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a vidinha

por Patrícia Reis, em 27.11.13

Todos sabemos que isto está mau. Até os miúdos mais pequenos sabem que isto está mau. Pior fica quando ouvimos barbariedades.

Eu ouvi: "a cultura não interessa para a promoção do país, o que importa são as empresas, promover as empresas lá fora e, já agora, não me fale de escritores." Posto isto, fiquei calada, como é bom de ver.

Temos as fronteiras mais antigas da Europa. Temos escritores e escritoras maravilhosos, poetas e poetisas. Como temos músicos, actores, etc e tal. E temos empresas e um mercado que está como está. A identidade nacional é feita pela cultura, nos vários âmbitos, ou estou enganada?

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20 comentários

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De Inês a 27.11.2013 às 19:22

Tem toda a razão!... Para esta gente interessa que as pessoas sejam burras e quanto mais anafabetas melhores. A cultura para eles é um acessório que se pode dispensar. Só age assim, quem nunca saboreou o prazer de folhear um livro e ficar preso ao seu conteúdo. Jamais um país evoluirá sem cultura e quem ousa pensar o contrário, não vive neste planeta.....
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De Patrícia Reis a 27.11.2013 às 23:45

Pois é, Inês, por isso é que me orgulho de ter uma casa que está a ser assaltada por livros e é bom ver os miúdos assaltarem os livros. Alguém muito inteligente disse que a maior riqueza não é o dinheiro, é a cultura. Sinceramente, há pessoas que nunca compreenderão isto. É pena? É.
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De Anónimo a 28.11.2013 às 08:52

Como a compreendo, Patrícia.
Eu privo-me de quase tudo para poder comprar livros... e nem posso contar isto a muita gente pois não iriam compreender.
Abraço.
mp
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De Fernando Torres a 27.11.2013 às 20:29

Quem disse isso?

Será que leu isto:

A Cultura
Uma alavanca para o desenvolvimento local

por Bernard Kayser

As diferenças entre regiões, localidades, aldeias,
entre gerações é entre grupos sociais são sobretudo
diferenças culturais. Em vez de procurar esquecê-las,
ou deixá-las esquecer, não será melhor procurar afirmá-las
e promovê-las? É preciso deixar de considerar o desenvolvimento
cultural como um luxo supérfulo e reconhecê-lo como um motor do
desenvolvimento económico e social.

Retirado daqui: http://ec.europa.eu/agriculture/rur/leader2/rural-pt/biblio/culture/art03.htm
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De Patrícia Reis a 27.11.2013 às 23:44

Nem tenho a certeza que a criatura saiba ler ou tenha interesse em semelhante actividade, infelizmente.
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De Helena Sacadura Cabral a 27.11.2013 às 21:11

Estás certíssima Patrícia. Até arrepia uma afirmação dessas que revela, no mínimo, uma tremenda ignorância histórica!
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De ghy a 27.11.2013 às 21:20

Estamos no país do acordo ortográfico.
O Cavaco não sabia quantos cantos têm Os Lusíadas.
O governo está a condizer: os que não são tão ignorantes, são cobardolas
O que esperava?
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De Patrícia Reis a 27.11.2013 às 23:43

espero sempre muito, espero sempre qualidade, elevação, diria a minha bisavó, e levo com vários baldes de água fria, mas não desisto:)
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De am a 27.11.2013 às 22:17

Cara PR

Por favor não padeça de um pecado bem característico português: "Medo "de chamar os vacuns pelos nomes!

-- Diga o nome do(a) cretinão da tal afirmação.
Afirmação que por ser tão idiota, nem merece comentário.

Quem foi o safado ou a safadinha?
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De Patrícia Reis a 27.11.2013 às 23:42

am, não tenho medo, acredite. O que acontece é que estou escaldada e, neste momento da minha vida, a única coisa que posso fazer é dizer de minha justiça à boca pequena. Quem disse, disse, há testemunhas, eu não tenho vida (nem dinheiro) para voltar a ir a tribunal por causa de um idiota. As pessoas têm a importância que lhes dão? Sim. É um idiota. Lamento se o desiludo(a), acredite que não é medo, repito, e espero que me compreenda.
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De am/ artur mendes a 28.11.2013 às 11:01

Compreendo-a perfeitamente.

