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Delito de Opinião

O preço do jornalismo digital de qualidade

João André, 15.11.13

O Público decidiu finalmente mudar o conceito do jornalismo digital que apresentava. A partir de agora é possível ler 20 artigos grátis por mês e a partir desse momento será necessário pagar por mais. A vantagem é que deixam de existir os artigos asterico, aqueles que estavam reservados aos assinantes da edição impressa.

 

Dando de barato que na maior parte do casos estas limitações são contornáveis à custa do uso de IP's diferentes (posso triplicar ou quadriplicar os artigos lendo do trabalho e de casa ou usando dispositivos móveis), a minha grande questão está direccionada à qualidade. Quando saí do país assinei a versão digital do Público durante uns 3 ou 4 anos. Deixei de o fazer quando vi que  qualidade do jornal e dos artigos tinha caído a pique (para não falar nos artigos de opinião, que estão ainda piores). Além disso, apesar de eu pagar pelos conteúdos, continuava a ter que usar um site com carradas de anúncios que me sobrecarregavam o browser.

 

Não sei sinceramente qual o caminho que Público trilhará. Se opta pelo aumento de qualidade ou se vai simplesmente manter-se como está apenas cobrando de forma diferente. No primeiro caso poderei considerar gastar os tais 100 euros por ano de assinatura. No segundo, a única coisa que o Público conseguirá é afastar mais um leitor, mesmo que não pagante.

 

Digital ou em papel, a encruzilhada dos jornais terá sempre uma referência constante: a qualidade. Se esta não existir, ninguém gastará dinheiro.

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