Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Havemos de lá chegar!

por Helena Sacadura Cabral, em 12.11.13

 

A AEM, que reúne a maioria das empresas cotadas, defende a existência de mais mulheres nos conselhos de administração. Estranha-se a posição, dado que está nas mãos das empresas que esta associação representa resolver o problema, juntamente com os seus accionistas.     
A iniciativa da AEM - que pediu ao Instituto de Corporate Governance para inserir no seu código esta recomendação - nasce sobretudo da insistência pessoal do seu presidente, Luís Palha da Silva, que se esforçou por encontrar um consenso alargado que permitisse tornar este desígnio num desejo colectivo de todas as associadas.
A questão não é exclusiva de Portugal. Na Europa, só a Noruega e a Islândia têm mais de 40% de mulheres nos seus conselhos de administração. Pior que Portugal (com 7,1%), só Malta.
Ou seja, será muito difícil negar que persiste um claro problema de sub-representação das mulheres nos conselhos de administração.

Descendo um nível, nos cargos mais técnicos de direcção, o fenómeno é já diferente, porque as portuguesas estão a alcançar, com relativa facilidade, a antecâmara do Conselho de Administração. O problema é dar o passo seguinte.
E aqui poderemos encontrar uma questão cultural. Porque, numa sociedade em que as mulheres continuam a ter, no quotidiano, a maior responsabilidade da educação e do acompanhamento dos filhos, a questão do tempo e da disponibilidade para a empresa não pode ser descartada.
Mas também é verdade que, em termos de tempo consumido, pouca diferença existirá entre pertencer à Direcção ou ao Conselho de Administração. A questão não é, pois, só de tempo. É uma questão política. De quem manda e das pessoas em quem se confia para mandar. 
As mulheres não conseguem chegar ao topo do comando -, em que o gestor tem de possuir, também, um carácter "político", de influência junto das autoridades e de contacto permanente com os accionistas - porque se considera que este "papel" será sempre melhor desempenhado pelos homens.
O mesmo fenómeno se verifica, aliás, na política, com muitas mulheres em lugares decisivos e de destaque, mas com sistemáticas dificuldades em chegar a número Um.


26 comentários

Sem imagem de perfil

De Vento a 12.11.2013 às 12:53

"O mesmo fenómeno se verifica, aliás, na política, com muitas mulheres em lugares decisivos e de destaque, mas com sistemáticas dificuldades em chegar a número Um" (sic).

Bem, vamos lá ver se nos entendemos: Ainda agora tivemos um exemplo, contra ventos e marés, que é possível não só contrariar o status quo como contrariar a ordem dos vectores. Sim, refiro-me ao Presidente de, ou da, Câmara do Porto.
Não vejo nenhum obstáculo para que uma mulher não se chegue à frente e apresente a sua proposta para governar este país (isto já ocorreu com Maria de Lurdes Pintassilgo).

Aliás, o problema, nesta base, é cultural e não tanto aliado a questões de género. Quero com isto dizer que de uma forma e de outra todos esperam por um empurrãozinho, é mais cómodo. Mais ainda, num país de amiguismos e outros ismos deve notar-se que, também nesta matéria, raramente está em causa a aptidão e competência: e isto afecta tanto homens quanto mulheres.
Imagem de perfil

De Helena Sacadura Cabral a 12.11.2013 às 20:06

Vento
Infelizmente os dois exemplos colhem pouco.
No Porto foi um homem. A Maria de Lurdes Pintassilgo chegou lá mas só durou 100 dias...
Sem imagem de perfil

De Ventos a 12.11.2013 às 20:30

Claro que no Porto foi um homem: os desafios qu see colocam são os mesmos.
Não importa se ela esteve 100 dias, importa que chegou lá. O que aconteceu depois diz respeito à história.

