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Agradeço, com todas as letras (parte I)

por Pedro Correia, em 30.11.13

 

O meu livro Vogais e Consoantes do Acordo Ortográfico foi editado há seis meses, pela Guerra & Paz. É tempo, pois, de fazer um balanço global dos ecos que foi encontrando de então para cá.

Em primeiro lugar, deixo o registo, necessariamente incompleto, de quem mencionou esta obra nos mais diversos media. Com um agradecimento a todos os nomes e órgãos de informação aqui referidos:

 

Sábado: «Pelo menos 35 colunistas de seis jornais e revistas que aderiram ao último acordo ortográfico recusam-se a escrever de acordo com as novas regras. A lista vem no livro Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico, de Pedro Correia, que será lançado no dia 21 [de Maio]. Esta frente contra o acordo, que inclui pelo menos seis editoras de livros e dezenas de escritores e poetas, não olha a clubes nem a partidos: também estão lá o Avante! e o jornal do Sporting.» (9 de Maio, sem hiperligação)

 

Francisco José Viegas, Correio da Manhã: «Pedro Correia escreveu um dos livros mais tentadores do mês [Maio]. Apetece discuti-lo, sim senhor.» (16 de Maio)

 

Nuno Pacheco, Público: «A recente edição de mais um livro sobre o AO, Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico, assinado pelo jornalista Pedro Correia e em boa hora editado pela Guerra & Paz, é óptimo pretexto para voltar a um tema caro e que nos está a sair caro a todos, mesmo aos que acham que não pagam nada para este "negócio". Pedro Correia faz, no livro, uma resenha muito actual e essencialmente jornalística do processo que nos conduziu até aqui. As reformas do passado, as promessas dos paladinos da coisa, a ignorância e a avidez dos políticos. Se o acordo, entretanto inoculado em diversas instituições e nos nossos computadores como um vírus, servisse de facto para o que dele disseram, a língua portuguesa tinha à sua frente um futuro bem radioso. Sucede que não tem, antes pelo contrário.» (19 de Maio)

 

Francisco José Viegas, Correio da Manhã:  «Pedro Correia é um partizan. Fazem-nos falta pessoas comprometidas que proponham soluções e caminhos, ao contrário do que acontece no pobre mundo da política, onde a irresponsabilidade ganha votos. Mas o Acordo Ortográfico é mais mobilizador do que a política destes dias, e compreende-se: tem a ver com a nossa vida.» (20 de Maio)

 

Duarte Branquinho, O Diabo: «A oposição ao Acordo Ortográfico continua, demonstrando que esta imposição de um disparate linguístico não deixa os portugueses indiferentes. Desta vez, coube ao jornalista Pedro Correia a publicação de mais um livro que denuncia este atentado contra a Língua Portuguesa.» (21 de Maio)

 

Fernando Alvim, Prova Oral, Antena 3: «O Acordo (as más línguas dizem desacordo) Ortográfico volta ao nosso programa. O convidado é Pedro Correia.» (22 de Maio)

 

Carlos Vaz Marques, O Livro do Dia, TSF: «O livro de Pedro Correia é uma espécie de argumentário anti-acordo, apresentando - uma por uma - as razões daqueles que rejeitam a mudança de grafia.» (23 de Maio)

 

Pedro Mexia, Expresso: «Este acordo não serve, não presta, é preciso denunciá-lo ou, no mínimo, revê-lo em profundidade. É preciso acabar com aberrações como a recessiva "receção" e o tauromáquico "espetador" e a lasciva "arquiteta". E com a fantasia de que as consoantes que abrem as vogais são mudas". E com a ideia de que a escrita é uma transcrição da fonética.» (25 de Maio)

 

 

Fernando Sobral, Jornal de Negócios: «Pedro Correia vem, neste inteligente e conciso livro, mostrar os absurdos de muitas das decisões de alguns académicos que acabaram por causar o caos no meio das vogais e consoantes, causando calafrios a quem tem de escrever. Revelador.» (25 de Maio)

 

Nuno Galopim, Diário de Notícias: «Começa assim, lembrando que "surgiu com a ambição de alcançar o inalcançável: a unidade ortográfica da língua portuguesa." (...) Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico apresenta-nos uma história e defende uma tese que vê este acordo como "tecnicamente insustentável, juridicamente inválido, politicamente inepto e materialmente impraticável". A sua análise anda pelo tempo, recordando outros episódios da história da língua, contribuindo para este tão importante debate sobre a forma como lemos e escrevemos." (25 de Maio, sem hiperligação)

 

Ana Cristina Leonardo, Expresso: «Como é hábito em Portugal, a discussão sobre o AO foi sendo desviada do essencial, com a irracionalidade a invadir o debate. Os contra eram uma cambada de retrógrados, os apoiantes davam provas de progressismo. O curioso é que, nesta matéria, o sonho imperial e saloio do cavaquismo linguístico deu as mãos ao deslumbramento modernaço e igualmente saloio do socratismo. Prova de que les beaux esprits se rencontrent, mesmo em francês.» (1 de Junho)

 

João Pereira Coutinho, Folha de São Paulo: «Pedro Correia acaba de publicar em Portugal Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico (Guerra & Paz, 159 págs). Atenção, editores brasileiros: o livro é imperdível. E é imperdível porque Pedro Correia narra, com estilo intocável e humor que baste, como foi possível parir semelhante aberração.» (4 de Junho)

 

Sara Figueiredo Costa, Time Out: «O livro de Pedro Correia será útil a ambos os lados do debate, porque apresenta com detalhe os vários momentos do processo, organizando-os de modo claro e sem ceder ao hermetismo que o tema por vezes revela. Não é preciso ser um especialista em linguística para perceber tudo o que aqui se escreve e a reflexão sobre aquilo que tantos dizem ser apenas pequenas alterações torna-se mais produtiva se recuarmos à noção de ortografia (nada compatível com a ideia permitida pelo AO de que cada um escreve como fala) e se conhecermos as declarações dos vários protagonistas desta história. Serviço público, portanto.» (5 de Junho)

 

Pedro Rolo Duarte, Hotel Babilónia, Antena 1: «Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico é basicamente um trabalho jornalístico que explica e enquadra o Acordo Ortográfico num contexto histórico, ideológico e político. (...) É o primeiro trabalho em que consegui perceber com rigor o processo que levou a este acordo. E é também a desmontagem sistemática, e na minha opinião bem argumentada, deste acordo. Parabéns.» (15 de Junho)

 

Francisco José Viegas, Ler: «Pedro Correia traça, em Vogais e Consoantes politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico, o destino do AOLP: parar, corrigir, refazer. É o que vai acontecer, se quisermos, algum dia, falar de uma língua comum aos países que a têm como emblema.» (edição de Junho)

 

Ernâni Pimentel (professor de Linguística brasileiro), TV Senado, do Rio de Janeiro: «Pedro Correia fez uma pesquisa muito boa. (...) Ele fala de todas as reacções que estão acontecendo na maioria desses países [lusófonos] e está mostrando que é realmente muito difícil que esse acordo [ortográfico] venha a ser adoptado em países como Angola e Moçambique, que são importantes na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. É muito interessante o que ele relata que está acontecendo nos demais países. Fala sobre as reacções fortes em Portugal, fala do improviso com que esse acordo foi votado lá em Portugal e fala das reacções populares, dos abaixo-assinados, dos movimentos...» (1 de Novembro)

 

Imagem de cima: livraria Ler, de Campo de Ourique. Outra imagem: livraria Bertrand do Campo Pequeno (Lisboa)


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