Macaenses, Guinenses, Cabo-Verdianos e S.Tomenses ou se escreve para Brasileiros. Se os brasileiros quiserem estar sozinhos, estejam, que nós ficamos em boa companhia.
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De Manuel a 19.12.2013 às 02:34

pormerores, é isso que tem para dizer?
10 e 200, Portugueses ou Brasileiros, pouco importa o detalhe de comunicação que me aponta. A mensagem continua, só não entende quem não quer.
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De da Maia a 18.12.2013 às 02:26

Apesar de voltarmos ao tema, há sempre um novo olhar, caro Pedro, e é importante não adormecermos neste acordo para o esquecimento, para o colapso da memória e da cognição.
Quando a força de lei não chega, não há aqui nenhum acordo, há uma tentativa de nos colocar a dormir à força... para sonhos que visaram o esquecimento da realidade que temos. Os opiáceos já estão no ponto de perturbar a cognição, mas isso não demove quem não quer acordar, e precisa de legislar outro acordo para manter uma população num mesmo sono que tende a ser vegetativo. E tende a ser vegetativo porque quando se pretende negar as diferenças, e se iguala o inigualável, para além do razoável, caminha-se para um simples "gu gu da da" infantil... o último espasmo de diferença, que oporá os defensores do "gu gu" contra os defensores do "da da". Esbatida essa diferença, então a linha de actividade cerebral poderá ser um simples apito contínuo, perdido na eternidade.
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De Manuel a 18.12.2013 às 10:25

Talvez por imaturidade minha, não liguei nenhuma a estes "detalhes" da vida, mas hoje acordo para a questão de fundo. Está tudo louco?! De um momento para outro(momento = 1 década) a vida parece inundada por uma insanidade colectiva. O mundo é um lugar onde tudo o que não dá lucro não interessa a ninguém, onde não há respeito pelo próximo. Cega humanidade que vive obcecada por números, nem se dá conta que o Homem é o resultado da sua obra e o Homem número não é humano, é tão só uma maquina.
Digo não a esta evolução, porque isto não é evolução, isto é pura degradação.
A minha oposição começa aqui com uma força para o NÃO!!! ao acordo ortográfico.
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De Luís Lavoura a 18.12.2013 às 10:46

Os argumentos apresentados são ridículos.
Por algumas pessoas não escreverem consoantes que se lêem em meia-dúzia de palavras, deveremos passar a escrever consoantes que não se lêem em dúzias delas???!!! Isto é ridículo. Pergunto: em quantas mais palavras deveríamos então escrever consoantes que não se lêem? Por que razão deveríamos escrever "tecto" e não também "fecto"? Por que razão deveríamos escrever "recta" e não também "mecta"? Por que razão deveríamos escrever "electricidade" e não também "magnectismo"?
E depois, o inglês. Que tem a escrita do português a ver com a do inglês? Por que deveremos mudar a escrita de certas palavras em português lá porque os ingleses escrevem palavras análogas de forma diferente? Deveíamos escrever o nome "Michel" por os ingleses o escreverem "Michael"? Deveríamos escrever "Andréw" em vez de "André"?
Give me a break!!!
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De Costa a 18.12.2013 às 12:45

E porque razão deveremos mudar, quando necessidade alguma, urgência alguma, o reclamava? Porque razão deveremos mudar para algo que sob o ponto de vista científico foi desmascarado de alto a baixo na sua iniquidade e arrogante incompetência (para si, está visto, tudo ridículo)? Onde estavam o movimento imparável de massas e elites, clamando por uma reforma da ortografia do português europeu e o júbilo nacional quando esta foi imposta?

Give us a break , indeed . Don't be ridiculous!

Costa
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De Luís Lavoura a 18.12.2013 às 13:13

Costa,
eu no eu comentário apenas desmascarei os argumentos apresentados no texto original, os quais, como eu disse, são ridículos.
Quanto ao seu "por que razão devemos mudar", eu respondo simplemente, porque para progredir se deve mudar. Ficar parado, conservar, seguir a tradição, é sempre má solução. Devemos progredir, avançar, mudar para melhor. E a direção do progresso é, evidentemente, a de escrever as palavras tal como elas se pronunciam. Sem mudança, ainda estaríamos com a ortografia de Fernão Lopes!
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De Costa a 18.12.2013 às 19:03

Ridículos, mas todos eles verdadeiros. Filhos de um aborto ortográfico criminosamente desastrado que visando unificar (e para quê, santo Deus? Para nos submeter a vontades brasileiras, esse insigne potentado de literacia?), instituiu inúmeras facultatividades , logo exorbitadas por um povo - muitos doutores e engenheiros incluídos - em larga medida pouco mais do que analfabeto. Introduziu facultatividades , criou ambiguidades (de redacção e com isso de significado), e deixou a língua portuguesa à mercê da discricionariedade de cada um.

Um legado estabilizado foi transformado num caos onde nem os seus defensores sabem navegar. O Diário da República é, parece, exaustiva demonstração disso mesmo. O tempo chegará em que será impossível classificar uma prova de português, o que, claro, é por evidentes razões óptimo para as estatísticas do ministério da educação.