Nunca ninguém ficou pelo caminho na luta pela justiça e até mesmo pela emancipação das mulheres. E às vezes parece-me que esta questão da(s) mulher(es) não se vê em termos de igualdade mas de posição.
Vamos lá ver se nos entendemos.
Imagem de perfil

De Helena Sacadura Cabral a 12.11.2013 às 21:52

Ventos
Não interessa apenas chegar lá. Interessa também o "como" se lá chega e quanto tempo se lá fica.
No caso de Lurdes Pintassilgo não havia marido nem filhos. O que lhe dava um estatuto masculino. Se tivesse havido, talvez nem lá chegasse.
Quanto ao meu amigo do Porto, ganhou e bem, contra a partidarite que nos assola e com a qual ele se não identifica.
Sem imagem de perfil

De Vento a 13.11.2013 às 11:35

Helena,

a opção faz parte de ser mulher e ser homem. Ela não tinha marido nem filhos, mas não deixava de ser mulher. Optou por uma via e chegou lá como chegou, sendo mulher. Abriu caminhos, deixou a semente, outras venham e façam m(u)elhor.

O que pretendi realçar é que os desafios que se colocam pertencem a homens e mulheres, são comuns. E nunca fui nessa cantiga de quotas. E considero uma sem vergonhice criar reservas como se de um animal em extinção se tratasse.
A menorização da mulher conhece duas vias: uma feita pelas quotas e outra feita pela mulher ao aceitá-las.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 12.11.2013 às 13:44

a questão do tempo e da disponibilidade para a empresa não pode ser descartada

Este problema é muito agravado pelo hábito que muitos órgãos administrativos têm de fazer reuniões a altas horas, violando todos os horários de trabalho normais. Incluindo almoços e jantares de trabalho, etc.
Note-se a título de exemplo as reuniões do Conselho de Estado que se iniciam às cinco da tarde e terminam à meia-noite. Tais práticas são comuns em empresas. Como é evidente, essas coisas são incompatíveis com quem tenha responsabilidades familiares.
Ter mais mulheres nas empresas passa também por alterar esses hábitos empresariais, da falta de horários de trabalho.
Imagem de perfil

De Helena Sacadura Cabral a 12.11.2013 às 20:06

Luis Lavoura
Hoje estou inteiramente de acordo consigo!
Imagem de perfil

De Ana Vidal a 13.11.2013 às 13:41

Por uma vez, Luís Lavoura, não posso estar mais de acordo. Embora eu, por natureza, funcione muito melhor por objectivos do que por cumprimento de horários, tenho de reconhecer que a ausência de horários de trabalho não facilita em nada a ascensão das mulheres a cargos de responsabilidade.
Sem imagem de perfil

De lucklucky a 12.11.2013 às 15:22

"Ou seja, será muito difícil negar que persiste um claro problema de sub-representação das mulheres nos conselhos de administração."

Não não há problema nenhum. Foi escolha livre dos donos colocarem quem quiseram.

Este texto é mais um reflexo do socialismo na cabeça de muita gente.

Mas é de notar que por exemplo os proponentes deste tipo de raciocínio já não dizem que as mulheres estão sub-representadas na criação de empresas desta dimensão.
Aí já é preciso construir a empresa em vez de um pedaço de papel POLITICO para avançar. Não basta o jogo da secretaria, da burocracia, da pressão política para obrigar alguém.

Quantas empresas de grandes dimensões - aquelas com Concelho de Administração em que a autora quer que as mulheres discriminem os homens- as mulheres criaram em Portugal?

Imagem de perfil

De Helena Sacadura Cabral a 12.11.2013 às 20:08

Ó lucklucky eu quero-as num Conselho de Administração e não num Concelho!
Sem imagem de perfil

De lucklucky a 13.11.2013 às 00:43

Obrigado pela correcção. Não muda nada no que disse. Não passa de socialismo.

Entretanto suspeito que não goste de algumas coisas e goste de outras desta sondagem recente americana:

http://www.gallup.com/poll/165791/americans-prefer-male-boss.aspx

Veja lá quem mais diz que o sexo do chefe não interessa...os homens
e como as mulheres preferem um chefe homem.
Imagem de perfil

De João André a 13.11.2013 às 09:22

Caro lucky, faça-nos um favor e retire do seu raciocínio o conceito de socialismo ou liberalismo. Pense primeiro na ideia sem esses preconceitos. Talvez evitasse confundir-se.

A sua lógica teria feito com que ainda fosse legal a escravatura (a maioria estaria a favor dela), que casar com pessoas de outras raças fosse ilegal, trabalho infantil seria aceitável, mulheres não poderiam votar e sei lá que mais. Quando estas situações foram alteradas, foi por força da lei e habitualmente contra a vontade da maioria da população. Não foi socialismo que causou esta mudança, foi simples progressismo (e até mesmo liberalismo).

