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O "génio" nada é sem muito esforço

por Pedro Correia, em 20.11.13

Muito à portuguesa, fala-se quase sempre do "génio" de Cristiano Ronaldo. Mas quase nunca se fala da sua exemplar entrega ao treino. E no entanto essa é a principal razão do seu sucesso. Porque podemos detectar vestígios de "génio" num Ricardo Quaresma, por exemplo. Mas sem muito treino diário, sem muito esforço, sem dedicação total a um objectivo, nenhum "génio" chega longe. Nem o melhor do mundo, como Cristiano Ronaldo é.


18 comentários

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De am a 20.11.2013 às 10:55

O Papa Xico devia elevar Alcochete a Santuário!
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De Pedro Correia a 20.11.2013 às 11:45

E porque não? Em Lisboa, na zona da Segunda Circular, já houve uma Catedral hoje mais conhecida por Capela.
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De am a 20.11.2013 às 12:50

Com a bênção do padre Duarte Gomes, vigário(ista) da 'paróquia!
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De Pedro Correia a 20.11.2013 às 13:57

Pois. E descobri ontem que há um Duarte Gomes esloveno. Foi o que arbitrou o França-Ucrânia. Que colocou os franceses no Brasil validando um golo em quilométrico fora de jogo e perdoando um flagrante penálti aos franceses.
Depois disto espero que o Presidente Hollande lhe ponha a Legião de Honra ao peito, ao som da Marselhesa.
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De João Campos a 20.11.2013 às 17:22

Ó Pedro, mas tu achavas mesmo que a França ia ficar de fora? Se tivesse perdido por 5-0 na primeira mão e precisasse de seis golos, ainda estariam a jogar a esta hora...
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De Pedro Correia a 20.11.2013 às 23:19

Seriamente, João, nunca pensei que ficassem de fora. Mas convém fazer as coisas com alguma subtileza: raras vezes tenho visto um "erro" tão despudorado como aquele golo validado pelo Duarte Gomes esloveno.
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De João Campos a 21.11.2013 às 06:18

Bom, ao menos desta vez não meteram golos com a mão, como no apuramento para o Mundial de 2010. Já é um progresso.
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De Pedro Correia a 21.11.2013 às 10:48

Pois. Agora estão mais finos. Com o árbitro a fazer vista grossa.
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De João Campos a 20.11.2013 às 17:25

Leio este teu artigo e dá-me vontade de dizer: "porra, finalmente". Tanta gente a fazer comparações e nunca ninguém fala do óbvio: se o Ronaldo é um dos melhores, é porque trabalha com dedicação absoluta para isso. Génio, muitos têm - mas força de vontade para o aperfeiçoar constantemente, já é mais difícil.
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De Pedro Correia a 20.11.2013 às 23:24

Faz-me impressão esta crença absurda que mantemos nas virtualidades do "génio", João. Desvalorizando por completo esta evidência: nenhum grande objectivo se conquista sem trabalho árduo, convicto, persistente. CR é um excelente exemplo disso: desde muito novo, comparecia aos treinos antes dos colegas e lá continuava depois de todos partirem.
Génio sem aspas, no fundo, é isto.
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De João Campos a 21.11.2013 às 06:17

É precisamente por isso que Ronaldo é um exemplo, Pedro - porque quer ser o melhor, e trabalha ao máximo para isso. Tomara eu, em várias coisas, ter um décimo da disciplina dele...!
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De Pedro Correia a 21.11.2013 às 10:39

Nada vale dissociado do trabalho e do esforço, João. Nem sorte, nem fortuna, nem "génio" (palavra de que hoje se usa e abusa, dsvalorizando-a por completo). Daí a imortância de apontar o exemplo de Cristiano Ronaldo. Isso vale mais do que qualquer troféu para guardar numa vitrina.
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De Inês a 20.11.2013 às 18:04

Como em qualquer jogo também temos de aliar o factor sorte, pois sem essa nenhum génio seria génio. Será que devemos atribuir a palavra génio a alguém que é bom a jogar a bola? Como chamaremos àqueles que passam horas em laboratórios a tentar descobrir a cura para os males que nos destroem a vida. Como chamaremos àqueles que descobrem toda a tecnologia que nos facilita a vida? Será que são comparáveis? Não, não são. Não lhe vou tirar mérito, mas a sorte acompanha-o e depois que faria Cristiano sem os colegas de equipa? Não nos podemos esquecer que o futebol é um jogo de equipa e como tal, os outros também lhe proporcionam a bola, para que com mestria ele a meta na baliza. Dá a sensação que onde está Cristiano só ele é que joga e os outros, não estiveram em campo?
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De Pedro Correia a 20.11.2013 às 23:30