Só que havendo registo e testemunhas da afirmação, duvido que crápula tivesse coragem de interpor (não sei se é termo correcto) acção judicial.

Mas permita-me que reitere o que disse: "há que chamar o boi (vaca) pelo nome. Caso contrário, podemos dissertar sobre qualquer tema a partir de uma hipotética afirmação alheia. ( Não é o caso)
Como por exemplo:
" Não baixamos o IVA da restauração, comecem mas é a levar a lancheira"
" Os pensionistas não estão assim tão mal pagos... além disso, um baralho de cartas custa uma ninharia"

Felicidades e não leve a mal o que eu disse.
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De Patrícia Reis a 28.11.2013 às 21:09

Artur, não levo a mal, tem toda a razão, eu é que ando cansada, é um dos problemas:) boa sexta feira:)
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De Pedro Freire a 27.11.2013 às 23:48

Não, Patrícia, não está enganada. Mas não sei se a cultura sofre mais com as medidas de consolidação, normalmente chamadas "cortes", do que outros sectores. Cada qual considera que o seu quintal é o mais importante e que se é necessário poupar devem ser os outros. Posso estar a ser injusto. Pode acontecer que os cortes na cultura sejam mais graves do que os nos salários dos funcionários públicos, nas pensões e noutros sectores e os senhores da cultura tenham razão, mas quere-me parecer que não terão mais razão para se queixarem do que a generalidade dos cidadãos.
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De Patrícia Reis a 28.11.2013 às 09:54

Sim, Pedro, a cultura sofre como outros sectores e com aspectos até ilegais, as grandes operadoras de telecomunicações deviam apoiar o cinema, é de lei, não o fazem; os casinos devem contribuir com 3 por cento do lucro do ano transacto para a cultura e não o fazem. Os cortes não são de hoje, há mais de 25 anos que escrevo sobre cortes, que vejo orquestras desaparecerem, editoras, editoras discográficas, músicos sem trabalho (nem um concerto marcado para o ano inteiro seja em que zona do país), etc, etc, etc. Não vou comparar a outros cortes, seria demagogia, precisamos todos de comer, temos todos filhos para criar, pessoas da família que são dependentes e por aí fora. A questão não é essa, é estarmos a abdicar de valorizar o que é a nossa identidade nacional, mas como isto é uma discussão que não dá muito jeito, vamos deixar andar. Já agora, pela parte que me toca, há muito funcionário público que trabalha em prol da cultura, começando nos professores e acabando nos funcionários que trabalham em entidades públicas que deveriam promover A ou B. Há museus que não têm segurança nem dinheiro para a luz. E podia enumerar mais exemplos, sei que me compreende, a frustração é comum e geral. Um resto de boa semana
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De Ana Vidal a 28.11.2013 às 14:02

Para além de uma gritante falta de sensibilidade, quem diz isso não entende uma coisa básica: numa Europa cada vez mais normalizada, com políticas e objectivos comuns (e nada tenho contra isso, pelo contrário, é essa a via em que acredito) o único e fundamental factor de distinção entre os países é a identidade cultural de cada um. Essa pode e deve ser preservada, acarinhada e divulgada, a diversidade cultural é uma mais-valia de riqueza para a Europa como um todo.
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De Patrícia Reis a 28.11.2013 às 21:10

Ora nem mais!
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De jorge silva a 28.11.2013 às 16:39

temos grandes escritores, fgrandes músicos, grandes actores.... para a internacionalização só nos faltam grandes empresários. eu cá tenho uma teoria que digo a brincar mas que ultimamente penso se não fará sentido: desde que começamos a ser governados por economistas, tem sido sempre a descer
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De Patrícia Reis a 28.11.2013 às 21:11

Fazer o quê? Não desistir. Pelo menos é o que eu tenho tendência a fazer. Não tenciono é perder mais tempo com pessoas que não entendem e não sabem do que falam.Boa sexta para todos

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