Fechar a porta à evolução das mulheres nas empresas, mesmo que seja por vontade de quem lá está, não é liberalismo. É conservadorismo e anti-liberalismo do mais puro e duro. Liberalismo é abrir o acesso.

Também não gosto da ideia de impôr quotas por força da lei, isso abriria certas portas que eu não gostaria de ver abertas. Mas a Helena falou de associações de empresas. Essas associações, se acham que há razões de queixa, podem perfeitamente impôr as suas próprias regras aos seus membros. Podem, se quiserem, impôr que as empresas necessitam de ter um número mínimo de x% de mulheres nos conselhos de administração, caso contrário não têm voz na associação. De outra forma trata-se apenas de hipocrisia.
Sem imagem de perfil

De lucklucky a 13.11.2013 às 14:01

Ou não entende o que eu escrevo, ou então está atirar lama para tentar conotar atirando este texto inexplicável:

"A sua lógica teria feito com que ainda fosse legal a escravatura (a maioria estaria a favor dela), que casar com pessoas de outras raças fosse ilegal, trabalho infantil seria aceitável, mulheres não poderiam votar e sei lá que mais. Quando estas situações foram alteradas, foi por força da lei e habitualmente contra a vontade da maioria da população. Não foi socialismo que causou esta mudança, foi simples progressismo (e até mesmo liberalismo)."

Há uma palavra que define a Liberdade e o Liberalismo. É a palavra NÃO.

É a sua modernidade do momento e a da autora que quer determinar a vida dos outros. Não permite aos outros dizer Não.
Se a escravatura for a modernidade do momento e tiver o poder sobre os outros que ambiciona ter como teve? Os escravos não puderam dizer Não.
Tal como o Colonialismo foi modernidade e o progressismo no fim do Séc.XIX início de XX. O Eugenismo no início do Séc.XX, o Fascismo a modernidade na Itália dos anos 30 etc..
Todos eles ambicionaram impedir os outros de dizer Não.

O contexto do poder se é Minoritário ou Maioritário não interessa. É um red herring .O que interessa é o poder que esse Poder tem sobre os outros seja maioritário ou não.

Liberalismo é aceitar a diferença, não é querer, forçar todos serem iguais.
Implica deixar que alguém diga Não. Que tenha o seu Espaço.
No Liberalismo faz parte da liberdade um comunista criar uma Comuna com quem concorda. Quem não concorda não é obrigado a participar. Pode dizer não.
Não, é a palavra mais importante da Liberdade.

A autora falou em questão Política.
Está no Texto.
Controlar a vida dos outros, dizer a quem criou a empresa que deve ter xx% do sexo é y, por determinação política é igualitarismo sexista logo socialista.

Se a autora quisesse apenas convencer, ou boicotar as empresas sem pedir o poder Político estaria no seu Direito. De dizer Não.

Aliás esta necessidade cultural do Português controlar o outro a partir do momento em que o outro passa a ter dimensão, deve ser um dos motivos escondidos porque as empresas portuguesas no geral se mantêm muito pequenas.
O medo de perder o que se criou porque a partir do momento em que se tem uma certa dimensão o poder político e aqueles que clamam pelo poder político para intervir.

Há muitas empresas em que os clientes são maioritariamente homens outros são mulheres, crianças, brancos, pretos, asiáticos, judeus, cristãos, islâmicos, budistas, deficientes, cães, gatos etc...
Os maiores criadores de moda feminina são homens... então?
Mais uma vez os que sonham com uma sociedade igualitária - socialista por isso -querem o estado a criar uma regra para todos que vá de encontro à sua visão de com o os outros se devem comportar. Não aceitam a diferença. Pior nem reconhecem a complexidade da diferença à sua volta. Nem parece terem consciência de coisas praticas de como é difícil escolher a pessoa certa para o lugar certo quanto mais juntar-lhe mais uma variável irracional.
Não usam pincel, é logo o rolo para pintar tudo com a mesma cor.
Imagem de perfil

De João André a 12.11.2013 às 15:48

Um tema muito importante Helena. Eu acrescentaria outras perspectivas.