Todo o jogo envolve componentes daquilo a que costumamos chamar sorte e azar. Mas uma carreira desportiva de alguém reconhecido em todo o mundo - e confirmada em inúmeras exibições que empolgam milhões de pessoas, nas bancadas ou nos sofás - como a do Cristiano Ronaldo, não depende desses impoderáveis. A Inês diz que a sorte o acompanha: eu prefiro dizer que ele constrói a "sorte" de que beneficia. Porque é um trabalhador incansável.
O futebol é um jogo de equipa, mas há uma equipa portuguesa com Ronaldo e outra sem ele. Não por acaso, com ele, desde 2004, Portugal já participou em tantas fases finais de campeonatos do mundo e da Europa (seis) como nos 82 anos anteriores.
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De Inês a 21.11.2013 às 01:17

Participou é uma grande verdade , mas por ironia do destino até hoje a sorte nunca esteve com ele nos momentos decisivos da selecção. Vamos aos mundiais, aos europeus e nada até hoje. Na vida não somos nós que fazemos a sorte podemos querê-la, mas tê-la, não é para todos e Cristiano é bafejado por ela. Quantos trabalhadores incansáveis, neste mundo que por mais que trabalhem nunca vão a lado nenhum? Quantos cientistas vivem enclausurados em laboratórios e ninguém se lembra deles, nem do que fizeram? Onde anda a sorte aqui? Não lhe quero tirar o mérito, mas num jogo de equipa, há outros, sem os quais ele por mais que fizesse não ia a lado nenhum. Será que é justo num jogo onde todos fazem trabalham para o mesmo fim, só é bom o que mete golos? Ele fez o golo e alguém lhe deu a bola para que tal acontecesse, é a realidade. Num jogo de equipa não há um vencedor ,há onze vencedores.
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De Pedro Correia a 21.11.2013 às 10:46

Apontar aquele que mais se destaca não implica desvalorizar os restantes: é apenas o reconhecimento de um facto. Quem marca quatro golos (1+3) a uma selecção que todos diziam ser temível, como a da Suécia, justifica as manchetes que dele se fizeram um bom pouco por toda a parte. E revela também que CR não é bom apenas no domínio técnico ou físico: é também um exemplo de tenacidade psicológica. As campanhas contra ele que lhe fizeram na habitualmente sensata imprensa sueca - chamando-lhe Judas e outros mimos, em letras garrafais - não o abalaram minimamente, tal como a vergonhosa promoção da Pepsi sueca: raras vezes tenho visto algo tão execrável.
Estas provocações baixas só o tornaram mais forte.
São exemplos que devemos seguir. E, sim, o do esforço permanente também. Porque, como diz a Inês, há muita gente que trabalha sem conseguir obter os ansiados frutos desse trabalho: é uma consequência da lei das probabilidades. Mas seguramente quem se deitar à sombra da azinheira ou do eucalipto aguardando que a sorte o bafeje sem esforço nem trabalho não chegará a lugar algum.
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De Nuno Pereira a 22.11.2013 às 20:46

Há coisas do arco-da-velha!
Pegaram com o rapaz. Fazendo dele gato-sapato perante uma plateia de miúdos da sua idade.
Numa de comparar Messi e o nosso menino de oiro. Tipo descubra as diferenças.
Mas neste caso não foi assinalar na folha entre um e outro. Aproveitaram o manda-chuva da bola e lançaram-lhe o desafio.
Ele não se fez rogado e ciente da sua capacidade em julgar personalidades, levantou-se de um salto e iniciou um bailado, digno de figurar na galeria dos melhores do ano.
Só que esse bailado deu para o torto e as reacções não se fizeram esperar.
De nada valeu ao todo poderoso do futebol, telefonar para A ou B. Correndo atrás do prejuízo, porque a figura triste que fez, correu o planeta e manchou-lhe a farpela cravejada de favores em forma de bolas de oiro.
Ronaldo sentiu o toque.
E nada mais lhe restava do que também em palco e em bailado maravilhoso. Incendiar a plateia composta por milhões e milhões a assistir.
Se duvidas houvesse, ficaram dissipadas nesse bailado de noventa minutos com passos de uma dança de eternizar as esperanças.
Com toques de magia que ressuscitavam um morto.
Com golos de uma enorme alegria que fizeram esquecer por momentos as amarguras da vida.
Com uma vitória mais que merecida que nos faz sonhar quando chegarmos ao Brasil como conquistadores.
Conquistadores de há muitas luas atrás e vencedores em bailados de Ronaldo companhia.
É mais do que justo Cristiano Ronaldo, andar ainda mais de peito cheio.
São uns peitorais de encher o olho. Para os amantes do futebol que desta feita deixaram de, mas havia duvidas? Elegê-lo como o melhor do mundo.
E o dono do futebol vai ficar com a bola de oiro nas mãos, porque Ronaldo nem o quer ver à frente.
Vai ficar o tanas!
As manas do maior, subirão ao palco para trazer aquela bolinha de oiro e levantar o dedo em riste, para Blatter saber que com o irmão das moçoilas não se brinca.
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De Pedro Correia a 28.11.2013 às 21:07

"Se dúvidas houvesse, ficaram dissipadas nesse bailado de noventa minutos com passos de uma dança de eternizar as esperanças. Com toques de magia que ressuscitavam um morto."

Muito observado, Nuno. É isso.

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