Evolução, numa língua, meu caro, é a sua modificação gradual, sedimentada, consagrada, respeitando o uso e a etimologia. A certa altura, aceite-se, consagrada em lei. Para estabilizar. Sem choques e sem agressões. O que você defende é o corte abrupto, centralista, arbitrário, imposto por um grupo que se julga iluminado, mesmo que cientificamente de uma incompetência atroz. Acaso a forma presente da ortografia da língua portuguesa - e não se considere forma presente o ilegalmente imposto AO90 - é um mal pestífero, contagioso e mortal, a expurgar por imperativo de saúde pública?

Você, meu caro, não defende progresso. Você quer é modificar o que está, porque se isso não ocorrer se está para si (horror!) nas mãos de conservadores e reaccionários, gente sem dúvida a abater. Modifique-se. Haja ou não verdadeiro conteúdo útil, para si um detalhe a desprezar, naquilo que se modifique. Porque é isso para si o progresso.

Ora o progresso funda-se nos conhecimentos do passado e, potenciando-os, expandindo-os, alarga as fronteiras das ciências e das humanidades. Mesmo quando ocorre ruptura. Vamos passar a defender que 2+2=5, porque é preciso modernizar a aritmética, porque esta tem que progredir como fim em si mesmo e é errado - tomando-se isso como dogma - seguir a tradição? São todas as tradições más? É o respeito pela história de uma língua, pelas suas raízes, tão condenável quanto o hábito de condenar à fogueira por heresia? Vamos, já agora e pela sua cristalina lógica, deixar de reunir a família pelo Natal? É o conceito de família, e os afectos que encerra, uma perniciosa tradição? Uma "má solução"? E um dia destes rendemo-nos de novo ao autoritarismo ou ao totalitarismo, porque é errado seguir as tradições democráticas (desde logo essa maçada de promover regularmente eleições e aceitar o seu resultado)? O Luís Lavoura, sem dúvida logo integraria a vanguarda que iluminada e heroicamente pastorearia o povo. Em nome do progresso, claro, e consagrando a novilíngua salvífica e cujo horror foi já magistralmente descrito por Orwell.

Não temos a ortografia de Fernão Lopes. Porque era imperioso para o superior bem da Pátria modificar por decreto e radicalmente essa ortografia, de um momento para o outro, ou porque a ortografia evoluiu gradual e naturalmente ao longo do tempo, sem choques (que alguns houve, todavia) da dimensão do actual?

Definitivamente não poderemos concordar nesta matéria. Você guardará a sua verdade e eu a minha.

Costa
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De GTY a 18.12.2013 às 21:21

Lavoura deve ser da mesma sociedade que o Relvas, essa grande figura da lusofonia. E a esses, que em Portugal e sejam de que partido forem, estão sempre no poder, convenceram-nos de que no "acordo" reside a salvação do mundo, com eles em lugar honroso, já se vê.
A questão é que têm travado a discussão em Portugal e durante muito tempo, se se lembrar, o acordo era tabu e tudo se passava como... se nada se passasse. Os métodos são conhecidos e deviam ser impossíveis numa democracia. Infelizmente, em Portugal são ainda comuns.
Se fosse exigida uma verdadeira declaração de interesses e de organizações a que pertencem, depressa se veria que não há coincidências e os fanáticos que nos queram impor o "acordo" teriam mais cuidado...
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De gty a 18.12.2013 às 20:33

A evolução da ortografia consiste na sua estabilização. Apenas as línguas faladas nos países cultos têm ortografias estabilizadas. Portugal, não sendo da primeira linha, tinha a ortografia estabilizada onde agora reina o caos.

O grande acordo da Língua Castelhana - discutido às claras durante anos, com reuniões abertas e as actas delas publicadas, evidentemente, para que toda a gente possa saber o que se passou e porquê - para além de regras de hifenização e nomes de letras - mudou dez (10) palavras.

O "acordo" propunha-se mudar milhares e milhares, sem que tenha havido outra discussão que explique o motivo para deixarmos o português de 1945 para adoptarmos a ortografia brasileria de 1943...

Porquê? Onde estão as actas das reuniões? Qual a razão que levava o Brasil a pressionar? Era preocupação com o nosso bem?
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De da Maia a 18.12.2013 às 13:54

LL, precisa de um travão, um "brake"?
Se libera, não li vera aqui.
Lê os espacinhos que separam as palavras?
Então por que razão os coloca?
Nem sempre "por que" é "porque"...
... e depois verá que as "penas dos pactos" não são iguais às "penas dos patos"!
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De Paulo Inácio a 18.12.2013 às 15:23

Voltando à vaca fria do almoço! Não defendo ou ataco o AO, o que me espanta é alguém escrever num jornal de referência tanta bacorada. Os exemplos dados estão completamente ERRADOS. Ou seja, as pessoas ( que se acharão doutas noutras áreas) perdem a noção do decoro ao desenvolverem um texto de opinião que só mostra ignorância.
Não pensam? Não consultam? Não se certificam? Quando podemos nós levar a sério opinadores do nosso país que se pronunciam sobre tudo e mais alguma coisa?
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De da Maia a 18.12.2013 às 18:15

Para para pensar? Onde, na receção ou na recessão?
Saber se está certo ou errado, segundo uma norma, basta uma máquina, um spell checker (... um verificador de feitiços).
Isso não interessa para esta discussão, e essa observação é maquinal.
Se você gosta de "macacos nos seus galhos", eu preferia que fossem "menos macacos".
O que interessa é o sentido, e o sentido foi o de aumentar a ambiguidade com mais palavras homógrafas, sem regras lógicas, etc... ou seja, foi um sentido caótico.

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