O preço do jornalismo digital de qualidade
O Público decidiu finalmente mudar o conceito do jornalismo digital que apresentava. A partir de agora é possível ler 20 artigos grátis por mês e a partir desse momento será necessário pagar por mais. A vantagem é que deixam de existir os artigos asterico, aqueles que estavam reservados aos assinantes da edição impressa.
Dando de barato que na maior parte do casos estas limitações são contornáveis à custa do uso de IP's diferentes (posso triplicar ou quadriplicar os artigos lendo do trabalho e de casa ou usando dispositivos móveis), a minha grande questão está direccionada à qualidade. Quando saí do país assinei a versão digital do Público durante uns 3 ou 4 anos. Deixei de o fazer quando vi que qualidade do jornal e dos artigos tinha caído a pique (para não falar nos artigos de opinião, que estão ainda piores). Além disso, apesar de eu pagar pelos conteúdos, continuava a ter que usar um site com carradas de anúncios que me sobrecarregavam o browser.
Não sei sinceramente qual o caminho que Público trilhará. Se opta pelo aumento de qualidade ou se vai simplesmente manter-se como está apenas cobrando de forma diferente. No primeiro caso poderei considerar gastar os tais 100 euros por ano de assinatura. No segundo, a única coisa que o Público conseguirá é afastar mais um leitor, mesmo que não pagante.
Digital ou em papel, a encruzilhada dos jornais terá sempre uma referência constante: a qualidade. Se esta não existir, ninguém gastará dinheiro.