1. Ainda que os homens não tenham qualquer preconceito em relação a mulheres, a verdade é que criaram um perfil do/a gestor/a ideal. Esse perfil contém várias características que são mais facilmente encontradas nos homens (assertividade, capacidade de decisão rápida, inovação constante, etc). Não são necessariamente boas ou más características, mas são mais típicas de homens (em alternativa poderemos ver nas mulheres mais snsibilidade, tendência para a reflexão, vontade de construir para o longo prazo, etc). Como tal, as mulheres, independentemente da sua qualidade, acabam por ser preteridas por não serem, no fundo, homens (mesmo sem essa vontade de distinção).

2. Maternidade: as mulheres que tenham filhos passam um determinado tempo em casa. Se passarem muito tempo longe, serão vistas como desactualizadas em relação à situação da empresa. se passarem pouco tempo terão um sentimento de culpa. Se o tempo for excepcionalmente curto, arriscam-se a transportar flutuações hormonais (não escrevo isto de forma pejorativa, é apenas um facto) que as prejudicarão no trabalho normal. Há necessidade de partilhar ainda mais as tarefas pa/maternais. ou permitir essa partilha. Por outro lado há necessidade de consciencilizar os profissionais para a necessidade das mulheres de passarem um mínimo de tempo em casa sem que isso as prejudique na carreira.

3. Exemplos: há uns tempos Marissa Meyer, a nova CEO da Yahoo!, foi mãe e afirmou que regressaria logo que possível ao trabalho. Foi elogiada como um exemplo. Eu considero-a um mau exemplo. Essencialmente porque os meios dela não são os mesmos da esmagadora maioria das mulheres. Estas não podem construir um jardim de infância ao lado do gabinete nem contratar amas ou empregadas que tratem das tarefas da casa. Duvido que Meyer passe muito tempo a lavar a roupa, passar a ferro, cozinhar ou fazer compras. A esmagadora maioria dos casais tem que fazê-lo. Na maior parte dos casos, é a mulher que o faz exclusivamente.

São apenas alguns aspectos, mas outros haverá, que ajudam a explicar a falta de mulheres em cargos de topo. Sinceramente, sou a favor de quotas. As mulheres precisam dessa ajuda (ponto 1) e os homens beneficiariam imenso da perspectiva que elas iriam trazer. A partir daí, penso que o número de mulheres em cargos superiores acabaria por aumentar naturalmente para lá da quota.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 12.11.2013 às 16:41

Eu acho que a maternidade não é um problema que se ponha em relação às mulheres que ocupam (ou pretendam vir a ocupar, ou que alguém pretenda que elas venham a ocupar) cargos de topo (e é a isso que se refere o post), precisamente devido ao que é dito no ponto 3: as mulheres que ocupam tais cargos auferem rendimentos que lhes permitem contratar uma ama a tempo inteiro.
O problema da maternidade coloca-se, sim, enquanto as mulheres ocupam cargos intermédios. Essas não sabem se compensa investir numa ama ou não. Se não investem, perdem tempo na carreira. Se investem, podem nem por isso vir a ser recompensadas.
Imagem de perfil

De Helena Sacadura Cabral a 12.11.2013 às 21:59

Ó Luis Lavoura e você acha que a ama substitui a mãe, endinheirada ou não?!
Sabe o que sente uma mãe que tem de deixar um filho de meses na creche ou com a empregada para não perder o seu lugar no mundo do trabalho? Seja administrativa ou directora? Ou julga que as directoras sentem menos que as administrativas?!
Talvez se houvesse trabalho a tempo parcial no pós maternidade, durante um ano, as coisas melhorassem.

Imagem de perfil

De João André a 13.11.2013 às 09:02

Caro Luís, o caso de Meyer é extremo no sentido em que esperou até aos 37 anos de idade para ser mãe e acabou por o ser quando já estava no topo. A maior parte das mulheres que ambicionam ser gerentes de topo quererão ter os seus filhos antes de lá chegarem (afinal de contas, demora algum tempo). E se por os terem, já não chegam ao topo, então a questão dos recursos não se coloca.

PS - nos cargos intermédios poderá ter um outro problema: se há sequer recursos para investir numa ama (ou sequer alguém que faça a limpeza da casa). Há locais (países) onde isso implica custos excessivos.
Sem imagem de perfil

De xico a 12.11.2013 às 17:12

O único óbice, se assim se poderia chamar, será a maternidade. De resto, dos exemplos que deu, vi sempre muito mais assertividade e capacidade de decisão rápida nas mulheres com quem trabalhei e trabalho do que nos homens.
Havia alguém, americano, que dizia que no dia em que uma mulher fosse presidente da América, nunca mais quereriam um homem. Foi uma oportunidade perdida a questão de Hillary Clinton e Obama.
Também resta saber se as mulheres querem o papel que os homens ocuparam ao longo dos tempos, ou se pretendem ver o que lhes foi reservado, ou pela natureza ou pela supremacia masculina, mais valorizado no contexto social, político e cultural.
Imagem de perfil

De João André a 13.11.2013 às 09:09

Experiências pessoais são apenas isso. Eu lembrei-me essencialmente de estudos que li no passado que concluíam que, regra geral, as mulheres exibiam mais frequentemente que os homens os atributos que eu referi. Claro que há excepções à regra (a minha casa seria uma). Talvez eu deva no entanto esclarecer que com "assertivo" quis referir uma atitude mais agressiva (no "bom" sentido). Uma atitude de maior confiança numa decisão, mesmo quando não há razões para se ter tal grau de confiança. Os homens avançam muito mais em direcção ao desconhecido que as mulheres. E quaisquer erros são-lhes perdoados muito mais facilmente que às mulheres.

Eu teria preferido Clinton a Obama, mas não era pelo sexo de ambos. Não acho que as mulheres sejam melhores ou piores que os homens em liderança, mas certamente que terão características específicas que, por acrescentarem variedade, só poderiam melhorar uma direcção de uma empresa (por exemplo).
Imagem de perfil

De Helena Sacadura Cabral a 12.11.2013 às 20:12

João André
Tens razão. Eu defendo que após a maternidade o regresso ao trabalho se possa fazer durante um período a tempo parcial que atenuaria alguns desses problemas que referiste.
Imagem de perfil

De João André a 13.11.2013 às 09:11

Essa é uma excelente solução, mas os homens deveriam ser incentivados a fazerem o mesmo. Caso contrário as mulheres continuarão a ser parcialmente discriminadas por estarem ausentes mais que os homens. Há sempre os dois lados: ajudar as mulheres e educar os homens.
Imagem de perfil

De Ana Vidal a 13.11.2013 às 13:47

De acordo, João André. Tudo o que tenda a criar soluções para mulheres exclusivamente favorece a discriminação e não faz mudar o fundo do problema: o preconceito. Assim como a ideia peregrina das quotas, que não só não apoio como me parece ofensiva para as mulheres.
Sem imagem de perfil

De am a 12.11.2013 às 17:38

Não percebo patavina do tema...
Um palpite:
Penso que a mulher irá "subindo ao topo carreira" , na medida em que for criando as sua própria empresa...
Será, ou disse bobagem?
Imagem de perfil

De Helena Sacadura Cabral a 12.11.2013 às 20:13

Se criar a sua própria empresa não precisa de subir. É dona dela.
Sem imagem de perfil

De Alexandre Carvalho da Silveira a 12.11.2013 às 19:43

Durante quase vinte anos fui cliente de uma empresa cuja PCA era uma mulher. Quando se faziam os negócios e ela estava presente, o que nem sempre sucedia, as coisas corriam muito melhor, e os acordos eram mais fáceis, com vantagem para ambas as partes. Aprendi muito com aquela gestora, que era uma Senhora, Esposa e Mãe dedicada que sempre conseguiu conciliar uma vida profissional intensa e de sucesso, com uma feliz vida familiar.
Sem ironia, sempre pensei que as mulheres deviam governar o mundo, e acredito, como diz a Helena, que "elas hão-de lá chegar"! É só uma questão de tempo, e o mundo, tenho a certeza, será então um lugar muito mais feliz e seguro para se viver!
Imagem de perfil

De Helena Sacadura Cabral a 12.11.2013 às 20:15

Alexandre
Acredito sinceramente que as mulheres poderão vir a dar uma visão diferente ao mundo empresarial e alterar os horários bizarros que os homens não parecem contestar.

Comentar post



O nosso livro






Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2010
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2009
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D